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Balanço de um Brasileirão de altos e baixos (segunda parte)

Depois do primeiro post, ontem, seguimos com o balanço do Campeonato Brasileiro com os times que ficaram do décimo ao vigésimo e último lugares:

ATLÉTICO-PR – se teve um clube bipolar nessa temporada foi o Atlético Paranaense. Tanto na Libertadores como no Brasileiro, desperdiçou pontos considerados fáceis e ganhou jogos incríveis quando não se esperava. No Brasileirão, ficou sem Paulo Autuori, que virou gerente, contratou Eduardo Baptista e depois o desconhecido Fabiano Soares, chegou perto do G4, flertou com o Z4, e no fim acabou na zona da marola com uma sólida vitória sobre o Palmeiras. Pelos jogadores que têm, poderia ter ficado mais acima. Resta ver como vai se comportar em 2018 sem a grama sintética na Arena da Baixada, grande aliado.

BAHIA – Tido como candidato ao rebaixamento no começo do campeonato, o Bahia de fato flertou com as últimas posições durante parte da competição, trocou de treinador, aquele roteiro conhecido… Conseguiu algumas boas vitórias na Fonte Nova, o que deu esperanças à torcida, mas realmente engrenou com Carpegiani no comando. Zé Rafael e Edigar Junio cresceram e o Tricolor de Aço emplacou ótimas atuações, chegando a sonhar com a Libertadores. Perdeu fôlego no fim, mas até que o saldo da campanha foi positivo.

SÃO PAULO – a aposta em Rogério Ceni se revelou equivocada, não pelo potencial do novo treinador, mas pelo fato de que um clube da grandeza do Tricolor não pode ser alvo de aposta, e sim de solução. E esta atendeu pelos nomes de Dorival Júnior e Hernanes. A situação era delicada e o treinador aos poucos montou o time de forma mais sólida, contando com a excelente forma do experiente meia, bastante identificado com a torcida. Se a minha mãe tivesse barba, seria meu pai e não minha mãe, mas se o São Paulo estivesse com os dois desde o início, poderia ter acabado perto do G6.

FLUMINENSE – depois de um Carioca promissor, o Tricolor carioca caiu na realidade durante o Brasileirão. Os problemas financeiros impediram a contratação de reforços de tarimba e não dá para contar com 17 jogadores da base para resolver num campeonato tão longo e complicado. Ainda houve o grave problema pessoal de Abel Braga para complicar… Henrique Dourado fez grande competição e se salvou diante de tantos problemas. Há alguns bons valores, mas o Flu precisa se reforçar para não sofrer em 2018. O problema é que as gestões (atual e presente) complicam…

SPORT – uma das grandes decepções do campeonato pelo elenco formado por experientes e jovens jogadores. Depois de trocar Ney Franco pelo outrora badalado Vanderlei Luxemburgo, esperava-se que o time fizesse campanha digna, mas não foi o que aconteceu. Algumas atuações estranhas do time e críticas pesadas de Luxa a alguns jogadores fizeram o caldo entornar de vez. Daniel Paulista tentou juntar os cacos e pelo menos evitou o rebaixamento.

VITÓRIA – pelo segundo ano consecutivo segurou-se na Série A por um fio e com uma enorme dose de sorte. Primeiro pela invasão de torcedores da Ponte Preta no jogo contra o próprio Rubro-Negro, o que mudou um resultado de 2 x 3 para 0 x 3 e deu mais dois gols de saldo ao Leão. E, por fim, pelo gol da Chapecoense no final do jogo contra o Coritiba. Resultado: por um gol de saldo o Vitória escapou. Mas o elenco tem limitações e, se ficar, Vagner Mancini vai precisar corrigir a instabilidade crônica do time.

CORITIBA – dessa vez não teve jeito e o campeão brasileiro de 1985 caiu. Foi rebaixado porque o elenco era muito jovem, ou seja, sem aquela carcaça que se exige para um Brasileirão. Seu jogador mais experiente e conhecido foi Kléber Gladiador, eficiente goleador mas historicamente encrenqueiro em campo e sujeito a expulsões e suspensões. Tem estrutura e tradição para voltar à Série A, mas vai precisar de uma reformulação.

AVAÍ – permanecer na Série A era a meta, mas a missão era difícil dada a limitação de recursos. O time foi muito brioso e em alguns momentos deu a impressão de que poderia escapar, mas um escorregão do goleiro Douglas, até então destaque absoluto do time, impediu que o time catarinense conquistasse uma vitória salvadora contra o Santos na Vila Belmiro. Coisas do futebol…

PONTE PRETA – um primeiro semestre de muita força e uma segunda metade de ano desastrosa e inacreditável. Depois de mais um vice-campeonato paulista e de um começo muito bom na Copa Sul-Americana, com destaque para o ex-corintiano Lucca, a Ponte teve uma queda surreal no fim da temporada. A pressão ficou insuportável e Eduardo Baptista (que já tinha sucumbido no Palmeiras e no Atlético-PR) não conseguiu salvar a Macaca do pior. O que dizer do zagueiro Rodrigo, expulso num jogo decisivo? E da invasão da torcida na penúltima rodada? Lamentáveis acontecimentos.

ATLÉTICO-GO – o simpático Dragão de Goiás já era uma pule de dez para o rebaixamento antes mesmo da competição. O Rubro-Negro não tinha os recursos das outras equipes, tampouco uma torcida que lotasse seu estádio em todos os jogos. Apesar de ótimo tecnicamente, Walter não tinha como conduzir sozinho uma equipe cujo elenco não tinha a mesma força dos demais. Até que na virada do turno fez bons jogos e até venceu o Corinthians. Mas resistir à pegada de um campeonato inteiro, era mesmo difícil.

É isso aí, amigos, agora é esperar o Grêmio no Mundial para encerrarmos mais um ano do futebol brasileiro. Que venha 2018! É ano de Copa do Mundo, e, claro, do álbum de figurinhas!

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