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Neste sábado, a coluna “A Médica e a Jornalista”, assinada pela Anna Barros, fala de uma doença pouco falada mas que exige cuidados: a coqueluche.

Uma doença silenciosa: a coqueluche

O tema da coluna deste sábado é a coqueluche, porque houve uma epidemia em São Paulo em 2010 e esse ano, em fevereiro, no sul do Espírito Santo. Não bastassem dengue e gripe suína, temos a coqueluche, uma virose comum da infância que acomete adultos e pode trazer complicações sérias – tanto respiratórias como neurológicas.

A coqueluche, também conhecida pelos nomes de tosse comprida e tosse com guincho é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório cujas complicações – convulsões, pneumonias e encefalopatias – podem levar o indivíduo a óbito. Daí a importância extrema do diagnóstico preciso que pode se confundir com estado gripal, pneumonia e sinusite.

Causada pelas ‘Bordetella pertussis’ é disseminada por meio de gotículas das vias respiratórias e aerossóis de saliva e, no organismo, agride os tecidos da mucosa. Seu período de incubação varia entre cinco e vinte e um dias.

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e consistem em tosse, coriza, febre e olhos irritados: pertencentes ao denominado estágio catarral. O próximo estágio, paroxístico, se desenvolve cerca de duas semanas após o primeiro estágio e tem como característica acessos de tosses. Estas podem estar acompanhadas de muco, e a ocorrência de vômito é possível.

Tais eventos duram alguns minutos, a cada crise, e impedem que o indivíduo respire até que terminem. No final, o fôlego é retomado, geralmente por um “guincho respiratório”. As crises tendem a ser mais frequentes no período noturno, mas também nas primeiras horas da manhã, ao final da madrugada. Cerca de seis semanas após o início do surgimento da doença, os sintomas começam a desaparecer, progressivamente, até seu término: o período até seu estágio final é denominado estágio de convalescença.

Essa doença bacteriana é mais grave quando acomete crianças com poucos meses de vida, já que a resistência dessas é menor e a falta de oxigênio momentânea pode afetar o organismo. Desta forma, em alguns casos, a internação é necessária. Ela atinge mais crianças de até dois anos de idade.

Para o diagnóstico adequado, a observação criteriosa do paciente e do que ele sente se faz necessária. Devem ser realizados exames de sangue e, em alguns casos, cultura das secreções a fim de identificar a presença da bactéria no organismo. No hemograma há a leucocitose com linfocitose, o VHS pode estar aumentado, mas o exame específico é a sorologia para coqueluche ou então na falta dele, a PCR para Bordetella pertussis, o agente etiológico da doença.

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e consiste basicamente no uso de antibióticos. A eritromicina é o antibiótico de escolha. Quanto à prevenção, o uso precoce da vacina é imprescindível. Em crianças, ela é distribuída gratuitamente em postos de saúde e é feita em três doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e dois reforços (aos 15 meses e aos 4 anos), mantendo a imunização por aproximadamente dez anos. Nos adultos ela só é administrada em clínica particular ao custo de 100 reais e deve ser administrada de 10 em 10 anos.

A coqueluche está de volta e deve-se prestar atenção nela no nosso meio. Por isso a vacinação é extremamente imprescindível, tanto em crianças como em adultos.