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Esta revista eletrônica possui uma equipe plural, formada por colunistas dos mais variados matizes ideológicos e de pensamento. Esta revista eletrônica, institucionalmente, tende a defender teses progressistas, dentro dos limites fornecidos pela absoluta liberdade da equipe de escrever sobre o que quiser, da forma que quiser. Isto é cláusula pétrea.

E chegou a hora da equipe Ouro de Tolo declarar seus votos, dentro do espírito democrático desta revista eletrônica. Alguns colunistas optaram por não dar suas opiniões e outros estão limitados pelas políticas das empresas onde trabalham, mas é um bom painel das preferências e pode, modestamente, ajudar o leitor indeciso a definir seu voto.

Um a um, vamos aos votos e à exposição de motivos:

Pedro Migão, Editor Chefe

Onde Vota: Rio de Janeiro

brizolaneto300300Presidente: Dilma Rousseff (PT). O trabalho de resgate social da população tem de continuar, e os resultados alcançados nos últimos 12 anos são muito expressivos. O Brasil eliminou a fome, está em pleno emprego e hoje os mais pobres possuem amplas possibilidades de ascender socialmente. Além disso, como empregado concursado do Sistema Petrobras, considero a proposta do atual governo para a exploração do pré sal a mais adequada aos interesses da população e a única onde os ganhos resultantes se reverterão em benefícios à população.

Governador: Lindberg Farias (PT). Por eliminação, porque o quadro de candidatos não é dos mais animadores. Pelo menos existe a expectativa de reproduzir a proposta educacional de Leonel Brizola.

Senador: Romario (PSB). Foi um bom deputado, possui propostas interessantes – e algumas incoerências – e, especialmente, é o único que pode derrotar o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, de tristes lembranças para população e cofres cariocas.

Deputado Federal: Brizola Neto (PDT). Foi bem na Câmara, foi Ministro do Trabalho e é herdeiro do legado de Brizola.

Deputado Estadual: continuo em dúvida. Hoje a tendência seria votar na legenda do PT.

10574312_695951180473885_7288654098565064968_nAline Said, coluna Igarapé

Onde Vota: Amazonas

Presidente: Dilma. Jamais foi outra opção votar em outro candidato. O Amazonas mudou e muito após a ascensão de Lula e com a Dilma continua melhorando. E, como atualmente moro no interior do Estado, posso verificar in loco as mudanças e avanços sociais dos governos do PT.

Governador: Eduardo Braga. Sem grande convicção, votarei no Braga. Infelizmente nenhum dos candidatos ao governo do Amazonas me empolga. Votarei apenas porque faz parte da base aliada do governo e tem a capacidade de dialogar e trazer recursos para o Estado.

Senador: Praciano – PT . Outro cargo difícil. Votarei no Praciano porque é o único candidato que tem uma chance remota de vencer o ex-governador Omar Aziz.

Deputado Federal: Eron Bezerra – PCdoB. Voto com convicção. É um profundo conhecedor da Amazônia e tenho a certeza de que fará um grande mandato na Câmara Federal.

Deputado Estadual – Yann Evanovick – PCdoB. Liderança destacada do movimento estudantil, é também um voto na renovação da política do Amazonas;

Emerson Braz, coluna Vamos à Luta

Onde Vota: São Paulo

Presidente – Está Marina, mas louco pra virar Luciana, ou anular. De repente Eduardo Jorge…

Governador:   Gilberto Maringoni (PSol);

Senador : Carlos Alberto dos Santos (PV)

Federal : Carlos Zarattini (PT), grande lutador pelas pequenas empresas de bebidas

Estadual: voto de legenda no PSB;

Júlio Mangini, coluna Cismou, Deixa

ogimageOnde Vota: Mato Grosso

Presidente: Luciana Genro. Voto nela, mas votaria em qualquer outro candidato da esquerda pelas defesas incondicionais da classe trabalhadora, pelos direitos humanos, por reformas radicais para aprofundamento na democracia, distribuição de renda e diminuição da concentração de renda. Por não se atrelarem a instituições especuladoras, por defender os direitos violentados das minorias e por ter um programa claro para redução da violência, leia-se combate ao tráfico e milícias através da discussão sobre a descriminalização das drogas, sobretudo da Maconha. Ela e outros da esquerda (Mauro Iasi do PCB, Zé Maria do PSTU e Rui Pimenta do PCO) defendem a legalização do aborto. Portanto, o meu voto é muito mais para levantar o debate sobre essas questões do que por alguma ilusão que ela seja eleita. Ainda que fosse, seria muito difícil governar nos moldes atuais. É urgente a necessidade de uma reforma política, partidária e eleitoral.

