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Fechou na última quinta-feira no Brasil a janela de transferências internacionais. Dessa forma, os clubes brasileiros não podem contratar mais jogadores que estavam em qualquer país do exterior. A única exceção é caso o jogador tenha rompido o vínculo com seu clube estrangeiro antes do fechamento da janela. Nesse caso, o jogador é considerado livre e pode assinar e acertar as últimas pendências com o novo clube sem maior pressa.

O fechamento dessa janela é apenas para a chegada de novos atletas vindo do exterior. A janela de saída para os principais mercados europeus ainda está aberta; ou seja, até o fim de agosto, os clubes brasileiros ainda devem perder muitos de seus talentos para outros mercados.

Mas o fechamento da janela de transferências internacionais não significa, por exemplo, que os clubes daqui estão proibidos de contratar. Pelo contrário. As equipes brasileiras podem continuar se reforçando com os jogadores que atuam no país desde que respeitem algumas regras das competições em que disputam. Por exemplo, um atleta não pode disputar a Copa do Brasil por duas equipes diferentes. Aliás, o torneio mata-mata teve as inscrições encerradas no dia 24 de abril.

Já no Brasileiro a regra até permite que um jogador atue por duas equipes desde que ele não complete 7 jogos por uma delas. Se fizer, o atleta só vai poder jogar em outra divisão (casos de Leandro Damião e Camilo, por exemplo, que completaram os 7 jogos na série A e acertaram com o Internacional). O prazo final para inscrições de atleta do Brasileirão é mais longo: vai até o dia 8 de setembro.

Com as regras explicadas, podemos voltar a falar da janela de transferências. Fiz um breve levantamento dos jogadores que foram contratados pelas equipes brasileiras (série A mais o Inter) nesse período, a saber:

Atlético-MG: Roger Bernardo (volante do Ingolstadt, da Alemanha)

Atlético-PR: Esteban Pávez (volante do Colo Colo, do Chile) e Ribamar (atacante do 1860 Munique, da Alemanha)

Avaí: Maurinho (atacante do FC Seoul, da Coreia do Sul)

Botafogo: Leonardo Valencia (do Palestino, do Chile)

Chapecoense: Cristian Penilla (atacante do Monarcas Morelia, do México) e Fernando Guerrero (atacante da LDU)

Coritiba: Keirrison (atacante do Arouca, de Portugal) e Baumjohann (meia do Hertha Berlim, da Alemanha)

Cruzeiro: Digão (zagueiro do Al Sharjah, dos Emirados Árabes) e Messidoro (atacante do Boca Juniors, da Argentina)

Flamengo: Diego Alves (goleiro do Valencia, da Espanha), Rhodolfo (zagueiro do Besiktas, da Turquia), Éverton Ribeiro (meia do Al-Ahli, dos Emirados Árabes) e Geuvânio (atacante do Tianjin Quanjian, da China),

Grêmio: Paulo Victor (goleiro do Gaziantepspor, da Turquia) e Michael Arroyo (meia do América, do México)

Palmeiras: Bruno Henrique (volante do Palermo, da Itália) e Deyverson (atacante do Alavés, da Espanha)

Ponte Preta: Jean Patrick (lateral do Albirex Niigata, do Japão) e Luis Ali (atacante do San José, da Bolívia

Santos: Nilmar (atacante do Al-Nasr, dos Emirados Árabes) e Matheus Jesus (volante do Estoril, de Portugal)

São Paulo: Aderlan (zagueiro do Valencia, da Espanha), Petros (volante do Betis, da Espanha), Arboleda (zagueiro do Universidad de Quito, do Equador), Jonathan Gomez (meia do Santa Fé, da Colômbia), Hernanes (meia do Hebei Fortune, da China), Marcos Guilherme (atacante do Dínamo Zagreb, da Croácia) e Denilson (atacante do Granada, da Espanha)

Vasco: Anderson Martins (zagueiro do El Jaish, do Catar), Ramon (lateral do Antalyaspor, da Turquia) e Andrés Ríos (atacante do Defensa y Justicia, da Argentina)

Vitória: Wallace Reis (zagueiro do Gaziantepspor, da Turquia) e Tréllez (atacante do Deportivo Pasto, da Colômbia)

Os clubes que mais contrataram foram São Paulo e Flamengo. Claro que nem sempre quantidade significa qualidade. Mas os dois contrataram bem também. A meu ver, o Flamengo foi o que melhor aproveitou essa janela. Reforçou posições carentes como a zaga (Rhodolfo) e o gol (Diego Alves) e aumentou ainda mais a qualidade do seu sistema ofensivo com peças como Éverton Ribeiro e Geuvânio. Torcedor nenhum do rubro-negro pode se queixar do elenco.

Caberá agora a Zé Ricardo entrosar e arrumar esse time. Como contratou jogadores renomados, a exigência será maior. O treinador do Flamengo vai precisar administrar egos também. Uma tarefa nada fácil para um técnico que já é bastante criticado pela torcida. Os torcedores vão precisar ter paciência.

Já o São Paulo também contratou bem, mas teve um problema grave: perdeu muitos jogadores. As contratações foram, em parte, para suprir as perdas. E olha que ainda pode perder mais (Rodrigo Caio tem proposta do Zenit, da Rússia). O Tricolor Paulista vendeu o zagueiro Maicon para o Galatasaray e Luiz Araújo e Thiago Mendes para o Lille, da França. Em compensação, o cofre do clube ficou mais cheio: R$ 109 milhões só em vendas.

Em relação à nacionalidade dos contratados, a grande maioria foi de brasileiros (23), contra quatro equatorianos, três argentinos, dois chilenos, um boliviano, um colombiano e, acredite, até um alemão (o meia Baumjohann contratado pelo Coritiba junto ao Hertha de Berlim).

Quanto ao continente dos clubes de onde vieram essas contratações, dá para perceber que o mercado brasileiro ainda olha pouco para seus vizinhos da América do Sul (nove contratações) contra 16 da Europa (colocando os que atuam na Turquia). Ainda há oito que vieram da Ásia (sem considerar a Turquia; se acrescentarmos esse país, o número sobe para 12). A América do Norte contribuiu com dois representantes.

O ataque foi a posição preferida dessa janela de transferência: 13 contratações são para esse setor, que é seguido de perto pelos atletas que atuam no meio de campo (12) com ainda seis zagueiros, dois goleiros e dois laterais.

Nessa janela, a média de idade das contratações foi de 27 anos. O mais jovem é o argentino Messidoro, que já vai para o seu terceiro clube na carreira. E o mais velho, o atacante Nilmar com 33.

Imagens: Gilvan de Souza/Flamengo,  Rubens Chiri/Saopaulofc.net

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