Faltam duas semanas e, repito minha ladainha, é sofrido viver toda essa ansiedade de longe. Mais difícil ainda é escrever um texto com prognósticos para uma disputa sobre a qual você pouco pode acompanhar de perto.

Dessa maneira – e pelo passado recente de dois anos seguidos com viradas de mesa – como tentar elaborar uma lista de favoritas ao título e candidatas ao rebaixamento?

O que é possível fazer é trocar ideias com vocês, expor algumas opiniões e tentar dar uns pitacos, porque desfile de escola de samba é competição também. E tentar acertar o resultado é divertido, na medida em que o respeito ao trabalho das comunidades e dos carnavalescos seja sempre mantido.

Seguindo pela ordem dos desfiles (me cocei para incluir um comentário sobre as esdrúxulas decisões sobre a ordem, mas vou ganhar tempo e espaço na coluna), temos duas grandes curiosidades na abertura do Grupo Especial.

Como vem o Império Serrano com um samba que não é samba-enredo, um enredo até certo ponto abstrato e prometendo uma estética diferente? E como virá a Viradouro (trocadilho detectado), voltando ao seu grupo vitaminada, luxuosa, com carnavalesco e equipe de grife, mas também com a dupla samba/enredo pouco badalada no pré-carnaval?

Os Paulos que foram parceiros e viraram bons amigos parecem ter sofrido influência um do outro no seu processo criativo. Se o Menezes vai apostar em alegorias humanas (também como forma de driblar a falta de recursos), o Barros, ao que se nota, trará um barracão mais cenográfico e fantasias bem desenhadas.

No âmbito financeiro, a comparação pode ser catastrófica para o Império Serrano – que seguramente desfilará com menos investimento que a coirmã niteroiense. É hora do chão e da garra imperianas entrarem na pista. E torcer para que o clássico de Gonzaguinha tenha o efeito desejado pelo carnavalesco e proporcione uma permanência tão sonhada num ano tão complicado.

Para a Viradouro tudo leva a crer que apenas permanecer é pouco. A vermelho e branco pode repetir o feito da Unidos da Tijuca, última a vir do Acesso direto para o desfile das Campeãs (2000).

Na sequência teremos a oportunidade de ver uma Grande Rio “renascida”? Ao que tudo indica, sim. Enredo e samba questionáveis sob vários pontos de vista, mas com a assinatura de Renato Lage e uma escola frequentadora do G-6 precisando mostrar que a história contada para salva-la no ano passado – a de que é imprescindível para o espetáculo – tem alguma justificativa.

Nos últimos anos, a verdade é que a Grande Rio mais ficou devendo do que entregou ao público grandes momentos, grandes desfiles. A tricolor de Caxias voltando no sábado já foi visto com surpresa, como injustiça ou, em alguns casos, com resignação. Não se pode descartar essa possibilidade, no entanto.

Pesos-pesados dos últimos carnavais tentando reverter a eterna maldição do domingo. Salgueiro e Beija-Flor, cabeça a cabeça, entrando na avenida. Acredito que o único motivo que pode impedir um grande resultado salgueirense é o reflexo da crise política que se abateu sobre a Silva Telles nos últimos meses. Se é que vai influir em alguma coisa. O Sal tem uma espécie de conjuntura astral perfeita para grandes títulos, de grandes escolas. O fator “surpresa” (por causa da crise), que me faz lembrar Mangueira 2016, que veio de um décimo lugar para arrebatar a Passarela. Um sambaço, um enredo de DNA salgueirense, força nos quesitos. É contar com a força de Xangô e sair pro abraço, rumo a um grande resultado.

A atual campeã deve voltar à sua estética mais consagrada. Afinal, para falar de si mesma, de seus 70 anos, seria no mínimo estranho não ver uma Beija-Flor grandiosa e luxuosa. O samba que é criticado por muitos pode e deve crescer. É a minha expectativa. Só com muitos pontos fora da curva a Beija não estará no sábado das campeãs, até mesmo celebrando o bi.

