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Ainda como rescaldo dos livros lidos em minha última viagem a trabalho, temos aqui este “O Evangelho de Barrabás”, do já outras vezes resenhado aqui José Roberto Torero em parceria com Marcus Aurélio Pimenta.
O mote do livro é contar a história de Barrabás, que segundo a tradição da Bíblia teria sido o ladrão libertado pelos governantes da Judéia após a população o ter escolhido em comparação a Jesus Cristo. A tradição cristã indica que à época haveria um costume de se libertar um prisioneiro por ocasião da Páscoa, mas historicamente não há evidências desta prática.
Aliás, a própria existência de Barrabás é considerada duvidosa pelos estudos históricos mais recentes, baseados no Novo Testamento e no Talmud, livro sagrado judeu.
Bom, mas este “O Evangelho de Barrabás”, escrito pelos ateus Torero e Pimenta, parte dos registros escassos sobre a figura para construir uma sátira sensacional calcada na figura de Barrabás.
Os autores reproduzem a história de Barrabás dando-lhe uma biografia. Nasceu fecundado pelo Altíssimo, e no caminho para o parto encontrou-se com os pais de Jesus Cristo – embora seu pai achasse que tinha sido mesmo é enganado pela esposa, ambos também José e Maria.
Seus pais foram assassinados e crucificados em uma vingança perpetrada pelos romanos após a humilhação de um de seus soldados pela gente da cidade. Barrabás se salva milagrosamente e vaga sem rumo por quarenta dias, até encontrar o bando de Atronges, formado de doze homens fugitivos.
Atronges era um agricultor de olivais que, certo dia, cozinhou cobradores de impostos em azeite fervente. Obviamente, foi perseguido e sua mulher morta no episódio de vingança, mas ele conseguiu se esconder com sua filha no deserto. Aos poucos foram se juntando a ele fugitivos por diversos motivos – e as histórias contadas sobre os componentes do grupo são engraçadíssimas – e aí formou-se uma malta de assaltantes e coisas afins.

Barrabás se junta ao grupo ainda moleque, cresce com os integrantes do grupo e se enamora pela filha de Atronges, Maria Madalena. Exatamente quem o leitor está pensando.

Uma das discíupulas mais fiéis de Jesus Cristo, a antes prostituta Maria Madalena – que depois se tornaria santa – no livro é filha de Atronges e se torna namorada de Barrabás. Posteriormente passa a ser uma fanática religiosa, seguindo sempre o profeta “da moda”. Mas sem esquecer Barrabás.

Barrabás no livro é traído por Atronges e acaba preso, onde divide cela com o apóstolo João Batista – que ganha fama de pregador chato… Se livra e após uma série de percalços reencontra seu protetor – e Maria Madalena.

Barrabás começa a “fazer milagres” confiando no poder do barro. A célebre cena da disputa entre ele e Jesus Cristo é reproduzida de forma impagável no livro. Depois ele convoca as pessoas para um anfiteatro e “prova” – com a ajuda de um anão e vinho – que pode ressuscitar.

Não contarei o final do livro, mas ele me dá a impressão de fazer uma espécie de “libelo” anti religioso. Talvez seja a parte mais séria da história.

Milagres como os do pão, do vinho e do cego também são retratados com humor. Sei que perdi algumas piadas pelo fato de não conhecer praticamente nada da Bíblia, mas assim mesmo me diverti bastante. É garantia de boas risadas.

“O Evangelho de Barrabás” pode ser comprado na Livraria da Travessa, a R$ 31. Leitura divertida, que talvez cause constrangimento em cristãos mais ferrenhos, mas texto inteligente e que entrete.

Recomendo.

One Reply to “Resenha Literária – "O Evangelho de Barrabás"”

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