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Meus Momentos Olímpicos

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Este Ouro de Tolo tem trazido análises do desempenho brasileiro, do desempenho americano e ainda fará uma parcial do que o quadro de medalhas final nos indica. Eu ainda pretendo escrever sobre as arenas onde estive, fazendo uma avaliação do que funcionou e do que não se saiu tão bem.

Mas a ideia, hoje, é outra. Elencar dez momentos que vivi durante a Rio 2016 e que não sairão de minhas lembranças. Momentos marcantes, emoções afloradas, ou simplesmente algo histórico que tive o privilégio de ver. Obviamente, quando nos propomos a presenciar o maior número de eventos, perde-se muita coisa, mas não posso me queixar de minhas escolhas. A Rio 2016 foi bem generosa comigo.

Por ordem cronológica, listo abaixo os meus dez momentos inesquecíveis. E muita coisa legal ficou de fora desta minha lista.

20160805_2036551 – O “Rap da Felicidade” na Cerimônia de Abertura

Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que não gosto de funk. Mas este momento na Cerimônia me marcou profundamente, talvez por evocar a minha raiz suburbana, a minha história. Fui às lágrimas.

Curiosamente, quem gosta de samba-enredo ficou mais satisfeito com o Encerramento que a Abertura, embora esta tenha sido superior em minha opinião.

20160807_1325412 – A Foto com um Campeão Olímpico

Esta foto foi na estreia do Brasil no vôlei masculino, mas acabou sendo a única selfie que a minha família faria com um medalhista brasileiro e com um medalhista de ouro. No caso, Willian, levantador da seleção e que teve um papel bastante importante durante a campanha.

Nesse dia, em que estava num lugar privilegiado do Maracanãzinho, ainda tive oportunidade de dar uma cortada em uma das bolas, que foi aonde eu estava. Posteriormente tirei uma foto com um dos medalhistas italianos da esgrima, foto aliás que gerou frisson das minhas seguidoras no Twitter.

20160808_1355543 – A Nadadora da Macedônia

A princípio, a foto tirada com a nadadora Anastasija Bogdanovski, da Macedônia, no dia 8 de agosto, não significaria nada demais. Ela foi apenas a 33ª colocada entre 43 nadadoras nos 200 metros livres, não se classificando às semifinais – embora batendo o recorde de seu país para a distância.

Contudo, assisti à prova dela ao lado da família, que foi extremamente simpática com todos nós que estávamos em volta. Na hora em que ela nadou, a família começou a gritar enlouquecidamente, sendo acompanhada por nós que estávamos próximos, gritando e batendo os pés.

Posteriormente, pesquisando o nome dela para escrever aqui, descobri que ela foi a porta-bandeira de seu país na Cerimônia de Abertura. Foi sem querer, só descobri posteriormente, mas acabou se tornando um registro histórico para mim.

20160809_1503034 – Brasil 66 x 65 Espanha

Com o perdão do mau termo, acabou ao fim das contas não adiantando porra nenhuma no vexame total e absoluto que se revelou o basquete brasileiro na competição. Mas a vitória sobre a então vice campeã olímpica, no último lance e com a torcida transformando a Arena Carioca 1 em um caldeirão, foi um dos momentos mais emocionantes que vivi durante as competições.

Mais de uma hora depois ainda estava com a respiração e o batimento cardíaco alterados – minhas filhas acharam que eu iria passar mal. Ver a emoção delas com a vitória também valeu demais. Sem contar que nós três, que estávamos na beira da quadra, gritávamos “corno” a toda vez que o Pau Gasol ia bater um lance livre…

20160808_2330135 – Phelps ganhando ouro

Vi Michael Phelps nadar três ou quatro vezes ao vivo, nas sessões de natação onde estive presente. Mas final vi apenas uma, a dos 200 metros medley, dia 11. Mais um ouro para sua coleção.

Vários nadadores de destaque estiveram sob meus olhos, mas me chamaram a atenção, especialmente, a monstra húngara Katinka Hosszu e a americana Katie Ledecky. Esta noite também me marcou pela foto que tirei com o grande Ricardo Prado, o primeiro que fez saber que existia um esporte chamado natação.