A Imperatriz 2019 não me traz a mesma (boa) expectativa em relação a outros anos. Primeiro, porque a Rainha de Ramos vinha nos brindando, seguidamente, com lindos sambas. Não é o caso agora. Segundo, com enredos interessantes. Tampouco me tema escolhido. Quando tentou fazer graça e mudar seu perfil a Imperatriz não colheu bons resultados. Sei não, com um G-6 tão disputado e sempre propenso a “intrusos” como Tuiuti-18, eu não apostaria meus pixulés numa grande colocação gresilense. A conferir.

A Tijuca, ao contrário, fecha a primeira noite cercada de muitas expectativas positivas. Porque a escola meio que tomou da sua antecessora na avenida, a Imperatriz, o rótulo de “certinha”. Tudo na Tijuca é muito certinho. Exceção feita ao trágico carnaval de 2017 – que teve reflexos em 18 – a agremiação do Borel tem quase vaga cativa nas Campeãs pelo desempenho de seus quesitos. Acredito que vá se recuperar dos dois últimos carnavais em que esteve aquém do que nos acostumamos a ver em suas apresentações.

Chega a segunda noite e, com ela, a São Clemente. Pelo que venho acompanhando à distância do trabalho de Jorge Silveira estou bem ansioso para ver esse desfile. Muito porque desfilei em 1990, na ala das crianças (sim, amigos!), então premiada com o Estandarte de Ouro. Mas também porque gostei bastante da nova roupagem dada por ele ao enredo de quase trinta anos atrás.

Não sou entusiasta de reedições. Mas para uma escola que tem, seguidamente, problemas de canto pode ser um antídoto que a proteja das últimas colocações. Em 2018, a preto e amarelo se salvou na última nota. Caso consiga arrebatar, como fez com o “Samba sambou” original, pode passar sem apertos esse ano.

A Vila Isabel é a escola da montanha-russa. De campeã a quase rebaixada. De protagonista a coadjuvante. Isso de um ano para o outro. Ao que tudo indica a branco e azul está num ano de altos. Rica, pronta, grandiosa. Talvez lhe falte o que geralmente sobra. Um bom samba e um bom enredo. Não que a obra musical seja ruim. Tem até um excelente refrão. Mas a abordagem, a meu ver, antiquada dada à história de Petrópolis, com saudações à realeza no melhor estilo 1960, me tira, pessoalmente, um pouco da empolgação com a passagem da escola.

Imperatriz foi campeã em 1989 com desenvolvimento parecido, irão lembrar muitos. Exato. A Vila pode muito bem voltar no sábado – até brigar pelo título. Mas como falo aqui de expectativas, de ansiedade, não colocaria esse desfile entre os que mais anseio ver de antemão.

Na sequência, aí sim, uma promessa de muita emoção passando pela Sapucaí. Ao lado do Salgueiro no domingo, a Portela tem o conjunto samba/enredo com mais DNA nesse carnaval. Falar de Clara Nunes. Precisa mais? Claro que para ganhar a vigésima terceira estrela precisa. E não será fácil. Mas meio caminho andado a Águia já tem. Uma das que mais têm voltado ao Desfile das Campeãs, a Portela se apresenta quase como pule de dez para estar entre as seis melhores de 2019.

Ilha e Tuiuti, que vêm a seguir, têm missão duríssima. Não deixar a peteca cair entre Portela e Mangueira. À União da Ilha, tenho a impressão, vem faltando um retorno ao seu DNA – já que falei dos DNAs salgueirense e portelense. Exceção feita a 2014, talvez, não vejo a escola com a mesma alegria, a mesma leveza. Seja na plástica, seja no samba, seja no enredo.

Não sei. Todo ano falta um pouco de Ilha à Ilha que eu me acostumei a curtir, a torcer também, porque morei no bairro. O samba desse ano é o que menos me empolga no CD. Peço desculpas se vem rendendo em ensaios de rua ou de quadra. Não sei. Espero que sim. Também gosto muito do Severo Luzardo. No entanto, o meu sentimento é de que ainda não é esse o ano de ver a Ilha novamente brigando lá em cima. E como o grupo é enxuto e apertado, ela terá que passar bem para não correr riscos.

