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O Corpo de Julgadores do Grupo Especial – 2017

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Após algum suspense, finalmente semana passada a LIESA divulgou a lista dos responsáveis pelo julgamento que apontará a campeã do Grupo Especial do Rio em 2017.

Para quem ainda não sabe, houve uma ligeira mudança na regra, o que provocou o acréscimo de 18 vagas para o julgamento do Grupo Especial, 2 por quesito. Em 2017, além dos 4 julgadores tradicionais da última década, cada quesito terá  2 julgadores reservas.

Esses julgadores reservas irão ficar em uma cabine igual a dos julgadores titulares e passarão pelas mesmas formalidades. Só que suas notas não serão divulgadas nem serão utilizadas na apuração, a não ser que haja a necessidade de afastamento de algum julgador, como ocorreu com Fabiano Rocha, do quesito bateria, ano passado. Esse 1º julgador reserva passará a ser titular e sua nota valerá no lugar das notas que deveriam ser dadas pelo julgador afastado.

Porém, ninguém sabe quem serão os 4 titulares e quem serão os dois reservas. A definição se dará por sorteio a ser realizado no próprio domingo de carnaval, 3h antes do início dos desfiles. Sendo assim, colocarei aqui a lista completa dos 54 julgadores. Porém desde já sabemos que 18 deles não darão notas válidas; só não sabemos quais serão.

Com esse aumento súbito, a LIESA decidiu manter 33 dos 35 julgadores que deram notas em 2016 e acrescentou mais 21, alguns já conhecidos de outros anos de julgamento.

Obs: o Presidente da LIESA dissera semana retrasada que todos os 35 voltariam, logo acredito que esses 2 julgadores que saíram receberam convites para permanecer e declinaram.

Particularmente lamento que mais uma vez a LIESA tenha perdido a oportunidade de mandar para casa alguns julgadores que há alguns anos não vem cumprindo bem seu papel, conforme já escrevi amplamente nas 3 séries “Justificando o Injustificável”.

Mas, dessa vez, até entendo a posição da LIESA. Já haverá a necessidade de chamar 19 julgadores a mais, se além disso ainda troco alguns outros, dependendo do resultado do sorteio do domingo de carnaval, haverá o mesmo fenômeno trágico de 2015 com a renovação de uma só vez de metade do corpo julgador.

Para a apresentação individual abaixo, a ordem dos quesitos apresentadas será a mesma que já usamos na Justificando a Injustificável.

Samba-Enredo

Ficaram: Eri Galvão, Clayton Fábio Oliveira, Alfredo del Penho e Mauro Costa Junior

Entraram: Alice Serrano e Felipe Trotta

É complicado já começar o texto dizendo que Clayton Fábio Oliveira conseguiu ser julgador pelo 3º ano consecutivo. Em 2015, ele fez um caderno de julgamento surreal, com justificativas terríveis, as piores que já vi na Justificando o Injustificável. Em 2016 ele até melhorou, mas continuou a fazer um péssimo julgamento. Não obstante, aqui está ele de novo na lista de 2017. Torçamos para que o sorteio nos ajude aqui.

Eri Galvão é julgador de tempos imemoriais e que foi afastado justamente no “ano de ouro” desse quesito em 2014. Voltou em 2015 e 2016 e, em minha opinião, também não fez um bom trabalho. É um julgador bem conhecido por dar uma chuva de notas 10, sendo que os raros décimos que ele desconta, ele desconta com justificativas que não justificam muito, ou que justificam algo para uma escola, mas que não desconta outra escola que fez a mesmíssima coisa.

Alfredo del Penho foi uma grande aquisição do júri ano passado. Ele já tinha um passado de compositor e historiador respeitado de samba antes de ser chamado e fez um julgamento irretocável ano passado. Nesse ano, sua carreira de cantor e compositor ainda ganhou um impulso da crítica, com direito a prêmios de melhor CD do ano. Muito bom vê-lo de volta.

