Este é um post que já se tornou tradição neste blog: o Guia Prático da Sapucaí. Dicas àqueles que irão assistir aos desfiles, para desfilar, ou as duas coisas, nas versões recentes. Começarei, obviamente, pelas dicas aos que desfilarão.

Parte I – Desfilantes

Lembre-se, leitor, que o trabalho de um ano estará em avaliação e não será você quem irá atrapalhar, né? Não tenho intenção em esgotar o assunto, mas sim compartilhar a experiência de dezoito anos e mais de quarenta desfiles na avenida.

Praticamente todas as escolas ainda têm vagas em alas comerciais para desfilar este ano. Dependendo do grupo, há roupas de R$200 a R$2 mil. Outras escolas ainda possuem vagas para desfilar como composição de carro alegórico; mas aí o custo, especialmente no Grupo Especial, é um pouco maior.

1 – Retire a fantasia antes;

Lógico que isso não depende muito do desfilante, mas se puder retirar a fantasia (caso esteja pronta) cinco ou seis dias antes do desfile é bom para que se possam fazer pequenos ajustes, caso necessários.

Antes de adquirir a fantasia procure referências da ala. O risco de se envolver em uma “roubada” cai consideravelmente. Os sites oficiais das escolas, na medida do possível, também ajudam.

Aos que desfilam em alas de comunidade das agremiações, aí cabe aguardar o cronograma de entrega determinado após a sequência de ensaios. Algumas escolas já entregam suas roupas no momento em que escrevo.

2 – Chegue com antecedência;

Parece óbvio, mas não é: chegue a tempo de fazer os ajustes na fantasia e de encontrar seu lugar na ala sem atropelos. Se houver dificuldade para colocar a roupa corretamente, peça ajuda.

Para o Grupo Especial, basta estar lá quando a escola anterior estiver entrando na avenida. Nos grupos de acesso, meia hora antes é o suficiente, desde que você esteja pronto – um pouco antes se estiver nas primeiras três ou quatro alas.

Não há vestiários para se trocar de roupa em nenhum dos lados da concentração. Se sair de casa direto, vá fantasiado já.

3 – Não esteja bêbado;

Beber uma ou duas cervejas antes do desfile é salutar, relaxa e facilita. Mas não exagere. A chance de você atrapalhar a escola ou ser retirado do desfile é grande – e a Direção de Harmonia irá retirar do desfile se o desfilante estiver fora das condições ideais de consciência, digamos assim.

Pessoalmente, nos dias em que desfilo bebo uma latinha antes de sair de casa e outra quando saio das frisas para a concentração. Mas depende muito do organismo de cada um – sou forte para cerveja.

4 – Cante o samba;

Saber o samba e cantar o tempo todo é fundamental. E isto é avaliado no quesito Harmonia. Portanto, não atrapalhe a escola. Além disso, isto é cada vez mais cobrado pelas agremiações nos ensaios e no desfile em si.

5 – Sem experiência, não desfile nas pontas;

“Pontas” de ala, primeira e últimas filas são para quem tem experiência em desfilar, pois são necessárias noções do trabalho de Harmonia. Venha no meio da ala caso não tenha experiência;

6 – Esqueça as câmeras de televisão;

Ainda que seja filmado, a chance da sua imagem ser escolhida pelo diretor de edição é quase zero. Esqueça as mesmas – isso atrapalha bastante a escola.

7 – Tenha a fantasia inteira;

Muitas vezes pode parecer desconfortável, mas todas as peças componentes da fantasia são feitas para serem usadas. Isso também é avaliado pelos jurados. Obviamente, pequenos defeitos são normais, até devido ao transporte.

Faça a conferência antes de sair de casa ou de seu lugar na Marquês de Sapucaí para não esquecer nada. E outra coisa: você pode ser retirado do desfile caso esteja com a indumentária incompleta.

Uma dica é levar para a concentração um pequeno kit com agulha, linha, alfinetes de fraldas e tesoura, como falaremos mais abaixo.

8 – Nada de máquinas, celulares e outros penduricalhos;

Tudo que não faz parte da roupa não deve estar lá e é avaliado pelo jurado. Deixe as fotos para depois. “Pau de selfie”, então, nem pensar. Além disso, ainda que não utilizado, se ficarem à mostra celulares, máquinas e carteiras punições por parte dos jurados estão passíveis.

9 – Se desfilar em mais de uma escola no mesmo dia, compre um ingresso;

Facilita demais a logística. Além disso, você pode voltar por dentro do Sambódromo, o que permite um grande ganho de tempo.

Se houver disponibilidade financeira, procure um ingresso de frisa, ainda que nos setores da Praça da Apoteose. Pode-se guardar as fantasias e fica mais fácil para se trocar de roupa. Não se esqueça de retirar a pulseira para poder retornar ao setor quando for desfilar, encontrada nos quiosques atrás de cada setor.

Nos setores de arquibancadas têm havido “guarda-fantasias” nos últimos anos, para facilitar o fluxo nos setores.

