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Os Critérios de Classificação para Tóquio 2020 – Parte II

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Retomando o artigo de ontem, vamos à segunda parte dos critérios de classificação, na sequência das modalidades:

GINÁSTICA ARTÍSTICA

– Mundial da modalidade em outubro e novembro de 2018 classificará: 3 equipes de 4 atletas por gênero.

– Mundial da modalidade em outubro 2019 classificará: 9 equipes de 4 atletas por gênero, 12 homens e 20 mulheres para as provas de individual geral, e 18 homens e 12 mulheres para as provas individuais por aparelhos

– Os melhores atletas de cada aparelho, considerando as Copas do Mundo de 2018/2019 e 2019/2020, terão vaga em Tóquio

– Em março e abril de 2020, teremos a Copa do Mundo no individual geral: os 3 melhores atletas de cada gênero terão vaga em Tóquio.

– Por fim, no campeonato pan-americano de 2020, em maio, serão distribuídas duas vagas no individual geral para cada gênero.

GINÁSTICA RÍTMICA

– Mundial da modalidade em setembro de 2018 classificará 3 equipes.

– Mundial da modalidade em setembro 2019 classificará: 5 equipes e 16 atletas no individual.

– Em fevereiro a abril de 2020, teremos a Copa do Mundo: as 3 melhores atletas no individual terão vaga em Tóquio.

– Por fim, no campeonato pan-americano de 2020, em maio, serão distribuídas uma vaga no individual e uma por equipes.

GINÁSTICA DE TRAMPOLIM

– Mundial da modalidade em novembro 2019 classificará: 8 atletas de cada gênero.

– A Copa do Mundo da modalidade, entre fevereiro de 2019 e abril de 2020, classificará entre 1 a 3 atletas em cada gênero- Por fim, no campeonato pan-americano de 2020, em maio, serão distribuídas uma vaga para cada gênero.

GOLFE

As 59 vagas de cada gênero serão definidas pelo ranking mundial, a ser divulgado em 22 junho de 2020 no masculino, e 29 de junho de 2020 no feminino. Os países com um atleta no TOP 15 em algum gênero, poderão classificar até 4 atletas no mesmo evento; os demais terão limite de 2 atletas por gênero.

HANDEBOL

As qualificações são praticamente as mesmas, apenas difere a ordem dos torneios:

No masculino

1- Campeonato Mundial em janeiro/2019: o campeão garante a vaga

2- Caso o Brasil não seja campeão (provável), terá a chance de se qualificar pelo Pan em Lima, em julho e agosto de 2019

3- Se ainda não tiver conseguido a vaga, o Brasil disputará (caso seja medalhista de prata ou bronze em Lima) um pré-olímpico mundial com outras 3 equipes em abril 2020, valendo duas vagas para os jogos.

No feminino, o Mundial ocorre após o Pan, mas os torneios são os mesmos:

1 – Pan em julho e agosto de 2019, valendo uma vaga

2 – Mundial em dezembro de 2019, valendo uma vaga

3 – Pré-olímpico mundial em abril de 2020, valendo duas vagas.

HIPISMO ADESTRAMENTO

– No Mundial de Esportes Equestres, em setembro de 2018, as 6 melhores equipes garantirão vaga na prova por equipes. Os 3 atletas de cada uma dessas equipes também terão vaga no individual.

– No Pan em Lima, as 2 melhores equipes também garantem vaga em Tóquio; seus atletas também garantem vaga no individual. Os 2 primeiros colocados da América do Sul e Central de equipes não classificadas para os jogos, respeitando o limite de um atleta por país, também se classificarão para Tóquio.

HIPISMO CCE

– No mundial de esportes equestres, em setembro de 2018, as 6 melhores equipes garantirão vaga na prova por equipes. Os 3 atletas de cada uma dessas equipes também terão vaga no individual.

– No Pan em Lima, as 2 melhores equipes também garantem vaga em Tóquio, e seus atletas também garantem vaga no individual. Os 2 primeiros colocados da América do Sul e Central, de equipes não classificadas para os jogos, respeitando o limite de um atleta por país, também se classificarão para Tóquio.

– Serão 19 equipes qualificadas pelos torneios continentais e o mundial. A 20º será definida pelo ranking da Copa das Nações, no fim de 2019.

HIPISMO SALTOS

– No mundial de esportes equestres, em setembro de 2018, as 6 melhores equipes garantirão vaga na prova por equipes. Os 3 atletas de cada uma dessas equipes também terão vaga no individual.