Mauro Costa Junior estreou ano passado no juri e não teve notas muito coerentes, especialmente o 9.9 para a Imperatriz. Foi um julgador que também descontou algumas escolas e não descontou outras pelo mesmo motivo.

Alice Serrano não tem nada de nova. Era uma julgadora bastante respeitada que fora injustamente limada na loucura de 2015. Mais uma boa volta de julgador excluído em 2015, o que mostra o equívoco no desmantelamento do juri como feito em 2015.

Felipe Trotta é mestre em música e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua linha de pesquisa é quase toda calcada no samba, tendo sido o tema de sua tese de mestrado Paulinho da Viola. Inegavelmente um excelente currículo para o quesito.

Parece que bem, bem aos poucos, esse quesito está se recuperando da pancada que tomou em 2015.

Harmonia

Ficaram: Célia Souto, Jardel Maia, Humberto Fajardo e Miriam Orofino Gomes.

Entraram: Deborah Levy e Bruno Marques

Celia Souto é julgadora antiga e, de forma geral, até tem um histórico razoável. Vez ou outra tem um problema específico e ano passado deu 8 notas 10. Ao menos, os 4 desfiles descontados foram, claramente, os 4 piores do ano em harmonia.

Jardel Maia e Humberto Fajardo vieram juntos oriundos da Serie A para o desfile de 2015. Ambos tiveram um ano promissor em 2015. Tiveram pequenos problemas, mas comuns para estreantes. Em 2016, mais uma vez os dois fizeram um bom trabalho, mesmo que não brilhante e são mais dois bons nomes mantidos.

Miriam Orofino fez, na minha opinião, um péssimo julgamento em 2015, sem sequer apontar uma mísera falha de canto em qualquer escola que não fosse a recém-promovida Viradouro. Em 2016, ela já apontou falta de canto em todas as justificativas dadas. Porém, em ambos os anos ela confundiu harmonia com evolução. Pode ser um bom julgamento, mas precisa melhorar o parâmetro de julgamento.

Deborah Levy também é formada em música e tem muitos trabalhos com jazz. Porém, aqui no Rio, ela deve ser mais conhecida por ser da tecladista da Banda Celebrare, que é relativamente famosa por essas bandas por tocar em eventos (muito bem) muitos sucessos das boas épocas das discotecas. Vamos ver como se portará.

Bruno Marques é compositor, arranjador e saxofonista.

Inicialmente eu teria reservas quanto aos novos, por até onde sei, não terem maiores envolvimentos com samba, coral ou afins. Um currículo desses seria um convite para os julgadores ficarem mais focados no carro de som do que no canto da escola, algo que vem sendo combatido ano após ano aqui no Ouro de Tolo. Mas, antes de reclamar, é melhor dar a chance deles acertarem já que não são meros paraquedistas.

Evolução

Saiu: Marisa Maline

Ficaram: Salete Lisboa, Paola Novaes e Edileusa Batista de Aleluia

Entraram: Fabiana Sobral, Carolina Frajdenrajch e Edilberto Fonseca

Marisa Maline era julgadora de conjunto e saiu do juri quando da extinção do mesmo. Porém, a partir do ano passado, foi reaproveitada em evolução, quesito no qual me pareceu que teve dificuldades em se adaptar aos novos critérios. Não será uma perda nem para se lamentar nem para se comemorar.

Salete Lisboa dispensa comentários, não necessariamente no bom sentido. É a julgadora mais antiga do juri e é muito difícil achar um fã de carnaval que não tenha se irritado bastante com ela ao menos uma vez na vida. Muito conhecida pela miríade de notas 10, mesmo quando há motivo crasso para detonar a escola no quesito.

Paola Novaes surgiu no juri em 2014 e irá para o seu 4° ano. Em todos eles, tem um bom histórico de julgamento, com apenas uma ligeiríssima incoerência em 2015 por não penalização de uma escola.

Edileusa Batista de Aleluia também foi, por muito tempo, julgadoras do quesito conjunto.

Tanto Marisa como Edileusa tiveram muitas problemas com as justificativas ano passado. Especialmente Edileuza: confundiu harmonia e evolução a todo momento.

