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Dietas ‘’free’’: será que realmente é uma boa ideia?

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Chegou o mês de junho, meu segundo favorito no ano (só perde para outubro). Eu gosto de junho porque tudo nesse mês é bom: a música, as festas, a comida. Ah, as comidas. O que dizer daquele vatapá delicioso que compramos nas barraquinhas juninas? Ou aquela maniçoba, crepe, tacacá, bolo de fubá, de macaxeira, bolo podre?!

Tudo de bom.

É uma pena que nem todo mundo pode se deliciar com essas comidas maravilhosas depois de dançar uma quadrilha, um xote ou um forrozin. Ou será que é por que nem todo mundo quer?

A busca por um corpo perfeito tem feito muita gente fazer loucuras. O que é pior: muitas dessas loucuras são indicadas por ‘’profissionais’’ da alimentação em suas páginas na internet, nas quais vemos receitas malucas que prometem milagres de secar cinco quilos em uma semana. Dentre essas dietas, uma que está muito na moda é a ‘’free’’.

Free glúten e Low carb.

glúten é uma proteína vegetal presente em alimentos que fazem parte da dieta da maioria da população como trigo, aveia, centeio, cevada e malte. É ele quem dá consistência em pães e derivados e, até um dia desses, não fazia mal a ninguém.

Aliás, faz mal sim, para quem tem intolerância e só. Sabe por quê uma dieta free glúten emagrece? Por que esta proteína está associada a alimentos quem contêm açucares e carboidratos. Logo, a perda de peso é normal, mas não por causa do glúten em si; e sim por causa do não consumo desses alimentos com açucares.

Não há nenhum estudo que indique que o glúten faz mal à saúde. Portanto, retirá-lo da alimentação pode trazer conseqüências ruins no futuro, já que a proteína também está associada a alimentos ricos em vitamina B.

O princípio da utilização da dieta pobre em carboidrato, ou Low Carb, baseia-se no fato de que havendo uma grande restrição de carboidratos, com a sua resultante Cetose, há uma oxidação lipídica, promovendo um efeito de saciedade e um aumento do gasto energético, fatores que devem promover um balanço energético negativo e consequente perda de peso. É uma dieta que pode ser indicada a diabéticos e estudos demonstram que ela pode melhorar a síndrome metabólica.

No entanto, essa dieta é bastante complexa, sendo extremamente necessário o acompanhamento de um nutricionista. Muitas pessoas a aderem sem o mínimo conhecimento. Uma amiga faz, viu na internet, viu na TV e resolveu sair cortando os carboidratos da alimentação. Primeiramente, a restrição prevê o consumo deste nutriente entre 20% e 40%. Além disso, há fases, há uma adaptação, a pessoa simplesmente não pode sair cortando os carboidratos da sua dieta sem mais nem menos.

Quer um corpo atlético? Quer virar uma fisiculturista? Vá em frente. Só procure fazer isso com responsabilidade com seu corpo e sua saúde.

Eu, que não quero nada disso, vou aproveitar esse mês maravilhoso pra comer mingau de milho, pudim, etc. Nossa cultura, nossa culinária, nossos ritmos são maravilhosos e temos muito do que nos orgulhar, já que se depender dos nossos políticos, tudo acaba em pizza. E olha que nem é comida típica de junho.

Até a próxima.

Imagens: Reprodução, Arquivo Ouro de Tolo e GShow

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