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Dando sequência à nossa série, hoje falo um pouco das opções de alimentação na cidade e nos parques. Orlando tem fama de ser uma cidade na qual se come muito mal, mas fiquei até surpreso em ver que, sim, há boas opções de alimentação tanto dentro como fora dos parques.

Obviamente, o forte são as frituras, como hambúrgueres, o quase onipresente peito de frango empanado e frito e o macarrão com queijo, este mais presente nos chamados “menus infantis” – mas que pretendo aprender a fazer aqui no Brasil. Mas acabei descobrindo opções muito boas em refeições durante a estadia.

20150224_190231Começo falando do restaurante temático da NBA, o NBA City, que fica na chamada “City Walk” dos parques da Universal. Na frente, há a estátua de um jogador – que, em minha ignorância, não consegui reconhecer – e dentro há algumas fotos e “memorabilia” do esporte. Há também uma loja de produtos oficiais dos times, mas confesso que esperava mais tanto desta parte de memória como da loja em si.

Dentro do restaurante, há chopes especiais – e você pode pedir em uma tulipa de souvenir que acende luzes, como se vê na foto – mas o atendimento é bem desleixado, inclusive tendo nos omitido a opção do cardápio infantil.

O cardápio esconde algumas “pegadinhas”: pedimos uma lasanha e veio, além da própria, um outro prato de massa junto. Eu comi um sanduíche que estava bem razoável – e as porções são bem fartas, dá perfeitamente para dividir por duas pessoas.20150224_201413

Recomendo a visita, mas se apenas o leitor for fã da NBA como eu. Nem posso avaliar o custo pois poderia ter sido menor não fossem as “pegadinhas” descritas no parágrafo anterior. Na mesma City Walk há o restaurante temático da Nascar e o Bubba Shrimp, mas não consegui ir a nenhum dos dois.

A International Drive tem algumas boas opções de restaurantes. Praticamente em frente ao meu hotel havia um restaurante da cadeia Applebee´s, no qual inclusive foi minha primeira refeição em terras estadunidenses. Nada muito diferente do que vemos aqui no Brasil, apenas a um preço mais acessível – e com chope Samuel Adams.

Em frente ao hotel, também, ficou a maior “roubada” da viagem, um tal de Ponderosa. Atendimento confuso, comida cara e sem gosto de nada e ambiente bem estranho. A experiência gerou até uma paródia de uma canção do Latino, feita por mim e pela minha filha mais nova:

“Ponderosa, comida ruim
Ponderosa, o lixo do jardim
Um bando de otário, brasileiro de montão
Todos em busca de um punhado de feijão…
Ponderooosa…”

20150309_230923Por outro lado, também na International Drive fica uma das unidades do restaurante Red Lobster, especializado em frutos do mar. E valeu muito a pena – é um restaurante que o leitor não pode deixar de ir.

Pedi uma refeição com lagosta, camarão empanado, camarão em um molho amanteigado, batatas grelhadas e um arroz asiático que estava muito, mas muito gostoso (foto ao alto do post). Minha esposa comeu um igual, bebemos chopes Samuel Adams, minhas filhas comeram o prato infantil e a conta, já com a tip (gorjeta), não bateu nos 100 dólares. A mesma refeição em qualquer restaurante aqui do Rio de Janeiro, sem a mesma qualidade, não sairia por menos de 400 reais, sem a gorjeta, o que mostra como é caro se comer frutos do mar por aqui.

A tip (gorjeta), normalmente é de 15 a 18% e é paga à parte da conta, em espécie. Não vem incluída, no máximo no papel vem a sugestão dos valores.

20150305_131201Nos parques, normalmente não se almoça para não se perder tempo nas atrações, mas em três dos dias nos parques da Disney eu tinha almoços marcados dentro do plano de refeições que contratei junto à hospedagem da segunda parte da viagem – falarei sobre isso nos artigos sobre a Disney. E foram ótimas experiências.

Dentro do Hollywood Studios, o restaurante “Mama Melrose´s”, especializado em comida italiana, merece uma visita atenta. A decoração é baseada nas “cantinas” italianas, com fotos de artistas decorando as paredes. O restaurante tem uma boa carta de cervejas (falarei no post específico) e somente o pão francês quentinho servido como entrada já valeria uma visita. Comi uma massa aos frutos do mar – com direito a vôngoli, ao lado – que decididamente ficou na memória, muito saborosa.