Governador: Ludio Cabral (PT). Por exclusão, apenas isso. Não sei em outros Estados, mas em MT é sofrível a qualidade dos candidatos, beira o ridículo. Mal sabem formular uma frase correta, coerente e que faça qualquer sentido. Ludio e Taques fazem a possível disputa de segundo turno.

Senador: Procurador Mauro (5050). Pelas propostas do partido e pela possível eleição dele.

Deputados e Senador voto na legenda 50, PSOL. E não sou filiado ao partido.

Leonardo Dahi, coluna Filho Pródigo

Onde Vota: São Paulo

Presidente: Dilma (PT): apesar de Dilma Rousseff não fazer um Governo dos sonhos, tenho a convicção de que ela é o melhor para o Brasil. Os 12 anos de PT mudaram o Brasil para melhor e não vejo ninguém mais preparado para continuar essa mudança que a atual Presidente. Hoje somos um país mais igual, mais justo, com avanços importantes e, já que ainda há muito o que fazer, que continuemos com quem tanto fez. Apesar do desastre que é a área econômica no Governo Lula-Dilma, penso que haverá uma recuperação nos próximos anos. Ainda li os planos de governo de seus adversários, mas não encontrei nada que fosse melhor que o jeito do PT de Governar. No meu mundo ideal, votaria em outro candidato e não em Dilma. Como esse outro candidato do meu mundo ideal não existe, tô com ela.

Governador: Laércio Benko (PHS) – 31: tinha meu voto praticamente certo no Padilha, já que passou da hora do PSDB de Geraldo Alckmin abandonar o poder e o candidato do PMDB, Paulo Skaf, me parecia pouco promissor. No fim das contas, Skaf ganhou mais minha confiança que Padilha, mas nenhum dos três principais candidatos terá o meu voto no primeiro – e provavelmente único – turno. Apesar de não apresentar uma proposta sequer no seu pouco tempo de TV, onde faz apenas questão de se associar à Marina Silva, Laércio Benko, do PHS, me surpreendeu nos primeiros debates e no seu plano de Governo. Tem ideias muito boas, faz um excelente trabalho como vereador na Capital e parece, esse sim, um verdadeiro adepto de uma nova política. Sei que suas chances são nulas, mas, para mim, é o mais preparado.

Senador: Eduardo Suplicy (PT) – 131: Eduardo Suplicy não é apenas um Senador honesto. Talvez o petista menos rejeitado por anti-petistas do Brasil, o Senador vem fazendo um bom trabalho em Brasília com projetos importantes para o Estado de São Paulo. Defende causas importantes ainda que as mesmas não rendam votos ou mídia e conseguiu recursos importantes para o Estado. Como ele já está no Senado há 24 anos, pensei em votar em outra pessoa visando a renovação. O problema é que votando em Serra ou Kassab, estarei votando em seus suplentes, pois é evidente que eles não cumprirão nem metade do mandato. Os nanicos, por sua vez, não me empolgaram. Então, vou de Suplicy.

Deputado Federal: Ivan Valente (PSOL) – 5050: pelo mesmo motivo da escolha para Deputado Estadual, vou com o PSOL. O PSOL carioca tem algumas figuras um tanto quanto estranhas, mas, em São Paulo, a situação é diferente. Ivan Valente, o qual já teria o meu voto caso eu votasse em 2010, levantou bandeiras importantes na Câmara e é um cara de boas ideias, além de, pelo menos até onde se sabe, ter uma conduta moral irrepreensível. É um voto seguro para um bom Parlamentar e que pode ajudar o partido a eleger outras boas cabeças através do quociente eleitoral.