Tendo em vista a mudança de quesito, é possível entender o voto de confiança da LIESA na manutenção de Edileusa. Mas é preciso haver alguma evolução (com o perdão do trocadilho) nesse sentido em 2017.

Se não estou fazendo confusão, Fabiana Sobral é jornalista e tem experiência na cobertura de desfiles aqui no Rio e não apenas nos dias de folia.

Edilberto Fonseca é mais um acadêmico de música com formação na UFF.

Carolina Frajdenrajch fez parte da equipe que produziu as Cerimônias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos ano passado.

Bateria

Saiu: Fabiano Rocha

Ficaram: Sergio Naidim, Ary Jaime Cohen e Claudio Luiz Matheus

Entraram: Jorge Gomes, Philipe Gaudino e Rafael Barros Castro

Sobre o julgador que saiu, não preciso dizer muita coisa. Era natural após ele ser cortado horas antes do início dos desfiles do ano passado.

Sobre os que ficaram, Sergio Naidim e Claudio Luiz Matheus são bastante experientes.

Naidim gosta bastante de bateria e é um dos poucos julgadores que vez ou outra aparecia nos ensaios técnicos. Com extremo cuidado da LIESA em preservar os julgadores esse ano, é provável que ele não apareça nesse ano.

Já Cláudio Luiz Matheus, em minha opinião, é um dos julgadores que já está fazendo hora-extra no júri. Muitas polêmicas, muitas notas sem qualquer critério e muitas justificativas até certo ponto difíceis de entender. Sem contar as 7 notas 10 e todas as outas 9,9 do ano passado.

Ary Jaime Cohen estreou ano passado e também foi bem econômico nos descontos. 8 notas 10 e as outras quatro 9,9. Nas poucas justificativas, faltou um pouco mais de desenvolvimento no motivo do corte. As vezes, a medida que o julgador vai ganhando confiança, ele desconta mais e justifica melhor. Esperamos que seja o caso.

Jorge Gomes é um nome muito comum, mas se não fui traído por uma homonímia, era o baterista dos Novos Baianos e irmão do grande guitarrista Pepeu Gomes. Altamente conceituado no mundo musical, no qual até hoje acompanha muitos artistas bem famosos da MPB.

Philipe Galdino é percussionista da Orquesta do Theatro Municipal do Rio.

Rafael Barros Castro é maestro, arranjador e compositor. Interessante notar que ele teve como professor acadêmico na área de música o mesmo de Felipe Trotta.

Comissão de Frente

Ficaram: João Wlamir, Marcus Nery Magalhães, Paulo Cesar Morato e Raphael David

Entraram: Rafaela Riveiro Ribeiro e Raffael Araújo

Comissão de Frente, em minha opinião, tem muito mais problemas com os critérios de julgamento do que com os julgadores.

Os quatro que ficaram já foram os 4 responsáveis pelo quesito nos desfiles de 2015 e 2016. Em 2015, Comissão de Frente teve um julgamento quase impecável. Em 2016, também tivemos um bom julgamento. O único senão é que, especialmente pelas justificativas, parece que o Raphael David viu comissões bem diferentes dos outros 3. Porem, até pelo bom histórico dos 4, vejo como positiva a manutenção.

Rafaela Ribeiro não tem nada de nova. Ela já julgou Comissão de Frente, de 2007 a 2011. Tive inclusive a oportunidade de encontrá-la nas frisas durante o desfile de 2015, no qual conversamos bastante sobre julgamento e as comissões de frente que passavam na nossa frente. Alias, ela é médica de profissão e bailarina formada por hobby. Recentemente julgou por dois anos na Série A, já na época da LIERJ, e teve bons julgamentos.

Não encontrei informações sobre Raffael Araújo.

Mestre-Sala e Porta Bandeira

Ficaram: Paulo Rodrigues, Aurea Hämmerli, Beatriz Badejo e Monica Barbosa

Entraram: Karen Mesquita e Marilene Telles

Hâmmerli e Badejo são julgadoras que estão na lista há duas décadas e ambas tem excelente histórico.

