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Antes de eu nascer, meu avô por parte de mãe faleceu. Relativamente jovem, antes dos 60 anos. Algumas pessoas, ou melhor, muitas, vão se identificar com o que estou escrevendo porque meu avô faleceu de câncer e infelizmente essa doença é uma doença cada vez mais comum. Não fui a primeira nem serei a última a perder um ente querido por causa do câncer.

Lembro que ano passado uma notícia, ou melhor, um artigo publicado no meio científico causou muito frisson na mídia e nas pessoas em geral. ‘’O câncer é uma questão de azar’’, publicou um dos maiores especialistas da área. Não, ele não publicou isso; o que acontece é que seu artigo foi mal interpretado.

Desde que meu avô morreu, muitas coisas mudaram e tivemos avanços significativos. Mesmo assim, ainda não sabemos as causas exatas de todos os tipos de câncer. Sabemos sim que é uma doença de desordem celular, a qual nossas células se dividem até formar um tumor, que pode ser maligno ou benigno. Sabemos sim que são causas genéticas, ambientais, a interação dos dois, mas não conhecemos os mecanismos exatos de cada um.

Por isso, é muito comum dizermos que o câncer aconteceu ‘’ao acaso’’, porque ainda não conhecemos tudo com exatidão. Resumidamente, foi isso que o artigo que causou tanto rebuliço quis dizer. Não é questão de azar, não saia por aí no sol das 12:00 horas sem se proteger (principalmente meus conterrâneos), não beba feito louco, nem arrisque sua vida acreditando que câncer é uma questão de azar – porque não é. Escutei muita gente falando isso e na verdade o que estavam fazendo era desmerecer o trabalho de muitos profissionais que se dedicam a lutar contra a doença.

Outra coisa que vem chamando muito a atenção desde o ano passado é a tal fosfoetanolamina (acima). Para quem nunca ouviu falar esse ‘palavrão’, é a tal ‘’droga da Usp’’. É difícil falar sobre isso, é difícil você ter uma rotina na qual convive com pessoas deitadas em cima de uma cama quase sem esperança, é difícil você ir a uma sala de quimioterapia e ao invés de ver mais rostos felizes pelo tratamento, você ver mais rostos tristes com a dor que é passar por isso, a dor que é perder os cabelos, os efeitos colaterais.

É difícil você pedir a uma pessoa com câncer que espere. Mas é justamente isso que venho pedir hoje. Espere.

A fosfoetanolamina é um composto produzido pelo Prof. Dr. Gilberto Orivaldo Chierice. O citado professor já trabalhou no grupo de química analítica da Usp e sem dúvida é muito capacitado. Mas os estudos que ele desenvolveu foram de forma independente, já aposentado.

Além disso, os relatórios dos estudos destinados a testar a eficácia da ‘’pílula da Usp’’ não foram positivos. Os efeitos em melanoma (câncer de pele muito agressivo) e câncer de pâncreas podem até serem considerados significativos, mas são menores em relação aos quimioterápicos clássicos. Todo o estudo tem fase de testes e a fosfoetanolamina ainda não tem um teste clínico que comprove seu efeito.

E, se isso não ocorre, a distribuição de medicamentos é vetada pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde. E aí gira uma polêmica muito grande, porque várias pessoas tiveram acesso à substância e afirmaram ter melhorado em relação a doença.

Pode até ser verdade, mas é irresponsável e, ao contrário do que se pensa, não é um ato de amor, você dar a um ente querido uma substância que não tem efeito cientificamente comprovado. É um ato de loucura, e apesar disso, eu entendo as pessoas que o fazem, porque quando o câncer chega a uma fase mais agressiva, de metástase, você sabe que a pessoa está perdendo a batalha.

É uma questão complicada, são decisões difíceis. Mas a decisão que me parece melhor é esperar e claro, sem nunca perder a esperança que novos tratamentos serão desenvolvidos e cada vez mais eficazes. A dica que eu deixo é a prevenção. Muitos tipos de câncer podem ser evitados com exercícios, alimentação balanceada, exames de rotina como mamografia, endoscopia, preventivo, entre outros. Além disso, quanto mais cedo for a detecção do câncer, maior a chance de cura e sobrevida.

A prevenção ainda é a nossa melhor aliada nessa luta.

Imagens: Lojas Americanas, USP e Proteste

3 Replies to “A cura para o câncer”

  1. Ontem o uso desse medicamento também foi aprovado no Senado.
    Se alguns pacientes vinham conseguindo a liberação do uso na justiça, é melhor que ele seja liberado de vez, assim permite que todos façam uma última tentativa para salvar seu familiar.

    1. Anderson, deixando claro que é uma opinião leiga, me preocupa este precedente que o Senado abriu. Hoje liberam a pílula do câncer, amanhã podem liberar agrotóxicos proibidos, por exemplo.

  2. Anderson, com todo o respeito, não é o senado que deve liberar, isso não compete a eles. É a Anvisa e o ministério da saúde. Como eu disse, tido medicamento TEM que passar pelas fases de testes pra terem sua eficácia comprovada. Fora essa situação, é um risco muito grande. Abraço e obrigada pela opinião

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