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Semana passada foi publicado aqui no Blog Ouro de Tolo um texto sobre como funciona o beisebol e foi prometida uma segunda parte. Pois bem, aqui está. Aqui falarei um pouco da arte que é arremessar, dos diferentes tipos de arremessos e o tipo de movimento deles.

Os diferentes movimentos de uma beisebola vêm das costuras minuciosamente feitas na bola. A altura e a espessura das costuras e o tamanho da bola influenciam nos tipos de arremesso. Essas costuras cortam o ar e de acordo com a força e pressão imprimidas na bola e a resistência do ar trata de gerar o efeito desejado.

Grandes arremessadores são conhecidos por dominarem vários arremessos, imprimirem uma grande quantidade de movimento e saber controlá-los para arremessar onde quiser a hora que quiser. Entretanto isso não é regra. Nos mais de 150 de história, já houve diversos arremessadores que dominaram apenas um ou dois tipos de arremessos.

A bola rápida é o arremesso mais importante. Esse arremesso é conhecido assim pois é o mais rápido de cada arremessador. Apesar de geralmente ser o que o arremessador possui mais comando e arremessa com mais frequência, é o arremesso que menos possui movimento tanto lateral quanto vertical.

Bolas rápidas

A bola rápida tem quatro tipos de pegada e movimentos. A bola rápida de quatro costuras – 4-seam fastball – é a mais veloz dos quatro e a mais reta. A de duas costuras – 2-seam fastball – é geralmente 5 km/h mais lenta que a última, possui mais movimento de cima para baixo e um leve movimento lateral – para a direita quando um destro arremessa e para a esquerda quando um canhoto arremessa.

Há ainda a bola rápida cortante – o cutter. Esta é um espelho da bola rápida de duas costuras. Na mesma faixa de velocidade, ela não possui tanto movimento vertical, mas “corta” bruscamente para a direita quando um canhoto arremessa ou para a esquerda quando um destro arremessa. E ainda o sinker. Esta é o mais lento das quatro e por isso possui a maior quantidade de movimento vertical, mas o mínimo movimento lateral.

As bolas de curva são as que mantém o rebatedor desequilibrado assim o induzindo a um contato fraco e fáceis eliminações. As bolas de curva podem ser dividas em três: a bola de curva, a bola deslizante e a slurve – uma espécie de combinação das duas últimas.

Bolas de curva

A bola de curva possui mínimo movimento lateral, mas imenso e constante movimento vertical. Geralmente é de 25-30 km/h mais lenta que a bola rápida e é essa diferença de velocidade que causa o desequlíbrio do rebatedor e o faz pensar – tática válida para todos os outros arremessos que serão mencionados.

A bola deslizante – slider – é assim chamada por ter um movimento brusco lateralmente seguindo a mesma lógica da bola cortante, mas com mais movimento lateral e menor velocidade. Também tem uma leve queda antes de chegar ao home plate que causa o swing dos rebatedores no vácuo.

A slurve tem esse nome por não ser nem uma bola de curva nem uma deslizante. Na verdade é de fato uma mistura das duas. Ela não tem tanto movimento vertical quanto uma bola de curva, mas possui mais movimento lateral. Porém não tem tanto movimento lateral quanto uma bola deslizante, mas com mais movimento vertical que esta. Arremessadores que usam esse tipo de arremesso geralmente não usam a bola de curva nem a deslizante.

Bolas de efeito

Ainda são comuns na MLB dois arremessos: o changeup e o splitter. Ambos são parecidíssimos com a bola rápida ao sair da mão do arremessador, entretanto o primeiro possui uma diferença de velocidade enorme – entre 15 e 20 km/h – e o segundo quebra verticalmente logo antes de chegar ao home plate ambas enganando os rebatedores.

Apesar da história mais que centenária, o beisebol é um jogo em constante desenvolvimento. Amanhã mesmo alguém pode descobrir um jeito inédito de arremessar uma beisebola imprimindo um tipo de movimento/velocidade jamais vistos. Obviamente estes não são todos os arremessos existentes, mas serão os que vocês mais verão no dia-a-dia da liga.

Espero ter ajudado vocês a compreender um pouco do jogo e convencido-os a dar uma chance ao esporte. Reitero que vale a pena.

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