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A grande polêmica da rodada do fim de semana aconteceu lá em Chapecó. O árbitro validou um gol do Fluminense e, posteriormente, marcou impedimento (embora estranhamente tenha indicado que viu um toque de mão, que de fato houve, na súmula). A menos que um anjo tenha lhe soprado aos ouvidos que ele havia errado, ficou claro que houve a chamada “interferência externa”. Como se sabe, é proibido que o árbitro receba qualquer ajuda, seja por imagens ou por pessoas, e volte atrás em uma marcação.

Não chega a ser um caso novo no futebol brasileiro. A primeira grande polêmica veio em 2012, em um jogo entre o Internacional e o Palmeiras, no Beira-Rio em Porto Alegre. O Palmeiras, lutando contra o rebaixamento, marcou um gol de mão com Barcos e ele foi validado. O árbitro voltou atrás após ver a imagem e anulou o gol. O Palmeiras, amparado pela regra, chegou a pedir a anulação da partida, sendo derrotado por nove votos a zero no STJD. No ano seguinte, algo semelhante aconteceu no Campeonato Carioca com um gol impedido do Flamengo contra o Duque de Caxias.

Eu fico me perguntando até quando vamos viver nesse atraso no futebol. Para mim, o que houve em Chapecó foi ilegal, mas, ao mesmo tempo, maravilhoso (não que deva ser relevado por isso). Seria tão bom se os árbitros pudessem conferir as imagens e voltar atrás. Seria tão bom se nas mesas-redondas de segunda-feira se discutissem os jogos e não as marcações polêmicas da arbitragem. Não é preciso uma tecnologia rebuscada como a usada na Copa do Mundo para saber se a bola entrou ou não. Basta uma TV e mais uns dois ou três juízes para auxiliar no tira-teima.

Muito se fala em crise na arbitragem e de fato os árbitros vem errando muito. Agora, será que erram mais do que antes? Será que as 38 câmeras colocadas em campo não pegam mais erros do que as três de antigamente? E será que não é um pouco covarde ter toda a eternidade para decidir, com todos os recursos disponíveis, se um árbitro que teve segundos para decidir (de um ângulo só) uma marcação? O que foi feito em Chapecó já foi feito. Espero que agora sirva, ao menos, para que se discuta até que ponto vale a pena negar a tecnologia como instrumento para que o futebol evolua.

Avaí 1 x 2 Atlético Paranaense

Devo confessar que achei que, após a sequência de resultados ruins de algumas rodadas atrás, o Atlético fosse, pouco a pouco se aproximar do grupo de baixo da tabela. E não é que nesse minicampeonato catarinense o time mostrou que ainda vai dar trabalho? Depois de vencer a sempre encardida Chapecoense em casa, o Furacão conseguiu uma vitória que pouca gente conseguiu, contra o Avaí em Santa Catarina.

Em um Campeonato forte como o de 2015, o Atlético é um time apenas para o meio da tabela. É um time comum, que melhorou muito, mas que não tem nada de espetacular. Partindo desse princípio, a vitória em Florianópolis foi pra lá de boa. O primeiro tempo foi fraquinho, fraquinho e o gol dos paranaenses foi um dos poucos lances de destaque da primeira etapa. Mas o segundo tempo foi dos bons. O Avaí voltou animado, tocando bem a bola, pressionando um pouco o Atlético, que por sua vez também não recuou e foi criando suas chances.

Os 10 minutos finais foram de arrepiar. O Avaí chegou a um empate bastante merecido, mas, no finzinho, relaxou e permitiu que o Furacão voltasse à frente. E ainda teve tempo para um pênalti a favor dos donos da casa (facilmente um dos mais infantis do torneio). E também para Weverton conseguir brilhar e defender a cobrança, garantindo a vitória dos paranaenses. Jogo bom.

2015_gremio_1x1_sport_560_1Grêmio 1 x 1 Sport

O primeiro tempo foi morno. O Grêmio jogou bem, aproveitou um Sport surpreendentemente acanhado e foi ditando seu ritmo. Marcou forte, de maneira adiantada, tocou rápido e faltava apenas o acerto no chamado último passe e nas finalizações. O Sport, apesar da postura ruim, se segurava muito bem lá atrás. Quando deu um espaço pequeno para o Grêmio pelo lado esquerdo, sofreu o gol. Parecia que a vitória gremista estava encaminhada.