Ao Tuiuti faltará o fator surpresa de 2018. E também faltará o samba antológico. É até cruel com a obra desse ano. Mas acaba sendo natural que a gente faça esse paralelo. O samba 2019 é bom. Não tanto quanto o que emocionou a Sapucaí e conduziu a escola de São Cristóvão a um impensável vice-campeonato (impensável no pré-carnaval, claro. Ela poderia até ter sido a campeã do carnaval passado).

E agora, Tuiuti? É, provavelmente, o maior ponto de interrogação do Grupo Especial. Como vem e em que patamar estará o Tuiuti na quarta-feira de cinzas? É uma nova grande ou voltará a brigar para permanecer no grupo? Ainda acho que são precisos mais desfiles consistentes para aponta-la como nova força do carnaval.

A vizinha Mangueira promete, a meu ver, a terceira explosão de grande emoção do carnaval carioca este ano. Samba e enredo de grande qualidade e apelo popular. Uma escola que, visivelmente, comprou a ideia do carnavalesco e está pronta a defende-la com unhas, dentes, paetês e lantejoulas. Ou até papel barato para desfilar na verde e rosa, se for o caso. Teve prisão do presidente e até do intérprete antes do desfile. E a torneira pingou pouca prata no barracão. Mas a velha Manga nunca precisou de luxo pra ganhar carnaval.

O encerramento dos desfiles tem a Mocidade e o tempo. Será mesmo que a verde e branco voltou aos velhos tempos de favorita? Ou o título de 2017 foi apenas um suspiro em meio a uma década de pouco ou nenhum protagonismo? Em 2018, apesar do lindo samba, eu confesso que esperava mais da escola. Achei que faltou arrebatamento, foi uma apresentação boa, porém um tanto protocolar. Gosto muito do samba e um pouco menos da ideia geral do enredo. Muito embora a forma como o tema é desenvolvido no próprio samba é poética e lírica. Que a estrela brilhe no amanhecer da terça-feira gorda.

O resumo dessa ópera popular é o seguinte: prever resultados tem sido tarefa árdua. E qualquer prognóstico aqui leva em conta desfiles sem percalços decisivos – quebra de alegorias, estouro de tempo, chuva torrencial. Tudo isso altera qualquer palpite, como vimos especialmente nos dois últimos carnavais de regras descumpridas. Quem apostaria num quase rebaixamento da Tijuca?

Ou num rebaixamento (revertido no tapetão) da Grande Rio? Ou no segundo lugar para o Tuiuti? Essa é a beleza do negócio. Enrolei um pouco para pensar, mas aí vai o que acho que pode dar na quarta-feira…

Salgueiro, Portela e Mangueira podem faturar o caneco ou uma boa posição pela emoção. As três têm sambas e enredos lindíssimos, canto, evolução, fundamentos, chão. O que pode – e muitas vezes, deve – compensar eventual poderio financeiro ou situação política desfavorável.

Beija-Flor e Tijuca são máquinas de desfilar. Uma sem Laíla. A outra com ele. Quem levará a melhor? Disputa particular superinteressante. Acredito que ambas têm todas as condições de ganhar/voltar nas Campeãs.

Mocidade e Vila eu vejo em patamares semelhantes. A Mocidade subiu degraus recentemente. A Vila vive subindo e descendo. Mas ambas não têm cadeiras cativas nas Campeãs nos últimos anos, embora sempre possam, quando estão num momento positivo, brigar lá em cima.

Já citei metade das catorze. E, na teoria, o G6 está aí, entre essas sete. Portas fechadas a outras escolas? Não. A dupla Grande Rio e Viradouro não deve flertar com o descenso – salvo qualquer imprevisto de desfile. E os carnavalescos e seu poder financeiro as deixam em condições de deixar qualquer uma das citadas acima para trás.

Na turma que me surpreenderia com um retorno no sábado ficam, então, Imperatriz, Tuiuti, São Clemente, União da Ilha e Império Serrano. E a gente sempre gosta de ser surpreendido.

Quem vai cair? Hão de me perguntar. Alguém vai cair? Rebato… não custa nada perguntar. Só saberemos se alguém vai cair ou não dependendo de quem vai ficar nas duas últimas posições.

Nesse pseudoprognóstico só estou usando como critérios variáveis como posição de desfile, poderio financeiro, samba/enredo, peso político. Não estive em nenhum ensaio ou barracão. Portanto, qualquer comentário do tipo “você não tá sabendo de nada” será aceito de bom grado!

