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Os leitores me perdoem o título chulo, mas esta foi uma das “hashtags” em redes sociais adotadas pelos defensores da Copa do Mundo no Brasil, em resposta à campanha intensa que setores da sociedade, especialmente nas classes de renda mais alta e de oposição ao atual governo, fizeram contra a realização da competição aqui em nosso país.

Matéria do jornal espanhol El Pais divulgada ontem deixa claro que os contrários ao mundial de futebol em nossas terras eram os brasileiros de classes de renda mais alta. 52% daqueles que estão nas classes de renda acima de 10 salários mínimos estão contra a competição, contra 38% da classe entre 1 e 2 salários mínimos. Segundo os especialistas ouvidos pela notícia, a percepção destas classes é que uma Copa bem organizada significaria a continuidade do PT no governo federal nas eleições que se avizinham – raciocínio este, aliás, que também parece ser o de boa parte da nossa imprensa.

Ou seja: setores da sociedade e da imprensa contra um dos maiores eventos esportivos mundiais por questões partidárias! Aliás, vale registrar a inflexão da Rede Globo de Televisão nas últimas duas ou três semanas: de opositora inflexível a apoiadora entusiasmada – talvez por pressão de anunciantes.

Mas este não é o tema do post. E sim conclamar à celebração de um momento único.

20140607_171658Farei 40 anos de idade no próximo dia 4 de novembro. Fui garoto e pré adolescente nos Anos 80, considerados pelo povo e por economistas como a “década perdida”. Foi um momento de séria crise econômica, ainda reflexo da desastrada política empreendida nos últimos anos da ditadura militar. O Brasil estava de joelhos e sediar uma Copa do Mundo parecia algo impensável aos olhos do povo e daquele garoto.

Vale lembrar ao leitor que a Copa de 1986, após a desistência da Colômbia, deveria ter sido realizada aqui, mas o então Presidente João Figueiredo se negou alegando que o país “não tinha condições econômicas”. O México, atolado então na mesma crise econômica que a nossa, topou.

O país melhorou, hoje empresta dinheiro ao Fundo Monetário Internacional, está empreendendo um inédito – e modelo mundial de diminuição da miséria e da fome e vem, apesar dos percalços, diminuindo a desigualdade. Era o único dos gigantes do futebol a não ter sediado uma Copa do Mundo nos últimos 40 anos, e era evidente que o momento chegaria dentro desta nova situação econômica.

E finalmente, dentro do então rodízio adotado pela Fifa, chegou a nossa vez. Já escrevemos aqui sobre os mitos e legados da competição, mas o que quero dizer é que chegou a hora de curtirmos este momento único. Quem tem mais de 20 anos de idade dificilmente terá esta oportunidade novamente, a de assistir uma Copa do Mundo dentro de nossa própria casa.

Não faremos uma Copa “alemã”, é certo. Mas nem a Fifa nem os turistas esperam isso. Esperam um povo caloroso, um país de clima agradável e belezas naturais, muita música, muito ritmo e muita espontaneidade.

Os últimos dias já foram assim, com episódios como os jogadores alemães cantando o hino do Bahia, os holandeses livres, leves e soltos no Rio de Janeiro ou o camaronês Etoo dizendo que “Obina é melhor que ele”. De certa forma as seleções e turistas estrangeiros estão levando a competição como uma alegre “colônia de férias”.

O Rio de Janeiro, embora seja apenas a penúltima sede a estrear na competição, já respira a Copa. Ontem estive no Centro da cidade, como faço todas as quartas feiras, e as ruas explodem turistas. Embora o jogo seja apenas domingo, milhares de argentinos já lotam nossas ruas esperando a estreia da “albiceleste” no Maracanã, nosso palco sagrado – estima-se de 20 a 30 mil hermanos no estádio apoiando a sua seleção. Como veem, também estarei lá, sendo um “argentino honorário” por uma noite. Como também serei espanhol, belga, francês, italiano ou inglês, alemão ou francês…

E brasileiro, acima de tudo.

Faço um convite ao leitor: esqueça a porra da política, com o perdão do mau termo. Se você é contra o PT ou a favor (eu sou a favor), deixe para expressar isso nas urnas em outubro. Os gastos já foram feitos, o legado já está aí e a Copa vai acontecer.

Desfrute. Curta. Sinta. É um momento único que aqueles que gostam de futebol irão viver. Se não conseguiu ingressos, vá às “fan fests”, vá a um restaurante, sinta o clima da Copa. Se você vai a algum jogo, perceba que estará vivendo um momento histórico. Aproveite. Em tempo, ainda há ingressos no site www.fifa.com/ingressos.

