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Não tenho resenhado ultimamente os livros que tenho lido. Primeiro pela falta de tempo e, segundo, porque ando em um ritmo meio caótico de leituras.

Mas recomendo aos leitores, entre outros, a trilogia que aborda a biografia de Getúlio Vargas – da qual estou no meio do segundo volume – e “Onze Anéis”, do ex-jogador e técnico multicampeão de basquete Phil Jackson – hoje presidente de operações do New York Knicks.

Mas este “As 100 Melhores Cervejas Brasileiras”, do especialista Maurício Beltramelli, merece uma atenção mais detalhada neste espaço. De forma clara e concisa, o sommelier e Mestre em Estilos de Cerveja explica para o público especializado – e especialmente ao que ainda não desbravou os 120 tipos de cerveja – quais são as 100 cervejas brasileiras que ele considera as melhores.

15067848Antes disso, porém, o autor faz uma introdução à ciência envolvida na fabricação da bebida, mostra ao leitor que cada ocasião propicia um tipo diferente de cerveja e demonstra os copos adequados a cada estilo cervejeiro.

Sim, porque uma Chimay Bleue, por exemplo, perde muito da graça se for bebida em um copo de geleia – embora tenho de confessar que, no réveillon de 2013, bebi boa parte de uma garrafa de litro e meio no gargalo para exorcizar 2012…

Beltramelli também explicita o corte discricionário feito para a seleção das cervejas. Obviamente, todas são brasileiras, e o autor adotou o critério de não incluir exemplares das chamadas “cervejas de massa”, produzidas em grande escala.

Confesso que discordo levemente de Beltramelli e abriria uma exceção para a Heineken: ainda que feita em massa, é o único exemplar feito apenas com malte, lúpulo e levedura das chamadas “mainstream”.

Outros critérios de corte foram excluir as disponíveis apenas em chope – pela menor facilidade de acesso por parte do consumidor – e as chamadas edições especiais, por talvez não estarem à venda na época da publicação.

Feitos os cortes, as cervejas são classificadas em oito itens: estilo, teor alcoólico, temperatura para servir, amargor, dulçor, corpo, tonalidade e copo sugerido. Cada um deles recebe uma classificação e faz parte da ficha de cada cerveja apresentada no livro. Beltramelli utiliza o guia de estilos da Brewers Association (BA), mas eu confesso que estou bem mais familiarizado com a classificação da BJCP (Beer Judge Certification Program). No fim das contas, não faz muita diferença.

Também antes de passar à lista Beltramelli introduz o leitor à degustação da cerveja e oferece um pequeno glossário ao leitor não familiarizado com os termos. A propósito, recomendo ao leitor que tiver oportunidade de fazer o curso do autor sobre degustação e cultura cervejeira que o faça – minha experiência já foi alvo de post, com a foto que abre esta resenha tendo eu com o autor naquela ocasião (2012).

20141205_204818Após estas introduções, passa-se à lista de cervejas. Cada uma ganha, além da ficha que descrevi acima, um texto no qual o autor mostra o porquê daquela cerveja estar na lista, além de contar a histórias das cervejarias abordadas.

Confesso que, mesmo sabendo que é um dado que pode ficar defasado, teria incluído o item “faixa de preço” na ficha técnica. Até para que o leitor não iniciado possa ter uma ideia de custo-benefício.

Sobre a lista em si, diria que concordo com 80 a 90% dela. Senti falta de três exemplares da cervejaria carioca Mistura Clássica: as IPAs Vertigem e Amnésia e a dark strong ale Volúpia. Não sei se a Invicta, feita em parceria com a americana SixPoint, estava disponível à época, senão é outra ausência a se lamentar.

Quem não deveria estar ali?

As duas cervejas da Amazon Beer, que pessoalmente acho bastante superestimadas, para não escrever algo mais forte. A Fraga Weiss, que não é nada digna de maior atenção, também “sobra” na lista. Finalizando, em minha opinião há exemplares demais da Wals e da Backer na lista. E a Falke Pour Vivre, até por ser exemplar difícil de se encontrar – e caro.

Observando a lista, percebe-se que o suprimento de diversos exemplares aqui no Rio ainda é bastante irregular. O que é uma pena, ainda mais quando estão neste caso brejas como as ótimas Green Cow e Holy Cow, da Season – as melhores IPAs brasileiras em minha avaliação.

Das 100 cervejas listadas, calculo ter bebido umas 80.

Minha opinião é que o livro traz um painel bastante adequado do panorama nacional, tanto para o leitor acostumado com as “mainstream” como aquele, como eu, que já enveredou pelos 120 estilos de brejas. Recomendo muito a compra.

Na Livraria Cultura, o livro está custando R$ 21, em promoção. Agora é esperar o livro com as “100 Melhores Cervejas Mundiais”, que espero estar no planejamento do autor…

2 Replies to “Resenha Literária: “As 100 Melhores Cervejas Brasileiras””

  1. Grande amigo Pedro Migão,
    Muito obrigado pela ótima resenha e pelas críticas sinceras!
    Esclarecendo alguns pontos, digo que não adotei o critério de não relacionar cervejas “de massa”, e o critério com a escolha dessas cervejas foi o mesmo. Embora eu também considere a Heineken uma bela cerveja (e companheira de muitos churrascos), considerei que ela tomaria o lugar de outra que, na minha opinião, tem mais potencial pra ficar entre as 100 Melhores. Como eu já disse por aí, foi bem difícil escolher APENAS 100 cervejas…
    Quanto as ausências e-ou sobras, achei bem interessante as opiniões, vou pensar a respeito.
    E em relação à sua sugestão “faixa de preço”, achei-a genial! Caso hajam novas edições, com certeza vou incluir esse item sim!
    Muito obrigado amigo! Cheers!

    1. Obrigado pelo comentário, Maurício. Como já escrevi no Facebook, sua explicação sobre a Heineken me convenceu. Prosit!

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