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Ontem eu estava zapeando pela televisão de bobeira e encontrei no Multishow um programa estilo “Festa Ploc”. Eu curto esse tipo de festas, apesar de nunca ter ido. Parei para ver e alguns dos meus ídolos, outros nem tanto, dos anos 80 e 90 estavam se apresentando.

No meio de “É o Tchan”, “Absyntho” (O do ursinho Blau Blau), Léo Jaime, Kid Vinil, Companhia do Pagode apareceu uma banda que eu não via há muito tempo, pra ser sincero nem lembrava que existiam.

Mamonas Assassinas.

Estavam lá os cinco. Claro que bem diferentes de quando fizeram sucesso. Quarentões, quase cinquentões, alguns meio calvos, outros barrigudos. Não tem mais, evidente, o mesmo pique que tinham nos anos 90, mas o carisma estava lá. O Dinho mesmo envelhecido e gordo feito uma porca continua dominando um palco como poucos.

Essa galera mais nova nunca ouviu falar dos Mamonas Assassinas e muitos que ouviram e curtiram hoje tem vergonha de dizer isso, mas eu não tenho. Curti mesmo os Mamonas quando surgiram. Foram um cometa. Surgiram e foram embora sem entendermos o que ocorria.

Pra galera de menos de trinta anos que nunca ouviu falar neles digo que os Mamonas não foram “One hit wonders”, nome que é dado para os artistas que tiveram um sucesso na vida. Tudo bem que não se transformaram em um Beatles, mas pelo menos um cd conseguiram estourar todo. Fizeram um enorme sucesso entre 1995 e 1996 com o primeiro CD que lançaram tendo músicas inacreditáveis como “Vira-Vira”, “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”. Eram músicas picantes, recheadas de palavrões e duplo sentido. Desse tipo que hoje os malas politicamente corretos meteriam o pau. Mas a galera da época gostou. Mais que isso. As crianças gostaram.

Gostaram porque eles pareciam colegas de classe dessas crianças. Pareciam alunos de quarta série aprontando quando os professores viraram de costas. Ocorreu uma identificação. A criança é rebelde por natureza, é transgressora e quando viu aqueles caras vestidos como presidiários, personagens de desenhos ou mulheres falando besteiras riam e comentavam “ele falou palavrão”.

Os Mamonas eram crianças que não cresceram.

Eu era assim também, sou até hoje e acho que por isso que mesmo com dezenove anos fui conquistado por aqueles malucos.

Eles eram engraçados demais. Tanto entrevistas quanto nos palcos era impossível não rir e eu que fui a um show deles não sabia, como quase todos que iam, se ria ou cantava junto. E não era só isso. As besteiras que cantavam tinham certa qualidade e o som era muito bom. Eram excelentes músicos. Trafegaram pelo rock, samba, forró, vários ritmos com total naturalidade.

Venderam dois milhões de CDs, foram fazer temporada em Portugal (Lembro que tomaram um susto com avião quase caindo numa volta a São Paulo) produziram um segundo CD que não tinha a mesma qualidade e não tocou nem vendeu tanto já que as músicas não eram do mesmo nível. Um terceiro cd que poucos ficaram sabendo até que..Sumiram…

Sumiram como vários artistas que impressionaram na chegada, no primeiro CD e nas primeiras músicas. Lembro que chegaram a se separar, o Dinho chegou a fazer novela na Globo, mas não era a mesma coisa. O público deles cresceu, além do tipo de música que produziam não ter tanto fôlego. Retomaram o grupo, não deram certo até que sumiram de vez. Cada um seguiu seu destino montando suas famílias e fazendo outras coisas da vida além de aproveitarem, merecidamente, o dinheiro que ganharam.

Até que ontem reapareceram nessa festa Ploc.

Querem saber? Fiquei muito feliz em rever os Mamonas. Ver a alegria deles, como envelheceram bem e com saúde mantendo toda aquela chama que me fez virar um eterno fã. Mostrei para Bia e Gabriel dizendo “Esses caras aí fizeram um país sorrir quando só tinha motivos para ser triste”. Eles curtiram também e tenho certeza que se as novas gerações tivessem oportunidade de ver aqueles coroas tocando sentiriam o mesmo.

Fico pensando que todos nós temos um destino da vida e o deles foi esse. Aparecerem, fazerem grande sucesso, marcarem uma geração e voltarem pro anonimato deixando essa contribuição. É difícil explicar o que foram os Mamonas Assassinas para vocês jovens. Se eles tivessem, por exemplo, morrido no auge, a marca teria ficado eternizada e saberiam.

Dinho, Sergio, Julio, Samuel e Bento vivem. Viverão para sempre.

Voltando sempre que a saudade chamar.

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

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