Sabemos que há de tudo um pouco num resultado de desfile. Até a classificação final por puro mérito!

Nas Cinzas vou rever minha bola de cristal para saber se continuo com ela ou faço leilão do adereço na internet…

Imagens: Arquivo Ouro de Tolo

17 Replies to “Pitacos Especiais”

  1. essa postagem veio em boa hora. só tá aumentando a famosa TPC. as grandes interrogações do ano (em termos de colocacao) são tuiuti e viradouro. como bem colocado aqui pelo migao, tuiuti veio da intendente não faz muito tempo. esse segundo lugar foi um ponto fora da curva ou representa uma bandeira ganhando corpo?

  2. Após as contratações após o Carnaval 2018, as escolhas dos enredos e o sorteio da ordem dos desfiles, apressou-se em resumir o Carnaval 2019 a uma disputa Mangueira x Portela, o que considero um erro. Claro que pintam como favoritas, mas acompanhadas por Beija-Flor (a Deusa da Passarela é favorita até abrindo os desfiles), Unidos da Tijuca (escola já forte reforçada pelo grande Laíla) e, aí é coisa minha mesmo, Vila Isabel. Barracão tido como grandioso, bom samba, ótima posição de desfile… O enredo tem todos os problemas apontados pelo Carlos Gil no texto, é verdade, mas tem que ser lembrado que o julgamento do quesito ultimamente tem sido mais cata-erro do que preocupado em coerência e desenvolvimento da narrativa. Vejo a escola da terra de Noel bem no páreo sim. E acredito que, após a prisão do Chiquinho, mais o crescente aumento das porradas na escola nas redes sociais pelo fato do enredo citar a Marielle, acho que a Mangueira teria que fazer um desfile apoteótico para ser campeã. Espero que isso não influencie, mas…

    Mocidade acredito que será “8 ou 80”. Ou faz um desfile arrebatador, com um samba que toca o coração do componente da verde e branco de Padre Miguel, somado ao fato de ter a vantagem de encerrar os desfiles, ou passará burocraticamente, podendo até mesmo ficar fora das campeãs. Já em relação ao Paraíso do Tuiuti, concordo que é a grande incógnita do Carnaval. Repetirá a Unidos da Tijuca e será uma nova força do Carnaval após um vice-campeonato inesperado, ou retornará ao seus status anterior?

    Confesso que não compartilho do mesmo otimismo do Carlos em relação ao Salgueiro. O samba é ótimo, o enredo é aguardado desde sei lá quantos anos, o barracão, segundo relatos, está muito bonito, a comunidade se encheu de brios após os recentes acontecimentos, mas a posição de desfile, juntamente com os problemas políticos, podem fazer a caneta pesar para a escola no julgamento. Mais uma vez, espero que não…

    Concordo plenamente em relação a Viradouro (exceto o samba, mas reconheço que, além dos compositores e suas famílias, só eu devo gostar dele), Grande Rio, Imperatriz, União da Ilha, São Clemente e Império Serrano, mas não aponto favoritos para o rebaixamento, até porque tenho dúvidas se a Liesa sabe que isso ainda existe…

  3. Me arrisco a colocar como grandes postulantes ao título a Portela, Tuiuti e Tijuca.
    Portela dispensa comentários.
    A Tuiuti não sei se terá pique para permanecer no topo, mas a escola ainda vem muito forte pra 2019, bom samba, excelente enredo e a comunidade vem ensaiando muito bem… Cantando o samba, até com maior intensidade do que em 2018.

    Tijuca e Laila é uma dupla que não pode ser descartada jamais, porém acho a posição de desfile pra Tijuca bem ruim, um enredo que não empolga, um samba bom mas que pode morrer na avenida por conta do seu tom de lamento sonorifico, tipo Mocidade 2018.

    Mangueira, Vila, Beija flor, Viradouro, Ilha e Mocidade brigam para voltar na sexta.

    E lutando contra o rebaixamento prevejo o Império, São Clemente e Imperatriz.

    Arrisco a dizer q a Imperatriz ainda seja favorita a desfilar na série a ano que vem em relação a São Clemente.