– No Pan em Lima, as 3 melhores equipes também garantem vaga em Tóquio, e seus atletas também garantem vaga no individual. Outros 4 atletas, de equipes não classificadas para os jogos – respeitando o limite de um atleta por país – também se classificarão para Tóquio.

– Serão 19 equipes qualificadas pelos torneios continentais e o mundial. A 20º será definida pelo ranking da Copa das Nações, no fim de 2019.

HÓQUEI

Um dos esportes onde o Brasil dificilmente conquistará vaga. O primeiro classificado em cada gênero sairá do Pan de 2019: os campeões conquistam a vaga do continente. O Brasil, porém, não se classificou no masculino, e disputará um play-off contra o Canadá valendo vaga no feminino. A derrota é bem provável.

Com isso, depende do ranking mundial para se qualificar para os torneios pré-olímpicos mundiais, a serem realizados em 2020. Com a provável não participação no Pan, as chances são bem remotas de obter vaga nesses torneios. Outra forma seria a participação na Hockey Pro League ou na Hockey Series Finals, mas o Brasil não participará de nenhuma das duas.

JUDÔ

O ranking mundial de 25 de maio de 2020 definirá os atletas classificados:

– Os 18 primeiros de cada categoria, respeitando o limite de um atleta por país, terão vaga em Tóquio.

– De acordo com esse ranking, serão elaborados rankings continentais, para distribuir mais 100 vagas em todas as categorias. Para as Américas, serão 10 vagas masculinas, e 11 vagas femininas, de modo que apenas um atleta por país pode se classificar dentre esses 21.

Para a prova por equipes, estão classificadas as equipes que qualificarem atletas que se enquadrem em todas as categorias das provas por equipes, mesmo que sejam atletas de categorias diferentes no individual. As categorias serão as seguintes: feminino até 57, até 70kg e mais que 70kg, masculino até 73kg, até 90kg e mais que 90kg. Por exemplo: uma atleta da categoria até 48kg no feminino está na mesma categoria de peso de uma atleta de até 52kg na prova por equipes.

Provavelmente o Brasil levará equipe completa.

LEVANTAMENTO DE PESO

– Será feito o ranking mundial em 2020, considerando os resultados entre 01 de novembro de 2018 e 30 de abril de 2020. Os 8 primeiros de cada categoria terão vaga em Tóquio

– Esse mesmo ranking considerará o primeiro lugar de cada continente, com exceção dos 8 primeiros colocados, classificados para os jogos (1 vaga para as Américas em cada categoria)

– A últimas vagas serão definidas por convites e pelo Japão: das 14 categorias, 6 terão atletas japoneses garantidos, as outras 8 terão convites para federações que não se classificaram pelos critérios acima.

LUTA

O mundial de luta em setembro de 2019 classificará os 6 primeiros colocados de cada evento, considerando que no máximo um atleta por país pode se classificar em cada evento.

Em seguida, teremos o pré-olímpico das Américas, em 2020, onde os dois primeiros de cada evento garantem a participação.

Por fim, o pré-olímpico mundial, em 2020, dará 2 vagas em cada categoria. Lembrando, cada país só pode ter um atleta por evento.

MARATONA AQUÁTICA

Cada país pode levar até 2 atletas por gênero. Os eventos qualificatórios serão os seguintes:

– Mundial de Esportes Aquáticos, em julho de 2019: os 10 primeiros de cada prova conseguirão vagas nos jogos.

– Caso o país não tenha conquistado nenhuma vaga, poderá levar até 2 atletas para o pré-olímpico mundial, em 2020. Os 9 primeiros colocados garantirão vaga em Tóquio, mas com o limite de um atleta por país. Caso o Brasil classifique apenas um atleta em alguma prova pelo mundial, não poderá participar do pré-olímpico mundial.

– Caso o Brasil não classifique nenhum atleta em alguma das provas, nesses dois eventos acima (o que é pouco provável), poderá classificar um atleta se ele for o melhor ranqueado do seu continente no circuito mundial, excluindo os atletas de países já classificados.

NADO ARTÍSTICO

Na prova por equipes, o Brasil poderá se classificar da seguinte forma:

– Se for campeão do Pan em 2019.

– Caso não seja campeão pan-americano, pode ganhar vaga se ficar entre os dois primeiros do Mundial de Esportes Aquáticos de 2019, em julho, excluindo os já qualificados pelos torneios continentais, o que é pouco provável.