20140607_172929Receba bem o turista. Ajude. É a imagem do país que está em jogo. Problemas vão ocorrer e é esperado em grandes eventos, então não critique. Deixe este balanço para o depois. O mundo sabe das nossas características e não vai se preocupar se um parafuso estiver mal colocado ou o metrô atrasar cinco segundos. Lembre-se que um dos legados é o aumento do turismo nos próximos anos.

Lembre-se, também, que é a oportunidade de ver ao vivo alguns dos maiores craques mundiais. O carioca, por exemplo, poderá ver Messi, Iniesta, Hazard, Benzema, talvez Pirlo, talvez Schweinsteiger, talvez Neymar, e muitos outros… E Erazo também.

Aliás, espero que o cruzamento das fases eliminatórias possa permitir o que seria um momento histórico: uma Alemanha jogando de rubro-negro uma partida das quartas de final no Maracanã, “adotada” pela torcida do Flamengo. Será sem dúvida muito interessante. Por outro lado, confesso que sentirei falta da seleção do Taiti…

Não sei se faremos a “Copa das Copas” em termos de organização, mas tenho certeza que a Copa de 2014 deixará saudades em todos nós e nos estrangeiros. Sabemos oferecer uma festa como ninguém, e pessoalmente acho que não irá se repetir o clima pesado da Copa das Confederações.

Este é o conselho que deixo ao leitor: desfrute. Não haverá outra oportunidade – e, além disso, as duas próximas Copas serão em países não exatamente hospitaleiros para com o turista , vale lembrar.

Pessoalmente, assistirei a sete jogos ao vivo, mas ainda buscando entradas para uma das semifinais e a grande final. Até o momento, seis partidas aqui no Rio e o Brasil contra Camarões em Brasília, cidade onde já morei e na qual não vou há 35 anos. Não dará para ver muita coisa pois farei um “bate e volta” – ficarei cerca de oito horas na cidade – mas sem dúvida será um momento especial. E confesso que estou mais ansioso para o jogo de domingo que com a partida do Brasil hoje: afinal de contas,, Argentina e Bósnia será a MINHA estreia em Copas do Mundo.

Em resumo: #VaiTerCopaPraCaralho. E eu irei aproveitar muito!

P.S. – O Ouro de Tolo estará com uma cobertura especial da competição, com análises, relatos ao vivo e todas as questões pertinentes. Siga em http://www.pedromigao.com.br/ourodetolo/tag/copa-2014/  e no nosso Twitter: @BlogOurodeTolo.

3 Replies to “#VaiTerCopaPraCaralho”

  1. E eis que chegamos ao dia da estreia da Copa do Mundo. Não poderia deixar passar essa data em branco para deixar o meu mais sincero foda-se para os profetas do apocalipse, aproveitadores de ocasião e chupadores de protestantes que passaram meses enchendo a porra do saco dizendo que não ia ter Copa.

    Deixo também um foda-se especial para todos que relacionaram os gastos da Copa com a péssima situação da saúde e do ensino do país, sendo que esses dois ministérios tem orçamento atrelado ao da União e tiveram aumentos significativos devidos aos investimentos da Copa e das Olimpíadas.

    E, por último, fica foda-se pros arrombados que não gostam de Copa e enchem o saco de todo mundo torce para “a seleção” da CBF, mas não vêem a hora de gritar os nomes e dar ataques de histeria histéricos por causa do Cristiano Ronaldo, do Piqué e ainda choram horrores pela ausência do Ibra, como verdadeiros italianos, portugueses e suecos que são.

  2. Não há como presenciar a chegada deste momento no meu País sem um bocado de orgulho no coração, um pouquinho de lágrimas nos olhos e um sentimento profundo de que o Brasil deixou de ser o “País do futuro” para ser o País do presente. Cheio de defeitos, peculiaridades, esquisitices, mas único também em suas qualidades e potencialidades. Esta semana inteira foi emocionante, a gente vendo as cidades se enchendo de gente vinda de todos os lugares do mundo, confraternizando com torcedores “rivais” que nada têm de inimigos, vendo os atletas das demais equipes curtindo o nosso clima, fazendo festa por estarem aqui. Ao contrário do Rodrigo, aí de cima, eu AGRADEÇO a todos os pé-no-saco que ficaram torcendo contra a Copa. saber que eles estão se roendo de raiva só aumenta a minha alegria e a minha esperança no Brasil.

  3. Pedro, concordo em gênero e grau com seu post.
    Aqui no centro de Santo André (SP) o maior movimento estava nas lojas que vendiam artigos para a Copa. Filas imensas e um mundaréu de gente comprando bandeiras, camisetas, cornetas, vuvuzelas etc …
    Vai ter Copa sim!

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