Deputado Estadual: Carlos Giannazi (PSOL) – 50789: o sistema de quociente eleitoral usado para a definição dos eleitos para o Legislativo, dificulta um pouco a escolha. Poderia achar um ótimo candidato do PT e acabar, no entanto, elegendo o Marcelinho Carioca, por exemplo. Por isso, acho o PSOL um voto seguro. Apesar de não achar um partido pronto para cargos majoritários, entendo o PSOL como uma representação importante nas Assembleia Legislativa de São Paulo. Carlos Giannazi, candidato a Prefeito em 2012, tem uma história interessante de luta pela educação e fez um bom trabalho em seu primeiro mandato.

João DerlyWalter Monteiro, coluna Bissexta

Onde Vota: Rio Grande do Sul

Presidente: Dilma. Um pouco frustrado, porque a economia não vai bem e não sei se Dilma estará disposta a mudar em um segundo mandato. Pensei bastante em votar em Eduardo Jorge, que fez uma campanha autêntica, defendendo valores em que acredito. Mas o mundo real é bem diferente e mais cedo ou mais tarde teria mesmo que votar em Dilma. Que seja logo, enfim.

Governador: Tarso Genro. Outro cuja única motivação tem a ver com os adversários. Prefiro Tarso aos seus algozes. Mas depois de 4 anos no Governo, não consigo me lembrar de nada relevante que tenha feito. E, ironicamente, passou esse tempo todo às turras com os professores da rede pública, negando a eles o pagamento do piso salarial que ele, Tarso, implantou quando era Ministro da Educação.

Senador: Olívio Dutra. Voto com orgulho! Olívio é uma espécie de Mujica brasileiro, um vovô simpático, íntegro, folclórico, humilde e ideologicamente firme.

Deputado Federal: João Derly – PCdoB. Em 2012 quis encontrar um vereador que fosse uma interlocução importante para a nossa torcida aqui no RS. João Derly, que veio do mundo do esporte (é ex-atleta de judô), foi até o nosso bar (acima) e disse que a gente poderia contar com ele, no que precisasse. Nunca precisamos e eu nunca pedi nada a ele, mas ele se destacou por iniciativas em comunidades carentes, ensinando judô para crianças, Em uma instituição que sou conselheiro, sem que eu soubesse, ele esteve lá e doou dezenas de quimonos para a garotada – que ficou louca tirando foto com as medalhas que ele leva. Honrou meu voto, repetirei para Deputado.

Deputada Estadual – Fernanda Melchionna – PSOL. Um voto de confiança na juventude das ruas. Fernanda tem aquele tom de passeatas, de diálogo com as lutas, da esquerda mais pura. Acho importante gente assim no parlamento. Não que isso seja decisivo, mas acho bacana que ela (e Manuela D´Ávila) consiga provar que é possível ser de esquerda e ser bonita, ter preocupações estéticas e com a vaidade.

Gustavo Vaz, coluna Cartas do Freezer

Onde Vota: Paraná

Presidente: Dilma Rousseff (PT). O voto mais difícil desta eleição, na minha visão. Assim como alguns colegas, também pensei seriamente em Eduardo Jorge (PV). Entretanto, Dilma apresentou programas nesta reta final, como a regulamentação extremamente necessária da imprensa, que me convenceram. Apesar de ter complicado todo o lado econômico construído na gestão de Lula, os projetos sociais são fortes e tem que continuar. Mesmo sendo uma política ruim de fala, me passa a impressão de ser firme internamente. Afastou ministros no começo, deu uma resposta ao povo em junho de 2013 (outros não fariam…) e bancou programas como o Mais Médicos, mesmo contra uma classe corporativista imbecilmente. Como não acredito em Messias que vão acabar com a corrupção, prefiro votar na segurança. Como citei Eduardo Jorge, vale mencionar que o candidato do PV tem posições muito bem embasadas e um discurso sensato. Votaria nele, caso não fossem os motivos expostos acima e minha visão política sócio-democrata, que é praticada pela situação.