– Pré-olímpico mundial, a ser realizado no começo de 2020, como evento teste dos jogos. Serão distribuídas 3 vagas, apenas equipes ainda não classificadas poderão participar

Para os duetos, poderá disputar a vaga com os seguintes torneios:

– Pan de 2019 (uma vaga).

– Pré-olímpico mundial no início de 2020 (7 vagas).

– As equipes que se classificarem na prova por equipes, também terão duetos automaticamente classificados, realocando vagas para as equipes seguintes no pré-olímpico mundial.

NATAÇÃO

Provas individuais

– Cada prova terá seu índice A: ele terá que ser alcançado pelo atleta em competições oficiais (ainda a serem divulgadas) entre 01 de março de 2019 e 29 de junho de 2020. Cada país pode levar 2 atletas por prova, desde que ambos tenham conquistado índice A.

– Haverá o índice B para algumas provas, que é um índice menor, para classificar atletas de países que não se classificaram com índice A nas mesmas. Será feito um ranking dos atletas com índice B em 29 de junho de 2020, onde serão classificados o número de atletas necessários para fechar 878 nadadores nos jogos.

Revezamentos

– Cada revezamento terá 16 equipes disputando, elas serão definidas da seguinte forma: 12 melhores classificadas no mundial de esportes aquáticos de 2019, e as 4 com melhor tempo em competições oficiais realizadas entre 01 de março de 2019 e 31 de março de 2020 – excluindo as que já tenham conseguido vaga pelo mundial.

PENTATLO MODERNO

– A primeira chance será no Mundial, em maio de 2019, onde os 3 primeiros garantem vaga (pouco provável o Brasil conseguir)

– Após, a próxima oportunidade será com a final da Copa do Mundo, em junho de 2019, onde só o campeão garante vaga – praticamente impossível.

– A melhor chance vem em seguida, com o Pan de Lima: o campeão e a campeã do Pan garantem vaga, além dos dois primeiros sul-americanos de cada competição; caso o campeão seja da América do Sul, são 3 vagas para o continente; caso não seja da América do Sul, serão apenas 2 vagas. O Brasil apresenta chances reais de classificação no Pan.

– Em maio de 2020, mais 3 vagas para cada gênero serão distribuídas no mundial da modalidade

– E por fim, 6 vagas em cada gênero serão preenchidas de acordo com o ranking mundial a ser divulgado em 01 de junho de 2020. Vale lembrar que cada país pode ter no máximo 2 atletas por gênero.

POLO AQUÁTICO

– A primeira chance de classificação é bem remota para os dois times brasileiros: é ser campeão da Liga Mundial de 2019, a ser realizada no primeiro semestre de 2019.

– Caso não seja campeão, a próxima chance será no Mundial de Esportes Aquáticos, em julho de 2019, onde os 3 primeiros no masculino, e os 2 primeiros no feminino garantem vaga para Tóquio (quase impossível também).

– A melhor chance do Brasil, em ambos os gêneros, apesar de difícil, será no Pan de Lima, imediatamente após o mundial: os campeões garantem vaga a Tóquio. É torcer para que as equipes dos EUA garantam sua vaga em algum dos torneios acima, e ir pra cima do Canadá (no masculino), pois a briga é direta; no feminino as chances são bem menores: o time do Brasil não era tão bom, e perdeu sua melhora jogadora, Izabela Chiapinni, que se naturalizou italiana para esse ciclo olímpico.

– Caso não consiga vaga ainda, teremos 3 torneios pré-olímpicos mundiais no masculino, e 2 torneios femininos, a serem realizados entre fevereiro e março de 2020, onde cada campeão garantirá vaga em Tóquio.

REMO

Cada país pode ter apenas um barco em cada evento.

– O primeiro evento qualificatório será o campeonato mundial de 2019, em agosto. Cada categoria distribuirá uma quantidade diferente de vagas.

– Caso o Brasil não consiga qualificação em alguma categoria pelo mundial (é bem provável que não consiga em nenhuma), poderá disputar o pré-olímpico continental, em data a ser definida, mas após o mundial

– Após o pré-olímpico mundial, caso o Brasil não tenha qualificado nenhum barco, ou apenas um, poderá disputar o torneio qualificatório final, que serve para qualificar atletas de países menos tradicionais no esporte. Apenas as provas de skiff simples e skiff duplo peso leve, ambas em cada gênero, distribuirão vagas por esse torneio. A data e o local serão definidos em dezembro de 2018.

Amanhã, a terceira e última parte.

Imagens: Arquivo Ouro de Tolo

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