10 – Evite desfilar em escolas seguidas;

Só faça isso se o leitor tiver muita experiência e vier em uma das primeiras alas na escola inicial. Pessoalmente, jamais faria isso: a correria e o risco de não desfilar na segunda são muito grandes.

Aliás, para o leitor que não tem o hábito, uma escola por noite é o suficiente. No Grupo de Acesso A de 2004 cometi a loucura de desfilar em quatro escolas na mesma noite. Resultado: no Tuiuti, que era a última, passei me arrastando – e com o joelho estourado…

11 – Evite o “XY”;

Este é um dos grandes limitadores dos desfiles modernos. Tirando a turma que vem na primeira e na última fila da ala, brinque, troque de posição, evolua. Carnaval não é marcha militar. Saiba que para fazer a curva na avenida os diretores da escola farão a organização em filas. Seja paciente como eles porque eles estão mais nervosos do que nós.

Depois que entrar na avenida não só você pode como deve se movimentar em todas as direções, respeitando os limites das alas vizinhas. Não permaneça em fila. Fique atento. Olhe ao seu redor. Preencha os espaços da avenida.

Não se acumule em um lado ou outro da ala. Não se acumule na frente da ala.

Um outro ponto, especialmente para os mais velhos como eu: deixe para começar a evoluir quando a ala já estiver no Setor 1. Lá pela altura do Setor 11 o leitor irá entender o conselho.

12 – Um kit de costura ajuda;

Um kit com tesoura, linha, alfinetes e agulha ajuda para eventuais ajustes de última hora. Experimentar a fantasia quando da sua entrega, também.

13 – Camisa não atrapalha;

O leitor ganhou uma camisa para desfilar. Não atrapalhe. Mantenha-se nas laterais da avenida, cante o samba, incentive o componente de ala, jamais atravesse a pista após o Setor 1 e respeite o pessoal da Harmonia. Você tem de dar exemplo aos demais desfilantes.

Normalmente o pessoal com mais experiência acaba sendo solicitado para ajudar na Harmonia de alas. Não faça cara feia. Ajude.

E, após os acontecimentos de 2017, não pare no Setor 1 após o início do desfile da escola. É uma área de manobra. Evite acidentes.

14 – Alimentação;

Consuma coisas leves. Deixe aquele lauto jantar para após o desfile. Mas também não esteja de estômago vazio. Após o desfile, procure se reidratar com isotônicos ou água de coco, que repõem sais minerais. Boas sugestões são frios não muito gordurosos ou, se for sair direto de casa, uma massa leve – na manteiga ou alho e óleo.

15 – Sem stress;

Deixe para depois. Brinque, divirta-se, cante. É carnaval!

16 – Concentração;

As escolas ímpares fazem sua concentração em direção ao prédio sede dos Correios; as pares, na direção da Central do Brasil (no mapa abaixo, respectivamente 4 e 3).

Para quem vem de casa, os acessos são mais ou menos na altura do prédio dos Correios em um lado e do prédio “Balança mas Não Cai” do outro, por conta das grades que delimitam a área de concentração.

Se o leitor estiver assistindo aos desfiles, basta seguir pelas áreas de convivência por trás dos setores e, do lado par, seguir a indicação das placas (todo ano o acesso à armação muda deste lado). No lado ímpar, basta seguir reto e já cai na área de armação da escola na Presidente Vargas.

Se precisar atravessar de um lado para outro, faça na área de armação, no “joelho” para o Setor 1. Basta ter paciência.

Obviamente não esgoto o assunto, mas o leitor que seguir estas dicas terá um desfile bastante tranquilo.

Para os leitores que gostariam de saber onde irei desfilar, digo abaixo a minha programação:

Sexta Feira, Série A: Unidos da Ponte (apoio do primeiro casal);

Segunda Feira, Grupo Especial: Portela (Diretoria);

Parte II – Mapa

Peço desculpas aos leitores por estar um pouco tosco, mas no mapa abaixo temos uma ideia de acessos e lugares:

  1. Estação de trem e metrô Central do Brasil;
  2. Estação de metrô Praça Onze;
  3. Concentração das escolas pares (área);
  4. Concentração das escolas ímpares (área);
  5. Acesso aos setores 9 e 11;
  6. Acesso aos setores 2, 4, 6 e 8;
  7. Acesso ao setor 1;
  8. Acesso ao setor 13;
  9. Acesso aos Setores 10 e 12;
  10. Acesso aos setores 3, 5, e 7;

Parte III – Para Quem Vai Assistir

Finalizada a parte referente ao desfilante, algumas dicas a quem irá somente assistir aos desfiles na Marquês de Sapucaí. Ainda há ingressos de arquibancada disponíveis para os desfiles do Grupo Especial e para os dois dias da Série A (todos os setores, nos dois casos), com a venda sendo realizada no Setor 11 do Sambódromo. Somente dinheiro é aceito.

1 – Acesso aos Setores Pares;

É feito bem próximo à estação Praça Onze do Metrô. Se o leitor não estiver levando fantasias para desfilar, a melhor opção é pegar o metrô e descer nesta estação. Os táxis não credenciados deixam bastante longe dos acessos; e os credenciados, obviamente, são mais caros.

