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Chapecoense, um ano

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Tempo passou rápido…

Essa semana faz um ano da tragédia ocorrida com o avião da Chapecoense. Um ano em que fomos acordados com a tragédia que vitimou 71 pessoas entre atletas, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes. É..um ano..

Doeu, doeu demais, acho que desde a morte de Ayrton Senna em 1994 não víamos o país tão triste, clima tão pesado nas ruas dando para cortar o ar. Noticiário da semana foi todo para as vítimas e a cada história nova, cada lágrima de um parente ou amigo as nossas caíam também. Chapecó é uma pequena cidade do Brasil, a Chapecoense um pequeno clube e nenhum super craque vestia sua camisa, mas desde aquela data Chapecó, Chapecoense e cada uma das 71 vítimas se tornaram eternas e os sobreviventes nossos irmãos, filhos, pessoas a quem queremos bem.

E o clube? Sobreviveu? Sim, sobreviveu com dignidade. Cometeu erros comuns a cada pessoa ou clube de futebol até porque tragédias não tornam ninguém infalível ou santo. Demitiu técnicos, sua torcida fez confusão na Arena Condá, cometeu velhos vícios de clubes maiores e há polêmica na forma como trata os parentes das vítimas, mas no geral o clube sobreviveu com honra, glória e independente de títulos que outros conquistaram a Chape é a grande vencedora do futebol brasileiro em 2017.

Propuseram que o clube fosse protegido de rebaixamentos e ele não aceitou. Perigo que era real já que se quase todos os grandes clubes do Brasil já foram rebaixados por que a Chapecoense, esse humilde clube do interior do Brasil, não poderia ser até porque perdeu todo seu elenco?

É. mas não foi. Não só não foi como faltando duas rodadas para o fim do brasileiro ainda sonha com Libertadores. Sonho difícil é verdade, mas se vermos que grandes clubes como São Paulo e Fluminense estão atrás da Chape na competição vemos o tamanho do seu feito. A Chapecoense nunca foi rebaixada em sua história e chega na penúltima rodada do brasileiro já garantida na série A em 2019. Convenhamos, seria injustiça demais a Chape cair esse ano.

Chapecoense que foi campeã catarinense e só foi eliminada da Libertadores por erro administrativo. Enfrentou o Barcelona no Camp Nou e perdeu de menos que o Santos quando este foi lá. Jogou Copa Suruga no Japão, Recopa com seu irmão Nacional de Medellín. Jogou bastante, viajou bastante, conheceu o Papa e o mundo lhe conheceu.

Aos poucos a vida volta ao normal para o clube. Evidente que a tragédia nunca será esquecida, mas as outras torcidas e outros clubes já voltam a lhe tratar como um clube como outro qualquer e não ficam com “vergonha” de lhe vencer ou torcer contra quando necessário para seu clube do coração e isso é bom porque ninguém gosta de ser tratado como coitadinho. O grito de guerra, de gol e até as vaias voltaram para suas arquibancadas sufocando o choro, que com certeza ainda está no peito de cada morador de Chapecó. A vida tem que continuar

Continuou com o clube e seus novos jogadores, continuou para a torcida, continuou para os sobreviventes que saíram dos hospitais e voltaram aos seus afazeres e trabalhos. Teve que continuar para os que perderam pessoas queridas.

As emissoras de TV e rádio que perderam componentes refizeram suas equipes, familiares e amigos tiveram que continuar pela memória dos que partiram e pelos familiares que ficaram e precisam um dos outros. Nós continuamos com nossos dramas, lutas e alegrias do dia a dia.

A vida é assim, como uma rodada do brasileirão. Não adianta chorar muito a derrota de ontem porque a próxima rodada chega e nela temos que batalhar.

Nunca serão esquecidos…

…e tocar a vida é a melhor maneira de lembrar.

Vamos vamos Chape!!

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

Uma resposta para “Chapecoense, um ano”

  1. também a morte dos mamonas ,aloísio,foi de uma comoção só.

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