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Homenagens sim, por que não?

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Estamos em maio e já temos oito dos quatorze enredos definidos para o Grupo Especial de 2018. Com exceção da Tom Maior (Imperatriz Leopoldina), Tatuapé (Maranhão), X9 (Ditos populares) e Império (Povo brasileiro), as demais escolas decidiram homenagear ícones da música nacional.

Nas redes sociais muitos apontaram para a falta de criatividade dos enredos paulistanos e temem que se as quatro escolas desfilarem em sequência pode tornar o espetáculo chato e repetitivo. Será?

Tomara que os deuses do samba conspiram e não paguemos pra ver tantos desfiles do mesmo segmento em sequência. Espero também que o número de homenageados musicais pare por aí, até porque não é tão ruim assim…

O grande problema é que estes enredos foram anunciados em sequência. Talvez se fosse um em abril e outro em junho, por exemplo, o impacto seria menor.

Ao todo, quando os seis temas restantes se tornarem conhecidos, as homenagens vão compor bem a safra; além de trazerem grandes personagens para desfilar no Anhembi.

E não podemos nos esquecer​ que são quatro histórias completamente diferentes umas das outras. O Vai-Vai trará o baiano Gilberto Gil e toda a luta nos tempos de ditadura, a Mocidade vai falar do samba através da maranhense e mangueirense Alcione.

Além disso a Peruche beberá na fonte da Vila Isabel com a história de Martinho da Vila, um dos grandes gênios do carnaval carioca e a Mancha Verde nos brindará com o maior grupo de samba do Brasil, o Fundo de Quintal.

A notícia que realmente me incomodou foi a da família do gênio Joãozinho Trinta ter exigido dinheiro da Dragões da Real para que ele se tornasse enredo.

Oras bolas, como assim pagar para homenagear alguém, estamos falando de um presente eterno, algo que fica para sempre, um veste gigantesco de uma instituição para vida e obra de um artista; o presidente Renato Remondini fez muito bem em escolher outro tema, que será anunciado em breve.

Imagens: Reprodução

Uma resposta para “Homenagens sim, por que não?”

  1. Matheus Antônio disse:

    Miguel, você tbm não achou estanho o enredo da campeã, já que o Wagner Santos estreou na tucuruvi em 2010 com um enredo sobre Sao Luiz do Maranhão?

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