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“Ele não vai ganhar corrida com uma Sauber”, disse Amir Nasr, tio e empresário de Felipe, à repórter Domitila Becker em ótima matéria exibida na última quinta-feira pelo programa Tá na Área, do SporTV.

Mais do que “vender o peixe” do programa em que trabalho, cito essa frase para que fique clara a realidade que o torcedor brasileiro precisará enxergar no novo piloto do país na Fórmula 1.

O excelente quinto lugar de Nasr na sua estreia, domingo passado em Melbourne, só confirma tudo o que eu já havia visto em Felipe na sua carreira até agora: muita consistência no ritmo de corrida, poucos erros (ou no caso deste GP, nenhum), muita inteligência, e doses de arrojo.

Pra começar, Felipe não se abalou com a polêmica envolvendo a Sauber no fim de semana. Vale lembrar, o holandês Giedo van der Garde (ou Guiando Devagarde, como ficou conhecido entre os fãs quando pilotou na F1) pleiteou uma vaga de titular na Justiça. Até a Sauber de$enrolar a situação, foi um drama… Na classificação, Nasr botou no bolso o companheiro Marcus Ericsson e quase foi para o Q3.

Na corrida, Nasr largou muito bem de 11º e ganhou posições. Conseguiu escapar ileso da zona da confusão (permita-me usar o termo, Vanderlei Luxemburgo, por favor), e na relargada aproveitou um problema com Carlos Sainz para se posicionar em quinto.

nasrsauber2Mas não foi só isso. Depois, resistiu com tranquilidade à pressão de Daniel Ricciardo, da Red Bull, e, quando Kimi Raikkonen ficou à sua frente após uma mudança de estratégia da Ferrari, não se preocupou, e manteve seu ritmo – o finlandês abandonaria.

Portanto, Felipe Nasr cumpriu à perfeição tudo o que ele se propôs em Melbourne. É evidente que a quinta posição foi ajudada pelo caráter tumultuado da prova, que teve muitas quebras antes e durante. Mas Nasr fez o dele, insisto, com perfeição.

No fim, Felipe se tornou o melhor estreante brasileiro em 65 anos de Fórmula 1, superando nomes consagrados como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Resultado para se comemorar, claro, e o emocionado Felipe o fez com integrantes da Sauber e o tio Amir.

Mas, calma. Não se pode imaginar que Nasr vá fazer de imediato tudo que o torcedor brasileiro sonha há tempos. Não é assim que a banda toca.

“O que o Felipe precisa fazer nos dois primeiros anos é aprender e mostrar para as equipes grandes o que ele pode fazer”, apontou Amir Nasr.

Perfeito!

E, para encerrar essa coluna, atentem para esta análise a seguir. Sem oba-oba, sem factóides, sem exageros, sem deslumbramentos. A melhor análise da estreia excelente de Felipe Nasr foi do próprio piloto:

“É claro que foi uma ótima estreia, acima das expectativas. Mas, sendo realista, a Sauber não é o carro mais competitivo que tem na pista. Estas primeiras corridas são as que têm estas confusões. As oportunidades para aproveitar estão nelas. Mais pra frente, muitas equipes vão melhorando e tudo fica mais difícil. Vamos aproveitar o que puder para marcar estes pontos logo no começo”.

Próxima coluna na semana que vem…

One Reply to ““Ele não vai ganhar corrida na Sauber””

  1. O Nasr parece ter a cabeça no lugar. Mas o Massa também tinha e olha o que virou.

    Sinceramente, o que falta aos pilotos brasileiros – desde o Senna, e espero que o Nasr tenha – é se impor diante do companheiro de equipe. Mesmo que o Ericsson fosse um virtuose. Pego de exemplo o que o Alonso fez com o Massa, na China em 2010, naquela entrada de boxes.

    Senna e Piquet jamais deixariam o espanhol ultrapassa-los na entrada dos boxes. Sim, jogariam o carro em cima, bateriam, abandonariam e partiriam para a porrada, se fosse necessário.

    Agisse assim e talvez o Massa, hoje, seria disputado a tapa por todas as equipes do grid. Tomara que o Nasr não caia nessa bobagem de “Senna ao contrário” e faça o dele.

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