Só parecia. Esse Sport é cada vez mais impressionante. A grande maioria dos times, independentemente da camisa, voltaria para o segundo tempo abatido, sem muita disposição para tentar entrar em uma batalha que parecia perdida. O Sport, não. Fez exatamente o que fez o Grêmio na primeira etapa e, ainda no começo do segundo tempo, também pelo lado esquerdo, achou a jogada do gol de empate. Aí o jogo esquentou de vez. Intenso, com chances para os dois lados e muito bem jogado. Qualquer um que vencesse o faria com justiça, assim como o empate também representou bem o que houve em campo. Mais um dos grandes jogos do Campeonato.

Atlético Mineiro 1 x 0 Figueirense

Assumindo o Figueirense como uma decepção e como um time que parece ter enfiado na cabeça que não pode almejar nada que não seja uma permanência na Série A, foi um jogo muito bom dos catarinenses. O Atlético é o melhor time do Brasil, tem um ataque infernal e um toque de bola difícil de se combater. O Figueirense, tal como o Coritiba também fez no Independência, conseguiu. Jogou recuado, marcando forte, fechando os espaços para evitar que o Galo se aproximasse da área. Deu certo.

Tanto deu certo que, especialmente no segundo tempo, o Figueira se assanhou e resolveu tentar saídas rápidas no contra-ataque. E assim o jogo seguiu com boas chances para os dois lados, até o Galo conseguir um pênalti e abrir o placar. Aí o Figueirense foi com tudo pro ataque e foi bem, chegou perto do empate, mas faltou um pouco de sorte e um pouco de competência. Vitória importante pro Atlético, mas a atuação não foi grande coisa não.

Santos 2 x 0 Joinville

Aos poucos, o Santos vai se acertando e ficando próximo daquilo que se espera. O primeiro tempo contra um Joinville que voltou aos seus piores momentos no Campeonato foi daqueles para encher a torcida de esperança. O 2 a 0 saiu logo no começo, com naturalidade, embalado pelo quase sempre eficiente ataque do Santos. E ainda no primeiro tempo poderia ter sido bem mais. Os novos Meninos da Vila jogaram demais e os catarinenses, coitados, ficaram sem saber o que fazer.

No segundo tempo, com a vitória pra lá de encaminhada, o Santos tirou um pouco o pé. Controlou a posse de bola, esperou os espaços aparecerem, foi cansando um sempre preguiçoso Joinville até que se ouvisse o apito final. Vitória importante, para dar moral e embalar no Brasileirão.

Chapecoense 2 x 1 Fluminense

Que jogaço. Não fossem as imensas trapalhadas da arbitragem, diria que foi o melhor da rodada. O Fluminense começou muito bem, dominando a Chapecoense como eu acho que nenhum time havia feito na Arena Condá em 2015. Mas quando o jogo ficou equilibrado, a equipe da casa foi mais eficiente e abriu o placar. O Fluminense mostrou um poder de reação interessantíssimo e voltou a apertar, até conseguir o empate.

A grande atuação do Fluminense prosseguiu até que houve o lance do gol anulado. No segundo tempo, o jogo esfriou um pouco, mas ficou mais equilibrado, com boas chances para os dois times. Um justo empate ia sendo decretado até que no fim do jogo houve o pênalti (bem marcado, ao meu ver) que garantiu mais uma brilhante vitória da Chapecoense. Para quem gosta da tal intensidade, esse jogo foi um prato cheio.

Coritiba 1 x 1 Corinthians

Eu acho que comentei aqui no Ouro de Tolo algumas rodadas atrás que essa história do Corinthians fazer 1 a 0 e depois se fechar e chamar o adversário pro ataque, cedo ou tarde ia dar problema. Bom, tudo sugere que deu. O Corinthians vencia o Coritiba até os 46 do segundo tempo e, depois de muito ficar no “quase”, o Coxa empatou. Porém, não acho que o Corinthians tenha recuado.

O que vinha acontecendo, sobretudo na Arena Corinthians, era o seguinte: o time jogava bem, criava, abria o placar e, depois, cedia campo ao adversário de maneira desnecessária, passando aperto no fim. Domingo, não foi bem assim. O Corinthians não jogou bem em momento algum e criou poucas chances, todas fruto das bobagens da zaga do Coritiba. Achou um gol e ponto. No fim, o Coritiba foi pro desespero e pressionou, dando a falsa impressão de que o Corinthians recuou. A verdade é que o empate foi justo e só aconteceu porque o Coritiba é muito ruim. O corintiano ainda tem que agradecer.