20160814_1529536 – Dia dos Pais

No Maracanãzinho, com meu pai e minhas filhas, acompanhando o vôlei feminino. Acho que não preciso explicar mais muita coisa.

20160815_2141467 – O ouro de Thiago Braz

A noite do dia 15 no Engenhão era a mais morta e sem atrativos de todo o programa do atletismo. Ainda foi esvaziada na programação posteriormente e teve a chuva parando as atividades por quase uma hora.

Mas eu, que só tinha comprado esta sessão por ser a única que encaixava em minha agenda, acabei premiado com uma medalha de ouro brasileira ao vivo. Não vaiei o francês naquela ocasião e pedi para que minhas filhas não o fizessem, mas se soubesse que ele daria o showzinho que deu depois, teria vaiado com força.

8 – A despedida de Manu Ginóbili, a torcida argentina e o time americano de basquete

Quartas de final entre EUA e Argentina, jogo decidido. A torcida argentina se concentra nas grades dos setores e começa a cantar em homenagem a seu grande ídolo, que fazia sua despedida da seleção. De arrepiar. E eu ainda estava revoltado com o comportamento da torcida na eliminação do vôlei feminino na noite anterior, o que somente acentuou o contraste.

Complementando, assistir ao time norte americano de basquete, ainda que um tanto burocrata na competição, é outra lembrança inolvidável. Até porque vi 5 jogos do time americano e 14 do basquete masculino no total.

20160818_1715259 – A derrota de Yoshida

Comprei ingresso para a luta olímpica a fim de ver um esporte diferente e, em um ginásio lotado de japoneses, vi a primeira derrota em 16 anos da lutadora Saori Yoshida, tida como imbatível – acima.

Na hora do pódio, os japoneses todos aos prantos e ela recebeu a prata fazendo um pedido de perdão – como se tivesse fracassado, o que na minha opinião decididamente não é o caso. Foi comovente.

Como o esporte tem destas coisas, meia hora depois outra lutadora japonesa ganhou o ouro na categoria seguinte e o que eram lágrimas transformaram-se em sorrisos.

20160821_15322610 – Os ouros do futebol e do vôlei

Dois ouros brasileiros, sendo um deles o mais sonhado por todos, em menos de 24 horas. Para fechar com chave de ouro. O curioso é que foram dois ingressos que caíram nas minhas mãos sem grande esforço, sem muito “F5” e sem depender dos outros. Tinha que ser.

Muita coisa ficou de fora, como o bailão de samba enredo no Encerramento, as sessões do judô, as decepções no mesmo dia com o handebol e o vôlei feminino, o sacode que a Sérvia deu na semifinal do basquete masculino… Mas optei por apenas 10.

E os leitores? Quais foram seus momentos inesquecíveis? Utilizem a área de comentários.

Imagens: Ouro de Tolo

33 Respostas para “Meus Momentos Olímpicos”

  1. Eduardo disse:

    Meu top 5 de alegria
    1 – Ver o acendimento da tocha, o que foi sempre um sonho;
    2 – Assitir um jogo de tênis ao vivo do nível djoko x del potro;
    3 – ver 2 das maiores lendas da história esportiva ganhando ouro, phelps e bolt;
    4 – Ter a sorte de acabar acompanhando oitavas e quartas, além da final, da dupla de ouro alisson/bruno schimdt;
    5 – Ver o Isaquias fazendo história ao se tornar o primeiro brasileiro a ganhar 3 medalhas numa mesma edição.

    Meu top 3 de tristeza
    1 – Ver minha sessão de semifinais masculinas do tênis ter virado só um jogo de quartas por causa da chuva no meio do torneio;
    2 – O Thiago chegar quase boiando na final do medley porque morreu tentando acompanhar o Phelps;
    3 – Derrotas da Mayra e da Sarah (para a cubana) em lutas que elas podiam ter ganho,mas ok, judô é assim.

