Marcelo Crivella se elegeu prefeito do Rio de Janeiro em 2016 devido alguns fatores: A onda de neo conservadorismo que assola o país é uma, o fato do natural sucessor de Eduardo Paes, Pedro Paulo, ter se envolvido em polêmica com ex-mulher outro, mas no fim o que importa é que ele venceu para surpresa de muitos e tinha como marca de campanha dizer que cuidaria das pessoas.

Se cuidou não sei, de quem menos ainda. A verdade é que em dois anos de mandato não existe nada de relevância que podemos dizer que o prefeito tenha feito, muito pelo contrário, a cidade anda uma bagunça como poucas vezes foi até hoje e muitos são os insatisfeitos com sua gestão. Apenas para ficar com o nicho do blog o povo do samba odeia Crivella que a cada ano desprestigia o carnaval e faz a festa de rua de maior orgulho do carioca hoje perder para São Paulo.

Não é o primeiro prefeito impopular da história e sinceramente nem duvido que seja reeleito dada sua força junto aos pentecostais, mas tem uma novidade nessa história toda que é sua perda de força política. Pela primeira vez foi aprovada a admissibilidade de um processo de impeachment contra um prefeito carioca e foi por larga vantagem, 35 x 14.

Esses 35 votos já seriam o suficiente para cassar o mandato de Crivella que parece que nesses dois anos não cuidou nem do povo nem de sua base política. Fez promessas a aliados, não cumpriu e assim foi perdendo sua sustentação a ponto de antigos aliados fazerem duros discursos na câmara contra sua gestão e pedindo seu afastamento.

Todo mundo sabe que impeachment antes de ser jurídico é político. Todos os gestores municipais, estaduais e federais em algum momento acabam resvalando em crimes que podem levar ao impeachment, a diferença é os que tem e os que não tem base forte política. Dilma e Collor não tiveram e caíram, Temer teve e se livrou. Base forte vem da soma de estar bem com o eleitorado com cumprir as promessas feitas a políticos e partidos. Crivella vai mal nos dois e por isso o perigo é real.

Não conseguirá apoio popular, não nesse momento então lhe resta fazer costuras políticas nesses 90 dias que teremos até a votação do impeachment. Aliás, já começou nomeando um político do PP para uma secretara, com isso consegue apoio do partido que agora ameaça de expulsão quem votar a favor do impeachment. Um dos seus vereadores votou então a princípio temos agora a conta certa para a derrubada do prefeito. Muitas águas irão rolar por baixo dessa ponte e é bom Crivella apelar não só para sua igreja, mas para todos os santos, inclusive os Orixás.

Tá na hora de cuidar o seu.

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