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Após abordar os esquentas de 2017, volto ao tema da estrutura para as escolas desfilarem. O recente artigo do convidado Fellipe Barroso sobre o desfile da Série B suscitou uma série de questões sobre as diferenças de estrutura destas escolas para as que desfilam na Sapucaí, bem como caminhos para diminuir esta diferença.

O leitor que não acompanha o dia a dia deve imaginar que a diferença entre sair da Série A para o Especial é grande. Imagine, então, sair da Intendente Magalhães para a Sapucaí. De um carro e dois tripés para quatro carros – um acoplado – e um tripé?

De um barracão improvisado à beira da própria pista de desfiles em Campinho para outro espaço também improvisado em um viaduto qualquer mais perto da Marquês de Sapucaí. De cerca de 1 mil componentes para algo em torno de 2 mil. De transmissão via YouTube de abnegados para passar na Globo.

Ou seja, a magnitude de se sair da Série B para a Série A – da terceira divisão para a segunda, em português claro – representa um desafio ainda maior que sair da sexta e do sábado para o domingo. Um desafio um pouco menor para a Acadêmicos do Sossego este ano, que tinha alguma estrutura e ainda subvenção também da prefeitura de Niterói. Mas um grande desafio.

Até 2012, este desfile era na terça-feira de Carnaval, na Sapucaí. Ele vinha experimentando um crescimento lento, mas gradual, tanto nos próprios desfiles como na própria presença de público. No último ano antes da fusão com o então Acesso A, com as arquibancadas gratuitas e as frisas a R$ 300 (completa, Fila A), o Sambódromo chegou a ter 90% de sua lotação esgotada nas passagens da Caprichosos e da Unidos de Padre Miguel.

Com o novo formato da Série A em 2013, o desfile mirim passou para a terça-feira e o que formaria o novo Grupo B foi relegado à Intendente Magalhães. Com isso, esta imensa diferença foi criada, e que vem se alargando com o tempo. Ainda mais com esta prática de só subir uma escola.

Voltemos no tempo. Em 2014 a Em Cima da Hora reeditou o maior samba da história para se manter no grupo – e cair no ano seguinte. 2015 a Bangu caiu sem apelação. Ano passado, a Rocinha tinha estofo de Série A e só passou um ano na Intendente – e teve de contar com um desfile catastrófico da Caprichosos para permanecer.

Fica claro que este desfile precisaria voltar à Sapucaí a fim de diminuir a diferença para a Série A. Indo até o Setor 11, arquibancadas gratuitas, frisas a preços acessíveis. Dois carros, mais um tripé, 40 minutos de tempo máximo. O desfile mirim indo para a sexta pós-desfile ou para o domingo anterior, junto com o teste de luz e som da avenida.

Obviamente, tal ideia passa, especialmente, por uma solução para os barracões destas escolas. Solução que engloba, também, as escolas da Série A, quase todas em espaços improvisados – e algumas ameaçadas de despejo de seus espaços na região do Porto.

Uma outra medida seria talvez reduzir o número de escolas das atuais 13 para 12 ou até mesmo 10. Seriam 36 ou 38 desfilando na Sapucaí, número que me parece adequado. E diminui a necessidade de espaços que possam ser utilizados como barracões para estas escolas.

Medida também necessária é o aumento da subvenção, hoje de 189 mil reais. Ao contrário das séries acima, não há renda de televisão e a possibilidade de patrocínios é bem estreita, como já era quando estas escolas desfilavam na Sapucaí. O que melhora um pouco é a possibilidade de venda de ingressos, coisa que não existe na Sapucaí.

Algumas coisas também podem ajudar estas escolas, e também quem está no Especial e na Série A. Por exemplo, limitar o tempo útil dos chassis de caminhões utilizados como base das alegorias, combinado a algum tipo de negociação envolvendo a compra destes chassis diretamente na fábrica a preços e condições de pagamento facilitadas.

Por exemplo, atrelar esta regra a um patrocínio com uma empresa tipo a Ford, a Mercedes ou a Scania: venda de chassis já customizados para uso em alegorias parcelados em cinco anos, com parte do valor sendo abatida em patrocínio institucional destas empresas no carnaval carioca. Daqui a 5 anos, renova-se o acordo e o parque de chassis das escolas.

Está claro que em uma iniciativa destas deveria se atentar a requisitos mínimos de segurança e de conforto/visibilidade a quem dirige estes carros alegóricos. Banco decente, sistema de direção decente, visibilidade mínima da pista.

Ainda que se faça necessário mexer no regulamento dos desfiles para não punir esta “janela” de visibilidade dada por regulação aos motoristas – a segurança está acima da questão artística.

Como os leitores podem ver, há muito o que se fazer no sentido não somente de diminuir as diferenças de estrutura entre os grupos como em iniciativas em prol de aumentar não somente esta como um todo como a segurança geral de alegorias e do desfile propriamente dito.

Claro que há iniciativas que dependem da Prefeitura e esta não parece muito disposta a investir/se interessar no espetáculo das escolas de samba. Mas outras medidas, como esta da renovação do parque de chassis, que podem ser lideradas pelas entidades que cuidam dos grupos de escolas de samba do Rio de Janeiro.

Imagens: Ouro de Tolo

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4 Replies to “Ainda as questões estruturais do Carnaval”

  1. Essa ideia dos chassis é excelente. Espero que alguém da Liga leia esse artigo, ou alguém com acesso. Já em relação aos desfiles do Acesso B, é isso mesmo, desfilar na Terça de Carnaval pra ontem. Talvez trabalhando para uma transmissão na TV Brasil. As escolas mirins na Sexta pós-Carnaval é uma ideia interessante, ou talvez dividi-las no Sábado e Domingo anteriores para não impactar no ensaio técnico da campeã, já que no próximo Carnaval as datas serão ainda mais apertadas, enfim, algo tem que ser feito para o retorno das escolas deste grupo a Sapucaí. Assim como a Cidade do Samba 2 para as do Acesso A, acompanhada por uma espécie de mini Cidade do Samba para as do B. Porém, concordo com você Pedro. Com a atual administração municipal, isso não vai ocorrer, infelizmente.

    1. Essa questão dos chassis poderia ser assim mesmo, mas dentro da informalidade das Escolas de Samba criou-se um mercado paralelo de aluguel, a escola que cai tanto do Especial quanto da Série A, aluga os veículos para as escolas que sobem nos dois grupos, além dos espaços nos barracões.

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