Ano passado resolveram concentrar o acesso dos setores 2 ao 8 em um curral um pouco mais distante, e com a sinalização bem precária. O tempo para acesso ao Sambódromo foi bem maior que em anos anteriores.

2 – Acesso aos Setores Ímpares;

Feito por baixo do viaduto que leva ao túnel Santa Bárbara (setores 3, 5 e 7) ou próximo ao quartel da PM (9, 11 e 13). Ao contrário dos setores pares, o metrô – estação Central – deixa um pouco distante do acesso. Os táxis não credenciados deixam um pouco mais perto. Por outro lado, o trem é uma opção, embora deixe no mesmo lugar da estação do Metrô.

Há necessária atenção no trajeto entre as estações do Metrô e trem e o acesso aos setores ímpares, pois é uma região com muitos batedores de carteiras. Mantenha prudência.

Outro ponto importante é que não se consegue atravessar de um lado para o outro a pé. Ou seja, utilize as estações recomendadas. Além disso, muitas linhas de ônibus mudam seus itinerários devido às interdições de trânsito, e especialmente nos dias do Grupo Especial o trânsito fica bastante complicado na região.

3 – Jamais vá de carro.

Simples: não tem como estacionar. Há um edifício garagem para duas mil vagas no prédio novo da Ambev, mas não está disponível ao grande público – o prédio está fechado no momento onde escrevo.

Aliás, o Sambódromo deve ser um dos únicos locais importantes de entretenimento do mundo sem uma única vaga pública de estacionamento.

O outro prédio que estará aberto, na Rua Benedito Hipólito, somente será para veículos com credenciamento da Liesa.

Além disso, com o desgaste da noite sem dormir e com o consumo de álcool, ir de carro não é uma boa ideia. O cansaço e as alterações pesam e pode-se estragar a sua vida e a dos outros em um acidente perfeitamente evitável.

Ou seja: esqueça.

4 – Se for desfilar, use o táxi especial;

Há cooperativas de táxis especiais, com tarifa mais cara e tabelada antecipadamente, mas que por estarem credenciadas deixam a pessoa na entrada dos setores. Se estiver com fantasia, é a melhor solução – evita longas caminhadas. As cooperativas cadastradas são publicadas na imprensa na semana do carnaval.

Pessoalmente, como moro em um bairro que não tem transporte coletivo nem em dia normal, será a opção que irei utilizar. Uma dica, se for se utilizar deste serviço, é marcar o táxi antes – à tarde, principalmente nos dias de Grupo Especial.

5 – Diferenças entre os Grupos

Em dias de Grupo de Acesso, o tempo até o Sambódromo costuma ser um pouco menor, pois o entorno fica com trânsito menos complicado. No Especial recomenda-se sair de casa mais cedo.

Lembre o leitor que for assistir ao primeiro dia de desfiles do Acesso (sexta) que ainda haverá o trânsito de saída do Rio neste dia, o que é mais um fator complicador. Em 2015 saí de casa duas horas e meia antes e cheguei com o desfile já iniciado…

Horário de chegar ao Sambódromo: depende do lugar em que estiver. Se for de arquibancada, recomendo chegar cedo se quiser ficar perto das grades, principalmente no Grupo Especial. Já nas frisas, como o lugar é marcado, pode-se chegar mais perto do horário de início dos desfiles. Uns 20 minutos antes é suficiente.

Os desfiles do Acesso se iniciarão às 22:30. O Especial terá seu início às 21:15 nos dois dias.

6 – Apetrechos a serem levados;

Uma bolsa térmica com bebidas, alguma coisa para se comer, uma capa de chuva, toalha, um saco de lixo para envolver a bolsa/mochila, uma camiseta e um par de meias se estiver chovendo, máquina fotográfica ou filmadora, carregador portátil de celular. Nas arquibancadas uma almofada pequena é recomendável. Se o leitor usa óculos, como eu, um boné é indispensável em caso de chuva.

Nada de guarda chuvas, por favor. Só atrapalha. Se o leitor curte futebol, recomendo uma capa de chuva esportiva, que segura bem mais o tranco que as tradicionais de plástico transparente vendidas nas cercanias do Sambódromo.

E bebidas em latas ou garrafas de plástico – garrafas de vidro são proibidas. Teoricamente há um limite, mas, até 2016, na prática o limite da quantidade de latas ou garrafas plásticas era a capacidade da bolsa térmica.

Nos dois últimos anos, com a troca de toda a equipe de fiscalização do Sambódromo, houve muitos problemas com bolsas térmicas.

Isopores (teoricamente) são proibidos, mas já vi deixarem entrar – contudo, não arriscaria. A sugestão que daria é não utilizar bolsas térmicas muito grandes e que chamem a atenção – corre-se o risco de não se conseguir entrar.

Curiosamente, nas frisas em 2017 havia pessoas com garrafas e taças de vidro sem serem incomodadas – sem contar a inexistente revista, que acabaria gerando um incidente com arma de fogo no Desfile das Campeãs.

