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O Carnaval se aproxima e com isso sambistas ganham mais espaço em mídias. Em todas que tem algum sambista, exemplo o bom Popbola que tem aberto espaço para escolas de samba, se pergunta sobre o espaço menor que o samba-enredo tem hoje e se ouve reclamações contra o bispo que hoje faz do Rio de Janeiro sua seita.

Ouve-se muito lamento nas mídias, redes sociais e debates ocorrem sobre como fazer pro carnaval voltar a ter a visibilidade do passado.

Desculpe, isso nunca mais irá acontecer.

Nunca mais o LP das escolas de samba venderá um milhão e meio de exemplares (como em 1989), até porque ninguém compra mais LP, na verdade nem CD. Hoje pelo celular podemos baixar as músicas que quisermos. Nunca mais o desfile vai dar uma surra de audiência na TV. Antigamente só existiam sete emissoras e a emissora detentora dos desfiles esmagava as outras. Hoje temos TV a cabo, muito mais emissoras e ainda concorrentes como Netflix.

Samba virou coisa de gueto, de nicho, como a maior parte das coisas e não sei se apenas a perda de qualidade, argumento irrefutável, é a causa, acho sim que ocorreria de qualquer jeito como ocorre com tudo na vida, nada é eterno…

Criticaram dirigente da Beija-Flor dizendo que ninguém aguenta mais ouvir 12 horas de samba, alguns falaram que aguentam, sim, mas sejamos sinceros: quantas pessoas nesse país são ainda tão fissuradas em samba? Mil? Dois mil? Num universo de duzentos milhões temos umas duas mil pessoas disputas a ouvir doze horas de sambas?

Quem dá mais audiência? Quem atrai mais anunciantes? BBB ou desfile? Você como dono de uma emissora tiraria seu programa de maior audiência do verão, que mais te dá lucro do ar para pôr um programa de nicho específico?

O mundo mudou e sempre mudou, ele é cíclico. Muitas coisas populares do século XIX e primeira metade do século XX sumiram ou tiveram que se transformar para continuarem. Quando eu era criança compravam três a quatro jornais por dia em minha casa, hoje em dia não se compra mais, eu não sei a última vez que comprei. Tem tudo na internet.

Então é hora de parar de pensar no passado e pensar no futuro. Primeiro, isso acho muito difícil, parar de jogar a culpa de tudo no prefeito. Crivella é um grande mal para a cidade, sem dúvidas, mas no evento de Copacabana estavam todas as escolas felizes e sambistas sorridentes, além do que ele é a desculpa perfeita para um monte de asneiras que a Liesa e as escolas fazem.

Culpam o prefeito pelo fim dos ensaios técnicos quando a Liesa e as escolas quiseram assim porque não dá lucro. Não se importam com o sambista que não pode acompanhar suas escolas e sim com o bolso. Por isso depois de tantos anos temos enredos críticos, não porque o Brasil está uma porcaria, mas porque mexeram no bolso delas. Pra fechar, acham que os péssimos desfiles de 2017 valeram a subvenção que receberam?

A segunda situação é o carnaval se tornar independente de emissoras e governos investindo naquele que é o futuro da comunicação, a internet. Lançar canais no meio, se divulgar o ano todo mostrando seus eventos, desfiles antigos, tornando-se uma plataforma que interesse a parceiros e anunciantes.

Passando em seus canais o desfile como o sambista gosta de ver deixando o entretenimento para a Globo até que, quem sabe um dia, seja o veículo oficial dos desfiles ganhando diretamente todo o dinheiro até porque um dia a TV aberta também irá acabar.

Soluções existem, só precisa parar o choro.

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

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5 Replies to “O futuro do Carnaval”

  1. Perfeito, Aloisio!
    Em meio aos problemas, é fato que as escolas e a Liesa podem fazer muito mais. Principalmente em marketing e serviços.
    Digo isso com a propriedade de um fanático pelos desfiles que mora em Maceió e até 12/13 anos atrás, tinha como uma das poucas fontes de informação, além do CD oficial, a coluna do Ancelmo Góis que conseguia ler em jornais locais de Maceió e que, às vezes, falava de bastidores do carnaval.
    Em termos de serviço, comprar qualquer coisa ligada ao desfile morando fora do Rio é um problema. Há mercado. Porém, pouquíssimo explorado.

    1. Foi como eu disse Fabrício, a Liesa e as escolas não sabem explorar o potencial que tem e preferem o vitimismo e o saudosismo, existem muitos apaixonados por carnaval, potenciais consumidores que são relegados

  2. Bom dia!

    Prezado Aloisio Villar:

    Mais uma vez compartilhamos de visões muito parecidas (Quase iguais!).
    Fico feliz ao ler o seu texto, pois não me sinto mais um “estranho” defendendo este ponto de vista.

    Sobre o mesmo assunto, gosto de estender a discussão sobre um “Porém”.
    As Escolas de Samba do Grupo Especial Carioca reinaram durante anos no carnaval em espaço na grande mídia.
    Ao mesmo tempo, falava-se de um Brasil diverso e rico culturalmente.
    Pois bem, esta perda de espaço dessas Escolas é na verdade o ganho de espaço dessas riquezas e diversidades, mas não parece agradá-las.
    É incrível como um discurso na prática dói no ego…

    Bom carnaval!
    Fellipe Barroso

  3. Verdade Fellipe, as coisas mudam e o Brasil hoje é um país muito mais nacional, diferente do auge dos desfiles quando o Rio de Janeiro era o centro de tudo e a principal caixa de ressonância do país. Hoje cada um vê o que quer, bom carnaval para você.

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