Segunda-feira eu iniciei aqui neste Ouro de Tolo um artigo abordando a relação entre as escolas de samba e as mídias sociais, que no meu modo de ver são muito mal aproveitadas e podem funcionar como um instrumento poderoso para que as agremiações fortaleçam suas marcas e as usem para encontrar fontes alternativas de receitas.

Por ser a rede social mais usada pelas agremiações, dispus de todo o primeiro texto para falar do Facebook e usarei este segundo para abordar as outras redes sociais (Instagram, Twitter e YouTube).

Recomendo ao leitor que veja ao menos a introdução do primeiro artigo antes de ler este segundo para que entenda melhor a minha intenção e os meus critérios para análise.

Instagram

O número de seguidores (arredondado) dos perfis oficiais no Instagram no dia 25 de junho

Para acessar os rankings do Instagram, clique aqui.

O Instagram é uma rede social na qual as escolas navegam com certa frequência, ainda que menor em relação ao Facebook. É um site com algumas peculiaridades: baseado na postagem de fotos, ele deixa os textos em segundo plano e não oferece, por exemplo, a possibilidade de inserir links para outras páginas (você até pode jogar o endereço na postagem, mas ele não terá link direto com a página em questão).

Outro ponto importante é que ela é feita praticamente que só para usuários de celular (não é possível sequer postar uma foto pelo computador), o que restringe seu conteúdo a vídeos curtos (no máximo 1 minuto) e fotos cujo sentido seja captado meio que de imediato.

Ainda assim, é fundamental que seja uma ferramenta bem trabalhada porque o número de usuários é alto e a possibilidade de atingir um número maior de pessoas é grande. Infelizmente, em geral o número de seguidores dos perfis oficiais das escolas é relativamente baixo (o Instagram oferece apenas números arredondados) embora o número de postagens seja satisfatório em boa parte dos casos (é uma rede que sugere certa moderação para não poluir a timeline dos seguidores).

Analisando as páginas como um todo, logo percebo uma característica que é frequente até nos perfis mais famosos do mundo e que ao meu ver é um erro grave: a grande maioria se limita a replicar no Instagram os posts que já vão para o Facebook.

O número de posts entre os dias 17 e 24 de junho

Considero um erro por dois motivos: em primeiro lugar, como eu disse, o Facebook é muito mais receptivo à soma de texto e imagem, que se complementam com certo equilíbrio, enquanto no Instagram você depende exclusivamente da imagem.

Escolas como a Mangueira, a Imperatriz, a Beija-Flor e o Salgueiro tentam replicar inclusive os textos de uma rede para outra e isso me parece ruim. Depois, a esmagadora maioria dos usuários do Instagram usa também o Facebook, de modo que acaba vendo duas vezes a mesma coisa.

Alguns casos chegam a doer os olhos. A União da Ilha, por exemplo, printa telas do Facebook para jogar no Instagram. É algo terrível, bem como os prints de reportagens de sites especializados que as vezes pintam no perfil da São Clemente.

O número total de posts até o dia 25 de junho.

Por outro lado, existem alguns conteúdos que são híbridos, ou seja, servem bem às duas redes. É o caso das imagens de desfiles antigos das quais a Grande Rio e a Mocidade fazem uso, ou das brincadeiras e curiosidades nas quais aposta a Unidos da Tijuca.

Uma novidade relativamente recente lançada pela rede pode ser muito interessante para as escolas: o Snapgram. Basicamente, são fotos ou vídeos curtos (de até 10 segundos) que ficam no ar por até 24 horas.

É uma chance de ouro para as escolas acompanharem em tempo real seus eventos mais importantes sem poluir muito as timelines alheias. A Vila Isabel e o Tuiuti são dois dos exemplos de bom uso da ferramenta.