Algo que fiz nos últimos dois anos e que deu muito certo foi levar frios cortados em pequenos cubos para me alimentar. Não ocupam muito volume, deixam o estômago saciado e não faz muita sujeira. Quanto a bebidas, aqueles recipientes que não deixam a lata de cerveja esquentar após aberta também são recomendáveis.

O crachá com o ingresso deve ser utilizado o tempo todo.

7 – Se for desfilar;

Retire a pulseira que permitirá o retorno ao seu setor após o desfile, nos quiosques atrás de cada setor. É indispensável.

Nas arquibancadas há locais para se guardar as fantasias. Para as frisas, as mesmas são guardadas no local, o que facilita na hora de trocar de roupa – para quem está na arquibancada a estrutura é zero.

Não se envergonhe em ficar apenas de roupa íntima nas frisas ou embaixo das arquibancadas. Afinal de contas, é Carnaval.

Se for desfilar na primeira ou na segunda agremiação de cada noite, saia de casa já fantasiado. Entre em seu lugar, deixe suas coisas e saia para a concentração, sem esquecer de pegar a pulseira – assim se consegue retornar por dentro do Sambódromo após desfilar. Neste caso, chegue à Sapucaí ao menos uma hora antes do início – no mínimo.

Ainda que a concentração seja do lado oposto ao seu setor, se consegue atravessar no “joelho” entre a Presidente Vargas e a Marquês de Sapucaí. Basta ter paciência.

8 – Aprenda os sambas;

Procure ouvir os sambas antes do desfile. Cante com a escola. Incentive o desfilante, se estiver nas frisas. Retire quando chegar o guia dos desfiles, com o roteiro de cada escola ala a ala, carro a carro. É gratuito. Algumas escolas do Grupo Especial também produzem revistas distribuídas gratuitamente na chegada do público ao Sambódromo.

9 – Telefonia/Internet

Este é um problema sério na Avenida dos Desfiles.

Nos desfiles do Especial nem 3G nem 4G funcionam direito; na verdade só pegam e ainda assim precariamente antes do início da primeira escola e do meio da penúltima para o final. No resto do tempo é quase impossível conseguir conexão – embora ano passado isso tenha melhorado ligeiramente em relação a anos anteriores.

No Acesso A, sexta e sábado, a conexão atravessa momentos de instabilidade, mas funciona razoavelmente a noite inteira. E não, não existe Wi-Fi no Sambódromo. Também não há tomadas para recarregar celulares.

10 – Respeite as fotos alheias

Especialmente se você estiver nas filas A e C das frisas ou no primeiro degrau das arquibancadas, lembre-se que atrás há pessoas que também querem tirar fotografias. Ou seja: tire suas fotos, mas baixe os braços para permitir a quem está atrás tirar as suas também.

Em 2016 perdi uns 30% das minhas fotos do Grupo Especial no desfile de domingo por conta do sujeito que estava à minha frente com uma espécie de filmadora giratória o tempo todo nos braços levantados. Não seja esse sujeito.

11 – Divirta-se;

Cante, brinque, respeite. Seu direito começa onde termina o do outro, lembre-se sempre.

12 – “Jet lag”;

Esse é um problema sério, ainda mais depois de quatro noites seguindo o fuso horário de Tóquio. Entre as noites não há muito o que se fazer, mas para retornar ao fuso brasileiro na terça feira de carnaval o conselho que eu daria seria tentar fazer as refeições nos horários originais, sem coisas do tipo “tomar café da manhã à uma da tarde”.

Se o leitor for trabalhar na quinta feira sugiro utilizar a terça feira de carnaval para começar a fazer essa transição. Mas, ainda assim, serão uns quatro ou cinco dias até voltar ao ritmo normal.

12 – Onde Migão estará;

Grupo de Acesso: Série A no Setor 3 os dois dias, Especial provavelmente apenas na segunda feira.

O Ouro de Tolo terá uma cobertura especial de carnaval, com análises e fotos exclusivas, além de “tempo real” no perfil do Twitter @BlogOurodeTolo. Prestigie!

Dúvidas? Coloque na área de comentários.

Imagens: Arquivo Ouro de Tolo

23 Replies to “Guia Prático da Sapucaí – Versão 2019”

  1. Dica pro desfilante: Pra quem for desfilar com adereço de mão, ele é ótimo pra dar estocadas em quem quer ficar te atropelando para aparecer nas câmeras;

    Outra: Eu sempre me diverti muito mais na ala sem estar na 1a fila e ter a responsabilidade de controlar os outros. Só desfilo em 1a fila se for obrigado.

  2. Bom dia!
    Tudo bem?
    Meu nome é Maxwel e vou desfilar pela primeira vez na Portela. Após o desfile irei para o camarote, também da Portela.
    Minha dúvida é se consigo guardar minha fantasia no camarote ou se no sambódromo a outro ponto que possa fazê-lo?

    1. Maxwel, eu nunca fui de camarote – farei isso esse ano na Série A, também no da Portela – mas acredito que no próprio camarote haja espaço para deixar a fantasia. Não se esqueça de entrar antes e pegar sua pulseira, para poder retornar por dentro do Sambódromo.