Goiás 0 x 1 Flamengo

Tudo bem, venceu, maravilha, mas o Flamengo me decepcionou muito. O time jogou um dos seus piores jogos no Campeonato, coisa que não era mais pra acontecer. O péssimo time do Goiás foi melhor durante praticamente todo o jogo e não conseguiu no mínimo um empate porque a fase está realmente muito ruim. No primeiro tempo, praticamente só deu Goiás. Nada de criatividade no meio campo rubro-negro e a zaga abrindo muitos espaços. Os goianos foram chegando, César foi se virando e a absurda incompetência dos donos da casa na hora de finalizar garantiu o zero a zero.

No segundo tempo, o Flamengo parecia ter voltado um pouco melhor, até que fez o gol e morreu novamente. Foi massacrado pelo Goiás que, a partir dali, passou a ter o azar como aliado da incompetência. Para quem está no fim da tabela, o que importa é vencer, mas esse time do Flamengo pode render muito mais.

ponte-preta-x-internacional-072615_1jentei6xxsyw1getiuqe35xoqPonte Preta 0 x 0 Internacional

Foi um zero a zero melhor que muito jogo com gol por aí. O Internacional estava visivelmente com preguiça, digamos assim, de encarar o Brasileirão depois da queda na Libertadores, mas ainda assim jogou bem. A Ponte também reencontrou seu bom futebol e o resultado foi um jogo franco, aberto, com ótimas chances para os dois lados. O empate não foi injusto, embora a Ponte Preta tenha me parecido, durante todo o jogo, mais merecedora de uma eventual vitória (além de ter um pênalti não marcado). O resultado não alivia muito a vida de ambos na tabela, mas fica o consolo de que dias melhores virão. Destaque também para a atuação brilhante dos goleiros.

São Paulo 1 x 0 Cruzeiro

O São Paulo pode ficar afastado da briga pelo título única e exclusivamente por conta dos problemas psicológicos que enfrenta. Quando consegue jogar bola, rivaliza palmo a palmo com o Atlético Mineiro no posto de melhor time do Brasil. A facilidade com que passou pelo Cruzeiro, apesar do placar magro, é um indicador disso. O Cruzeiro (que por sinal está demorando um bocado para reagir) não exigiu esforço do Tricolor em momento algum. Ficou lá, esperando, olhando, impotente demais para tentar alguma coisa. O São Paulo, como gosta de brincar com a sorte, também levou o jogo em banho-maria. Fez um, poderia ter feito mais não fosse o azar e teve sempre a certeza de que o Cruzeiro não assustaria. De fato não assustou, mas é melhor não dar sopa para o azar nos próximos jogos.

Vasco 1 x 4 Palmeiras

Vamos lá. O jogo foi tão desigual que tem que falar dos dois times em separado.. Só de pensar que o Palmeiras perdeu cinco meses do ano com o Oswaldo de Oliveira eu fico chateado. Marcelo Oliveira está longe de ser um gênio, mas foi só chegar e fazer o óbvio que transformou o Verdão no “melhor time de todos os tempos da última semana”, como bem disse alguém (não me lembro quem) no Twitter.

É bom ter um pouco de calma, aliás. O Palmeiras chega agora ao seu ápice, como já chegaram outros times ao longo da temporada. Daqui a pouco, vai oscilar para baixo e, por ter perdido muitos pontos no começo do Campeonato, ainda não consigo vê-lo como favorito ao título. Mas é inegável que está bonito de ver. Ofensivo, eficiente, sempre buscando mais um gol. Os problemas na zaga desapareceram, os volantes estão em grande fase e o ataque brilha. Espetacular.

Agora, o Vasco… Dá pena. É um time derrotado, impotente, que perdeu completamente o respeito por si mesmo. Dói para qualquer um que goste de futebol ver um jogador de um time grande levar amarelo por pedir desesperadamente pro juiz acabar o jogo quando perdia por 4 a 1. Dói ver torcedores sendo expulsos de São Januário por discordarem do Presidente que sumiu no 2 a 0. O gol perdido por Herrera no primeiro tempo, embora engraçado, é sintomático. Nada dá certo.

Sintomáticas também as três trocas feitas por Celso Roth no intervalo, mostrando total desespero. O Vasco não sabe mais o que fazer e não é de hoje. Passou da hora de alguém fazer alguma coisa. O time é ruim, mas não tanto. Me parece claro que há um problema emocional grave. O time bom joga com o Vasco e passa por cima. Sem medo, sem resistência, sem ter ao menos uma estratégia do outro lado. De apavorar.

