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A Fórmula 1 está chata, só… Vence.

Esses três pontinhos podem ser usados no momento para Lewis Hamilton. Ele é a “bola da vez”.

Mercedes é o carro dominante. Fez uma temporada extraordinária em 2014, vencendo quase todas as corridas do ano e caminha para novo domínio em 2015, apesar da vitória que Vettel teve na segunda corrida do ano. Ano passado ainda tivemos uma disputa entre Hamilton e Nico Rosberg. Esse ano parece que o inglês irá reinar absoluto.

Para o apaixonado por automobilismo é indiferente. O cara acorda de manhã, de madrugada e assiste a corrida com o mesmo afinco. Para quem não é fanático e assiste apenas por entretenimento fica chato e acaba se afastando. Por mais que Galvão Bueno ou o locutor da vez narre gritando, entusiasmados com duelos que só eles vêm, o negócio está chato, sim.

Mas não é de agora e posso dizer tranquilamente que, para nós brasileiros, só está chato porque não tem brasileiro dominando. Como eu já disse anteriormente: brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de vencer.

Quer ver? Esse mesmo brasileiro que diz que a F1 está chata, eu me incluo nisso, esquece que o maior domínio de uma equipe que vimos até hoje foi em 1988 com a McLaren e ali que começou essa história de um, no máximo dois pilotos disputarem o título.

bt52-piquet-rain-pits-hock83Eu comecei a ver F1 em 1983, segundo título de Nelson Piquet e por isso sempre me declarei um torcedor de Nelson. Até 1987 a coisa era mais equilibrada. Em 1986 ocorreu o final de campeonato mais espetacular que eu vi com Mansell, Piquet e Prost podendo ser campeões na última corrida.

Prost foi campeão e talvez foi a única vez que vi um piloto ser campeão sem estar na melhor equipe. As brigas internas da Williams somadas ao grande piloto que era o professor fizeram aquele final fantástico de 86.

Por mais que o brasileiro não admita, a McLaren de 88 era muito acima das outras equipes e aquele super carro, sim, mudou o patamar de Ayrton Senna. Evidente que o brasileiro era um piloto fora de série, um dos maiores da história, só ver que Barrichello também pilotou carros dominantes e nunca foi nem perto de ser campeão, mas até chegar à McLaren Senna era um bom piloto, promissor, mas não era o melhor piloto da F1.

45724448_senna88Teve como mérito além do imenso talento o fato de não abaixar a cabeça mesmo enfrentando o consagrado Prost. Aproveitou enquanto a McLaren tinha o melhor carro para ganhar seus três títulos mundiais. Sim, mesmo a Williams acabando 1991 com um carro muito melhor, Senna ganhou aquele campeonato no começo do ano, quando venceu quatro corridas seguidas.

Por isso que acho que a grande temporada de Senna foi a de 1993, quando foi vice-campeão mesmo enfrentando as Williams de outro planeta como ele mesmo dizia.

A Williams dominou de tal forma 92 e 93 que ela quem definia nos começos de temporada quem seria campeão mundial. Foi assim em 92 com Mansell e 93 com Prost. Em 94 era a vez de Senna que teve o azar das mudanças de regulamento que tornaram o carro inviável – e inguiável – e deixaram a Benetton superior. Não à toa Schumacher foi bicampeão. Quando a Williams voltou a ter o melhor carro, fez dos medianos Damon Hill e Jacques Villeneuve campeões.

Michael-Schumacher-FerrariO auge desse domínio de uma máquina e, por consequência, de um piloto, vimos na primeira metade do século passado, quando Ferrari e Schumacher “brincaram”, fizeram o que tinham vontade. Schumi, com extrema facilidade, bateu o recorde até então considerado impossível de ser alcançado de Juan Manuel Fangio, alcançando sete títulos. Chegou a 91 vitórias, algo muito difícil de um dia ser igualado. Os fãs do alemão, como eu e o Migão, adoravam, quem não gostava, torcia o nariz e se afastava do esporte.

A Brawn (que hoje é a Mercedes, vendida que foi) só existiu um ano. Suficiente para fazer do mediano Jenson Button campeão e a Red Bull dominou de 2010 a 2013 a ponto de fazer de Vettel tetracampeão garoto ainda.

Agora o poder mudou de mãos. Está com a Mercedes e, como não gosto do Hamilton, acho um saco.

Justiça seja feita, não suporto Fernando Alonso, mas, apesar de ele ter dirigido carros fortes, não era disparado o melhor equipamento em seu bicampeonato e quase foi campeão em 2012 mesmo inferior à Red Bull. Mas nem ele supera um carro ruim. Só ver seu começo de 2015.