O número médio de curtidas e comentários por post (apenas posts com foto, excluindo os posts com vídeo cujos dados não são fornecidos) entre 17 e 24 de junho

Novamente a Portela é a que mais merece elogios. Embora também insista em replicar conteúdos do Facebook, a escola explora algumas funcionalidades específicas. Por exemplo: todos os perfis do Instagram exibem as fotos em formato de grade, ou seja em “linhas” de três fotos (independentemente de ser a versão para computador ou celular).

Por isso, alguns perfis brincam de postar fotos em “mosaico”, ou seja nove fotos que formam uma maior nessa grade como se fosse um quebra-cabeça.

“Fenômeno Péricles” catapultou os índices da Mangueira

A Portela fez isso com uma foto da carnavalesca Rosa Magalhães. Maravilha! Só é preciso tomar cuidado pois a partir de agora será preciso sempre postar três fotos o mais rapidamente possível. Caso contrário o mosaico ficará desfigurado.

Se não houver condições de fazer isso (o que é a lógica), é melhor apagar as nove fotos que formam a imagem da Rosa. Quem viu, viu e em breve faz de novo com outra foto.

E fica o registro: o perfil do Império Serrano não é atualizado desde maio. A Liesa, lamentavelmente, sequer tem uma conta oficial.

Twitter

Número de seguidores das escolas de samba (apurado em 25 de junho) é bastante baixo

Para visualizar apenas os rankings do Twitter, clique aqui.

Apesar de não estar no auge de sua popularidade, o Twitter é uma rede social importante porque favorece o engajamento. Como as postagens são muito curtas (no máximo com 140 toques, para quem não conhece), é possível fazer um alto volume de posts sem incomodar os demais usuários.

Além disso, a taxa de “compartilhamentos” (que no Twitter são chamados de “retweets”) também é muito alta e sempre há a possibilidade de estabelecer uma conversa com o usuário que não aparecerá diretamente na timeline dos outros.

Apesar desses pontos altamente positivos, o Twitter é pouco e mal usado pelas escolas de samba. Eu até entendo que o perfil do desfile das escolas de samba não é tão favorável assim a esta rede social. É diferente do futebol, por exemplo, onde duas vezes por semana você faz o tempo real de algum jogo e todo dia posta algo sobre um treinamento ou uma entrevista coletiva.

Ainda assim, é possível fazer um uso mais inteligente do site acompanhando ensaios, disputas de samba, o desfile oficial e a apuração em tempo real, além de promover ações de marketing e conteúdos exclusivos ao longo dos dias. Além disso, o Twitter lançou o conceito de hashtag e ainda é a rede social onde ela é mais poderosa. É uma ótima chance para as escolas marcarem um verso do seu samba ou algum lema específico.

Outra funcionalidade interessante, que vai de encontro à ideia de “conversar” com o torcedor, é a de fazer uma brincadeira – o chamado “meme”. Algumas escolas da Série A como a Renascer, a Cubango e a Rocinha estão indo para esse lado e lançando mão até do expediente de seguir algumas pessoas que gostam de Carnaval para ficar de olho nas publicações e interagir. No caso dessas escolas, que a priori não alcançam um grande público, é uma ótima saída.

Com exceção do fenômeno Mangueira, que “bombou” o tweet anunciando a contratação do cantor Péricles, taxa de RTs, curtidas e respostas às contas oficiais das escolas de samba entre os dias 17 e 24 de junho é bastante baixa
Perfis oficiais não estimulam o engajamento

Falando do Grupo Especial, isso sequer seria necessário para engajar o torcedor. Mas infelizmente isso não acontece e a taxa de seguidores é baixíssima (qualquer influenciador digital de repercussão pequena tem mais seguidores que os 25.800 da Mangueira, líder nesse índice).

A constatação óbvia é que, embora todas as 13 escolas tenham uma conta no Twitter, uma pequena minoria usa de fato o Twitter – a Liesa sequer tentou e nunca teve uma cona oficial.

