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Findos os Jogos Olímpicos e se iniciando amanhã os Paralímpicos, hora de falar um pouco sobre uma outra competição que ocorre paralelamente: as disputas de samba e as finais que já se iniciaram.

Escrevi anteriormente sobre o assunto no dia 19 de julho, abordando as safras que haviam sido lançadas até aquele momento. Como havia previsto ano passado, a Rio 2016 acabou dispersando tanto as entregas dos sambas quanto as finais propriamente ditas, a ponto de já termos escolas do Especial que já fizeram final (Grande Rio) e outra que somente ontem recebeu os sambas (Vila Isabel).

Além disso escolas como a Portela e a União da Ilha, por exemplo, optaram por disputas mais curtas este ano, o que é salutar no sentido de diminuir os custos astronômicos das disputas. Estes custos trouxeram para 2017 a junção de parcerias tradicionais em diversas escolas, o que acabou diminuindo o número de sambas concorrentes, em média.

No Grupo Especial a única escola a alcançar 30 sambas inscritos em seu concurso – embora 29 tenham participado efetivamente da disputa – foi a Portela. Salgueiro, Grande Rio, Beija Flor e Mangueira na casa das vinte; as demais, menos. No Acesso nenhuma escola ultrapassou as 20 composições em sua disputa, e somente Império da Tijuca e Império Serrano tiveram mais que dez.

Esta diminuição do número de concorrentes deixa claro que os custos estão ficando proibitivos e que a “bolha financeira” que os concursos vivem atualmente está próxima de se esgotar. Em um primeiro momento a fusão de parcerias tem sido uma resposta a estas exigências cada vez mais altas, mas isto tem um limite bem determinado.

Aliás, não vi isso em nenhum espaço da mídia especializada, mas há rumores de que a Unidos da Tijuca mandou voltar para ajustes a sua safra inteira. Faço o registro, embora ali me pareça ser muito mais questão de uma sinopse bastante confusa – como já abordado pelo colunista Rafael Rafic aqui – que dos sambas.

No Grupo de Acesso tivemos casos como o da Santa Cruz com três inscritos e a Curicica com quatro. Pessoalmente, até olhando pelo viés da administração da escola seria muito mais interessante fazer o que a Renascer fez: encomendar o samba. Mas enfim, cada cabeça uma sentença…

Na Santa Cruz, inclusive, temos o samba da parceria de Cláudio Russo e outros dois que claramente me parecem estar ali para fazer número, porque estão muito abaixo do citado.

No momento em que escrevo cinco escolas do Acesso e uma do Especial escolheram seus sambas. Até a segunda feira que vem todas as escolas do Acesso terão escolhido seus sambas oficiais, com três finais a meu juízo bastante interessantes: a Cubango hoje e sexta feira Unidos de Padre Miguel e Estácio de Sá.

Das agremiações que escolheram seus sambas até agora, confesso que nenhuma das opções me agradou até agora. É lógico que tenho de ressalvar o fato de não ter acompanhado detidamente a disputa na quadra e isto faz bastante diferença; mas nenhum dos escolhidos é daquelas composições que irão marcar o carnaval ou mesmo o desfile em seus grupos.

Também há que se ressalvar que a União do Parque Curicica juntou dois de seus sambas concorrentes (acima).

Nas demais escolas que já tem seus hinos para 2017, em nenhuma delas ganhou o meu favorito, mas também não há nenhum derrotado que seja daqueles sambaços que faça a gente lamentar até depois do carnaval. Vale observar a escolha da Acadêmicos do Sossego, que escolheu uma composição bastante ousada – em forma de diálogo – para a abertura dos desfiles oficiais na sexta feira de carnaval.

Das finais restantes, destaco estas três acima por fatores diversos: a Cubango porque tem um samba muito superior aos demais finalistas e que se não for o vencedor vai fazer muita gente no meio – inclusive eu – lamentar. A composição da parceria de Gabriel Martins (acima) vem sendo avaliada pelos especialistas como uma das candidatas a todos os prêmios de carnaval se vencer a disputa interna.

