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Mais um fracasso de um futebol que começa a se acostumar com fracassos. Mais um fracasso do futebol brasileiro.

Parte da imprensa brasileira que é festiva e curte um oba oba passou um ano dizendo que os 7×1 foram um detalhe; um simples apagão que não mostrava a realidade do futebol brasileiro. Pois bem, os fracassos continuam e não mostram que vão parar tão cedo porque o problema está enraizado.

Os dirigentes brincam com o futebol brasileiro há anos. Maltrataram, bagunçaram sem pensar que um dia a fonte poderia secar. É como eu sempre ouvi em relação ao petróleo. Tanto brincaram com o futebol brasileiro, tanto trataram mal que a fonte secou.

20130630_205108Some uma lei mal feita para beneficiar os jogadores e que prejudica os clubes com uma economia, por mais que em alguns momentos mostrou crescimento, de terceiro mundo, com corrupção, incompetência diretora, defasagem de técnicos e professores acaba dando no momento ideal. O futebol brasileiro não consegue mais passar impune pelo que ocorre em cima: não temos mais os craques para salvar.

O problema começou 10 anos atrás com a última geração de ouro formada pelo futebol brasileiro. Conseguimos para a preparação da Copa de 2006, Brasil que era o campeão mundial mais recente, juntar duas gerações brilhantes e que tinham tudo para dominar o futebol mundial.

Tínhamos os pentacampeões Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho Gaúcho (Que finalmente explodira e era o melhor do mundo) se somando à geração de Kaká (Foi penta, mas era garoto), Robinho, Diego, Adriano Imperador, Fred, Nilmar e além desses caras todos ainda tínhamos Juninho Pernambucano, Alex e outros talentos que não tinham uma grande história na seleção, mas que jogavam muita bola.

Comandando esses jogadores todos o tetracampeão Parreira junto com Zagallo, maior vencedor do futebol brasileiro. Não tinha como dar errado.

Deu.Geração

Os pentacampeões não queriam mais nada com coisa nenhuma. Rivaldo foi o primeiro a desistir e nem para a copa foi, Ronaldo se transformou em um obeso mórbido, Cafu só queria bater recordes, Roberto Carlos ajeitar meiões. Tudo bem, é muito ruim tudo isso, mas eles já tinham ganhado tudo, dá-se um desconto.

Não dá pra dar desconto para os que vieram depois. A geração perdida.

Ronaldinho Gaúcho, na hora que era para se tornar um dos maiores jogadores de todos os tempos, preferiu a farra. Ganhou dinheiro com o futebol, fama, mas encerra a carreira muito menor do que poderia. Para mim foi um burro que ganhou um grande dom. Ele é novo ainda, tem toda uma vida pela frente e poderia ter se dedicado um pouco mais a sério. Teria ganhado ainda mais dinheiro, que é o que move os jogadores hoje.

Outro equivocado foi Adriano, que se entregou a bebida e à vagabundagem. Melancólica década daquele que um dia foi imperador. Diego não confirmou o que poderia ter sido, Nilmar sofreu com contusões, Kaká além de sofrer com contusões fez escolhas erradas, Robinho foi menor do que esperávamos, Fred virou jogador nacional, Juninho Pernambucano foi muito velho à seleção e Alex nem foi.

Mas principalmente pra mim. Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano são as “viúvas Porcinas” do futebol brasileiro. Aqueles que foram sem nunca terem sido.

A geração atual não é tão boa. Já temos algumas decepções que lembram essa outra como Ganso e Lucas, mas acredito que mesmo com tudo que ocorre externamente em nosso futebol as coisas poderiam ter sido melhores nas copas de 2010 e 2014 se esses caras tivessem assumido suas responsabilidades.

Eles, principalmente R10 e Adriano, brincaram com suas carreiras, vidas e dons que receberam. Esse grupo de jogadores que era para ter chamado a responsabilidade na copa feita aqui; não Neymar com 22 anos e com tão pouca idade teve o peso de um país todo nas costas. Se ele fosse em 2014 o coadjuvante que tinha que ser chegaria agora mais tranquilo para realmente comandar a seleção e com certeza não teria destemperos como o ocorrido contra a Colômbia.

Neymar foi obrigado a amadurecer porque os expoentes da geração anterior não amadureceram até hoje.

É triste ver grandes talentos como Edmundo, R10, Adriano, Kaká, Robinho, Diego, Ganso tratarem tão mal o dom que receberam, a profissão de sonhos que tiveram. De sonhos sim porque milhões de jovens queriam ter a chance que tiveram, o dom que receberam.

E sendo polêmico eu incluiria até Romário nisso. O futebol que o baixinho jogou permitia bem mais que “apenas” ganhar a Copa de 1994. Romário tinha futebol pra ganhar 90, 98 e 2002 também – além dos ouros olímpicos de 1996 e 2000, mas seu comportamento fora de campo e contusões pela forma que conduziu sua carreira atrapalharam isso.

Mas Romário e Edmundo pertenceram a gerações que tinham outros astros, que seguraram suas ondas quando necessário, os outros não.

Futebol brasileiro maltratado dentro e fora de campo. Só podia dar nisso. Os Deuses do futebol cobram tamanho desleixo.

E chegou nossa conta.

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

5 Replies to “A Geração Perdida”

  1. A respeito da geração atual, o Lucas está evoluindo bem. Ele não é do mesmo nível do Neymar, mas teve uma temporada boa no PSG no último ano (prejudicada um pouco por uma lesão). Pode evoluir ainda mais, e se tornar um grande jogador. Já o Ganso… Até pouco tempo atrás eu ainda tinha esperanças, mas a cada dia fica mais difícil acreditar que ele vai explodir alguma hora.

  2. Ah, e tem também o Alexandre Pato. Ele é outro que tinha (tem) um grande potencial, mas que, apesar de ter tido uma boa passagem pelo Milan, não se tornou um grande craque como pareceu que se seria no início no Internacional.

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