Monica Barbosa e Paulo Rodrigues são mais recentes, vindos respectivamente em 2015 e 2016, mas foram bons cadernos que reforçam o acerto de suas manutenções.

Karen Mesquita é mais uma primeira-bailarina do Theatro Municipal a ser chamada para o juri de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. De forma geral, elas acabam fazendo ótimos julgamentos.

Também não encontrei informações sobre Marilene Telles.

Fantasias

Ficaram: Paulo Paradela, Regina Oliva, Desirée Bastos e Helenice Gomes

Entraram: Ana Cohen e Gerson Martins

Paulo Paradela foi cortado no grande corte de 2015 e voltou ano passado usando a mesma justificativa “genérica” para descontar a concepção, porém justificou bem as “realizações”. Vamos ver como se portará esse ano. Como ele teve um bom caderno em 2014, vale a pena a manutenção ainda.

Regina Oliva era julgadora antiga, que foi afastada após algumas polêmicas e voltou em 2015. Em 2015 fez um excelente trabalho, em 2016 já deixou a desejar. Inclusive foi ela que despontuou o Salgueiro por estar “muito vermelho e branco”. Qual Regina Oliva virá em 2017?

Desirée Bastos e Helenice Gomes estrearam em 2015 e foram muito bem nesses dois anos de julgamento.

Ana Cohen, acredito que se trate de Ana Paula Cohen. Se for ela mesmo, trata-se de uma respeitadíssima curadora e crítica de arte, bem adequado para o quesito.

Não encontrei informações sobre Gerson Martins.

Alegorias e Adereços

Saiu: João Niemeyer

Ficaram: Rebeca Kaiser, Walber Angelo de Freitas e Madson Oliveira

Entraram: Mauro Senna, Soter Bentes e Teresa Piva

João Niemeyer veio na nova leva de 2015 e trouxe uma visão interessante para o quesito. Ano passado fez um trabalho dentro da média, apesar de só descontar 5 décimos ao todo. Não é uma perda irreparável, mas foi um bom nome.

Walber Ângelo é bem lembrado pelos portelenses. Foi ele quem, mesmo justificando, esqueceu de anotar a nota da Unidos da Tijuca em 2015, deixando-a na frente da Portela. Apesar desse esquecimento, Walber tem sido um bom julgador nos últimos anos, incluindo 2016, apesar de problemas pontuais.

Madson Oliveira, de 2015 para 2016 mudou totalmente seu critério de distribuição de notas. Por mais que achasse um tanto injusto o critério anterior, o novo ficou atento demais aos detalhes de realização, se esquecendo do geral.

Rebeca Kaiser estreou ano passado vindo da Serie A, onde fizera um bom trabalho. Em 2016 teve pontos positivos e negativos em sua avaliação, mas de modo geral, também acho que foi uma boa manutenção.

Mauro Senna é mais um arquiteto de renome que entra para a lista de julgadores desse quesito, sendo que além disso tem experiência com luminotécnica. Um currículo bem interessante.

Soter Bentes também é arquiteto e pintor, além de ser formado em cinema.

Teresa Piva é professora de… adivinhem… Arquitetura e Urbanismo!

Aqui uma leve crítica à LIESA. algo que o leitor Felippe Barroso já ressaltou em um comentário da Justificando o Injustificável do ano passado. Concordo que é muito interessante trazer a visão da arquitetura para os carros alegóricos, que cada vez mais estão se tratando de estruturas arquitetônicas provisórias. Mas 5 arquitetos em 6 não é um exagero não?

O olhar plástico não é importante? Hoje só um desses julgadores tem carreira em artes plásticas, que é o Madson Oliveira.

Enredo

Ficaram: Artur Nunes Gomes, Pérsio Gomyde Brasil, Marcelo Figueira e Jhonny Soares

Entraram: Luiz Antonio Araújo e Valmir Aleixo

Jhonny Soares já se envolveu em uma grande polêmica com a Império da Tijuca em 2014, quase não descontou em 2015 e apresentou um caderno com muitos problemas em 2016. É outro julgador que eu pensaria duas vezes em chamar de volta.