Ibaiti2Governador: Roberto Requião (PMDB). Apesar de Requião ser o político com visão que mais se aproxima da minha, algumas posturas do atual senador na campanha me desapontaram. Telhado de vidro por telhado de vidro, Requião e Richa estão iguais. A diferença é que Requião é muito melhor gestor, enquanto Richa complicou absurdamente as finanças do Paraná, fazendo com que o Governo atrasasse pagamento para prestadores de serviço persistentemente. Apesar do jeito intempestivo, que muitos detestam, o trunfo de Requião é ter posição marcada, ao contrário da tendência do PMDB.

Senador: Marcelo Almeida (PMDB). Outro político com boa bagagem intelectual, Almeida tem bons posições na sua carreira quanto a mobilidade urbana e gestão de cidades. Além de tudo, criou projetos de alcance cultural fora do âmbito político, como um clube de leitura que reúne centenas de pessoas. Ricardo Gomyde, do PCdoB, tem uma base firme de trabalho quanto ao esporte, mas não me parece ter ainda calibre para um senador. Apesar de achar que já passou da hora de Álvaro Dias largar o osso, ele só não será eleito caso uma catástrofe aconteça, talvez nem com isso…

Deputado Federal: Rafael Greca (PMDB). Apesar de uma passagem ruim no Ministério do Turismo, Greca é talvez um dos políticos com maior capacidade intelectual do Brasil, com uma gestão na prefeitura de Curitiba que é elogiada até hoje por projetos importantes que ajudaram a formatar o planejamento urbano da cidade, e a implantação das subprefeituras da capital, as “Ruas da Cidadania”, e pequenas bibliotecas públicas nos bairros. Quanto à legenda, a situação é parecida com a que relatei para o PT na Assembleia Legislativa, por mais que o histórico do partido não seja bom.

Deputado Estadual. Tadeu Veneri (PT): Faz um trabalho sólido que é reconhecido por anti-petistas, num estado que notadamente vota contra o PT. É a grande voz da pequena oposição a Beto Richa na Assembleia e sempre se mostra acessível a população, além de ter marcado posição firme contra os projetos polêmicos desta última gestão (auxílio-moradia a juízes e eleição de nomes questionáveis ao Tribunal de Contas/PR). Como o PT elege poucos deputados estaduais, não há tanto risco quanto a legenda, já que os nomes favoritos também fazem bons trabalhos, como Luciana Rafagnini.

10703608_695743500494653_1816891352972535737_nAffonso Romero, coluna Sobretudo

Declaro que, mais uma vez, não vou votar. Estarei em trânsito, ou coisa que o valha. Moro em São Paulo há quase sete anos, mantive meu título eleitoral no Rio, nunca fui lá para votar. Mesmo quando ainda morava no Rio, refugiava-me em Petrópolis em domingos de eleição. Salvo engano, a última vez que eu votei ainda era presidente de seção eleitoral, e votei no Lula, na primeira vez que ele venceu.

Eu sou brizolista, uma excentricidade que entrou em desuso. O PDT morreu, e morreu junto minha vontade de votar. Mas eu acho que a minha antiga combatividade política foi resgatada por dois fatores.

O primeiro, as redes sociais. Somos todos mais afetados pela quantidade de informação disponível o tempo inteiro, fica mais difícil fazer-se de alheio. Também voltei a escrever, e este blog foi um elemento fundamental nisso. Além do mais, a debate diário é exercitado em gotas, antes nos grupos fechados de e-mails, agora no FaceBook.

Segundo, nestes espaços digitais, mas também e principalmente na mídia corporativa, a enorme quantidade de idiotices e barbaridades que é proferida preferencialmente contra o PT e seu governo.

Como disse, não sou petista, sou brizolista. Mas é de se reconhecer que, ao se tornar um partido pequeno-burguês, social democrata e de centro-esquerda, o PT herdou muitas causas do brizolismo. Hoje mesmo eu li uma matéria em que a FAO (órgão da ONU para combate à fome) declara que o Brasil reduziu 75% da pobreza extrema nos últimos anos. O resto me parece irrisório frente a isso. E, juntando todos os fatores, tenho vontade de mudar finalmente meu domicílio eleitoral e voltar às urnas, e defender que não haja retrocesso nisso.

