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Na última quinta-feira, a McLaren anunciou o que já havia sido cantado em verso e prosa pela mídia: o bicampeão Fernando Alonso será piloto da equipe em 2015. O que realmente faltava saber era quem seria o companheiro (sic) do espanhol. E o escolhido foi Jenson Button, também campeão mundial, em 2009.

Ano que vem a McLaren terá motores Honda, reeditando a parceria mais poderosa da história da Fórmula 1, que o mundo aplaudiu e admirou entre 1988 e 1992. No entanto, a Honda precisará solucionar problemas na distribuição de energia de sua unidade motriz. O trabalho será longo…

Mas nada chama mais a atenção do que esta reedição da união entre Alonso e McLaren, que foi um desastre de proporções bíblicas na beligerante e inesquecível temporada de 2007. Para quem não se lembra do que aconteceu, relembro agora em tópicos a série de problemas entre as partes:

Formula One World Championship– Alonso ficou incomodado com os resultados iniciais do companheiro, o então estreante Lewis Hamilton, e cobrou que a McLaren desse a ele o status de primeiro piloto, afinal ele era bicampeão mundial vigente.

– Como a McLaren se negou a estabelecer um piloto número 1, o relacionamento entre ela e Alonso começou a se deteriorar.

– Alonso teria ameaçado a Ron Dennis dizer tudo que sabia sobre a aquisição de dados técnicos confidenciais da Ferrari por parte da McLaren – na época, o ferrarista Nigel Stepney, em litígio com os italianos, repassou esses dados ao engenheiro Mike Coughlan, do time inglês.

– No GP da Hungria, após Hamilton descumprir ordem de posicionamento na pista durante a parte final da classificação, Alonso deliberadamente retardou sua saída dos boxes para atrasar Hamilton; conseguiu, mas foi punido e o inglês venceu a prova.

– Com a McLaren desclassificada do campeonato de construtores, a equipe oficialmente manteve a disputa aberta entre os pilotos e a Ferrari começou a ameaçar com Kimi Raikkonen – Felipe Massa, que vinha à frente do finlandês no campeonato, ficou fora da briga após uma quebra na Itália.

– No GP da China, a McLaren foi acusada de alterar a pressão dos pneus de Alonso para sabotá-lo e favorecer Hamilton, que veladamente teria se decidido por favorecer o inglês.

– Com erros de Hamilton nas últimas duas provas do ano e Alonso visivelmente fora do ritmo normal, Raikkonen se aproveitou e conquistou seu único título mundial, com um ponto à frente de Hamilton e Alonso, que sorria no pódio de Interlagos mesmo tendo perdido o tricampeonato.

alonso2007– Alonso e McLaren desfizeram a união e o espanhol voltou para a Renault, pela qual correria em 2008 e 2009 antes de se transferir para a Ferrari, onde ficou até este ano; Hamilton foi campeão em 2008, mas, depois disso, a equipe nunca mais foi campeã, assim como a Ferrari.

Depois disso tudo, Ron Dennis convidou Alonso para tentar reconduzir a McLaren às vitórias, que não vêm desde o fim da temporada de 2012, com Jenson Button no Brasil. Entende Dennis que precisa ter dois pilotos técnicos e experientes para desenvolver o motor Honda e marcar mais pontos do que o jovem Kevin Magnussen.

Ou seja: mesmo com todos esses ingredientes, Dennis esqueceu tudo porque ele coloca tudo abaixo de seus interesses. Alonso também já estava de saco cheio da Ferrari, onde também arrumou encrencas, e aposta na possibilidade de a parceria McLaren-Honda ser poderosa como nos anos 80.

Em resumo, um grande jogo de interesses, em que até chantagens e sabotagens são esquecidas.