  4. Tentei fazer uma análise quase imparcial das escolas do especial, somando o que lí em seu post com a minha análise que vi nos barracões e ensaios. Espero que gostem

    Império Serrano (Serrinha custa mas vem. Pra ficar??)- Não querendo ser ignorante ou irônico, mas basicamente a Império Serrano terá que apostar todas as fichas nos quesitos técnicos. Pelo menos o que eu vi no barracão, tem o pior barracão de 2019. O ponto forte de escolher esse enredo é que a cada 10 pessoas, pelo menos 8 sabem cantar “O que é o que é?” de cabo a rabo, o desafio maior será contagiar as arquibancadas frias e ainda vazias.

    Viradouro (A possível surpresa de Domingo)- Basicamente tem tudo para ser a primeira a desfilar no sábado das campeãs, se não, por uma pura cagada (desculpe o linguajar), estar no top 4 do carnaval do Rio. A Viradouro tem um samba que parece ter funcionado no ensaio técnico (assisti por vídeo, então não tenho uma noção completa de como foi), e tem um dos melhores barracões da Cidade do Samba, pode ser prejudicada pela arquibancada morna.

    Grande Rio (Caxias em cima denovo?)- Um dos maiores “e se…” do pré-carnaval, um samba complicado e um enredo que veio na pior hora e pode ser até interpretado com um ar de hipocrisia (não na opinião desse escriba). No outro lado da moeda, temos um barracão bonito e correto. Se a escola acertar na mão, mesmo que seja um desfile para jurado (algo que não é novidade para essa escola). Pode ser que esteja na metade de cima da tabela, mas não acredito muito possível um título inédito para Caxias.
    (Adendo: Não acredito em um título da Tricolor, mas seria interessante ver ela ganhar o carnaval desfilando na mesma posição em que a Tijuca tirou o título da Grande Rio, em 2010)

    Salgueiro (Está na posição certa, no dia errado)- Chegamos na primeira “cabeça de chave” desse ano, a Salgueiro tem o 2º melhor casal enredo/samba do ano (Como dito no post), porém o carnavalesco apostou a maior parte das fichas na cabeça da escola, então mesmo que agrade em termos técnicos, receio ver um desfile irregular na plástica das alegorias, mas nada que afaste a Academia da briga pelo título, colocaria ela por uma das que correm mais por fora da “Trinca de Reis” Mangueira/Portela/Salgueiro.

    Beija-Flor (Está na posição certa, no dia errado Parte 2)- Um samba contestado por muitos e um enredo que me colocou em uma situação de 8 ou 80: Ou vai ser um desfile grandioso (Porque, existe alguém melhor para falar da Beija-flor melhor que ela mesma?) ou um desfile de difícil leitura (De acordo com uma retrospectiva não muito favorável da escola desde 2017). Com um barracão correto, mas sem nenhuma grandiosidade ou algo incomum como o carro da sede da Petrobrás do ano passado. Se fizer tudo certo, pode tirar o campeonato da Trinca, fora isso coloco ela como uma das que correm por fora na briga, e um pouco impróvável o não retorno no sábado.

    Imperatriz (Preocupação em Ramos)- Não vou negar, estou bem preocupado com o que a escola de Ramos vem apresentando nesse periodo pré-carnavalesco, um casal enredo/samba um pouco aquém dos últimos anos, somado a um barracão que ao meu ver é de uma escola que quer se manter em um ano que quase todas brigam pela parte de cima da tabela, podem jogar a Gresil lá para baixo. Acho que para não abrir a noite de segunda de 2020, ou na pior das hipóteses…

    Unidos da Tijuca (Posição certa, dia errado 3)- Não há posição melhor para a Tijuca na segunda, com uma possibilidade de terminar os desfiles ao amanhecer, que se encaixa com o enredo da escola. Um samba interessante, mas que não me agrada muito e um barracão que é um divisor de águas, o Pavão pode ser uma das 3 melhores escolas do dia. Das que correm por fora, acho que ela pode ser a mais capacitada a ganhar o título, mas pode ser afetada por um possível balde de água fria deixada pela Imperatriz.