    • Pedro Migão disse:

      2 – O Thiago chegar quase boiando na final do medley porque morreu tentando acompanhar o Phelps;

      Hahahahaha… pausa para respirar… hahahahahahahahahaha.

      Um ponto que acabei me esquecendo e que me marcou muito foi a simbologia dos Orixás sendo utilizada para apagar a Pira Olímpica

  2. jorge disse:

    Participei de alguns desses momentos, realmente é difícil descrever o conjunto de emoções que envolve uma olimpíada… derrotas lamentáveis sendo superadas por vitórias épicas em menos de 24 horas, cantar o hino nacional após a conquista de uma medalha, ver os craques da NBA, “atravessar a rua” e ver o Michael Phelps…

    Pra não repetir algumas dos seus belos relatos, vou citar 3 episódios que me marcaram bastante:

    1) Brasil x Lituânia no basquete:
    Meu 1º dia no parque olímpico, o Brasil toma uma lavada no 1° tempo e fica 29 pontos atrás do placar, com a torcida murcha. Eis que o time começa a reagir aos gritos de “eu acredito”, e a Arena Carioca 1 vira um caldeirão, com 15 mil pessoas pisando com força nas arquibancadas metálicas. Parecia que o ginásio ia desabar! A vitória não veio, mas foi ali que eu, um típico espectador de futebol, descobri que o evento seria diferente de qualquer coisa que eu já tinha vivenciado, incluindo copa do mundo.

    2) Novak Djokovic x J.M. del Potro

    Um dos maiores jogos de tênis que já vi. Ao vivo então, melhor ainda! O Djoko é um dos meus maiores ídolos no esporte, e o Del Potro jogando o que sabe é um monstro. Lembro que desmarquei compromisso pra ver aquela final do Us Open contra o Federer, há 7 anos atrás, e vê-lo voltando àqueles tempos foi comovente também. O choro de ambos ao final resumiu o que foi aquele espetáculo.

    3) Final do vôlei de praia masculino

    Ver uma final olímpica no meu bairro, na minha praia, de um esporte que eu sempre pratiquei, e com uma dupla brasileira… inesquecível. E com direito a chuva, e muita comemoração no final. Primeiro dos 3 ouros brasileiros que presenciei, momento mais que marcante.

  3. Vanessa Lages disse:

    Como só fiquei uma semana no Rio e não participei das cerimônias de abertura e encerramento não tive uma vasta lista como o Migão..rs… Mesmo assim para mim, uma apaixonada por esportes, tiveram vários momentos inesquecíveis. Minha lista dos 10+:
    1- Meu primeiro dia no Parque Olímpico: apesar da fila q me fez perder o 1º tempo de Brasil x Noruega no handebol, esse dia não sairá da memória. Me senti uma criança num parque de diversões. Meu sonho estava sendo realizado.
    2 – Nesse mesmo dia acompanhei a final da esgrima (espada feminina). Nunca pensei q sentiria nervosismo com uma disputa de esgrima. A final foi emocionante com uma virada da húngara.
    3 – Ver o Nadal: Pra quem é fã de tênis, desde os anos 90, foi outro momento marcante. Mesmo não sendo fã do espanhol (sou team Djokovic) não tem como ficar inerte a um fantástico esportista.
    4 – Simone Biles: vi a classificatória americana da última fila da Arena Olímpica. A cada aparelho da Biles, eu arrepiava. Que atleta! Que menina fabulosa!
    5 – Meu único dia na quadra central: aproveitei esse dia pra ir também as quadras 3 a 9; vi Nadal e Del Potro treinando; vi jogo de duplas; topei com a Kerber e o Tsonga… E fiquei com uma vontade de ir à um Grand slam.
    6- Eliminatórias da natação: não comprei nenhuma final de natação porque eram a noite e estava sozinha. Mas a eliminatória do dia 8/8 valeu tudo. Ver Phelps, Ledecky, Missy, Katinka, Le Clos…todos eles na mesma piscina foi emoção demais. Ainda mais que esse ingresso foi comprado poucos dias antes da minha viagem. Que sorte!!
    7- O refugiado no judô: ver todo a Arena Carioca gritando Popole e ele vencendo a 1ª luta foi de encher os olhos de lágrimas. É desses momentos que faz a Olimpíada ser tão especial.
    8- Mayra e Kayla no tatame: Vi somente a eliminatória delas. As grandes rivais lado a lado esperando lutar está guardado nas fotos e na memória.
    9- Brasil no Handebol: a Arena do Futuro foi minha casa no Parque Olímpico. Foram 4 jogos do Brasil (3 no fem. e 1 no masc.) dentre outras partidas. Destaco a vitória do Brasil x Alemanha no masculino, onde a torcida jogou junto, e o jogo entre Brasil x Angola, que comprei um dia antes deixando pra trás China x Sérvia, q no fim seria a final olímpica do vôlei feminino. Mas valeu demais porque esse foi o meu momento fã tietando a Duda e cia.
    10- Meu último no Rio ao lado de campeões: minha semana olímpica encerrou no vôlei de praia. Assisti os futuros campeões olímpicos Alisson e Bruno e ainda tirei foto com a maior jogadora de vôlei de praia (desculpe Walsh), nossa campeã olímpica Jackie Silva.
    Migão, desculpe o comentário em forma de post mas queria registrar as emoções que vivi durante esses dias. Que venha Tóquio!!