Classificação

Agora, faltando quatro rodadas para o fim do primeiro turno do Brasileirão, assim está a tabela.

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Público e Gols

– Não foi uma rodada espetacular em termos de público, mas deixou a média praticamente estável, com leve queda para 15.731 torcedores por jogo. Ainda é a maior da história das primeiras 15 rodadas nos pontos corridos de 20 clubes, à frente de 2009 (15.224), 2008 (15.057), 2007 (14.286), 2014 (14.173) e 2013 (14.012). Nos demais anos, tivemos 11.857 em 2006, 13.852 em 2010, 13.050 em 2011 e 12.093 em 2012.

– Em gols, seguimos na vice-lanterna com 332 contra 317 do ano passado. O recorde é de 2009, com 442, seguido de 2007 (419), 2006 (396), 2011 (386) 2008 (382), 2013 (378), 2012 (370) e 2010 (359).

Palpites para a 16ª rodada

Atlético Mineiro x São Paulo – Quarta-feira, 29/7, às 22h, no Mineirão, em Belo Horizonte

O grande jogo da rodada, um duelo entre grandes times de futebol. O Atlético é, hoje, mais time e vive momento melhor. Com o Mineirão lotado de atleticanos, a vitória dos donos da casa parece óbvia. 2 a 0 para o Galo.

Corinthians x Vasco – Quarta-feira, 29/7, às 22h, na Arena Corinthians, em São Paulo

Esse é um jogo até meio fácil de se palpitar. É difícil imaginar qualquer resultado que não seja uma vitória do Corinthians. A dúvida maior é o placar. 3 a 1 para o Corinthians.

Fluminense x Grêmio – Sábado, 1/8, às 18h30, no Maracanã, no Rio de Janeiro

Outro grande jogo entre dois times que precisam mostrar serviço após alguns resultados ruins. Por jogar em casa, aposto no Fluzão. 2 a 1 para o Fluminense.

Coritiba x Goiás – Domingo, 2/8, às 11h, no Couto Pereira, em Curitiba

Esse jogo vai ser um negócio intragável. Eu estou tentado a apostar em zero a zero, mas vou dar um voto de confiança pro Coxa. Coritiba vence por 2 a 0.

Palmeiras x Atlético Paranaense – Domingo, 2/8, às 11h, no Allianz Parque

Voltando a falar de bons jogos, temos mais um teste importante para esse bom time do Palmeiras. Pela fase que vive e por jogar em casa, palpito que virão três pontos por aí. Vence o Palmeiras, 2 a 1.

Figueirense x Ponte Preta – Domingo, 2/8, às 16h, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis

Jogo difícil de palpitar porque os dois times andam mal das pernas. Mas ainda acho que a Ponte Preta vai sair dessa. O Figueirense, já tenho minhas dúvidas. 2 a 1 para a Macaca.

Flamengo x Santos – Domingo, 2/8, às 16h, no Maracanã, no Rio de Janeiro

Outro dos bons jogos da rodada. Dois times em ascensão e que podem embalar de vez. Deve ser um jogo bem ofensivo, já que os dois times tem no ataque seu ponto forte. Vai dar Mengão, 3 a 1.

Internacional x Chapecoense – Domingo, 2/8, às 16h, no Beira-Rio, em Porto Alegre

Agora que a ressaca da derrota na Libertadores passou, o Inter vai embalar no Brasileirão. Deve vencer em casa sem muitos problemas. 2 a 0 para o Colorado.

Joinville x Avaí – Domingo, 2/8, às 16h, na Arena Joinville, em Joinville

Clássico catarinense entre o desesperado e o preocupado. Por jogar em casa e por estar de ânimo renovado com o novo treinador (seja ele quem for ou um interino), aposto no tricolor. 2 a 1 para o Joinville.

Sport x Cruzeiro – Domingo, 2/8, às 18h30, na Itaipava Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata

Embora eu ainda ache que esse time do Cruzeiro vai crescer ao longo da temporada, não dá pra fugir muito do favoritismo do Sport. Vitória rubro-negra por 1 a 0.

Simulador

Em mais uma passada pelo simulador, consegui, surpreendendo a mim mesmo, manter os mesmos quatro rebaixados que venho apontando desde as primeiras rodadas do Campeonato. Muito provavelmente eu e Eurico Miranda somos os únicos a dizer que o Vasco não cai.

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