Sendo assim, não vou votar, e se votasse não sei em qual Estado seria. Fico livre para dar palpite tanto no Rio quanto em São Paulo, e aí vão meus escolhidos:

Presidente – Dilma, PT.
Governador, SP – Padilha, PT
Governador, RJ – Lindberg, PT
Senador, SP – Suplicy, PT
Senador, RJ – Romário, PSB
Deputado Federal, SP – Protógenes Queirós, PCdoB
Deputado Federal, RJ – Jean Wyllys, PSOL
Deputado Estadual, SP – PT, legenda.
Deputado Estadual, RJ – Eliomar Coelho, PSOL

size_590_marina-silvaRodrigo Salomão, coluna O Povo no Blog

Onde vota: Rio de Janeiro

Presidente – Marina, PSB. Eu não caio nesse papo dela de “nova política”. Evidente que não é. Mas também estou desgastado não só do PT, mas da dicotomia que pairou no Brasil inclusive nas redes sociais. Se você fala uma coisa, é “petralha”. Se fala outra, é “tucano reaça”. Confesso que comecei minha “vida política” muito mais voltado à direita. Depois que entrei na faculdade (federal), me deparei com algumas situações que me fizeram ir para a esquerda. Hoje eu não tenho visão incondicional. Ao contrário do que muitos afirmam, ela não está “à direita de Aécio”. Tece elogios incessantes ao lado social do PT e à estabilidade econômica que o plano Real trouxe. Nos últimos tempos, faltou isso aos dois maiores partidos do país: reconhecer o que aconteceu de bom para aprimorar as ideias. E acho que a Marina é a que mais representa isso atualmente, apesar de ainda estar longe do ideal. Existem algumas incoerências no discurso dela, algumas incertezas por conta de alianças indefinidas, mas também há a grande chance de o circo político se movimentar de maneira mais proveitosa em termos de alianças, fisiologias e pautas no Congresso. Com a quebra da dicotomia, todos vão ter que repensar o que fizeram nos últimos 20 anos, colocar a mão na massa e tentar entender o momento, inclusive a própria imprensa. Acho isso benéfico para o país com uma democracia cada vez mais madura.

Governador – Tarcísio, PSOL. Diferentemente da Luciana Genro, candidata do partido à presidência, vi no Tarcísio uma construção de ideias muito mais sólidas e atreladas à realidade. Me pareceu um sujeito bem inteligente, consciente e que, para o Rio de Janeiro, talvez fizesse bem. Não vai ser eleito, então já tenho meu plano B para o 2º turno: qualquer um que não for o Garotinho.

Senador – Romário, PSB. Entre incoerências e algumas aparições midiáticas em excesso, ainda assim o Baixinho me surpreendeu no Congresso. Não foi um deputado omisso, não se escondeu por debaixo do ostracismo eleitoreiro e realmente pôs a mão na massa em muitos assuntos de relevância. Conta o fato também de que há péssimas opções no senado do RJ e que, afinal, é o maior cabo eleitoral da minha candidata à Presidência da República.

Deputado Federal – Alessandro Molon, PT. Acompanho seu trabalho há tempos, principalmente pelas redes sociais. É bastante ativo e representa uma parcela bem menos radical do PT que ainda me agrada. Minha ex-secretária trabalhou com ele há alguns anos e me deu excelentes referências de seu modo de agir e pensar, o que só corroborou com o que já imaginava. Ainda assim, foi o voto que mais demorei a decidir.

Deputado Estadual – Marcelo Freixo, PSOL. É da ala similar à do Tarcísio. As eleições para a prefeitura deixaram escancaradas as diferenças até de linha dentro do próprio PSOL. O Freixo, a meu ver, tem uma visão também mais fincada na realidade. Como deputado estadual, foi muito atuante, não só em relação às milícias, como também para tentar coibir eventuais excessos da PM nas diversas manifestações que aconteceram. É uma liderança que tenho curiosidade de ver trabalhar em âmbito estadual.

Aécio e Ronaldo percorreram as ruas de Osasco e Carapicuíba neste sábadoRafael Rafic, coluna Made in USA

Onde Vota: Rio de Janeiro

Presidente – Aecio Neves (PSDB). Historicamente, sempre votei nos tucanos para presidente, não seria diferente nesta eleição. Dilma, em minha opinião, errou a mão na economia e claramente não sabe para onde ir, sem contar a política externa que é minha maior reclamação desses 12 anos de PT. Marina é uma incógnita. Se sabe que ela quer mudar, mas nem ela sabe dizer para onde. Além disso, seus principais assessores não me inspiram a menor confiança.