  4. 1 – Ter assistido pelo menos um evento in loco (no meu caso, o Tiro com Arco no Sambódromo) já foi uma vitória. Sol escaldante, mas valeu a pena.
    2 – Confesso, fui as lágrimas quando o Brasil ganhou o ouro no futebol. Minha mãe ficou p da vida quando comemorei euforicamente a defesa do Weverton.
    3 – Uma lamentação: não ter assistido a triste queda da seleção feminina de futebol, já que no mesmo horário estava fazendo minha matrícula na faculdade.
    4 – Assistir, mesmo que pela TV, os maiores mitos do esporte: Bolt, Phelps, Biles, entre outros. E ver a melhor participação brasileira na história, só não chegou ao TOP 10 por um azar.

    E queria ter o mesmo fôlego e verba do Migão pra ir em pelo menos 50% dos eventos rs

  5. rafael disse:

    Meus Dez momentos inesquecíveis foram:

    1- Cerimônia de Abertura: Jamais, em minha vida, imaginei assistir uma Olimpíadas em casa e ainda por cima ver in loco uma cerimônia de Abertura.
    2- Comemorar com minha esposa 13 anos de união assistindo uma sessão do Judô e outra da Ginástica Artística. Foi sensacional.
    3- Ver a cidade cheia de Gringos circulando pelo Trem, Brt e Metrô. Me senti fazendo parte, de fato, do Mundo.Outra situação como essa vivenciei apenas durante a Jornada Mundial da Juventude.
    4- Ter tido a oportunidade de levar minha filha a 3 sessões Olímpicas ( Handebol, Volei de Praia e Ginástica Rítmica)
    5- Assistir a Jogos de Tênis de Altíssima qualidade. Ver Serena, NAdal e cia. Tudo a Preços acessíveis, o que não é comum no Brasil.
    6- Assistir Duas Partidas da Seleção feminina de Futebol, em especial o Jogo contra Suécia no Engenhão, a torcida animada e as jogadoras dando o sangue em Campo.
    7- O jogo Brasil x Argentina no Basquete Masculino: Foi um jogo precedido de expectativas, as torcidas compareceram e deram um show a parte.
    8- As vaias ao Presidente Interino Golpista Michel Temer
    9- Parque Olímpico: Ver aquele mar de gente diariamente foi lindo demais.
    10- Presenciar o reencontro da seleção de Futebol masculina com o Maracanã foi demais também, ainda por cima com uma torcida acalorada,muito diferente da torcida coxinha da Copa.

    blz!

