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Na coluna de hoje a jornalista Raphaele Ambrosio conta as desventuras para adquirir um medicamento do programa Farmácia Popular nas Drogarias Pacheco.

Descaso

Hoje, meu post vai fugir à linha rotineira, para dar espaço a um desabafo. Um desabafo de filha. Um desabafo de uma pessoa indignada com a falta de respeito com o próximo, com a falta de profissionalismo de uma pessoa que escolheu a área da saúde para zelar pelo bem estar do próximo – mas que não o faz.

Minha mãe passou mal na madrugada de terça para quarta, com muito enjoo, PA 18/10, dor de cabeça absurda. Esse mal estar veio do nada, enquanto ela dormia e um dos remédios de pressão que ela deveria tomar acabara no dia anterior. Tive que medicá-la com o que tínhamos em mãos para fazer e com isso, passamos a noite toda acordada, até que por fim, ela adormeceu e o remédio começou a fazer efeito.

Quando foi ontem, fomos até a farmácia Pacheco, com a receita dada pelo médico de anos, que acompanha a hipertensão dela, lhe receitando sempre o mesmo remédio.  Chegando lá, fomos recebidas por um atendente muito calmo e educado que, prontamente, leu a receita e pegou os remédios.  O procedimento era feito pelo sistema da Farmácia Popular. Pegou a carteira de identidade da minha mãe, para jogar no sistema. Tudo corria normalmente, até que ele se dirigiu a farmacêutica responsável, pois não entendia o numero que acompanhava o ultimo remédio, mesmo já tendo pegado os mesmos e deixado no balcão.

Minha mãe notando a recusa da farmacêutica foi até eles. Lá foi informada de que não poderia fazer a retirada dos remédios, já que a letra do médico era ilegível. Mas como assim? Se era ilegível, por que os remédios estavam sob o balcão? Questionada sobre isso, a doutora falou que nada poderia ser feito, que a receita estava escrita ‘muito mal e porcamente’ e que o sistema da Farmácia Popular iria recusar, já que a receita seria scaneada.  Vendo minha mãe chorando, fui até lá.

Aleguei que minha mãe passou mal a noite toda, contei o ocorrido da madrugada anterior, falei que ela precisava tomar aqueles remédios e que não sairíamos de lá sem eles, já que o atendente já estava finalizando tudo, pois entendeu a letra. Ela se alterou. Começou a falar alto comigo e expor a minha mãe ao ridículo. Disse que não iria permitir a entrega dos remédios, disse que até o nome dela não tinha como ler, que está na lei que não é mais permitido letra médica ilegível e que ela voltasse ao médico e pegasse outra receita. Minha mãe começou a passar mal na frente dela. Disse que só teria outra consulta no final de setembro e que até lá, não poderia ficar sem a medicação. Para a minha surpresa, a farmacêutica falou: se está tão necessitada, compre o remédio, pague por ele.

Ai quem se alterou fui eu.

Pagar por algo que minha mãe tem direito? Se a letra estava ilegível como ela diz, como o atendente conseguiu entender e pegou TODOS os remédios sem problema algum? Só porque ele não entendeu quantos Mg seria? Isso justifica todo o constrangimento que minha mãe estava passando? Falei a ela: “só saio daqui com o remédio dela. Você escolhe: ou você entrega ou chamo a policia”. Ela, com um sorrisinho no rosto, rebateu: “Pode chamar”.  Minha mãe passou mais mal ainda.

O principal remédio que minha mãe precisava, foi o primeiro que o atendente pegou e entendeu perfeitamente a letra. Minha mãe implorou que ao menos este lhe fosse entregue. Ao ver que eu estava irredutível e que de fato, chamaria a policia, ela liberou essa medicação. Aos berros no meio da farmácia, falou: “Doentes na farmácia tem um monte, não só a sua mãe”. No mesmo tom que ela, rebati: “Não lhe perguntei nada e além do mais, não me interessa os outros, me interessa a minha mãe”. O atendente voltou ao seu balcão e finalizou o atendimento, liberando o remédio a minha mãe. Mas ai, o constrangimento era geral, pois todos olhavam para a gente indignados com a situação, com o modo em quem fomos tratadas, pelo descaso da doutora que, em vez de ajudar, só nos constrangeu.

Poucos metros dali tem outra Pacheco. Fomos lá. Pasmem: o atendente pegou TODOS os remédios da minha mãe, não questionou letra, nome, número… nada! Apenas fez o seu serviço e entregou as medicações a minha mãe, que a essa altura, já estava com a pressão nas alturas de novo. Saindo de lá, um carro da policia estacionou, os PMs foram lanchar. Fui até eles e contei o ocorrido. Fui orientada a ir à DP mais próxima e fazer um registro de ocorrência por constrangimento, já que a conduta da farmacêutica foi errônea do inicio ao fim. Minha mãe não quis esticar a situação e pediu que eu deixasse para lá.

Mas fica aqui a minha revolta com a situação! É assim que pessoas são tratadas na área da saúde, por farmacêuticas desse naipe. Pessoas que fazem juramento ao pegar o diploma, apenas para saírem bonitas na foto e perante a família, mas que na realidade, maltrata pacientes, pessoas do bem que, apenas, querem ser medicadas com dignidade. Minha mãe não foi lhe pedir nenhum favor, era DIREITO dela em receber a medicação na Farmácia Popular.

Concordo que existam letras de médicos que são impossíveis de ler. Concordo que exista uma nova lei na qual, não é permitida a liberação de medicação com receita ilegível. Mas no nosso caso não foi assim que aconteceu. A letra era legível, letra essa que essa farmácia está cansada de conhecer, já que minha mãe sempre foi paciente desse médico e sempre pegou remédios lá com receita escrita com a letra “ilegível” dele.

As pessoas cada vez mais estão perdendo a noção. Cada vez mais estão sendo ignorantes e, infelizmente, cada vez mais diplomados estão se achando com o rei na barriga e destratando as outras pessoas, como se fossem superiores a elas. Só que com a minha mãe não, violão!

Fica aqui o alerta para todos que, assim como a minha mãe, precisam da Farmácia Popular, não passem por isso. Letra ilegível é contra a lei, mas um profissional da saúde negar medicação e constranger pessoas enfermas é muito pior do que qualquer lei. E acredito na lei de Deus e tenho certeza que, o mal que essa farmacêutica fez a minha mãe, terá retorno, pois está nas mãos Dele.

One Reply to “Saúde e Batom – “Descaso””

  1. Todas as vezes que tendo adquirir medicamentos em qualquer Drogaria Pacheco, não consigo porque os atendentes alegam que o SISTEMA ESTA FORA DO AR, no mesmo instante, faço contato com outro estabelecimento que tem FARMÁCIA POPULAR e obtenho as medicações receitadas.
    Nas organizações PACHECO sugerem pagar os medicamentos com desconto, sou idoso, paço por constrangimento, os atendentes fazem referência que o sistema está fora, com certo ar de deboche.
    Fica aqui registrada a minha queixa,convicto que será tomada as devidas providências que o caso requer.
    Att.
    Luis Wasserman

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