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Como tem virado tradição no blog nesta época do ano, todos os blogueiros ligados a carnaval dão seus pitacos sobre as safras de samba para o próximo carnaval, desde o mais técnico e experiente compositor (Villar) até o mais leigo em teoria musical (eu). Hoje é minha vez.

Normalmente começo pelo Especial e termino pela Serie A, mas pedirei uma licença para inverter a ordem este ano por um motivo especial: a safra do acesso está tão fantástica que não estou conseguindo parar de ouvi-la um minuto sequer. Sem dúvidas é a safra mais forte desde que passei a acompanhar com afinco o carnaval, o que já faz uns 15 anos. Então nem ouvi com calma ainda a safra do Especial, que não está nada boa.

Mas o CD do Acesso precisa ser comprado para ontem. São 4 sambas espetaculares, 2 excelentes e 3 muito bons de um total de 15, ou seja quase 2/3 da safra está em um patamar altíssimo e qualquer dos 9 faria “pódio” em 90% das últimas safras. Ainda sim, 5 dos 6 sambas restantes não fazem feio.

Por tamanha qualidade dos sambas, creio que daqui a alguns anos esse CD seja cobiçadíssimo por colecionadores.

Portanto, comprem CDs, ingressos para os desfiles, veja na TV; mas se você gosta de samba não desgrude da Serie A 2015.

Vamos a análise por escola, já na ordem de desfiles de 2015.

Sexta-feira

equipe_bangu_materia1. Unidos de Bangu: a realidade foi melhor do que qualquer sonho do presidente Rafael Marçal. Menos de 3 anos depois dele realizar o sonho antigo de fazer uma nova Unidos de Bangu, ele já consegue uma vaga na Sapucaí, algo que nem ele mesmo imaginava em tão pouco tempo.

O enredo sobre impérios foi uma ótima ideia que ganhou um samba muito bom e bem explicativo do enredo que tem um refrão do meio cativante, melhor até que o refrão principal, mais convencional

É um belo samba para apresentar a escola à Serie A que seria segundo ou terceiro lugar da safra em anos normais, mas nesse ano “só” consegue meio de tabela.

2. Em Cima da Hora: depois de conseguir o impossível e ficar na Serie A egressa do Grupo B – apesar do absurdo das notas dos jurados para o clássico Os Sertões, a escola do bairro de Cavalcante aposta em um interessante enredo sobre a imigração árabe no Rio de Janeiro.

O samba que embalará o desfile é normal, não se destaca nem para o bem nem para o mal. Não tem forças para carregar um desfile sozinho, mas também não compromete, contando bem o enredo. Típico samba de meio de tabela.

Meu grande medo para esse desfile é outro: o enredo pede muito luxo e não creio que a escola tenha dinheiro para tanto.

eleicao_imperio_5_6203. Império Serrano: desgraça pouca é bobagem para esse colosso adormecido. Não bastasse sua crise que se arrasta há algum tempo, esse ano a escola teve sérios problemas políticos com uma eleição (ao lado) que foi parar na justiça e a presidente que emergiu é a conhecida Vera Lucia, que inspira ressalvas graças à sua desastrosa gestão anterior.

Para piorar, sobrou para o Império a pior posição possível dentro do sorteio: terceira de sexta-feira. Pelo menos isso é garantia de sambódromo cheio desde cedo.

O enredo “Poema aos Peregrinos de fé”, praticamente uma reedição do “Império do Divino” de 2006 com outro nome, rendeu outro samba excelente mais uma vez das mãos de Arlindo Cruz. Só não classifico o samba como o quinto espetacular porque o inicio da primeira estrofe é um tanto confusa tanto em letra como em melodia, quebrada demais e sem muito sentido.

Mas o resto do samba é uma pancada. O refrão do meio é empolgante e a terceira estrofe toca até aos corações dos ateus. É quase que uma súplica, um grito de socorro para a recuperação da própria escola, que precisa voltar ao seu lugar de direito: o Especial.

Infelizmente, hoje a Serrinha está mais perto da Intendente do que do Especial. De minha parte, não faltará apoio.

O que não pode se repetir é que eu e Migão tenhamos que gritar da frisa para a escola parar porque um carro ficou empacado na entrada enquanto um bando de encamisados fica nos olhando com cara de idiota enquanto um buraco de 20 ou 30 metros se formava na nossa frente.

4. Tuiuti: a joia esquecida no meio do rico gemário. Com tantos sambas fantásticos, assinados por pesos pesados como Arlindo Cruz, Marcinho André, Dominguinhos, Russo e Moacir Luz, esse samba sem grandes nomes nem uma escola de ricas tradições fica esquecido.

Não obstante, sua qualidade é incrível. Não tem as explosões dos sambas que estamos acostumados atualmente, mas tem uma ótima melodia mais cadenciada e a letra é bastante didática traduzindo com clareza um enredo de fácil canavalização, mas de complicada “poetização”, sobre a história do aventureiro Hans Staden.

O grande problema é que este samba precisa de uma bateria mais lenta para render bem e ficar bonito. Porém isso é o avesso da Tuiuti que tem uma bateria bastante rápida, vide o assassinato de Kizomba na reedição deste ano. Torço muito para que esse “homicidio sambístico” não se repita, mas creio que seja inevitável. Por fim, um elogio ao trabalho do puxador Daniel Silva na gravação; espero que ele finalmente possa mostrar o mesmo na pista.

arlindomartinhomonarco6205. Curicica: o enredo sobre os “três tenores do samba”, Arlindo, Martinho e Monarco ganhou um samba sem muito sal, que não condiz com as músicas compostas pelos três em suas carreiras.

A letra até tem umas tiradas interessantes de acordo com a obra de cada um, mas a melodia é monótona demais. É mais um samba normal, com o agravante que tem boas chances de cansar rápido na avenida.

6. Porto da Pedra: um samba genérico para um enredo genérico. A sinopse do Tigre de São Gonçalo é daquelas que não disseram a que vieram. O enredo inicialmente parece sobre luz, mas em momento algum entendo o enfoque do enredo.

Creio que os compositores também não entenderam e fizeram aquele típico samba que embroma bem mas também nada diz na letra. Não é um samba ruim, até tem uma levada que deverá segurar o desfile, mas parece aquela redação de “encher linguiça”. Não seria um samba para fechar a safra, mas com o grande nível desta, acaba ficando bem próximo da lanterna.

7. Caprichosos: outro samba para se descartar após o desfile. O enredo sobre o comércio popular ganhou um samba até ligeiramente inferior ao do ano passado. Não deve atrapalhar o desfile da forte comunidade de Pilares, mas também não deverá ajudar em nada. A melodia não tem nada de diferente e a letra segue o óbvio do inicio ao fim.

Talvez não merecesse a penúltima posição da safra, mas neste 2015 acaba sendo inevitável.

Amanhã, os sensacionais sambas de sábado serão tratados. Abaixo, os áudios já em sua versão oficial.

One Reply to “A Espetacular Safra da Serie A 2015 – Sexta Feira”

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