    • Pedro Migão disse:

      Esta questão da seleção de futebol “fazer as pazes” com o público carioca penso ser um dos grandes legados intangíveis da Rio 2016

  6. Dudu disse:

    Nossa, vai ser difícil… mas vamos lá:

    1- Realizar um sonho antigo de ver uma prova de revezamento na natação. De quebra, ainda vi o Phelps. Fui a 4 finais de natação;

    2- Ir com minha mãe a um jogo olímpico (Brasil x China no Engenhão)

    3- Brasil x Espanha no basquete, fui com meu irmão. Saímos pouco, foi bem legal, torcida transformou aquilo num caldeirão

    4- Ver o Bolt nos 100m livre. Vi tb o revezamento, mas a prova dele sozinho foi sensacional. E ele ainda parou pra fazer o trovão bem na minha frente

    5- Medalha de bronze do Baby. Assisti sozinho, com uns franceses, enlouquecidos pela dobradinha deles (Teddy x Emilie)

    6- Brasil x Romêmia no hand feminino. Torcida com participação bem legal

    7- Final do basquete masculino – show de bola dos americanos

    8- Revezamento 4×100 md na natação, apesar do Brasil ter fracassado, vi a última prova de Phelps

    9- Brasil x GBR no rugby. Torcida zoando tudo naquele sol senegalês de Deodoro, mt maneiro

    10- Medalha de ouro Bruno x Alisson no VP. Sensacional, apesar da chuva!

    • Pedro Migão disse:

      Eu também estava neste Brasil e Romênia, foi bem maneiro. A torcida deu show. E esse jogo do rugby me lembrou a galera gritando “vamos virar China” com os EUA 50 pontos à frente…

  7. Thiago Moreira disse:

    estávamos in loco naquele dia que o finlandês desmaiou no levantamento de peso, foi um momento olímpico meio tenso rs. A família dele tava do nosso lado…

    • Pedro Migão disse:

      Nada que uma dose de vodca não resolvesse. Meu momento tenso foi assistir à eliminação brasileira no handebol ao lado da família da goleira Bárbara

  8. jorge disse:

    Dia tenso: Sábado 13 (com cara de sexta-feira 13, rs). Deixei de ver a semifinal do tênis entre Nadal e Del Potro para assistir Brasil x Argentina no basquete, e presenciar aquela entregada no final. E com direito a provocação da imensa torcida dos Hermanos, nos chamando de “pecho frio” e tudo. Fiquei possuído, rs.
    Como se não bastasse, no mesmo dia atravessei a cidade pra ver o Brasil ser derrotado no vôlei masculino pela Itália e ficar com a corda no pescoço.

    Mas ainda bem que, como eu disse uns posts atrás, na Olimpíada sempre há um dia após o outro!

