A última parte de nossa série, mais uma vez relembrando a legenda:

***** favorito a medalha;

**** está na lista de favoritos à medalha, porém há mais favoritos do que medalhas;

*** não está na lista de favoritos, mas é aconselhável acompanhar para evitar ser surpreendido;

** está no meio dos concorrentes, sem probabilidades de medalha;

* Zebra histórica;

Remo

double skiff leve feminino (Fernanda Nunes e Vanessa Cozzi) – *

double skiff leve masculino (Willian Giaretton e Xavier Vela) – *

Rugby

feminino – **

masculino – *

Saltos Ornamentais

Todos – *

Taekwondo

feminino até 49 kg (Iris Tang Sing) – ***

outros – *

Iris Tang Sing é a sexta colocada no ranking mundial de sua categoria e em uma competição onde competem apenas 16 atletas, tem chances de medalha, mesmo não sendo favorita. Os outros três classificados não tem resultados expressivos que os credenciem.

20160526_161142Tênis

Duplas masculinas (Marcelo Melo/Bruno Soares e Thomas Bellucci/André Sá) – ***

Duplas mistas (provavelmente Bruno Soares/Teliana Pereira) – ?

outros – *

Aqui houve a última mudança dessa lista. Marcelo Melo e Bruno Soares, mesmo jogando em duplas separadas no circuito, são há muito tempo top 10 do ranking de duplas e considerados favoritíssimos à medalha nos Jogos Olímpicos. Mas a eliminação de virada na 1ª rodada do ATP de Washington, quando jogaram juntos em um piso parecido, e o jogo bem complicado na Copa Davis, reduziram uma estrela.

Bellucci/Sá tiveram resultados bem interessantes neste primeira semestre e podem ser uma bom backup, caso Melo/Soares caiam cedo na competição.

Na 2ª participação das duplas mistas nos Jogos Olímpicos há um mistério total. É uma competição que não se joga no circuito, apenas nos Grand Slams, e lá as duplas quase sempre não são da mesma nacionalidade, o que é obrigatório nos Jogos Olímpicos. Provavelmente as 16 duplas mistas, que só saberemos quais serão na semana dos Jogos, sejam 16 duplas inéditas. Ou seja, os resultados são imprevisíveis.

De resto, o Brasil não deverá ter muitas chances, ainda mais com a escolha do piso duro em detrimento do saibro, base da escola nacional.

Tênis de Mesa

equipes masculino (Gustavo Tsuboi, Hugo Calderano e Cazuo Matsumoto) – ***

equipe feminina (Lin Gui, Caroline Kumahara e Bruna Takahashi) – *

individuais (Tsuboi, Calderano, Kamahara e Gui) – *

São as melhores equipes brasileiras de tênis de mesa da história. O feminino está ainda bem atrás dos principais nomes, mas o masculino, apesar de estar apenas em 28° no ranking mundial, não está tão mal. Os 3 componentes estão dentro do Top 100 no último ranking mundial e passam por boas fases. Não é favorito, mas vale um acompanhamento “de canto de olho.”

Tiro com Arco

Individual masculino (Marcus Vinícius D’Almeida e Bernardo de Oliveira) – ***

outros – *

Aqui temos mais uma grande promessa do esporte brasileiro em um esporte inexpressivo no país: Marcus Vinicius D’Almeida. Ele é uma grande esperança… para 2020!

Ele só tem 18 anos e assim como Ana Sátila, só deve atingir seu auge em 2020, talvez 2024. Porém ele já foi quadrifinalista do mundial de 2015, campeão munidal junior e finalista da copa do mundo com apenas 16 anos. O prodigialismo é tanto que não custa verificar se ele não surpreende a todos e conquista uma medalha.

TiroEsportivoTiro Esportivo

Pistola de Ar 10m (Felipe Wu e Julio Almeida) – ****

Carabina deitado 50m (Cassio Rippel) – **

Outros – *

Felipe Wu desde o título pan-americano do ano passado tem conseguido vários resultados interessantíssimos, inclusive ganhando duas etapas da Copa do Mundo de tiro e é o líder do ranking munidal da categoria. Lembrando que depois das duas primeiras medalhas da história olímpica brasileira, em Antuérpia 1920, nunca mais o país conseguiu uma medalha na modalidade.

Alguns também apontam Cassio Rippel como possível bom resultado.

Triatlo

masculino (Diogo Sclebin) – *

feminino (Pamela Oliveira) – *

Vela

Classe 49er FX (Martine Grael/Kahena Kunze) – *****

Classe 470 feminino (Fernanda Oliveira/Ana Barbachan) – *****

Classe Laser (Robert Scheidt) – ****

Finn (Jorge Zarif) – ***

RS:X masculino (Ricardo Wincki) – ***

RS:X feminino (Patrícia Freitas) – **

Outros – *

A vela sempre foi uma das nossas maiores fontes de medalha e, espera-se que nos Jogos Olímpicos em nossa casa não seja diferente. Como sempre, o Brasil não vem com uma equipe homogênea, mas com algumas classes que se destacam bem mais que as outras.