Arhur Nunes Gomes tem extenso trabalho acadêmico na área de antropologia afro-brasileira e fez um trabalho com pontos positivos e negativos em 2017.

Para quem não lembra, ainda houve aquela curiosidade entre os dois julgadores que mencionei na Justificando o Injustificável de 2016: as justificativas para as escolas de domingo, e apenas para as de domingo, foram extremamente parecidas de uma forma altamente incomum.

Marcelo Figueira talvez seja o julgador que mais oscila entre pontos positivos e negativos no mesmo julgamento, foi assim em 2015 e em 2016. Só que em 2016 teve bem mais pontos positivos do que negativos e em 2015 os pontos negativos foram fortes. Ainda sim, após o caderno de 2016, ele deveria ser mantido mesmo.

Quanto a Persio Gomyde Brasil, apesar de sua extrema rigidez, é um ótimo julgador do quesito, com vasto conhecimento. Foi uma ausência sentida no juri de 2015, mas já voltou em 2016.

Luiz Antonio Araújo é mais um time dos “falso-novatos”. Ele já foi julgador desse quesito até 2006 a 2009 e tem um histórico de extrema rigidez e uma caneta muito forte. Pelo histórico dele, esperem muitos décimos descontados para todos os lados. Se forem descontados com critério e dentro dos pontos do quesito, como o foram nesses anos, será mais uma ótima volta de julgador.

Valmir Aleixo Ferreira é mestre em história comparada e já foi julgador deste quesito na Serie A por alguns anos, no qual fez bons julgamentos.

Finalizo aqui parabenizando a LIESA pelo critério na escola dos novos julgadores. Como se deu para perceber, praticamente todos os novos julgadores tem um currículo que se encaixam para os quesitos que foram escalados, apesar da subida súbita do número de julgadores necessários, o que sempre dificulta esse trabalho de captação.

Mesmo aqueles julgadores que já tem experiência e estão voltando (ou vindos da Série A), tem bom histórico e baixa incidência de problemas.

Espero que eu esteja certo e que esse ano tenhamos alguns passos em busca de um julgamento bem feito e com boas justificativas como um todo. Para verificarmos isso, após o carnaval teremos mais uma vez a série “Justificando o Injustificável” para comentar as notas e justificativas dadas.

Imagens: Arquivo Ouro de Tolo

35 Respostas para “O Corpo de Julgadores do Grupo Especial – 2017”

  1. Luis Fernando disse:

    Estou muito curioso para ver como que vai ser esse negócio de cabine dupla no setor 6… Sei não, mas acho que isso vai dar m… Mas vamos dar um voto de confiança a LIESA, realmente, os novos nomes parecem ter um bom currículo, podem melhorar bastante o julgamento.

    Porém, a manutenção de Salete Lisboa é lamentável, em todos os sentidos.

  2. Mario Jorge disse:

    O problema de alguns julgadores é que o tempo de permanência longo os tornou uma espécie de “funcionário Público”. O pré julgamento de algumas escolas por parte dos mesmos tornou suas avaliações num julgamento viciado. Sou a favor de formar um banco de julgadores bem mais numeroso e não garantir a presença de nenhum deles préviamenmte no ano seguinte, promovendo um sorteio a cada ano.

    • Pedro Migão disse:

      Além disso, os critérios de julgamento, há anos, necessitam de uma revisão geral

      • E acrescento: os cadernos de julgadores deveriam ser avaliados por jornalistas do meio carnavalesco (a própria LIESA poderia fazer uma lista de, sei lá, uns 30) para julgar se houve coerência.

        Tem justificativa que causa desespero.

        E tem muito quesito, como o Migão falou, que é julgado como se estivéssemos nos anos 70 e 80!!

  3. Salete Lisboa faz hora extra no corpo de julgadores da Liesa e muitos de nós sabemos aqui os motivos que fazem tal figura ser convocada ano após ano para dar suas notas sem nenhum tipo de critério.