  9. Fernando Heide disse:

    Oi, Migão!
    Mimhas maiores emoções ao vivo foram:
    1) Final do futebol masculino , principalmente a partir do gol da Alemanha. O peso de ter tomado 7×1 e estar novamente no estádio deixava-me com o sentimento de culpa por estar no estádio. No final, deu tudo certo!
    2) Final do boxe com Robson Comceição: Na minha opinião a maior atmosfera de torcida brasileira em um ginásio durante as Olimpíadas. O francês já entrou derrotado. Sem falar na torcida pelo juiz de uma das lutas anteriores. Nosso “famoso” Rosário.
    3) vitórias do Bolt nos 100m e nos 4×100. O cara é um mito! Sorri pra câmera, faz palhaçada e mesmo assim chega lá e vence. Nos 100m confesso que rolou um medinho dele perder até pelo fato de estar do outro lado do estádio e com a visão prejudicada.
    4) vitória em uma luta da repescagem da Érica Miranda no Judô contra uma adversária da Romênia. Entrei em cima da hora e a brasileira tomou um Wazari é um shido. Faltavam 33 segundos, quando a Érica, aplicou um Ippon sensacional na adversária. No final não rendeu em nada, posto que, na luta pelo bronze, a brasileira foi derrotada, mas a emoção daquela vitória foi apoteótica.
    5) Phelps na Natação. Foram tantas vitórias do Phelps que eu presenciei que nem sei mais qual me empolguei mais. Tenho certeza que será o maior atleta olímpico de todos os tempos. Não têm igual. Somente ele tem quase o mesmo número de ouros no Brasil em todas as Olimpíadas. Falar o que de um atleta deste patamar? Ele não é desse planeta!
    6) partida entre Nadal X Del Potro. O que foi aquele jogo? Depois de assistir aquele jogo pessoalmente, fiquei definitivamente apaixonado pelo esporte. Embora o Del Potro tenha vencido, torci fortemente pelo Nadal. Tô pra ver um tenista que una tanta técnica, força e rafa num jogador só. Tem meu respeito! Sou mais fã dele do que o Federer, o qual fica naquele perfil senso comum que hoje em dia a imprensa adora. Sou mais quem tem personalidade como Djoko e Nadal. Del Potro foi imenso também! Baita partida!
    7) Derrotas nas finais do vôlei de praia feminino. Juro que criei expectativa na luta pelo ouro, uma vez que a Barbara e a Agatha haviam vencido nada menos que a dupla americana Walsh e Ross. Não tivemos a menor chance tanto na luta pelo bronze, quanto na luta pelo ouro.
    8) Torcida Argentina no jogo contra os EUA no basquete. Mesmo com a derrota pros americanos, os caras mostraram pra nós, brasileiros, como deveríamos torcer por nossas seleções nos diversos esportes. Parecia que estava na Bombonera.
    9) Derrota da Mayra no Judô naquela luta pra francesa. Confesso que considerei as arbitragens do judô no geral muito rigorosas com os brasileiros. Esperava justamente o contrário. Todavia, nestes Jogos, tudo que poderia ser passível de punição era aplicado no mesmo momento aos lutadores brasileiros. Fiquei com a sensação de que ela poderia ter lutado de igual pra igual com a americana na final, mas ficou de bom tamanho.
    10) momento final da abertura: ali, depois de tudo ter dado certo, chorei e tive um baita orgulho de ser brasileiro.

    • Pedro Migão disse:

      Bem lembrado sobre as arbitragens do judô

      • Rafael Rafic disse:

        O problema da arbitragem do judô nao foi contra brasileiros. Foi uma falta de critérios (ou critérios de natureza duvidosa) nos dois últimos dias de luta. Nos 5 primeiros a arbitragem estava muito bem, mas foi bem complicada na quinta e na sexta.

        O que ocorreu nas quartas de final entre a Verkerk e a Castillo passou muito do ridículo. A arena inteira reclamou mesmo sem ter brasileira na luta.

  10. Laila Kibel disse:

    Top 1 com filhos: Semi-final com a goleada do Brasil em Honduras. Meus filhos não se continham de tanta felicidade, era a 1a vez que estavam vendo a seleção, não chegamos a vê-los na Copa do Mundo. E depois, para fechar com chave de ouro, a vitória (e revanche – por que não?) sobre a Alemanha na final. Vibraram como nunca vi depois do pênalti do Neymar.

    Top 1 sem filhos: Assistir o ensaio da cerimônia de abertura. Não podia acreditar que estava lá, meu marido conseguiu esse convite aos 47 do segundo tempo. Entramos no Maranacã e o ensaio começou. Quanta felicidade, aquele sorriso bobo não saía do rosto! E, claro, 1 semana depois, a grande cerimônia de abertura, a realização de um sonho de uma vida inteira.

    Não posso deixar de falar do Phelps, o mito! Fui a várias finais e sentei quase colada nos jornalistas para registrar aquele monstro das piscinas bem de pertinho.

    E a emoção de chegar na Barra de metrô pela primeira vez? Chorei!

    Foram tantos outros momentos especiais: a primeira medalha do Brasil que vi com a Mayra no judô, a final do solo feminino, meu ingresso preferido, com o fabuloso espetáculo da Simone Biles, a emoção de torcer para o Brasil nos jogos, a felicidade de estar ao lado da família, incluindo pai, irmã, sobrinhos, enfim, tudo ficará para sempre guardado nas fotos e na memória. Que privilégio poder participar dos jogos no quintal de casa!