Quando a rede social atingiu o seu auge (ali por 2010, 2011), muitas escolas até criaram suas contas, mas hoje elas estão inativas. São os casos de Paraíso do Tuiuti, União da Ilha, Grande Rio São Clemente.

Em relação às outras, não se pode dizer que elas usam o Twitter embora haja de fato atualizações constantes. A questão aqui é que as postagens na verdade são links automáticos para as publicações no Facebook e no Instagram.

Os administradores sequer se dão ao trabalho de resumir a ideia do post. Vai a postagem inteira (que obviamente não cabe num tweet, então fica cortada já no começo) e pronto. São os casos de Unidos da Tijuca, Portela, Império Serrano, Imperatriz, Beija-Flor. A Vila Isabel não republica automaticamente os posts do Facebook, mas atualiza pouco sua conta e em geral posta apenas fotos, sem nenhum texto.

Só três escolas usam de fato o Twitter. O Salgueiro usa mal. As postagens são também tiradas de outras redes sociais (mas ao menos são pensadas e formatadas para o Twitter e suas particularidades) e deveriam ser bem mais frequentes.

O número de tweets entre os dias 17 e 24 de junho.

A Mangueira já vai um pouquinho mais além porque faz um hiperlink maior com o site oficial, aposta em alguns conteúdos exclusivos e entende a importância das hashtags. Ainda assim, nos dois casos, a taxa de retorno ao usuário é muito aquém do ideal.

Quem melhor entendeu a ferramenta até agora, embora não faça ainda o que eu considero um ótimo uso do site, é a Mocidade. A escola não posta muitos tweets (o que é um erro), mas é muito ativa. Está de olho nas reportagens que falam sobre ela e nas interações dos usuários, dando RT (ou seja, compartilhando) em quase tudo o que estimula o torcedor a interagir com a escola.

Embora tenham muitos tweets (apurado em 25 de junho), as escolas de samba praticamente não usam o Twitter (nota: o número de tweets NÃO envolve RTs e respostas a outros usuários).

As dúvidas dos usuários também são em geral respondidas. Como ponto negativo destaco a já citada frequência baixa (e em geral com postagens que também vão para as outras redes sociais).

YouTube

O número de inscritos nos canais oficiais até o dia 25 de junho.

Para conferir apenas os rankings do YouTube, clique aqui.

Esse é um caso complicado porque demanda algum aporte financeiro para produzir conteúdo de qualidade, uma vez que envolve toda uma estrutura de filmagem, edição e etc. Ainda assim, se considerarmos que o Carnaval é um espetáculo audiovisual, uma rede social de compartilhamento de vídeos deveria ser utilizada com muita frequência. Não funciona assim.

Com exceção da Beija-Flor e mais uma vez da Liesa, todas as entidades que compõem o Grupo Especial possuem canais oficiais no YouTube. O problema é que quase todos eles surgiram de ocasiões pontuais, ou de ideias que não foram adiante.

O do Império Serrano, por exemplo, surgiu com um ótimo “Aluisio Machado – Minha Império Serrano”, onde o histórico sambista falava sobre sua carreira, mas nunca mais foi utilizado.

Caso parecido foi o da Imperatriz Leopoldinense, cujo departamento cultural lançou um projeto muito parecido de resgate de sambistas históricos, mas que não foi adiante. A Vila Isabel, no Carnaval de 2015, acompanhou toda a disputa de samba com vídeos em seu canal. Excelente! Mas de lá pra cá, o canal não foi mais atualizado. Pena. O mesmo vale para a União da Ilha.

Outras escolas usam o YouTube para posts pontuais (muito, muito pontuais mesmo). A Mangueira, por exemplo, tem quatro vídeos no site. Um com um ensaio de canto em 2013, dois sobre o seu (finado) programa de sócio-torcedor e um com o samba oficial para 2017.

