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Dando sequência à série sobre minha viagem a New York, hoje trago um pouco do que vi em termos de cervejas e cervejarias. Os Estados Unidos são hoje um dos grandes centros cervejeiros mundiais, estando na vanguarda em termos de qualidade e de novos estilos e leituras. Acabei bebendo menos que imaginava, mas ainda assim consegui ter uma boa ideia do panorama local.

Também se percebe que nós brasileiros estamos pelo menos uns 30 anos atrasados na cena cervejeira em relação aos americanos. Como citei “en passant” no post sobre a NFL, até em arenas esportivas há diversas opções de cervejas de alta qualidade – ou ainda na farmácia ao lado do hotel.

Divido o post em cinco partes, por ordem cronológica: Eataly Birreria, Stout, Brooklyn Brewery, Torst e Rattle N Hum.

Eataly Birreria

20131105_131549O Eataly já era um dos restaurantes/cervejarias dos quais pretendia visitar ao montar meu roteiro ainda aqui no Brasil. Ele é enfocado em um dos episódios da série “Mestres Cervejeiros”, que tem como protagonista o dono da cervejaria DogFish Head, Sam Calagione.

O restaurante fica no décimo quarto andar de um prédio na Quinta Avenida, que é um misto de mercado e restaurantes. É uma parceria de Sam Calagione com Teo Mussi, mestre cervejeiro e dono da badalada cervejaria italiana Baladin. Nele há uma fábrica que produz três chopes, denominados “cask conditioned ales”, além de outros chopes selecionados e cervejas em garrafa.

20131105_120256Bebi duas das três cervejas fabricadas no bar, a Gina (foto, pale ale com especiarias) e a Wanda (uma Mild Ale com ingredientes italianos). Gostei mais da primeira que da segunda, um tanto extrema para meu gosto. Vale lembrar que as produções da casa são servidas quase à temperatura ambiente, o que naquele dia cinzento significava algo em torno de 10 graus.

Aproveitei para degustar também a famosa DogFish Head 60 Minutes (abaixo), virtualmente impossível de ser encontrada no Brasil. Ela leva este nome por passar 60 minutos recebendo infusão contínua de lúpulo em um aparelho desenvolvido pela cervejaria para este fim. E a 6 dólares, gelada, o que mostra como as cervejas brasileiras (tanto nacionais como importadas) estão caras. A “60 Minutes” pode ser considerada o “estado da arte” em seu estilo, o cultuado – por mim e pelos americanos – IPA (India Pale Ale).

20131105_123542Almocei um frango grelhado com um purê de batata (um pouco diferente do brasileiro) que estava bem gostoso. Ainda tirei algumas fotos da fábrica (abaixo) e no mercado que fica no térreo comprei algumas DogFish Head para trazer na mala – com direito à “60 Minutes” a 1,99 dólar. Entre elas a “75 Minutes”, um blend da “60” e da “90”, que, quando bebida no Rio de Janeiro, proporcionou um prazer na degustação bastante grande.

Vale destacar a gentileza da atendente, que quando percebeu que eu era um “beer hunter” brasileiro me trouxe meio cálice de outro chope da DogFish para experimentar, sem custo. Foi minha primeira refeição em terras americanas e já abrindo em alto estilo. Sem contar o custo, que levando-se em conta que tanto eu como minha esposa bebemos chopes especiais saiu no nível de restaurantes medianos do Rio de Janeiro.

20131105_131609Stout

Este bar fica próximo do Madison Square Garden e, como o nome indica, seria especializado em cervejas e chopes deste estilo. Entretanto, me decepcionei, pois no dia em que estive lá havia somente Guiness em chope (draft) neste estilo. E mesmo as opções em garrafa não eram muito diferentes do que se encontra normalmente aqui no Brasil.

Fui após o jogo de hóquei a que assisti e é uma espécie de “pós jogo” para os torcedores da equipe, além de ser um “point” de azaração. Bebi dois chopes no estilo IPA, o “Heavy Handed IPA” (abaixo) e o “Racer 5 IPA”, além de comer um hambúrguer com batatas fritas que estava bem gostoso. Repetiu-se algo que é praxe em bares cervejeiros: os garçons trazem água o tempo inteiro à mesa, de cortesia. Seria algo que os bares brasileiros poderiam adotar, até porque hidrata e aumenta o consumo de cervejas.

20131106_223524Brooklyn Brewery

O sábado da viagem foi dedicado à cerveja por inteiro. A primeira parada foi na fábrica da Brooklyn, outra programação que já havia estabelecido antes de sair do Rio de Janeiro. A ideia era acompanhar a visitação gratuita e beber “na fonte” algumas das cervejas da fábrica americana.

Neste dia tivemos a companhia do amigo Marcelo Barreto e sua esposa Pâmela, brasileiros que vivem em New Jersey. O curioso é que eles não conheciam a cervejaria, embora morem bem mais perto que eu (risos).

20131109_121646A cervejaria fica em uma região que lembra um pouco a área portuária aqui no Rio, em uma zona mais industrial da cidade. Aos sábados a visitação é gratuita, começando às 13 horas e se repetindo de hora em hora. Quando chegamos à portaria (acima), não havia fila, mas quando fomos embora a fila para entrar se estendia até a esquina.

Quando se entra compra-se um conjunto de cinco fichas por 20 dólares, que funcionam da seguinte forma: alguns chopes requerem 1 ficha, outros duas e há três cervejas que se paga com três fichas, mas se pode levar o copo para casa. Como minha esposa bebeu apenas um chope (uma season de baixo teor alcoólico), na prática fiquei com nove fichas para desfrutar.

