E acabou a Copa América…

…Com o fim do certame vencido pela seleção brasileira acabou a temporada de doze anos com grandes eventos no Brasil que se iniciou com O Pan Americano passando por Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Hora de parar pra pensar em tudo o que ocorreu e no legado. Tivemos um importante legado, grandes ganhos.

Grandes ganhos de Sergio Cabral e sua família, políticos amigos, suas famílias e empresários. Esses foram os maiores vitoriosos desse período.

O povo? Ganhou muito pouco. O.K., temos BRT, VLT (que funcionam bem aquém que deveriam), mudança urbanística no centro da cidade e muito pouco além disso., A dura realidade é que o Brasil e principalmente o Rio de Janeiro eram muito melhores antes do início do Pan que hoje.

O esporte brasileiro também era melhor, pelo menos existia esperança, a impressão que dá é que perdemos uma grande oportunidade de revolucionar o esporte brasileiro e dificilmente outra parecida surgirá, um grande exemplo ocorreu agora com a seleção feminina de futebol.

Com todas as dificuldades elas superaram o que puderam e chegaram nas oitavas de final do mundial. Lutaram, perderam, choraram e pediram por maior investimento, maior ajuda. Comoveram, fizeram a população torcer por elas. Nunca transmissões femininas tiveram tanta audiência e a Globo mostrou todos os jogos da seleção e a final. Bacana, não é?

É, mas provavelmente dará em nada. Nas Olimpíadas tivemos a mesma comoção, inclusive com a famosa camisa rasurada de Neymar com nome da Marta escrito pro cima e adiantou nada. A copa acabou e cada vez menos se fala no futebol feminino que continua e terá seu campeonato nacional, vamos ver com qual repercussão.

A verdade é que o povo brasileiro não gosta de esportes, gosta de vencer e enquanto o futebol feminino não vencer não será bem cuidado nem por dirigentes nem pela população. Sim, terá que ser na superação, enfrentando todas as dificuldades, sem apoio, mas infelizmente essa é a realidade. A modalidade além de enfrentar preconceitos ainda tem que enfrentar o “primo rico” que para “seu azar” venceu as duas competições que foram paralelas às femininas fortalecendo o preconceito.

E quanto a masculina? Venceu a Copa América sem nenhum brilho. Uma competição fraca, vazia, com pouquíssimo bom futebol e a seleção brasileira ganhou de forma burocrática, sem craques, sem encantar não mostrando nenhum pingo de esperança para um futuro próximo. Uma competição que acabou com aproveitamento político. Algo natural se lembrarmos de Hitler e as Olimpíadas de Berlim, Vargas e seus discursos em São Januário, ditadura militar se aproveitando da seleção de 70, ditadura argentina se aproveitando da copa de 78, Lula e o surgimento do Itaquerão. Sim, natural, normal porque nos acostumamos ao enjoo, a cara de pau.

Mas posar para foto oficial é demais.

Pessimismo? O Brasil é o país que mais mata otimistas no mundo e só ver o jeito que vida está, o jeito que o país está para perceber que o que virá do fim da festa será uma profunda ressaca.

E a conta para pagar.

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One Reply to “Fim de festa”

  1. E o Brasil quer sediar a Copa Feminina de 2023, o que é uma piada de mau gosto pra mim, e imprensa fala disso com tranquilidade, um cinismo e indiferença perante à crise, sem falar do GP do Brasil no Rio, mais fácil um ateu acredita em Deus do que isso acontecer.

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