Da mesma forma, mas com frequência muito maior (e também abaixo do ideal), a Portela usa seu canal para divulgar registros de ensaios, eventos e algumas produções de cunho institucional. O Paraíso do Tuiuti tinha um perfil muito parecido, mas que não vem sendo atualizado há mais de um ano.

Canal da São Clemente é o mais atuante no YouTube

O caso da Grande Rio é curioso. A escola tinha um canal no qual tentava ao máximo surfar na onda do furacão Ivete Sangalo. Foram vários e vários vídeos com a cantora homenageada no enredo de 2017, o que é excelente! Os meses seguintes me deram a impressão de que o canal seria abandonado, mas agora ele voltou com tudo divulgando todos os sambas concorrentes – algo que todas as escolas deveriam fazer, por favor.

Espero que a escola aposte nisso. Só acho um erro reunir os vídeos por playlists. Por exemplo: na página inicial os vídeos com Ivete sumiram. É preciso ir até a playlist pra achar. Desnecessário.

Outros dois canais merecem elogios. A Unidos da Tijuca poderia voltar a explorar os vídeos institucionais que fez no passado, mas ao menos acompanha alguns dos eventos mais importantes do seu ano carnavalesco com conteúdos exclusivos. É pouco, mas é algo.

E a São Clemente tem o melhor de todos eles. A TV Clementiana é muito atuante, cobre praticamente todos os eventos e tem um timing muito bom: vídeos curtos, dinâmicos e muito bem produzidos. O canal aposta em séries de vídeos com personagens da escola onde eles falam, só para citar um exemplo, de seus momentos especiais na escola. Muito bom! Tem informação, tem história, tem entretenimento. É o melhor de todos, repito.

Por fim, dois casos de canais que foram criados para projetos específicos. A Mocidade merece mais uma vez um cuidado especial na análise. A escola tem um canal oficial, a “TV Mocidade. Nesse caso, foi uma série de 12 episódios antes do Carnaval de 2016 apresentando as personagens da escola e alguns detalhes do desfile. Ótima ideia, mas que infelizmente não teve sequência.

O interessante é que o departamento cultural da escola tem outro canal, bem mais ativo, com uma proposta interessante: resgatar momentos históricos da escola, como desfiles completos. Imagino que haja toda uma questão de direitos autorais complicada aí, mas as outras agremiações podem pensar em coisas parecidas.

A média de views até o dia 25 de junho

No mesmo ano de 2016, a Salgueiro TV abandonou as postagens pontuais para fazer sete episódios mostrando a preparação para o Carnaval. Pelo menos por enquanto, o perfil não voltou a postar com a qualidade e o conteúdo mostrados nesse caso, o que é um potencial desperdiçado.

No geral, todo o pouco que foi produzido pelas escolas para o YouTube mostra muito potencial. Os vídeos são muito bons! Falta regularidade e criatividade para usar esse tipo de coisa para atrair o público externo e motivar o próprio componente.

Produções bem feitas emocionam quem é torcedor e fortalecem os laços entre a escola e o componente. Algumas escolas produzem clipes especiais com seus sambas que ficam alocados nos canais da produtora e não da escola. Esse tipo de deslize compromete a eficiência da divulgação.

Pretendo retomar em breve o tema aqui analisado, mas por outro ângulo. Faltou falar sobre os sites e sobre a capacidade dos setores responsáveis em resolver os problemas e solucionar as dúvidas dos torcedores e demais interessados através dos canais de comunicação oficiais.

Imagem: Ouro de Tolo

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4 Replies to “As escolas de samba e as mídias sociais: um potencial desperdiçado (Parte II)”

  1. Leonardo, como mencionei no post anterior a Unidos de Vila Maria também utiliza outras redes sociais como Twitter, Instagram, Snapchat e YouTube. Inclusive nosso canal no YouTube tem 1.400 inscritos.