  3. Vou desfilar na Viradouro e depois vou assistir aos desfiles do setor 3. É melhor entrar só depois do desfile ou entrar antes para organizar as coisas?

    Provavelmente vou ficar sem lugar próximo da cabine dos jurados.

    1. Tem que entrar antes para retirar a pulseira e poder voltar por dentro depois de desfilar. Se não fizer isso terá de dar uma volta grande para acessar o seu setor, após o desfile.

  4. Finalmente o Guia Prático da Sapucaí, que além de dar ótimas dicas, ainda sinaliza que o Carnaval está chegando!

    Se os desfiles do Grupo Especial terminarem mais ou menos como os de Domingo ano passado, já será de grande serventia. Facilita sair do sambódromo já com a luz do dia, sem contar a beleza que é ver uma escola desfilar com o sol da manhã. Já no Grupo de Acesso, talvez sexta, se tiver algum atraso. Sábado, infelizmente, muito difícil.

    1. Olha, se levar em conta que está clareando por volta de 5h40, se todas as escolas utilizarem os 75 minutos possíveis a última a desfilar vai pegar os 10/15 minutos finais com o dia clareando. Ou seja, nem no Especial deverá haver desfiles com a luz do dia.

      Lembrando que os últimos desfiles com dia claro se deveram a problemas que ocasionaram atrasos – a exceção foi o Desfile das Campeãs em 2017, onde a Portela começou à noite e fez os últimos 10 minutos com o dia já totalmente claro.

      1. Então já podemos concluir que é altamente desnecessário iniciar os desfiles às 21h15. Iniciar às 22hs seria mais razoável… O Grupo de Acesso, apesar de ter melhorado bastante de uns anos para cá, penso que o ideal seria 23hs, até por causa dos problemas com o trânsito na sexta-feira relatados no texto.

          1. Há um 5 anos os desfiles em sampa começavam nesse horário, não sei pq mudaram, fica nítido que o anhembi não lota nessa hora

    1. Pois é, é a única vantagem dele…

      Só Deus sabe como eu trabalhei na quinta feira em 2017, pós-título da Portela. Detalhe é que, oficialmente, eu estava de férias.

  5. Veja a minha situação…

    Estarei sozinho. Desfilarei na ala 9 da Viradouro (segunda escola do domingo) e tenho ingresso para o setor 10. Como chegarei ao Rio de Janeiro somente no domingo de manhã, terei que retirar o ingresso a partir das 18h, no setor 11. Planejo pegar o ingresso, atravessar pela apoteose para entrar no setor 10 para pegar a pulseira e somente, então, seguir para a concentração, que será no lado do Balança Mas Não Cai.

    Mas pra fazer tudo isso, terei uma fantasia completa e itens pessoais que terei que levar comigo, como carteira, celular, ingresso, capa de chuva, uma camiseta e bermuda etc… Estou testando em casa colocar todas essas coisas que devem ficar escondidas em uma mochila tipo saco, que ocupa pouco espaço e poderia ficar escondida sob a fantasia. Carregaria também um saco plástico grande, na mochila, para, depois do desfile, embrulhar a fantasia e levá-la para a arquibancada. Li que há guarda-volumes em alguns setores, mas não consegui informações sobre como funcionam. São pagos? Eu poderia, ao entrar no setor 10 para retirar a pulseira, guardar minha mochila no guarda-volumes, ir desfilar e, na volta, pegar a mochila e guardar a fantasia ou teria que carregar tudo comigo mesmo?

    Detalhe que tentei mandar mensagem via redes sociais e e-mail para a LIESA para perguntar e disseram que esse esquema de guarda-volumes é de responsabilidade da Riotur. A Riotur, por sua vez, ignorou todas as minhas tentativas de contato.

    1. Vamos lá:

      1) às 18 horas você consegue dar a volta por trás da Apoteose para acessar o setor;
      2) O porta fantasias, até onde sei, guarda também objetos pessoais, menos os de valor. Acho que após o desfile você pode guardar a fantasia lá antes de subir para a arquibancada;

    2. Danilo,

      Compreendo tua aflição, pois passo por ela todo ano. Também desfilo e assisto, e guardar a fantasia, que era para ser uma situação bem tranquila, acaba sendo um stress. De fato, quem disponibiliza os tais “guarda-volumes” é a RioTur. Por telefone ou e-mail ninguém responde. Acredite se quiser, mas SOMENTE no dia pra saber em quais setores existem os guarda-volumes, pois não se sabe SE e nem em QUAIS setores eles estarão disponíveis. Nos quiosques de “Apoio ao Desfilante” que são da LIESA, NINGUÉM saberá informar. Tu tens que chegar no acesso às Frisas do teu setor e perguntar se tem gurda-volume. Se não tiver, procure no setor seguinte (no caso o 8) e assim por diante, sempre no acesso às frisas, pois o guarda-volumes nada mais é do que um “cercadinho” embaixo das arquibancadas, onde tu deixa o saco da fantasia e recebe um papelzinho com uma senha pra retirar mais tarde… Já tive que andar todo lado par, com o saco de fantasia pesado, procurando e ninguém sabia de nada… E já aconteceu também de existir guarda-volume somente no setor 6 e não me deixarem guardar a fantasia porque meu ingresso era do setor 8. Enfim… na pior das hipóteses, tu terás que levar o saco com a fantasia para a arquibancada e procurar não prejudicar a passagem nem a visão de ninguém. Dica: mesmo que a situação fique tensa sorria, um sorriso pode resolver o impossível, afinal, é carnaval!!!