Fórmula 1 é um esporte diferente. Um esporte no qual não apenas o talento prevalece, mas mais importante que ele é o equipamento que possui. Graças a máquina, ela é capaz e produzir campeões medíocres ou dar oportunidade de pessoas de talento fazerem histórias até maiores do que poderiam apenas com o dom recebido.

Não é privilégio do Hamilton e nem dos tempos modernos. Mas que fica chato, fica.

Acaba sendo a Fórmula do 1.

5 Replies to “A Fórmula do 1”

  1. Em alguns de seus comentários vc tem uma lucidez encorajadora, já em outros uma ingenuidade desanimadora. Prefiro pensar que seja ingenuidade.

    “brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de vencer.” Concordo com isso, desde que não seja futebol o esporte (afinal vc disso “de esporte”, e não “do esporte”, o que faz toda a diferença).

    “Esse mesmo brasileiro que diz que a F1 está chata, eu me incluo nisso, esquece que o maior domínio de uma equipe que vimos até hoje foi em 1988 com a McLaren e ali que começou essa história de um, no máximo dois pilotos disputarem o título.” Não começou aí não, qualquer um que conheça a história da F1 sabe que em outras temporadas anteriores houve isso; em 1988 isso foi mais gritante, pois as Mclaren tinham uma superioridade impressionante, mas isso foi amenizado pq dentro da equipe não havia jogo ou preferência, tendo sido um campeonato emocionante e imprevisível entre os dois pilotos; a maior rivalidade da história da F1.

    Comecei a acompanhar F1 dez anos antes de vc, e para mim o Emerson sempre foi muito melhor que o Piquet, que aliás, sempre achei um ótimo piloto, que está entre os quinze melhores da história.

    Senna era o melhor piloto da F1 mesmo antes de ser campeão. Simplesmente não tinha um carro para demonstrar isso. Chegar em uma equipe onde estava o piloto que na época era considerado por todos como o melhor, e superá-lo, não é para qualquer um, ainda mais que Prost já estava na Mclaren a quatro temporadas, e conhecia tudo da equipe. “Sim, mesmo a Williams acabando 1991 com um carro muito melhor, Senna ganhou aquele campeonato no começo do ano, quando venceu quatro corridas seguidas.” Por isso mesmo é rídiculo dizer que a Mclaren tinha o melhor carro, qualquer um sabe disso. A Wlliams era melhor desde o início do ano, mas pecava na confiabilidade.

    Sobre Schumacher nem tem o que dizer. Qualquer piloto com as condições que ele teve faria o que fez. Sem dificuldades, sem desafios, sem companheiros de equipe com que se preocupar. Vettel quase fez o mesmo; é só ter a sorte da Ferrari evoluir, que pode igualar, e mesmo ultrapassar o compatriota.

    Os plotos que vc chama de “medianos”, J. Villeneuve e Button, são ótimos pilotos, que apenas tem um estilo discreto, mas muito eficiente, e que ao menos enfrentaram adversidades para conseguirem suas conquistas.

    “Fórmula 1 é um esporte diferente. Um esporte no qual não apenas o talento prevalece, mas mais importante que ele é o equipamento que possui. Graças a máquina, ela é capaz e produzir campeões medíocres.” Tem razão. Vi isso nos anos 2000.

    Entre a mediocridade de hoje, que se refere mais às regras técnicas da categoria, Hamilton pode não ser o melhor piloto da atualidade, mas merece o que está conquistando, mais do que qualquer outro piloto de sua geração.

  2. Concordo com o Delgado.
    Um post como desfile de escola de samba, cheio de altos e baixos.
    Pelo que se observa não é o forte do Aloísio a F1. Eu diria que para este esporte, não passa de “mediano” neste quesito. Rs.

  3. Bom texto, Aloisio. Alguns não entenderam o propósito dele, mas tudo bem.

    Queria ver se os torcedores achariam a Fórmula 1 chata se, por exemplo, o Felipe Massa estivesse vencendo as provas.

    Só mesmo os loucos por esporte a motor (como este que vos escreve) que alimentam o IBOPE das provas.

  4. O Rodrigo entendeu.

    Meu entendimento sobre F1 é mesmo mediano, o anúncio da coluna foi que era a ótica de um espectador. Mas se eu tivesse “pilotando uma mercedes” meu comentário passaria de mediano para campeão porque esse é um esporte em que a máquina faz toda a diferença rs

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