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Balanço de um Brasileirão de altos e baixos (primeira parte)

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Terminado mais um Campeonato Brasileiro, vencido pelo Corinthians de Fábio Carille, é hora de balanço. O que mais chamou a atenção este ano foi a espantosa irregularidade das equipes, mesmo o time campeão.

Para se ter uma ideia, o Corinthians, depois de nadar de braçada no primeiro turno, caiu tanto no segundo que teve uma campanha digna de meio de tabela. Terminou com 72 pontos, oito a menos do que o Palmeiras campeão de 2016.

Os dois seguintes na tabela (Palmeiras e Santos) somaram 63, pontuação ainda mais baixa do que tiveram Santos e Flamengo, que terminaram em segundo e terceiro no campeonato do ano passado. Isso só comprova essa irregularidade.

A Chapecoense, depois de flertar com o Z4 em parte do campeonato, foi o melhor time do returno e conquistou uma heroica e extraordinária classificação para a Libertadores – sim, o que chamam erradamente de pré-Libertadores é a Libertadores já em disputa.

Vamos então a um balanço rápido dos vinte times que disputaram a Série A em 2017, começando pela parte de cima na tabela:

CORINTHIANS – depois de ser considerada no começo do ano a quarta força de São Paulo, a equipe comandada por Fábio Carille atropelou no primeiro turno com muita concentração e intensidade nos seus jogos. Rodriguinho no meio e Jô no ataque brilharam. Como se esperava, deu uma caída no returno, embora acima do aceitável, e quase deixou o Palmeiras ultrapassá-lo. Mas se recuperou e garantiu o título com justiça.

PALMEIRAS – começou claudicante o campeonato, deu uma encorpada e uma nova queda com Cuca, sentiu as quedas na Libertadores e Copa do Brasil, e só se reergueu com Alberto Valentim. Teve a faca e o queijo na mão para uma inacreditável virada no campeonato, mas perdeu para o Corinthians e outra vez caiu de desempenho. Mas garantiu o vice-campeonato e a vaga na fase de grupos da Libertadores. Pelo elenco que tinha, dava para chegar mais perto do Timão, mas no fim, resultado foi OK.

SANTOS – com um elenco não tão badalado quanto seus rivais de São Paulo, fez um bom campeonato mas foi outro time que se atrapalhou em jogos fundamentais para incomodar o Corinthians. Com Lucas Lima incomodado no elenco e problemas na defesa apesar do ótimo goleiro Vanderlei, não teve o fôlego necessário para conquistar o título. Mas o terceiro lugar ficou de bom tamanho para o Peixe.

GRÊMIO – o melhor time do Brasil em 2017 conseguiu alcançar o G4 mesmo poupando jogadores em muitas rodadas por causa da vitoriosa campanha na Libertadores. Renato defendeu com unhas e dentes que não dava para botar força máxima nas duas competições e bancou uma aposta que se mostrou vencedora. Ainda alcançou o G4 com um elenco que se mostrou mais homogêneo do que muitos imaginavam.

CRUZEIRO – começou mal o campeonato mas o time foi se entrosando, com uma ótima participação de Thiago Neves. Ganhou a Copa do Brasil aos trancos e barrancos, jogando defensivamente muitas vezes, mas teve o mérito de não “brincar no Brasileiro” nas rodadas finais. Um bom quinto lugar no fim das contas.

FLAMENGO – o Rubro-Negro fez o mínimo que se esperava de um time tão caro e badalado, e mesmo assim só o fez com muito sofrimento. No primeiro turno, deu a impressão de que brigaria pelo título e chegou a assumir a vice-liderança, com quatro vitórias consecutivas. Mas Zé Ricardo não resistiu a algumas teimosias e à fragilidade de algumas peças. Rueda assumiu e demorou a impor seu estilo, conseguindo mais sucesso nos mata-matas da Copa do Brasil e Sul-Americana. Só no fim, o time reagiu e garantiu um sexto lugar que aliviou mas decepcionou.

VASCO – ganhando jogos importantes em São Januário, o Vasco não passou o sufoco de outros anos. Quando o estádio foi interditado, caiu de rendimento e Milton Mendes deu lugar a Zé Ricardo, que fez um excelente trabalho e deu uma nova cara ao time. Atuando melhor fora de casa o Vasco venceu jogos fundamentais e conquistou uma surpreendente e elogiável vaga na Libertadores. Precisa se reforçar, claro, mas se a base for mantida, tende a evoluir em 2018.

CHAPECOENSE – uma história maravilhosa foi escrita pela Chape. Depois de perder um time inteiro num desastre aéreo, fez uma Libertadores muito digna e, com entrosamento conquistado ao longo da temporada, somou muitos pontos no returno. Trocou várias vezes de técnico, o que não foi o mais adequado, mas Gilson Kleina conseguiu se firmar e a valente Chape está de volta à competição continental. Um roteiro de cinema!

ATLÉTICO-MG – uma das decepções da temporada. Uma Libertadores na qual foi eliminado em casa pelo Jorge Wilstermann fazia prever um Brasileirão desastroso. E era assim que a situação estava se desenhando, mas Fred começou a fazer gols de novo e Otero foi muito importante na fase final do campeonato, com gols decisivos e jogadas inteligentes. Depende do Fla para ir à Libertadores de novo. Pouco para o que se esperava no início do ano.

BOTAFOGO – um ano que vinha sendo de sonho até a chegada às quartas de final da Libertadores, mas que acabou em pesadelo. O Glorioso, com um time de pouco investimento e muita raça, chegou longe na competição sul-americana, mas sentiu a queda para o Grêmio mais do que se esperava. O gás acabou, alguns jogadores já estavam pensando na transferência e Jair Ventura não conseguiu reerguer a equipe. E o Fogão ficou a ver navios…

Amanhã, a segunda parte do balanço do Brasileirão, com os times da segunda parte da tabela

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