20150306_130101O “Yak e Yeti”, no Animal Kingdom, é especializado em comida asiática. São pratos bem temperados, mas sem exagero – recomendo o yakisoba. Em sua decoração ficam duas “estátuas” que me lembraram bastante os orixás dos cultos afro-brasileiros, o que até é curioso levando-se em conta as diferenças entre as culturas.

20150307_144417No Epcot Center tivemos o “Almoço com as Princesas”, no restaurante localizado no pavilhão da Noruega. As princesas passam pelas mesas e tiram fotos com as crianças, e até com os adultos – como se pode ver na foto ao lado, onde estou ao lado de uma Ariel bastante “plastificada”, digamos. Na entrada há uma princesa – no dia era a Bela, que falava português fluentemente e sem sotaque, com toda a pinta de ser brasileira – que tira fotos com as crianças, também.

Almocei um sanduíche de rosbife (abaixo) que estava interessante, mas o forte é a mesa de entradas, com salmão cru, bacalhau e arenque defumados, camarões, queijos nórdicos e pães típicos. Por si só já é uma refeição.

20150307_144703Também jantei no Castelo da Cinderela, na última noite. É cobrado à parte e, noves fora a demora, jantei um filé muito gostoso. Uma curiosidade é que por algum motivo insondável não se vendem bebidas alcoólicas dentro do Magic Kingdom; nem nos quiosques, nem nos restaurantes – à exceção, soube depois, do restaurante temático da fábula “A Bela e a Fera”. É o único parque em que isto ocorre. Outro ponto a se atentar é que o ponto das carnes, inclusive o camarão, não é muito passado. Para mim é ótimo, mas o paladar brasileiro em geral pode estranhar.

20150224_192626Nos parques em si há muita variedade de lanches rápidos, dentro do que conhecemos como cultura americana: cachorros quentes, pipoca, hambúrgueres, churros e as “turkeys legs” a que me referi em artigo anterior. Cerveja e refrigerante também, sempre de meio litro para cima, muitas vezes em refil para este último caso. Com 10 dólares se consegue comer um cachorro quente e um refrigerante.

Ainda há as pizzas, que, mesmo a menos aprazível, é melhor que praticamente todas a que encontramos aqui no Rio de Janeiro. Mesmo no restaurante do hotel do complexo Disney, que tinha uma comida apenas razoável e não muito saborosa, a pizza é bem gostosa.

Outro lugar com bons restaurantes é o Downtown Disney. Jantei no Rainforest Café, cujo ambiente simula se estar dentro de uma floresta – no início se leva alguns sustos mas depois se percebe que é como estar em uma alegoria de escola de samba. Vale destacar que o copo de souvenir de cerveja é de vidro, ao contrário dos demais, e você pode levar para o hotel – restrito a uma unidade por pessoa.

20150303_214144No outro dia em que estive no Downtown Disney almocei no Raglan, o pub inglês do local. Sobre as cervejas falarei em artigo específico, mas o pub serve um legítimo “fish and chips”, em porção que não é pequena, a um preço bem razoável – 10 dólares mais as taxas. O Downtown Disney tem uma filial do Planet Hollywood e outros restaurantes também, inclusive um dedicado aos dinossauros, o T-Rex.

Em resumo, Orlando tem bons lugares para se sair do esquemão americano de pipoca, cachorro quente, pizza e hambúrguer. Mesmo nos parques há ótimas opções, embora tenha voltado sete quilos mais magro ao Rio – reflexo das imensas caminhadas nos parques somadas ao fato de que em vários dias praticamente só belisquei durante o dia, optando apenas por jantar decentemente.

Uma curiosidade que acabei me esquecendo no post sobre as compras: ao contrário do Brasil, em 99,9% dos lugares o pagamento com cartão de crédito não exige a colocação de senha. É passar o cartão e realizar uma assinatura com caneta eletrônica, que aceita qualquer rabisco. O nível de segurança é bem menor que o brasileiro.

Finalizando a série, cinco posts sobre os parques da Disney e, para encerrar, um dedicado às cervejas. Até lá.

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