    3. Olá! Agora que o carnaval 2019 já é história, volto para contar a experiência que tive e, quem sabe, ajudar alguém que esteja planejando fazer o mesmo que eu nesse ano. Ao redator, se quiser usar meu comentário para acrescentar algo no guia prático de 2020, fique à vontade.

      Desfilei na ala 11 da Viradouro (não 9, como dito anteriormente). Depois, assisti ao restante do desfile de domingo no setor 10. Na segunda-feira, assisti aos desfiles no setor 6. Tanto desfilar como assistir foram experiências incríveis e, certamente, voltarei a repeti-las. Mesmo assim, principalmente por ter ido sozinho, passei por alguns perrengues e aprendi algumas coisas na tentativa e erro.

      Estava vestido com a calça e as botas da minha fantasia, o que ajudou muito porque o calçado era impermeável, então mantive meus pés secos a noite toda. A casaca e o chapéu da fantasia levei em um saco plástico onde estavam embrulhadas quando foram entregues. Fui com uma camiseta simples e capa de chuva. O Rio de Janeiro é quente, mesmo com o dilúvio que caiu naquele começo de noite de domingo.

      Saí da estação Central do Brasil por volta de 18h. Estava chovendo muito. Comecei a caminhar em direção à Sapucaí pela Av. Presidente Vargas. Grades separavam o fluxo da concentração, onde estavam as alegorias das escolas que desfilariam logo mais. Em alguns pontos, por passarelas, era possível passar por cima da concentração e descer do outro lado da avenida. Ao longo do caminho, muitos ambulantes e barraquinhas vendendo coisas de todo tipo (chapéus, roupas, acessórios, comida, bebida…), muita gente caminhando, inclusive com fantasias. Ao descer do outro lado, já próximo do Setor 1 da Sapucaí, subi a Av. Trinta e Um de Março até a altura do setor 11, para trocar meu voucher pelas credenciais (tinha ingressos para o setor 10 no domingo e para o setor 6 na segunda-feira). A entrada para o estande da LIESA estava bem escondida. Havia um portal indicando o setor 11, mas após passar por ele, a área da LIESA era um corredor super estreito, quase sem identificação. Há muitos funcionários nos arredores que podem dar indicações. Alguns muito educados e pacientes, outros, nem tanto. Peguei as credenciais e contornei a Sapucaí por fora, passando por trás da Praça da Apoteose, até chegar à entrada do setor 10.

      No portão do setor 10, houve uma revista muito superficial e passei pela catraca. Logo na entrada, fui até um estande de apoio ao desfilante e pedi informações sobre o serviço de guarda de fantasias, como deveria acessar a concentração e, após o desfile, a arquibancada. Indicaram que o serviço de guarda de fantasias estava disponível no acesso às frisas do setor 10 e era gratuito. Me orientaram a acessar a concentração por trás dos setores ou pela pista de desfiles e entregaram uma pulseira e carimbaram meu pulso com tinta invisível para que eu retornasse ao setor 10 por um portão entre a dispersão e a área de cadeiras do setor 12.

      Primeiro, fui à área da guarda de fantasias. Era só um cercadinho com duas funcionárias. As fantasias ficavam em sacos plásticos no chão. Disseram que eu só poderia guardar a fantasia mesmo. Estava com uma mochila pequena com meus pertences, mas esta não poderia ficar lá, nem antes nem depois do desfile. Escolhi essa mochila para que não fizesse muito volume por baixo da fantasia, se fosse necessário ficar com ela todo o tempo, o que acabou acontecendo.

      Segui pela pista dos desfiles, onde pude reconhecer o caminho que faria mais tarde e tirar algumas fotos. Comi um lanche na Praça de Alimentação abaixo do setor 2 e segui para a concentração através do espaço do primeiro recuo da bateria.

      Já sem chuva, visitei a área de concentração do Império Serrano (Correios), tirei muitas fotos e, depois, segui para o lado da Viradouro (Balança, Mas Não Cai). O acesso a cada área de concentração é feito por grades com alguns funcionários. O fato de eu estar carregando a fantasia me concedia acesso, sem perguntas. A cada escola, novas grades. Não passei para as demais porque já eram 20h e eu precisava me vestir e encontrar minha ala. Na área de concentração, há algumas barraquinhas e ambulantes vendendo comida e bebida. Também há banheiros químicos de uso livre.