    Se a Liga realmente quisesse mudanças, já teria vazado com ela e outros daí dessa relação há tempos!

  4. Torcendo muito para que o Clayton Fábio Oliveira fique como reserva esse ano. Tô com esse filho da puta engasgado na garganta desde 2015. Até hoje não engulo aquele 9.9 na Viradouro…

  5. André Tavares disse:

    1) João Niemayer deu 10 pra 7 escolas e 9,9 pras demais. Pra mim um dos piores tipos de jurado que existe, pois acaba desvalorizando as melhores escolas, uma vez que elas levam o 10, assim como as que foram apenas razoáveis, e abrem apenas 0,1 das piores daquele quesito.

    2) Fiquei super feliz ao constatar que os tão criticados pela direção da Beija-Flor, Naidim e Cohen, foram mantidos. Primeiro pois, talvez, isso possa demonstrar uma diminuição da força política da escola. Segundo pois, pelas suas justificativas, eles julgam algo que acho que deva ser julgado e valorizado, não só nesse quesito, como no carnaval. A Criatividade. Sei que quem entende de bateria, e não eh o meu caso, diz que a bateria da Beija-Flor eh perfeita. Mas eu, assim como 99% das pessoas que vão ao Sambódromo, não querem sabe se “o surdo de terceira está tocando em sincronia com a afinação da segunda fileira de caixas”, é claro que a técnica deve ser julgada, mas eu quero é uma bateria que me faça sair do chão, que inove, que faça paradinhas, bossas e tudo que tem direito quando chegar no meu módulo, que leve o público ao delírio! E a bateria da Beija-Flor todo ano passa reta pelo meu módulo como se eu não estivesse ali… Que bom que finalmente foi punida por isso. Na torcida para que pelo menos um dos dois seja sorteado para cair no setor 6, para forçar as escolas a inovarem na minha frente!

    • Rafael Rafic disse:

      André,

      Por que o Niemeyer que deu sete notas 10 e cinco notas 9,9 e o Ary Cohen que deu oito notas 10 e quatro 9,9 é muito bom? Incoerente, não?

      • André Tavares disse:

        Não falei em momento nenhum que ele eh “muito bom”.

        Falei apenas que aprecio jurados que tiram ponto por falta de criatividade e que beneficiam a escola quando o seu quesito causa impacto. Nesse sentido gostei dessa justificativa dele.

        Realmente não tinha percebido que ele deu tanto 10, nesse sentido vale a mesma crítica que fiz ao João.

        • André Tavares disse:

          Outro jurado que gostei muito foi o tal do Morato. Canetou várias escolas por falta de impacto, além de ter tido a coragem de canetar a minha Mangueira em um quesito onde ela realmente não empolgou. Gostei muito de suas justificativas.

    • Pedro Migão disse:

      André, também não sou especialista profundo em bateria, mas o que todos eles falam é que paradinhas e pirotecnias são complementos. O importante é manter o ritmo e a cadência – e nisso a bateria da Beija Flor é uma das melhores.

  6. Mario Jorge disse:

    Existem várias medidas que poderiam ser adotadas para diminuir as distorções de um julgamento subjetivo como este, no entanto existe um mistério onde ninguém levanta a bandeira para tentar moralizar o julgamento e prevalece a vontade de “alguns” que estão sempre sendo beneficiados. Se houvesse vontade de moralizar, a primeira medida seria obrigar o fechamento dos envelopes com as notas após a passagem de cada escola e não este absurdo do julgador levar o mapa para casa para depois fechar as suas notas.

    • Luis Fernando disse:

      Acho que esse é um dos principais motivos para termos tão poucas campeãs desfilando no Domingo. Muitos podem mudar a nota vendo os desfiles de Segunda-Feira, ou até mesmo em casa, após saber de problemas no desfile que o próprio julgador não viu, além de análises de especialistas e torcedores.