    São Clemente (Um possivel 2015 parte 2)- Mais uma escola 8 ou 80, mas pelo que vi no barracão, a escola terá que apostar suas fichas nos quesitos que mais a condenam: O canto. É uma das que podem brigar para não cair, mas das 3, acho que é a mais capaz de ficar mais um ano no Especial.

    Vila Isabel (A possivel surpresa de Segunda)- Espero que a Vila não nos decepcione como fez em 2018. A escola vem com um estilo de enredo que já rendeu títulos a escola (Acesso 2004 e Especial 2006), vem sendo uma das maiores surpresas da Cidade do Samba, e promete a volta ás tradições da escola, o que pode dar em samba (perdoe o trocadilho). Creio que a escola venha para as cabeças, mas pode ser afetado por um público morno.

    Portela – Chegamos num dos momentos mais esperados da noite, o melhor casal enredo/samba do ano e uma equipe competente, destoando um pouco por não ter o melhor barracão no quesito “fator wow”, mas que condiz bem com o enredo. Da Trinca de Reis, é a maior postulante ao título.
    (Um adendo: Eu queria bastante ver uma mulher puxxando o samba ao lado do Gilsinho no carro de som, esse samba ficaria melhor assim)

    Ilha (Vixe Maria, a Ilha depois da Portela denovo)- Uma das duas escolas que estão na “Zona da Morte” e tem (denovo) a missão de desfilar imediatamente depois de uma Portela postulante ao título, a Ilha tem um samba não muito bom, mas compensa em um barracão bonito e correto, então descarto a possibilicade de rebaixabento, ficaria entre 10º e 5º.

    Tuiuti (Uma apresentação interessante) – A Ilha tem a missão de desfilar depois da Portela, agora a missão é preparar o terreno para a escola do morro vizinho. A tuiutí tem um samba agradável e só, um enredo complicado mas com uma pitada de crítica social que pode chamar a arquibancada para cantar (ou tentar). Somando isso a um barracão bom, pode ficar na famosa “Zona da Marola”, podendo beliscar um sábado.

    Mangueira (Agora é a nossa vez)- Pode ser a virada da trama da noite, está na melhor posição de desfile do ano e tem um dos melhores enredos e samba do ano, destoando um pouco por um barracão um pouco irregular, mas que não irá interferir expressivamente na colocação da escola (Assim espero). O campeonato da Verde e Rosa é um sonho possivel, agora é sp esperar que tudo dê certo.

    Mocidade (Fechando o carnaval com chave de ouro)- 2 missões: Segurar a bomba que a Mangueira jogou em cima dela e conseguir manter até o final do desfile, para que não se repita em 2018: Desfilar de arqeuibancadas quase vazias. Um samba que não me agrada (Não sou muito fã do estilo de samba que a Mocidade vvem trazendo desde 2017), mas pode funcionar na avenida, o barracão promete um desfile interessante com uma plástica sem pontos baixos. Pode fechar o ano com chave de ouro e pode fazer um desfile digno de uma Mocidade do século passado.

    Acredito que será uma apuração bem disputada entre Portela, Mangueira, Salgueiro, com Tijuca, Vila e Beija-Flor correndo por fora, ainda com possibilidade de algum intruso entre essas 6, as mais possíveis são Viradouro, Grande Rio e União da Ilha. E na parte debaixo, acredito que São Clemente, Imperatriz e Império Serrano são as três maiores postulantes ao rebaixamento, com maior possibilidade das duas últimas.

    1. Vamos ver como vai se comportar o samba da Tuiuti no ensaio tecnico domingo agora. Aposto que vai contagiar o publico…. E discordo que o enredo seja de dificil leitura….. está bem didático e encaixa no atual momento que o Mito comeca a desagradar aos bolsomminios….. esses irao se identificar ainda mais com o enredo.

      1. Pra mim tá muito claro que o bode do enredo do Tuiuti é o Lula rs

        O Tuiuti vai ter um problema que não vi ninguém falar: a base de componentes dela é a mesma da Mangueira – e as duas colaram na ordem de desfile justo no ano onde não se permitiram trocas.

    2. Portela: Sim, uma mulher na ala musical seria incrível; por exemplo, a Grazzi na Vai Vai deu uma emoção ainda maior um samba de forte engajamento, que nenhuma voz masculina daria.

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