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Na boca da urna

Campello

Vivemos tempos eleitorais…

Não, não estou falando das eleições que vêm nesse fim de semana e estão dividindo o país, falo de eleições em clubes de futebol. Aqui no Rio, metade dos grandes clubes passam transtornos com as suas. Uma se aproxima, outra teima em não acabar.

Em dezembro tem eleição no Flamengo, e o assunto sobre a mesma fervilha.

Eleição parecida com as “normais”, onde antigos aliados viram inimigos repletos de mágoas. Os antes “Azuis” agora se digladiam não só pela presidência do Flamengo como pelo uso da cor. De um lado, o presidente Bandeira, que não pode mais ser candidato e indicou o vice de futebol Ricardo Lomba. Do outro lado, os antigos aliados se juntam a antigos dirigentes e pessoas que até outro dia estavam ao lado de Bandeira.

Teremos outros candidatos, mas não há dúvidas que a disputa é entre Lomba e Landim, o candidato Dos “ex azuis”. Bandeira se vangloria de ter arrumado o clube financeiramente, os antigos parceiros dizem que o projeto era deles. Não há dúvidas que o Flamengo foi ajeitado financeiramente, isso foi colocado em uma coluna recente minha chamada “A supremacia rubro-negra”, mas o futebol, como também colocado na coluna, foi um enorme fracasso nesse período, bem aquém do esperado e isso deve pesar muito.

Deve pesar, mas não sei se o tanto que a torcida rubro-negra, desejosa de mudanças, quer. Não sabemos exatamente o tamanho da força política de cada lado e a costura de bastidores. O Flamengo é o clube com mais ex presidentes vivos e por isso um turbilhão constante.

Outro turbilhão é o Vasco que tem uma eleição que cisma em não terminar prejudicando demais o clube. A mais recente novidade é a liminar anulando a eleição ocorrida para o conselho realizada no fim do ano passado. A juíza disse ter provas da armação na eleição e por isso exige uma nova eleição.

Com isso, o Vasco ferve ainda mais, os ânimos se acirram, cada um procura ver seu lado e o maior prejudicado é o clube. Provavelmente essa liminar será cassada, mas fica no ar a incerteza sobre o futuro vascaíno.

O time está perto da zona de rebaixamento e um lado começa a culpar o outro por isso. O time diz que o clima abala a confiança, a oposição que é transferência de responsabilidade, no fundo os dois lados tem razão e nenhuma. O caso é que a eleição do Vasco é uma coisa muito louca porque quem fraudou perdeu e quem foi vítima venceu e está na justiça para anular a eleição que venceu. Contando na pátria mãe do clube ninguém acredita.

Agora é ver quando esses clubes terão paz para se planejarem e pensarem no que realmente importa para suas torcidas que é vencer.

Esse é o voto delas.

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