      Aliás, pode ser loucura minha, mas o ideal seria um sistema em que o julgador fechasse a nota da escola logo após o término do desfile da mesma, pois sabemos que em plena era da informação, uns cinco minutos após o desfile já chovem na rede análises e impressões (se bem que, como o Pedro disse, sinal de internet na Sapucaí é algo bem complicado, deve ser tão raro quanto uma nota abaixo de 9,9 da Salete Lisboa).

      • Pedro Migão disse:

        Hahahahaha, boa comparação.

        Pessoalmente sou contra dar nota após o final de cada escola, mas acho que eles deveriam ser mantidos isolados entre um dia de desfile e outro.

        • Ainda acho que podiam ficar dois jurados de um lado da pista e outros dois do outro lado. Não sei o quanto seria viável fazer isso.

          E também sou a favor de fechar a nota após acabar o desfile. Na Ginástica, ninguém espera todo mundo fazer os exercícios pra comparar as notas.

  7. Mario Jorge disse:

    Penso que é justamente a alegação do tal julgamento comparativo que serve de desculpa para o julgador levar o mapa para casa ficando sujeito a diversos tipos de interferências externas. Se existe um manual do julgador que o mesmo tem que seguir onde são explicitados todos os conceitos de cada quesito, nada impede do julgador lançar as notas de acordo com o apresentado por cada escola, além do que fica evidente que o objetivo não é realizar um julgamento comparativo, caso contrário não teriam retirado o quesito conjunto que é justamente o quesito onde pode ser realizado a comparação entre as escolas. Acho também que o quesito Samba Enredo deveria ser desmembrado e julgado com julgadores separados para letra do samba e melodia.Tenho dúvida também se as escolas mandam representante para acompanhar o processo de fechamento dos mapas com as notas até o seu recolhimento e guarda para ser aberto no dia da apuração.

  8. Mario Jorge disse:

    Justamente Pedro é aí que reside todo o problema das distorções que vem ocorrendo todos os anos no julgamento. O quesito samba enredo por exemplo, tem mostrado que o conceito de comparação não está sendo utilizado totalmente ou corretamente pelo julgadores, pois escolas com sambas extremamente superiores vem obtendo as mesmas notas de escolas com sambas bem inferiores, ou quando muito a diferença fica em 1 décimo entre elas.

  9. Mario Jorge disse:

    Pois é a limpa foi comandada pela Beija Flor que reclamou das notas dadas ao samba do Boni e o pior que foi prontamente atendida pela LIESA. O resultado disso todos viram qual foi.

  10. Dudu disse:

    O nome é o mesmo, mas são pessoas diferentes. Jorge Gomes é baterista do Zeca Pagodinho. Julgou 2008 e 2009, se não me engano. Tascou 9.7 na Vila e Tijuca.

  11. Me tirem uma dúvida: o 10 é justificado? Se não for, deveria ser! Diminuiria muito a chuva de 10.

    E notas de 9 a 10 são uma vergonha. Deveria ser de 6 a 10, mesmo fracionadas em 1 décimo!!

    E tal qual a Ginástica, apenas uma parte da nota deveria ser de gosto pessoal. A escola cumpriu com os requisitos do quesito? Não tem porque perder ponto. Aí, na parte artística, de gosto pessoal, beleza.

    • Pedro Migão disse:

      Este ano somente no Acesso a Nota 10 terá de ser justificada, no Especial não.

      E que os critérios de julgamento precisam ser revistos me parece ser concordância geral.

  12. Mario Jorge disse:

    Este negócio de que o samba funcionou no desfile foi inventado para justificar notas altas dadas a sambas fracos de algumas escolas que tem força política na LIESA. O SAMBA ENREDO é uma musica assim como outros genêros musicais e musica é boa ou ruim, o fato de ser bem cantado pela escola não muda a qualidade do samba. Todos sabem que devido aos ensaios exaustivos e o trabalho do pessoal da harmonia, no desfile atual qualquer samba será cantado a plenos pulmões pelos componentes. Por isso sou a favor de desmembrar o quesito Samba Enredo colocando julgadores separados para letra do samba e melodia.

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