    Vejo um campo muito promissor para ser explorado pelas agremiações. No entanto também vejo que assim como a “cultura empresarial” que temos no país, quando há uma crise que exija cortes, a área de marketing e consequentemente comunicação, são um dos primeiros que sofrem diminuição de verba e importância.

    Isso acaba refletindo em algumas culturas dentro da quadra, onde presidentes e diretores não conseguem entender a importância do engajamento dentro do universo digital. Na Vila Maria temos um apoio irrestrito da presidência e isso torna mais fácil e motivador as ações.

    Ainda acredito que vamos ser valorizados numa estrutura de agremiação carnavalesca, assim como tantos outros setores.

    Abraços!

  2. Verdade. E hoje vemos essa desvalorização se transformando em uma crise de gestão, onde nem a certeza da capacidade de colocar o carnaval na rua temos.

    Será que um dia seremos um “organismo auto-sustentável”?

  3. Belos posts. Como estudante de Relações Públicas, consigo mais ou menos associar a contextualização do carnaval e das escolas de samba com uma certa “aversão” e tradicionalismo as novas tecnologias, dado que como bem dito antes, elas ainda aparentam apostar em estratégias de comunicação de nicho (falar para as comunidades) ao invés de tentar alçar voos maiores, coisa que é extremamente viável com a internet. É muito uma ideia de “sempre foi assim, não há por que mudar, gastar dinheiro com “””besteira”””…”

    Como torcedor da União da Ilha, acompanho as páginas da escola no Facebook e no Instagram, e é notável que a escola não aparenta ter um profissional dedicado de Social Media – provavelmente é alguém fazendo de favor as artes para as postagens, e os textos do presidente é provavelmente ele mesmo que escreve. A única escola que eu noto que tem um cuidado com suas mídias sociais e se nota que é extremamente “polida” nelas é a Portela, com artes muito bem feitas e postagens idem; não é algo “largado” e feito de qualquer jeito.

    A questão do Twitter vai aquém do alcance das escolas, porém. É possível utilizar o Twitter sim, mas a receptividade vai ser menor pelo perfil do usuário médio de Twitter, que é uma rede majoritariamente usada e disseminada no Brasil (apesar dos números do Twitter no Brasil serem um dos melhores do mundo, apenas 5% dos internautas no Brasil estão lá – pra efeito de comparação, 65% das pessoas que acessam a internet pelo menos 1 vez por semana tem uma conta no Facebook, no país). Não é uma rede onde se conseguirá o engajamento desejado, pois o público-alvo ideal das escolas, se utilizassem apropriadamente as redes (o fã, interessado ou potencialmente interessado no Carnaval fora das comunidades, além da própria comunidade) não está lá, seria uma rede de complemento. Idem com o Youtube – o Youtube, na minha percepção, não necessariamente daria certo como um canal de ‘notícias’, onde haveria posts diários com vídeos lá – e sim, conteúdo exclusivo da escola, matérias e especiais… 1 vídeo por semana que fosse com uma entrevista exclusiva, uma matéria rememorando carnavais inesquecíveis, cobertura especial de ensaio, matérias dentro da comunidade..

    As redes sociais são subestimadas pelas escolas de samba, e a interatividade poderia ser muito maior com o potencial que estas plataformas detêm. Transmissões no Facebook ao vivo dos ensaios, disputas de samba-enredo e outros eventos diversos (lembro que a União da Ilha transmitiu ao vivo pelo Facebook o sorteio da ordem dos desfiles e a leitura do enredo); teasers e artes bem feitas no Instagram (um erro notável de pura preguiça de social media é compartilhar o conteúdo do Facebook com o do Instagram – isso é praticamente renegar o potencial do uso de diversas redes ao mesmo tempo), dentre outras coisas. As possibilidades são vastas, e eu acredito que um dia as escolas perceberão o caráter mobilizatório das novas tecnologias – bom lembrar que praticamente todo mundo na comunidade tem um smartphone com acesso a internet, né?

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