Governador – Luiz Fernando Pezão (PMDB). Aqui meu voto é por pura eliminação na base do “quem é o menos pior”. O quadro de candidatos no Rio é miserável e até cheguei a pensar em votar no Tarcisio do PSOL, único dos candidatos que é bom orador e sabe do que está falando, mas seu passado no sindicato dos professores não me deixa votar nele.

Senador – Romário (PSB). Frente ao também pífio quadro de candidatos a senador, se torna minha única opção viável. Apesar de ser um “deputado-celebridade” não se apequenou, defendeu causas importantes sabendo o que estava fazendo e um plano claro e plausível para pautar seu possível mandato.

Deputado Federal – PSDB (legenda). Voto meramente pragmático para dar consistência a bancada tucana federal, apesar de odiar os quadros do PSDB fluminense (e por isso nunca votei neles até hoje para cargos estaduais/municipais).

Deputado Estadual – Aspásia Camargo (PV). Longe, muito longe, dela ser uma excelente deputada, mas é outra eleição tenebrosa em nosso estado em que grassa a total falta de opção apesar dos inúmeros candidatos. Até poderia votar em Marcelo Freixo (PSOL), mas ele já deverá carregar um caminhão de votos e, sozinho, levar a ALERJ outros quadros do PSOL nada aprazíveis, como a radical Janira Rocha.

8 Replies to “A declaração de voto da equipe Ouro de Tolo”

  1. Vou aderir a campanha e declarar meus votos também

    Presidente: Dilma Rouseff (PT)

    Pelas razões conhecidas de quem vota no PT, os avanços sociais devem continuar, e ela é a candidata mais bem preparada para isso, apesar de estar longe da perfeição, merece mais um mandato por tudo que avançamos nos últimos 12 anos no país.

    Governador: Paulo Skaf (PMDB)

    Está longe de ser o mais preparado, longe de ser o melhor candidato, mas é o meu voto, por um único motivo: Mostrou REALMENTE quem governa São Paulo em seu horário eleitoral. Estava inclinado a votar em Alexandre Padilha, por ser um candidato que tem preparo apesar de não ser um político de fato, mas o Skaf conquistou meu voto em seu horário eleitoral ao mostrar para o povo paulista quem de fato governa São Paulo.

    Senador: Eduardo Suplicy (PT)

    Apesar de achar que ele está a muito tempo na senado, seus adversários me impedem de não votar nele.

    Deputado Federal e Estadual: Devo votar no PSOL pelo fato relatado pelo Leonardo Dahi, por conta do quociente eleitoral, não sabemos se votamos em x e esse voto vai para ele mesmo, com o PSOL isso não acontece, é um voto seguro.

  2. Maneiro!! Vou postar o meu também. E o bom é que aqui posso ser discordado, mas não serei censurado, como fazem no DCM, na Veja e na Carta Capital.

    Presidente: Eduardo Jorge (PV) – os três principais são tenebrosos. O atual governo diminui radicalmente a desigualdade, mas é um desastre econômico e a política externa me faz ter calafrios. Os azuis controlaram a inflação e o Plano Real deu muito certo (e dá até hoje), mas não quero correr o risco de ver os direitos dos trabalhadores serem exterminados, salários diminuídos e o país vendido novamente para o FMI e para os Estados Unidos. A terceira se rendeu às reclamações de um pastor. Isso basta para nunca mais levar meu voto. O candidato do PV soube, nesta campanha, unir os principais pilares dos três ponteiros: igualdade social, controle da economia e desejo de mudança. Lamentável, porém, que as críticas a ele surjam apenas pela sua aparência física. pergunto: que mal tem usar barba e não gostar de terno e gravata?