  11. Luis Fernando disse:

    Essa Olimpíada foi realmente marcante, não tinha como não ser, meus momentos mais legais foram:

    1- Primeiro dia de futebol masculino no Engenhão, Portugal x Argentina, além de ter sido um bom jogo, teve um clima de rivalidade delicioso entre brasileiros e argentinos…

    2- Primeiro dia do vôlei de praia, com direito a assistir os futuros campeões Bruno/Alisson!

    3- Eliminatórias do judô bem no dia da Rafaela Silva, o clima estava ótimo, dava pra perceber que a menina estava “encapetada” naquele dia. Sem contar a satisfação pessoal de na época da compra dos ingressos, num momento “Gato-Mestre”, ter escolhido este dia em detrimento dos outros no judô, pois estava com “uma sensação boa” em relação a Rafaela…

    4- Brasil x Rússia no vôlei feminino. Exibição impecável, o que só tornou ainda mais dolorido o que viria a seguir…

    5- Eliminatórias 200m no atletismo. Usain Bolt. Final do Salto Triplo masculino, com direito ao único pódio que assisti nessa Olimpíada. Inesquecível.

    Diria que não tenho momentos ruins nos eventos que assisti, Brasil x Eua foi um balde de água fria, mas até que fizemos uma bagunça boa em nosso setor popular tentando empurrar os futuros medalhistas de ouro. O momento tenso que tive mesmo foi no metrô indo para o Engenhão logo no primeiro jogo, com um babaca imbecil tentando a todo o custo provocar voluntários que estavam no mesmo vagão. Amigo, quase que o tempo fechou…

  12. Carlos Gil disse:

    Fazer listas. Algo que o Nick Hornby e o John Cusack nos mostraram ser tão divertido no excelente “Alta Fidelidade”. Vamos lá:
    1) ter vivido os Jogos em casa, perto da família, compartilhando a arquibancada com eles e ter conseguido dividir meu tempo entre trabalho e lazer a ponto de ter podido, também, ser torcedor. Cada noite mal dormida valeu a pena;
    2) a cerimônia de abertura. Por tudo. Foi a noite que mostrou como seriam inesquecíveis os dias que se seguiriam;
    3) o primeiro evento ao vivo. Foi a rodada dupla do futebol, um dia antes da abertura. Vi o segundo tempo de um animado Honduras x Argélia e, posteriormente, Portugal x Argentina. Consegui assistir de arquibancada com meu filho, meu cunhado e minha sobrinha. E todo mundo passeando de trem da Central na maior alegria e disposição;
    4) o mesmo Brasil x Espanha do basquete citado pelo Migão. Que jogo, que emoção. Foi demais ver meu filho se esgoelando;
    5) as manhãs no estádio de Remo. Visual lindo, agradável, provas legais de assistir. E ainda comemoramos em família uma prata do Isaquias;
    6) a arena do vôlei de praia. Alto astral, grandiosidade e o esplendor de Copacabana para o mundo ver;
    7) ter segurado meus dois ingressos da final do futebol até o fim, mesmo quando o “bom senso” mandava revende-los depois dos dois 0x0 lamentáveis nas duas primeiras rodadas. Fui eu e meu filho de arquibancada e foi bom demais;
    8) o ouro da Rafaela Silva. Eu a conhecia há um bom tempo e há mais tempo ainda convivo com um cara sensacional que é o Flavio Canto. Emocionante saber que de um sonho, de um projeto tão bacana, saiu uma campeã olímpica. Dei uma escapadinha no meio da tarde para ver a luta e comemorei muito a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos;
    9) mas esse cabra não trabalha, não? Como é que viu tanta coisa? Planejamento, né Migão? Como fui um privilegiado de trabalhar nos dois esportes mais nobres dos Jogos, obviamente, que vêm do atletismo e da natação os momentos pessoais/profissionais mais marcantes. A começar pelo monstro Phelps na primeira semana…
    10) encerrando com chave de ouro com os títulos esperados mas não menos espetaculares de Usain Bolt e a agradabilíssima surpresa que foi ver, ao vivo, Thiago Braz voar para a glória.