Na Estácio de Sá vale observar se a composição do filho do homenageado no enredo, Daniel Gonzaga, terá algum favoritismo por conta disso. É um bom samba e se for o vencedor não será nenhum absurdo, embora minha preferência lá seja a parceria de Wilsinho Paz.

E chegamos àquela que a meu ver é a disputa mais interessante do Grupo de Acesso: a Unidos de Padre Miguel. Enredo afro – que normalmente sempre resulta em ótimas composições – mas com uma safra muito enxuta, apenas seis sambas.

Por que é interessante, então?

Porque, como falei no artigo anterior, saíram três sambaços, e estes são os finalistas. As composições das parcerias lideradas por Dudu Nobre, D´Vincci e Samir Trindade venceriam provavelmente qualquer outra disputa neste grupo; mas, como concorrem entre si, somente uma será a vencedora – e, seja quem for, será ao lado da Cubango (e, acredito eu, da encomenda da Renascer) a grande favorita aos prêmios da mídia especializada.

https://www.youtube.com/watch?v=B0sMjNyU77k

Para a diretoria da escola, é um “bom” problema: como os três vieram à final, qualquer um que for escolhido será uma boa escolha. Por outro lado, dois sambaços cairão no limbo. Para meu gosto pessoal, o samba da parceria do Dudu Nobre está ligeiramente abaixo dos outros dois; e aí cai no gosto pessoal e no que a Direção de Carnaval pensa para o desfile – e qual dos dois restantes se adaptaria mais.

https://www.youtube.com/watch?v=Q96-5qNpEYE

Se eu tivesse poder de escolha, escolheria a parceria de D´Vinci, mas se vencer a parceria de Samir Trindade também será uma bela opção. Como escrevi acima, a escola não tem como errar. O samba da parceria de D´Vinci tem um verso que é extremamente simples mas que eu considero muito, muito forte: “sem folhas não existe Orixás”.

No Grupo Especial, fazendo a ressalva que não ouvi os sambas da Vila Isabel ainda (os especialistas estão elogiando muito o samba do gênio André Diniz) e que não farei comentários sobre a Portela dada a posição que ocupo na escola, para mim o grande samba concorrente até agora é o da parceria de Claudemir na Beija Flor – abaixo. Com as ressalvas anteriores feitas, é o único samba que me dá vontade de apertar o “repeat” sem parar.

Especialistas como o pesquisador Luiz Antônio Simas tem elogiado muito a composição da parceria liderada por Altay Veloso na Mocidade, mas eu pessoalmente achei bem superestimado o samba. É uma boa composição, de um enredo ingrato, e que se for escolhida fará um ótimo papel; mas me parecem bem exagerados os elogios que tenho lido sobre ele.

Finalizando, coloco aqui meus favoritos nas escolas do Grupo de Acesso que ainda irão escolher seus sambas. Não são os que acho que irão ganhar, apenas os que mais gostei em cada agremiação.

  • Cubango – Gabriel Martins;
  • Império da Tijuca – Gilmar Silva;
  • Santa Cruz – Cláudio Russo;
  • Estácio – Wilsinho Paz;
  • Unidos de Padre Miguel – D´Vincci ou Samir;
  • Viradouro – uma safra onde não gostei de nenhum samba. Passo;
  • Inocentes – idem;
  • Império Serrano – Lucas Donato (mas meu favorito lá caiu faz tempo);

Finalizando, penso que o Grupo de Acesso poderá ter uma safra bastante razoável, com pelo menos dois ou três grandes sambas, um que é total incógnita a meu ver (Sossego) e mais uns quatro bem agradáveis. No Especial precisaremos ver o desenrolar das disputas, mas o quadro pode ser algo semelhante.

Imagem: G1

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4 Replies to “E começam a se definir os sambas de 2017”

    1. Rodrigo, obrigado pela informação. A escola fica bem distante do Centro e sequer assessoria de imprensa tem, então é até natural que as notícias cheguem de forma incompleta.

      Boa sorte na final

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