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Temos mais uma estréia ilustre no Ouro de Tolo. É a coluna “Toque de Letra”, assinada pelo compositor tetracampeão na Portela (2009/11/12/13) e integrante da ala de compositores da Portela Luiz Carlos Máximo, de quem tenho a honra de desfrutar da amizade.

A coluna será semanal, sem dia fixo. Máximo (comigo na foto acima) concedeu uma entrevista a este blog no final de 2011, que pode ser lida aqui neste link.

Na estreia, o novo colunista faz um pequeno balanço do carnaval que ora se findou.

O Acesso Sobrou

No último domingo foi definitivamente encerrado o carnaval de 2013, com a campeã Vila Isabel desfilando para o seu bairro. Foi bacana a comemoração do título com as calçadas musicais apinhadas de “compadres e comadres”. É sempre bonito de se ver a ocupação do espaço público por essa gente bronzeada, exercendo a carioquice em sua plenitude.

E o que falar deste carnaval na Sapucaí?

Bom, a bola dentro deste ano foi, sem dúvida, o preço cobrado pelos ingressos para o desfile do grupo de acesso, que possibilitou a presença do povão nas arquibancadas. Mesmo do alto, distante e sem espaço para o corpo responder aos ouvidos, o “público-personagem” deu alma ao espetáculo.

E por lá eu vi o saudoso negro Salgueiro, vermelho e dourado, com um samba muito bom e “despadronizado”. Sem cabotinismo, posso arriscar a dizer que o “Madureira sobe o Pelô” já traz conseqüências?

Era a Viradouro, mais salgueirense que o próprio homenageado. Com as transformações e descaracterizações das escolas de samba ao longo dos anos, as homenagens muitas vezes trazem o risco de constranger os homenageados.

A Portela, por exemplo. Foi homenageada neste ano com a reedição de dois sambaços. Na sexta, com a União do Parque do Curicica, e no sábado com a Tradição. Imaginem que mico seria se no domingo, no Especial, a Portela viesse com um samba mequetrefe. Mas, felizmente, na quarta-feira de cinzas trouxe na sacola a maior pontuação e tirou onda no quesito nos dois grupos.

Confesso que não curto reedições. Mas devo admitir que a Curicica (vídeo ao final do texto, sem narração) acertou no alvo. Acho que em virtude de reeditar um grande samba, porém pouco exaltado.

Pareceu nova a bela obra de autoria do Claudio Russo, Wilson Cruz e Zé Luiz. Eu que peguei o bonde e desfilei em 1994 na Vila Isabel só por causa do samba do André Diniz, Bombril e Bocão, passei a ter dúvidas em relação ao Estandarte de Ouro ganho pela escola do Seu China naquele ano. Depois da madrugada de sexta pra sábado, fiquei com a impressão que o samba portelense é mais samba.

E por falar em Madureira, o Império Serrano fez mais uma vez bater o coração da imensa legião de torcedores e simpatizantes, e arrancar o grito de campeã. Após o resultado, que mantém a escola de Silas de Oliveira no grupo de baixo, ouvi de muitos imperianos que mais uma vez faltou barracão. E faltou.

Mas o que eu mais senti falta no desfile da Serrinha imperial, foi de um dos seus mais tradicionais atributos: o samba. Que se fez presente no cortejo do homônimo tijucano. Deixando de lado o diminutivo carinhoso, o Império da Tijuca “quizombou” bonito no enredo, no samba, nas alegorias, nas fantasias e no canto do Pixulé, o melhor intérprete dos quatro dias. Sobrou. Como sobrou em emoção o desfile do grupo A em relação ao Especial. E se não fosse a verde e rosa sobraria ainda mais…

[N.do.E.: sempre fui um dos maiores defensores deste samba da Portela de 1994. Espero que o sucesso da reedição o “reabilite” na quadra da Águia.]

4 Replies to “Toque de Letra – “O Acesso Sobrou””

  1. Seja bem vindo, Máximo! Sem dúvidas o “Madureira sobe o pelô” trouxe novidades duradouras, venho cantando essa bola desde a divulgação dos sambas concorrentes.
    E concordo quanto ao samba de 94 da Portela. Acho que ele tem 2 problenas na quadra: seu autor e quadro político da época. Para piorar ele ocorreu exatamente no ano anterior do desfile que embala o sonho dos portelenses de hoje, o “Gosto que me enrosco” de 95.

    1. Bem lembrado, Rafic. Existe uma aura de ‘fracasso’sobre este desfile e samba de 94 – até por ter ficado atrás da Tradição.

      Mas acho que após esta reedição ele será cantado novamente

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