    Governador: Paulo Skaf (PSDB) – foi um voto difícil. Fiquei entre ele e o Padilha, mas o candidato peemedebista mostrou muito mais pulso firme no horário político, além de expor (sem que Alckmin soubesse responder) todos os podres do Estado de São Paulo. Os defensores do partido que governa (muito mal) há 20 anos julgam que os problemas só acontecem na Capital “por obra do PT”. Discordo. Quem mora em Santos vê o abandono a que o Estado colocou a melhor cidade do estado em qualidade de vida: as obras de desafogamento do trânsito na Anchieta, o VLT, o túnel da Zona Noroeste, o túnel Santos-Guarujá… todas elas andam em ritmo de lesma em câmera lenta (e sem previsão de término). E isso porque nem falei do preço do pedágio na Imigrantes e a tristeza que é andar no Rodoanel (que o próprio Alckmin declarou que não teria pedágio). Skaf soube atacar e passar suas propostas no momento certo e na dose exata e é o único, a meu ver, capaz de chacoalhar o pensamento conservador de boa parte dos paulistas.

    Senador: Gilberto Kassab (PSD) – “Rodrigo, ele corre o risco de não chegar ao final do mandato”. Sim, e José Serra também nos passa esse risco. E o suplente do tucano é lastimável, diferente do ex-prefeito da Capital. Tem o Suplicy, mas penso que é hora dele sair. Não que esteja decepcionando, mas é bom ter o rodízio. Embora eu ache que o Senado deveria ter apenas dois por estado (e apenas um escolhido de quatro em quatro anos). Mas, voltando, Kassab merece o meu voto por fazer na Capital muitas coisas que hoje todo mundo pede em várias cidades, em especial a Lei Cidade Limpa. E como era bom, em sua época de prefeito, andar pelas cidades e ver as pequenas coisas sendo feitas, o que na prática, melhorava a qualidade de vida. Não era raro, sempre que subia a serra, eu sempre encontrar equipes da prefeitura arrumando calçadas e consertando semáforos. Que seja assim no Estado todo!

    Deputado Federal: João Paulo Tavares Papa (PSDB) – outro voto fácil. Até 2004, a cidade de Santos estava uma porcaria. O então prefeito Beto Mansur acabou com toda a diversão da cidade e não retribuiu nada em troca para o morador santista (só para alguns endinheirados, claro). Papa assumiu a prefeitura e transformou a “capital do litoral”: peitou motoristas preguiçosos e acabou com vagas de estacionamentos em excesso para construir ciclovias (e elas continuam sendo feitas pelo atual prefeito, Paulo Alexandre Barbosa, num claro sinal de continuidade do bom trabalho). Reformou as unidades de saúde dos bairros, deu toda a assistência às Sociedades de Melhoramentos dos bairros, achou um novo lugar para o desfile das escolas de samba, que estão voltando a ter a importância de sempre, limpou as praias, reformou escolas, enfim, se revirou para dar ao santista uma cidade digna. É um dos nomes, apesar de ser do atual partido que governa o estado há duas décadas, que podem cair nas graças de todo o estado em um futuro próximo. Capacidade ele tem. Humildade para ouvir a população, mais ainda. Um dos pouquíssimos nomes no cenário nacional a ter meu respeito.

    Deputado Estadual: Marcelo Del Bosco (PPS) – último voto a ser definido, vai pelo conjunto da obra – dele e de seu pai – importantíssimos para a cidade de Santos. Tem tudo para fazer carreira positiva no cenário estadual.

      1. Sem sombra de dúvidas entre os três ela é a mais merecedora. Espero, somente, que sua péssima política externa não nos faça, em uma inevitável III Guerra Mundial (mais dia, menos dia, virá), lutar a favor de Irã, Cuba e Coréia do Norte!

        O Lula colocou o Brasil em posição de neutralidade, nesses casos. Que se mantenha assim!!

  3. Moro em Santa Catarina e estes são os meus escolhidos::

    Presidente : Marina – 40
    Governador: Raimundo Colombo – 55
    Senador: Paulinho – 401
    Deputado Federal: Esperidião Amin – 1133
    Deputado Estadual: Ada de Luca – 15015

    1. Também moro em SC e votei:

      Presidente : Marina – 40
      Governador: Paulo Bauer – 45
      Senador: Paulinho – 401
      Deputado Federal: Esperidião Amin – 1133
      Deputado Estadual: João Amin – 11333

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