Nesse contexto, as únicas classes que entram como favoritas são a 49er FX e a 470 feminina, na qual o Brasil tem tido ótimos resultados nas competições internacionais – especialmente nos mundiais.

Logo depois, vem o nosso incansável Robert Scheidt. A idade pesa na Classe Laser, mas ainda sim ele vem tendo resultados interessantes que o colocam no bolo por medalhas. A Classe Laser costuma ser a mais competitiva de todas da vela.

Ainda há na Classe Finn, Jorge Zarif. O Brasil nunca teve tradição nessa classe, mas Zarif ganhou o mundial da classe em 2013 para não mais aparecer depois. Só que ele vem tendo resultados melhores no início desse ano e pode apresentar uma pequena surpresa para o pódio.

Na classe RS:X masculina, Bimba não está entre os favoritos, mas é uma das primeiras apostas de fora da lista de favoritos para entrar no pódio caso haja problemas com favoritos.

Fora isso, qualquer medalha seria uma surpresa maior.

Volei de Praia

Larissa e Talita – *****

Ágatha e Barbara Seixas – *****

Alison e Bruno Schmidt – *****

Evandro e Pedro Solberg – ****

Talvez o volei de praia seja o esporte no qual o Brasil mais brilhou nesse ciclo olímpico. Com a aposentadoria de Misty May no feminino, acabou a dupla imbatível, tricampeã olímpica, Walsh/May. Walsh se recompôs com April Ross, mas sem os mesmos resultados brilhantes.

O resultado é que o Brasil passou a dominar o feminino a ponto de fazer ouro, prata e bronze no mundial de 2015. Com isso, Larissa e Talita passaram a ser favoritas ao ouro olímpico. Àgatha e Barbara Seixas entram como segundas cabeça de chave e também é uma dupla cotadíssima para o pódio. Se tudo der certo, até uma final completamente brasileira pode ocorrer, já que os procedimentos de sorteio esse ano permitem.

No masculino, Alison e Bruno Schmidt também são os atuais campeões mundiais e entram como favoritos, enquanto Pedro Solberg e Evandro estão também no bolo de favoritos para o pódio; mas diferentemente do feminino, sem qualquer destaque.

20150719_115213Volei

masculino – *****

feminino – ****

O volei masculino será uma guerra de foice entre Brasil, EUA, Itália, França e Polônia. Por respeito a tradição, a Russia também não pode ser descartada, apesar de ter feito Ligas Mundiais 2015 e 2016 e Copa do Mundo 2015 muito abaixo do razoável. Porém, no difícil pré-olímpico europeu, foi a seleção campeã.

Assim, o Brasil deveria ser classificado como 4 estrelas. Mas, depois da soberba Liga Mundial da seleção, ficou difícil não considerar a quinta estrela no ranking. Apesar do vice campeonato, foram 11 vitórias e apenas 2 derrotas, ambas para a Sérvia – que não virá aos Jogos Olímpicos. Dessas 11 vitórias, tem 2 vitórias fortes contra a seleção titular dos EUA e 1 vitória fácil contra os times titulares de Polônia e Itália. Além dessas 4 vitórias, ainda houve uma quinta vitória, essa bastante complicada, contra a seleção francesa titular.

Já a seleção feminina, apesar de ter ganho o Grand Prix em cima da seleção titular dos EUA, não convenceu e ainda apesenta falhas que podem ser fatais. Os EUA e, especialmente, a China, que não levou a equipe titular para a fase final do Grand Prix, ainda são favoritos. O Brasil vem um patamar logo abaixo dessas duas primeiras junto com Itália, Russia e Servia.

No Brasil x China da segunda fase do Grand Prix, em Macau, foi um vareio de 3 a 0 da China, no qual o Brasil mal entrou no jogo.

E que venham os Jogos.

Imagens: Ouro de Tolo e Brasil2016.Gov

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5 Replies to “Último Olhar sobre a Delegação Brasileira na Rio 2016 – Parte III”

  1. Acho que o vôlei feminino tem muito mais chances de medalha. O masculino é uma grande seleção, porém vem tremendo na base nas finais – Londres que não me deixa mentir.

    Vou ver a primeira fase do individual do Tiro com Arco, quem sabe o Brasil não vire uma zebra na modalidade rs

  2. Confio que virão medalhas no tiro com arco, vela, volei de quadra, volei de praia, fubebol, handebol, judô, ginástica olímpico e canoagem.

  3. As duplas mistas no tênis não jogaram em 2012? Ou foi só exibição? Se não me engano, ganhou a dupla do Max Mirnyi (acho que escreve assim) com a dupla do Murray em segundo…

    1. Tem razão, Luis Fernando, elas já foram jogadas em 2012 mesmo e os resultados foram realmente imprevisíveis, a exceção da dupla campeã que era a única dupla que, junto com a dupla americana, jogava junta com regularidade nos Grand Slams.
      Mas a imprevisibilidade das duplas mistas em nada é alterada por esse fato.

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