20131109_130826Confesso que esperava mais da visita: ela se resume a passar por parte dos fermentadores e das máquinas de envasamento, além de uma palestra (foto acima). O inglês do palestrante era bem acessível, de forma que consegui entender boa parte da explicação. Infelizmente a foto que tirei ficou ruim, mas o quadro usado para mostrar os dias sem acidentes de trabalho é hilário.

Também vimos (abaixo, com o Marcelo na foto) os barris de uísque utilizados para maturar uma imperial stout, a “Dark & Twisted”, que experimentei naquela tarde – belo exemplar.

20131109_133342Na volta passei na lojinha e comprei camisetas, um boné e um livro com a história da cervejaria, além de uma garrafa da “Greenmarket Wheat”, não disponível fora de New York. Ainda ganhei porta latas e bolachas.

Bebi quatro cervejas: a Blast, imperial IPA somente disponível lá (e ótima cerveja), a IPA básica deles, a imperial stout já citada e a Local One, com direito a trazer o copo (que comemora o 25º aniversário da cervejaria) para o Brasil. Especialmente no caso da IPA fica patente a diferença de se beber uma cerveja na fonte e depois de importada para o Brasil: o frescor e a intensidade, em especial dos lúpulos, são muito maiores.

20131109_135853Vale muito a pena a visita à cervejaria, ainda que seja apenas para beber os chopes que somente se encontram por lá. Para quem gosta de cerveja, e mesmo quem não gosta, é a oportunidade de ampliar conhecimentos e conhecer um pouco mais da cultura cervejeira.

20131109_130218Torst

Após a visita à Brooklyn, partimos para o Torst, bar que pertence à cervejaria Ewil Twin e que fica a pouco mais de um quilômetro da fábrica da Brooklyn. Mesmo tendo o mapa em mãos foi um pouco difícil achar o bar, porque olhando do lado de fora nada indicaria que houvesse algo parecido ali.

Entrando, o ambiente me lembrou bastante o Lagoon, brew bar que visitei em Porto Alegre em 2012. A visão das torneiras de chope é sem dúvida alguma bastante inspiradora, e são servidos em três tamanhos possíveis. O ambiente é rústico, o espaço não é muito grande, o serviço não é exatamente rápido, mas as cervejas valem muito a pena.

20131109_152527Como o leitor pode ver pela foto acima, o bar não serve apenas chopes da Ewil Twin. Bebemos exemplares de diversas cervejarias americanas, como a DirtWolf (IPA da Victory Brewing), a MO da MaineBeer e a Oerbier da Brouwerij, entre outras. Além de chopes da própria como o Bikini – uma interessantíssima “session IPA” para se beber em grandes quantidades com apenas 2,7% de álcool – e o Falco, que é muito diferente do exemplar em garrafa que chega ao Brasil.

Por outro lado, a Firestone Walker que bebemos (abaixo) nos decepcionou um pouco. Mais uma vez, o custo para se beber estas cervejas ficou bem menor que no Brasil, uma constante na viagem. Não há muitas opções de comida, mas vale a tábua de queijos. Para quem gosta de cerveja, é um bar que vale bastante a pena.

20131109_172259Rattle N Hum

Embora este bar ficasse praticamente ao lado do meu hotel, deixei para visitá-lo na undécima hora. No último dia, já com checkout feito e aguardando o transfer para o aeroporto, finalmente fui a este ótimo centro de cerveja.

Uma curiosidade é que deve ter sido um dos únicos locais de New York onde estive que não tinha aquecimento. Ficamos em uma mesa ao fundo, abrigada do frio intenso naquele dia – onde chegou a nevar – mas em alguns momentos o casaco se fazia necessário.

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Mas valeu a pena. Uma ótima carta de chopes e algumas cervejas em garrafa, como a Firestone Walker Union Jack – que, como a que bebi no Torst, também me decepcionou. Por outro lado bebi aquela que ao lado da “60 Minutes” foi a melhor cerveja da viagem, o “The Immortal IPA”, da Elysian Brewing.

Ainda comprei uma camiseta do bar para levar de recordação ao Rio de Janeiro. O ambiente é voltado para esportes, com as televisões sempre ligadas em canais de esportes. Nos anúncios encontram-se convites para diversos eventos a ocorrer no bar.

20131112_154231Evidentemente não explorei todas as possibilidades, mas New York é uma ótima cidade para aqueles que gostam de uma boa cerveja. Praticamente todos os lugares tem bons exemplares, de modo que só se fica nas marcas de massa se quiser. Até no aeroporto, na volta para o Rio, se podia encontrar bons exemplares, como a foto abaixo comprova.

Também se pode perceber como as cervejas no Brasil são caras demais. Mas esta é outra história.

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3 Replies to “Impressões de New York – Cervejas e Cervejarias”

  1. Estou com inveja de você. Não porque você viajou para NY, nem porque você tomou nnnn garrafas de cerveja…estou com inveja, porque faço coleção de rótulos de cerveja e você esperdiçou um monte.
    Tenho algumas importadas, por conta de meu filho que está viajando de vez em quando e guarda para mim.
    Fora isso, nem as mesmas eu consigo com facilidade, porque moro numa cidade que não comercializa cervejas artesanais e nem diferentes da AMBEV. Mas, vou levando, arranjo uma aqui, outra ali, e consigo aumentar minha coleção.
    Parabéns, pela sua viagem e que você seja muito feliz nas próximas que fizer…e não esqueça de mim, aqui em Corumbá-MS.

    Iara

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