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Chegou o mês que eu mais gosto no ano. É Círio em Belém e eu curto muito essa grande festa, em todos os aspectos. Depois que passei a atuar na área da saúde, esse mês ganhou uma conotação ainda mais especial devido a campanha do Outubro Rosa. Muito mais que uma campanha, nós vemos essas ações, os esforços de todos os profissionais da saúde se converterem em dados positivos.

É exatamente de algo muito positivo que vamos tratar hoje. A partir de fevereiro do ano que vem, as mulheres com câncer de mama ganharão através do SUS o direito de se tratar com trastzumab. Não vou entrar nos méritos políticos de como isso aconteceu, mas vou tentar mostrar um pouco a revolução que isso representa.

Antes, achava-se que todos os cânceres podiam ser tratados com quimioterapia. Entretanto, com o advento da Biologia molecular, foi possível elucidar que esta não é uma doença única, que existem vários subtipos. Com isso, ocorreu a evolução das chamadas terapias-alvo, aquelas que atuam especificamente contra um subtipo tumoral e, portanto, são mais eficazes. Uma das primeiras drogas desenvolvidas e estudadas nessa modalidade foi o trastzumab.

Primeiramente, não é toda mulher com câncer de mama que pode se tratar com essa droga. Como referi no texto do ano passado do Outubro rosa, existem basicamente três subtipos moleculares de câncer de mama: HER2 positivo, receptor de estrógeno e o câncer de mama triplo negativo. Cada um tem uma terapia específica e o trastzumab só é indicado para mulheres que apresentam o primeiro subtipo molecular.

Esse subtipo de tumor é particularmente agressivo, possuí um prognóstico ruim e uma sobrevida relativa baixa. No entanto, se tratada com trastzumab, a doença pode regredir, em alguns casos, até mesmo em estágios avançados. Esse tipo de tratamento representou a esperança para muitas mulheres. Entretanto, por se tratar de uma droga cara, ainda não era restrita.

A partir de fevereiro, mulheres que sofrem com esse tipo de neoplasia e se tratam no SUS poderão ser contempladas com o mais eficaz tratamento, aumentando suas possibilidades de cura com uma terapia altamente específica.

Não que o mundo vá ficar cor de rosa de repente para essas mulheres, mas será possível acreditar na tal luz do fim do túnel.