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A primeira noite de desfiles da Série A do Rio de Janeiro foi marcada, infelizmente, pelo profundo e total desastre envolvendo o “Reizinho de Madureira”, o Império Serrano.

Um desfile para se esquecer. Roupa das baianas que não chegou toda – tecnicamente, a ala sequer poderia ser considerada como tal, por faltar a saia típica da indumentária -, outras alas que não chegaram ou chegaram incompletas, bateria cuja roupa chegou em cima da hora e incompleta, escola que demorou a entrar por erros de Harmonia e correu no fim, alegorias mal ajambradas, mal acabadas e mal concebidas…

A grande verdade é que, dado o noticiário pré-carnaval, nem pode se dizer que tenha sido uma surpresa. O Império Serrano vem há décadas esbarrando em um modelo de gestão ultrapassado, gerido por pessoas incompetentes, com brigas políticas onde uma facção acusa a outra de malversação de verbas e vice-versa (e meu saudoso pai dizia que quando dois políticos acusavam um ao outro disso significava que os dois tinham razão), com inúmeros ditos “imperianos” se achando donos da escola e se aproveitando dela para satisfazer interesses e vaidades pessoais… a lista é longa.

A atual presidente, que teve o desplante de vir dando pinta no abre-alas – sendo justamente xingada por muitas pessoas nas frisas do Sambódromo – é a principal responsável por essa tragédia do início da manhã deste sábado de carnaval, mas não é o maior problema. Os grupos políticos se revezam no poder e os problemas são os mesmos, há décadas.

Chega, Império Serrano! Esse modelo de gestão não dá mais. Essa briga política não dá mais. Este “modo Império Serrano de ser” não cabe mais em um carnaval moderno. Está aí a Portela mostrando que pode aliar a sua tradição a uma gestão moderna. Está aí a Portela mostrando que todos os portelenses são bem vindos independentemente de terem “berço” ou não, desde que somem.

Este desfile trágico merece e precisa ser premiado com o descenso e a ida à Intendente Magalhães. Talvez a escola precise ir ao inferno para finalmente ter o choque de gestão que necessita, a pacificação política que necessita, a união que necessita. Sem aventureiros com soluções mágicas.

Somente assim para que a escola possa exercer seu potencial e voltar ao seu lugar de direito entre as grandes. O desrespeito ao público e especialmente ao imperiano que vimos nesta noite não pode se repetir. Um enredo sobre a mulher ter a ala das baianas desfilando mutilada da forma que foi é altamente simbólico, infelizmente.

No restante da noite, vi uma Acadêmicos do Cubango com um lindo desfile prejudicado por erros de evolução e problemas no abre-alas  – que desacoplou – mas que teve o lindo samba e sua comissão de frente se sobressaindo. Um grande samba sempre é meio caminho andado para um bom desfile.

A Vigário Geral, que abriu os desfiles, tinha muita coisa do desfile da Portela do ano passado – alegorias/esculturas e alas inteiras. Encerrou seu desfile com um tripé colocando o presidente Jair Bolsonaro como o palhaço Bozo (abaixo).

A Acadêmicos da Rocinha fez uma apresentação melhor do que as previsões, apoiada em um samba que rendeu bastante. Por outro lado, a Unidos da Ponte sofreu primeiro com a chuva sobre si e, segundo, com um enredo totalmente ininteligível.

A Renascer de Jacarepaguá também patinou em problemas de evolução e em um modelo de sambas que me parece estar esgotado. A ressaltar também o totalmente desnecessário “blackface” do puxador Leonardo Bessa – que, diga-se, é negro.

A Unidos do Porto da Pedra se ressentiu de um samba limitado, mas fez uma apresentação correta e com um bom desenvolvimento do enredo por parte da carnavalesca Annik Salmon. Parece faltar algo à agremiação para disputar realmente a ascensão ao Grupo Especial.

Ao que tudo indica, o título será decidido no “confronto direto” hoje à noite entre Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Padre Miguel, que desfilam em sequência. Apesar do problema em Evolução, a Cubango em minha avaliação foi a melhor da noite, mas estes problemas não devem permitir à escola a luta pelo título.

O Império Serrano é forte candidato ao rebaixamento, e a Renascer, dependendo dos desfiles de hoje, também corre risco.

Imagens: Ouro de Tolo

3 Replies to “Chega, Império Serrano!”

  1. Muito triste a situação do Império Serrano. Faz anos que a escola está nessa decadência.
    O meu desfile favorito de ontem foi do Porto da Pedra, mas também tenho a mesma impressão que tu que falta aquele algo a mais para a escola conquistar o título. A Unidos de Padre Miguel merece muito o acesso espero que faça um bom desfile. A anos ja merecia uma vaga no especial. Mas a Imperatriz drve vir bem. Vamos aguardar.

    1. Segundo ano que as escolas levam alguma crítica às autoridades, só que desta vez, a Vigário Geral foi ousada, levando um palhaço Bozo com faixa presidencial. Vamos ver na apuração. Por sinal, Migão, o que você acha? Vigário será canetada?

      Quanto ao Império Serrano, só um meteoro ou uma grande tragédia ou o “peso da bandeira” tira a escola da Intendente no ano que vem. Vai ser canetada em fantasias, Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução. Vai ser preciso chegar ao ponto de desfilar na Intendente, no quintal de casa pra ver se alguma coisa vai mudar. E vai ser bom o Império se espelhar na Portela se quiser dar a volta por cima. Virar uma “Portela verde e branca da Serrinha” em termos de administração.

  2. Faz sentido o Império ser rebaixado pelo desfile que vez, mas não faz sentido pedir o rebaixamento do Império como se isso fosse decretar nova era para a escola. Portela merecia o rebaixamento em 2005, mas foi salva e, ainda assim, se modificou e renasceu. Se o Império cair, pode ser o fim da linha. Mais uma vez: se cair, vai ser merecido, mas não penso que a escola mudará da noite para o dia. Tradição, Cabuçu, Jacarezinho, Arranco, Lucas, todas caíram e não saem mais do limbo da Intendentes.

    Em tempo: Bangu, Ponte, Renascer e até mesmo Vigário Geral podem perder décimos em mais quesitos do que o Império. Vigário veio com evolução ruim de cabo a rabo, Ponte com um enredo terrível, Renascer se arrastando e Bangu com um projeto estético sofrível. Império pode se salvar.

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