      Já em meu lugar, foram distribuídos alguns acessórios da fantasia levados pela coordenação da ala. Os responsáveis nos ajudaram a nos vestir e ajustaram o que estava muito largo ou apertado com clipes, alfinetes e cordões. Também acalmaram alguns desfilantes que chegaram quase na hora do início do desfile. Faltando cerca de 30 minutos para entrar na avenida, caiu uma chuva fraca por uns quinze minutos, mas não atrapalhou.

      Na concentração, quando o sistema de som da Sapucaí abriu para a Viradouro, era difícil ouvir as primeiras palavras do intérprete porque um show no Terreirão do Samba ganhava em volume. Apenas bem próximo da curva do setor 1, o som vazado do show ficou mais baixo que o samba da escola.

      Como havia chovido, algumas poças d’água em desníveis da pista, exigiam um pouco de atenção, mas não cheguei a ver ninguém escorregar. O desfile foi muito divertido e, como tudo que é bom, dura pouco, passou bem rápido.

      Na dispersão, as alas saíram pelo lado ímpar. Contornei a Praça da Apoteose, ainda por dentro do Sambódromo, entrei pela grade do setor 12 na área de arquibancadas e segui até o cercadinho embaixo do setor 10 para guardar minha fantasia.

      Chegando lá, as funcionárias perguntaram se eu tinha um saco para guardar a fantasia porque elas não dispunham de um. Eu havia levado na mochila. Guardei as peças e escreveram meu nome a lápis em um retalho de caderno, grampearam no saco e me entregaram outro, também escrito à mão, para que pudesse retirar o pacote. Achei extremamente amador esse controle.

      Subi pelas escadas e ainda consegui acompanhar o final do desfile da Viradouro. Ao final, desci para comprar comida e algo para beber. Nesse momento, passei por um susto tremendo. Os caminhos pelas instalações do sambódromo são repletos de estruturas temporárias, passarelas para cadeirantes, protetores de cabos, grades, equipamentos, buracos, poças d’água e tudo mais que puderem imaginar, dispostos como um labirinto. Pedi orientação a um funcionário de como chegar a uma praça de alimentação mais próxima. Ao seguir, me perdi e cheguei em uma área aberta com um grande portão com funcionários da RioTur e muitas barracas de todos os tipos. Passei pelos funcionários, que não disseram nada e comprei água em uma barraca. Ao retornar, os funcionários estavam fechando o portão e fui informado que havia saído da área do sambódromo e não poderia retornar. Ao lado, estava o portão de entrada do setor 10. Conversei com o funcionário, que disse a mesma coisa e perguntou quem havia me orientado a passar por ali. Por sorte, outro funcionário que já havia me visto na parte de dentro minutos antes, permitiu que eu retornasse. Cabe muita atenção nesse ponto do relato porque é muito fácil se perder lá caso não conheça as instalações. Os corredores embaixo das arquibancadas parecem todos iguais, são mal iluminados e quase não há sinalização.

      Voltando à arquibancada, pude assistir ao restante dos desfiles, até de manhã. Nas arquibancadas, vendedores ambulantes vendiam bebidas e alguns lanches a noite toda. Os banheiros eram mais concorridos nos intervalos dos desfiles, mas não gastava mais que cinco minutos para ir e voltar ao meu lugar. À medida que a noite ia passando, conseguia descer alguns degraus da arquibancada, ocupando o lugar de pessoas que haviam ido embora. O nível das arquibancadas da Sapucaí é alto o suficiente para que a pessoa que está embaixo não atrapalhe muito a visão, mas quanto mais alto, também mais distante da pista, o que prejudica ver os detalhes. Por outro lado, do alto, é possível ter uma visão mais de cima, o que é uma perspectiva um pouco diferente de quem fica mais próximo à pista.

      Após o último desfile, desci para retirar minha fantasia e aí veio o problema: as funcionárias abandonaram os pacotes no chão e foram embora. Uma integrante da Beija-Flor disse que essa atitude é recorrente, com as funcionárias indo embora antes do final dos desfiles e deixando as fantasias para quem quiser pegar. Por sorte, a minha fantasia ainda estava lá. Por nem tanta sorte, as luvas e um cinto que faziam parte dela haviam desaparecido (a propósito, se alguém da Viradouro tiver esse cinto da ala “Soldadinho de Chumbo” ou conhecer alguém que tenha, me interesso em adquiri-lo para completar minha fantasia).

      Depois de pegar meu pacote, fui embora. Na saída, há funcionários orientando o caminho até as estações de metrô. Táxis credenciados são permitidos nas proximidades, mas Uber não consegue se aproximar. A estação Praça Onze era exclusiva para quem possuía o RioCard. Outros bilhetes deveriam se dirigir à estação Central do Brasil.

      Na segunda-feira, cheguei às arquibancadas por volta das 18h e peguei um bom lugar na grade. A dica é fazer amizade com as pessoas ao seu redor para guardarem seu lugar quando precisar ir ao banheiro ou à Praça de Alimentação. Se não fizer isso, certamente alguém tomará seu lugar. Nessa noite, instalaram cordas isolando os espaços de passagem. Na primeira noite, não havia isso, pelo menos não no setor 10, tornando quase impossível se deslocar pelas arquibancadas nas primeiras horas. A segunda noite transcorreu sem maiores problemas.