    • Pedro Migão disse:

      Réplica (rs)

      2 e 3) também estava;
      4) minhas filhas idem;
      7) somos dois;
      9) tirei 15 dias de férias, em uma longa história que posso contar depois;
      10) Thiago Braz, sem dúvida uma grande e boa surpresa;

  13. Marina disse:

    Bom, minha lista dos 10 momentos inesquecíveis vão ser bem parecidos com os do Thiago quando ele fizer, mas tem umas diferenças..rs

    1 – Divido esse tópico em 2 momentos: Cerimônia de Abertura..sem palavras..vai ficar para sempre comigo e ainda conhecemos o líder do grupo OT, Migão! rs e o primeiro jogo de handebol feminino BRA X NOR, o único jogo que fui com meus pais, dia excelente!

    2 – Ter chegado no finalzinho da última luta da Sarah Menezes, foi surpreendente chegar e ver ela lá estendida no chão, sem chance mais nenhuma de medalha..e tanto que estávamos confiantes nela.

    3 – A eliminação do Djokovic, tivemos muita sorte de ter ido a essa partida já que depois não iríamos mais vê-lo nas Olímpiadas..rs

    4 – Ter visto estrelas do tênis como as irmãs Willians, Nadal, Djoko, Kerber, uma grande oportunidade que não sei se vai se repetir..rs

    5 – Ter visto de perto grandes estrelas mundiais do esporte como Phelps, Bolt, Hosszu, Ledeck, momentos muito marcantes!

    6 – A partida de vôlei feminino BRA X RUS. Foi minha primeira vez no Maracanãzinho e conhecemos a Vanessa do grupo tbm..rs

    7 – Ter presenciado o empate triplo na prova de 100m borboleta dando a prata a Phelps, Chad Le Clos e Laszlo Cseh. Muito surreal, os três com o mesmo tempo, nunca tinha visto isso..rs Os três com 51.14s. Além da surpresa do Phelps perder um ouro, ainda esse empate…rs.

    8 – Desmaio do atleta de levantamento de peso Milko, um finlandês. Um susto..rs

    9 – No finalzinho das Olimpíadas, indo para uma despretenciosa sessão de Taekwondo, somos surpreendidos com um bronze histórico para o Brasil, noite muito feliz!!! rs..

    10 – Nesta mesma noite de Taekwondo acompanhamos um atleta do Níger ganhar a medalha de prata e o mesmo simplesmente após a cerimônia de premiação jogar a medalha para a delegação do seu país que estava assistindo gerando uma comoção em todos nós que queríamos tirar uma foto com a medalha ou até colocá-la, tocá-la..rs Muito legal a ideia de que ele literalmente jogou sua conquista para a galera, para um país que praticamente não ganha medalhas.

    É isso galera!
    Valeu OT!

  14. Marco Abi disse:

    Meu grande momento: presenciar ao vivo o ouro do Thiago. Tb não vaiei o francês no dia. Estava lá no dia seguinte e aplaudi o cara. Aprendi a torcer fora do modo-futebol.

    Meu pior momento: a eliminação do vôlei feminino. Eu estava voltando do Engenhão e acompanhando pelo celular. Ainda deu tempo de ver o Brasil empatar em 2-2, mas perder. O Vôlei feminino era, de longe, o que eu mais queria ver vencer.

    Mas, Pedrão, diz aí qual é a bronca com a torcida do Maracanazinho nesse jogo.

    • Pedro Migão disse:

      Pessoal estava mais preocupado em tirar selfies que em torcer. A gente tentava gritar para incentivar o time e gente mandando calar a boca “porque quero ver o jogo”. No final, o time eliminado e todo mundo rindo na rampa do Maracanãzinho.

      Fiquei revoltado.

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  1. […] 2016 na coluna do editor – que para mim poderia ter pulado direto do carnaval para os Jogos Olímpicos e deste para o Natal – faço alguns comentários sobre temas que acabei não abordando nos […]


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