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Por que não no Rio?

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Primeiramente gostaria de desejar um 2017 repleto de boas energias e que tenhamos um carnaval abençoado neste ano por todo o país.

A coluna inaugural desta temporada em que estamos ansiosos para o início dos ensaios técnicos trata de um tema que confesso desde já ser a favor. Será que chegou a hora dos grandes carnavalescos de São Paulo terem mais espaço no carnaval carioca?

Para deixar claro: eu não considero os desfiles paulistanos superiores aos cariocas, mas aqui temos grandes profissionais fazendo carnavais de alta qualidade e agora nos novos moldes de tempo e contingente do Rio as estruturas se equivalem.

Tivemos um exemplo traumático com Cláudio Cavalcanti, o popular Cebola na Mocidade em 2009, ano que a escola chegou no último quesito a 0,3 dá última colocada. Agora vemos o talentoso e promissor Jorge Silveira pronto para tentar conduzir a Viradouro ao Grupo Especial após anos de destaque na Dragões da Real.

Na minha concepção é muito pouco, pois vejo que as escolas do Rio de Janeiro olham muito mais para os profissionais da Série A do que de São Paulo, tanto que veremos enredos assinados por Jack Vasconcelos, Severo Luzardo, Edson Pereira e o atual campeão Leandro Vieira. Estes são gratas revelações que receberam uma oportunidade de brilhar no maior espetáculo dá terra.

Será que aqui não temos carnavalescos com nível semelhante para receber uma chance? Ficamos aqui em dois nomes de total destaque, responsáveis por cinco dos sete títulos já disputados nesta década.

O primeiro é Jorge Freitas, cria do carnaval carioca, que a partir de 2002 tornou-se uma lenda na terra da garoa com o bicampeonato na Gaviões dá Fiel, o ressurgimento da Rosas de Ouro entre as escolas que disputam o título todos os anos e a conquista pelo Império de Casa Verde em 2016.

Jorge é conhecido pelo seu acabamento impecável nos carros e por trabalhar muito bem as cores a partir do dourado; sabe fazer carros luxuosos e tem ótima leitura criativa.

Sua última oportunidade no Rio foi em 2004 na Portela, quando reeditou o histórico “Lendas e Mistérios dá Amazônia” e para mim foi bem (aquela alegoria com a índia chorando, foto de capa, é lembrada pelos fãs de carnaval até hoje). Também assinou carnavais anteriormente na Vila Isabel.

O outro carnavalesco que poderia ter um ótimo caminho na Sapucaí é Sidnei França. Após assinar quatro carnavais vencedores pela Mocidade Alegre (três deles em sequência), este craque em desenvolver enredos inteligentes em grande diversidade agora assumiu o comando na Vila Maria. Basta ver um desfile entre 2012 e 2016 para observar seu talento e a capacidade de desenvolver todo tipo de enredo.

Em fevereiro veremos os dois em ação em busca de mais um título para suas renomadas carreiras e espero que a elite das escolas cariocas observe não só a eles, mas a todos os bons profissionais que desfilarão seu talento pelo Anhembi.

Imagem: Arquivo Ouro de Tolo

2 Respostas para “Por que não no Rio?”

  1. andré machado também merceia uma chance assim como marco aurélio ruffin

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