      Algumas impressões sobre a experiência:

      Vá e volte de metrô. Pegar táxi ou Uber é só dor de cabeça.

      A região da estação Central do Brasil tem muitos moradores de rua, mas não passa grande sensação de insegurança por ser bastante movimentada. Muitas pessoas transitam pelos arredores do Sambódromo e havia bastante policiamento e funcionários da RioTur. Una-se a outras pessoas e siga em grupo.

      Se for desfilar e assistir, faça isso na primeira ou segunda escola ou na última. Assim, você aproveita ao máximo o show.

      Percebi que retornar por dentro do Sambódromo após o desfile não tem grande diferença de retornar por fora. Não se forma fila para entrar no setor pela rua e a distância entre sair da Praça da Apoteose ou passar pelo setor 12 é muito pequena para compensar o deslocamento extra apenas para retirar a pulseira (lembrando que a credencial você já precisa ter de qualquer jeito porque não é permitida a entrada só com voucher). Além disso, passando por fora, você ainda tem a chance de comprar comida e bebida na área externa, a preços muito mais interessantes. Pode valer a pena ter a pulseira para poder caminhar pelo palco dos desfiles antes de todo mundo.

      O serviço da RioTur para guardar fantasias é gratuito e cômodo, porém não confiável. Acho que para fazer assim, seria melhor que cedessem o espaço para uma empresa que cobrasse, mas que trabalhasse direito. Vi pessoas levando as fantasias para as arquibancadas. As pessoas que desfilavam nas últimas escolas e tinham fantasias com grandes costeiros deixavam as peças na área reservada para cadeirantes (quando não ocupada). Ninguém mexia, mas alguns desatentos pisavam em partes das fantasias que invadiam as áreas de passagem.

      Se chover, use capa de chuva, não guarda-chuva. Ele atrapalha a visão de quem está atrás e vira uma bica para quem está ao redor. Os espaços nas arquibancadas são muito pequenos para usar um guarda-chuva. Nos desfiles em São Paulo, ele não é permitido, não entendo porque no Rio de Janeiro é.

      Tente se sentar na mesma direção da cabine de jurados para ter a melhor visão das apresentações das comissões de frente e mestre-salas e porta-bandeiras. Para quem está de frente para a pista, no lado ímpar, a cabine fica entre os setores 3 e 5. Para quem está no lado par, no setor 6, fica mais à esquerda; no setor 8, fica no meio; e, no setor 10, mais à direita.

      No último degrau do setor 10 e perto da grade lateral à direita nos andares superiores, era possível ouvir ao fundo som vazado de um evento que acontecia em um pavilhão atrás do setor 12. Não encobria o som do desfile, mas dava pra notar.

      Sempre fiquei incomodado com a sujeira deixada nas arquibancadas, mas estando lá, entendi a razão (embora ainda não goste disso). Quase não há lixeiras. Há algumas, relativamente pequenas perto dos pontos de alimentação e nos banheiros. Apesar de serem trocadas com certa frequência, não comportam a quantidade de lixo produzida. Pelo sistema de som, o locutor não incentiva as pessoas a jogarem o lixo nas lixeiras. Pessoalmente, acho que é de bom tom, pelo menos, levar uma sacola plástica para juntar o próprio lixo. Muitas pessoas deixam tudo espalhado no chão e, se chove, vira tudo uma meleca.

      Há funcionários muito gentis e funcionários grosseiros, como em todo lugar. Felizmente, os gentis superam os outros. Conversar calmamente, com respeito e um sorriso, sempre ajuda.

      Assistir aos desfiles ao vivo é impactante. A interação entre a escola de samba e o público emociona em vários momentos e o som da bateria passando à sua frente faz o coração pulsar no ritmo. Mesmo que você não ligue para os desfiles, permita-se pelo menos uma vez para tirar a prova. Apesar de tudo, ainda se trata de uma das mais genuínas manifestações culturais brasileiras.

      Desculpe o texto gigantesco, mas sempre procurei algum relato nesses moldes e nunca encontrei algo assim. Espero poder ajudar alguém. Se você leu até aqui, obrigado pela paciência e que tenhamos muitos bons carnavais!

  6. Oi, Pedro. Tudo bem?

    Adorei o blog e princialmente as dicas e descrição de como acontecem os desfiles e como podemos participar.
    Sempre tive vontade de adquirir uma fantasia e ter experiência de participar do desfile. Estou planejando para 2020. Por isso foi bem útil pra mim essa sua postagem!!

    Fiquei com alguma dúvidas:
    – Onde podemos deixar nossas coisas: tipo bolsa, lanche, roupa extra, etc?
    – Qual o tempo total que percorremos na avenida?

    Obrigada pelas informações.

    Abçs,
    Raquel

    1. Vamos lá, Raquel:

      1) se vai somente desfilar, deixe isso em casa ou no hotel. Leve uma pochete por baixo da fantasia com algum dinheiro e um documento;
      2) depende da posição da ala, se for no início 30/40 minutos, se no final, 20/25;

Deixe uma resposta para Pedro Migão Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.