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Neste dia de Natal, em edição extraordinária, a coluna “História & Outros Assuntos”, do historiador Fabrício Gomes. Na verdade republico coluna da mesma data de 2009, que trata das pesquisas históricas sobre a verdadeira data de nascimento de Jesus Cristo.
Mas nossa coluna sobre História estará de volta em 2011, em janeiro cobrindo as férias do colunista Marcelo Einicker às quartas e a partir de fevereiro de forma definitiva, provavelmente de forma quinzenal aos domingos.
O Ouro de Tolo e seu autor e editor chefe aproveitam a data para desejar a leitores, colunistas e amigos Boas Festas e que o ano de 2011 seja nos doze meses do ano com o mesmo espírito que norteia a sociedade durante este dezembro: de solidariedade, de verdade, de bem e de belo. Com muita gratidão, todos os dias do ano.
Mas este Ouro de Tolo não para, ainda teremos muito o que mostrar aqui até o dia 31 de dezembro. Passemos ao texto:
“Estudos sobre o nascimento de Jesus Cristo”
E vem chegando o Natal…

Mais do que ser o período onde o comércio mais fatura no ano – e, para as crianças, a ansiedade pela chegada de Papai Noel em seu trenó, diretamente da Lapônia, com todos os presentes – é o período sagrado para as religiões cristãs, que representa o nascimento de Jesus Cristo.

Entretanto, devemos desejar um Feliz Natal ou um Feliz Aniversário para Jesus? Em 25 de dezembro comemora-se realmente o júbilo de Cristo?

É questão deveras polêmica, mas vou aqui expressar minha opinião sobre o fato, baseado em pesquisas históricas.

Jesus de Nazaré, Jesus Nazareno ou Jesus da Galiléia teria nascido em Belém com o nome de Yeshua ben(bar)-Yoseph, ou seja, Jesus filho de José.

O nascimento de Jesus é o episódio que aparentemente assinala o início da era cristã. No entanto, devido a um erro de cálculo, cometido no século 6 d.C. pelo monge Dionísio, o Pequeno, as duas datas não coincidem. Sabe-se hoje que Jesus nasceu antes do ano 1 – entre 8 e 6 a.C. Pode-se afirmar isso graças a uma passagem muito precisa do evangelho de Lucas. Segundo ele, o fato aconteceu na época do recenseamento ordenado pelo imperador romano César Augusto. Esse censo, o primeiro realizado na Palestina, tinha por objetivo regularizar a cobrança de impostos. E os historiadores estão de acordo em situá-lo no período que vai de 8 e 6 a.C.

Nesse triênio, o ano mais provável é 7 a.C, já que nele se deu um evento astronômico que poderia explicar uma outra passagem da narrativa evangélica: a “estrela” natalina mencionada por Mateus. Trata-se da conjunção dos planetas Júpiter e Saturno, que produziu no céu um ponto de brilho excepcional. Se o astro de Mateus foi mais do que um enfeite mitológico, ele deve corresponder a tal fenômeno, que certamente impressionou os astrônomos da época. Esses sábios, atraídos a Jerusalém pelo movimento aparente do ponto luminoso, seriam os “magos do Oriente”, de que fala o evangelista.

Com o recenseamento de Lucas e a “estrela” de Mateus, conseguimos chegar o mais perto possível do ano do nascimento. Entretanto, o mês e o dia continuam uma incógnita.

Mas cabe um exercício de raciocínio, ante a algumas pesquisas realizadas por historiadores. Vejamos:

Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para decidir em que data fixar este polêmico acontecimento. Decidiu-se então fixar no dia 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso.

Os Patriarcas e as superiores autoridades eclesiáticas, esporadicamente se reuniam em concílios para discutir e estabelecer as tradições, dogmas e liturgias a serem seguidas pela teologia cristã, assim como suas doutrinas.

Com o propósito de aproveitar muitas das antigas cerimônias místicas, os Patriarcas da Igreja copiaram dos templos do Egito e das doutrinas e práticas essênias e da Grande Fraternidade Branca, tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias. Se fez necessário então, para consolidar uma nova teologia e firmar algumas novas doutrinas, ignorar e pôr de lado muitos dos fatos que tornariam suas decisões inconsistentes.

O primeiro ponto a ser avaliado seria a contradição existente em um dos pontos do senso comum tradicional do nascimento de Jesus, onde é dito que ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Seria muito improvável que os pastores a que a Bíblia se refere, estivessem no campo cuidando de seus rebanhos no inverno. Nesta época do ano, afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época, os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento, quando era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio.

O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data, foi o conhecimento que através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.

Na Índia, este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.

Na China, também muitos séculos antes da Era Cristã, era celebrado o Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro, fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.

Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas. Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu a 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de Hércules.

Logo, a data de 25 de dezembro vem sendo considerada um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que realizava-se em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de Natalis Solis Invicti (Natalício do Invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.

Assim como ocorria na China, o Solstício de Inverno era comemorado entre os primitivos germânicos séculos antes do nascimento do Menino Jesus. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo Yule equivale ao francês Noel que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.

As antigas religiões pré cristãs européias comemoravam nessa data festivais de inverno (como o Alban Arthan, por exemplo) que comemoravam o renascimento do Sol. Os escandinavos, por exemplo reverenciavam Frey, deus da paz e prosperidade. Na Roma pagã, o período entre 17 e 25 de dezembro (solstício de inverno no hemisfério norte, chamado pelos romanos de Saturnália) eram dedicados a ritos de fertilidade (com relação à colheita) e ritos de adoração ao sol.

Como a Igreja não podia simplesmente proibir essa comemorações, tratou de incorporá-las ao seu calendário, fazendo do festival de inverno, o Natal (em nossa versão tropical, o verão).

O calendário judaico tem 13 meses. Maria teve uma gestação de três meses. Segundo evangelhos apócrifos, Maria engravidou no mês de nissan, primeiro mês do calendário judaico e teve Jesus três meses depois. Jesus por esses evangelhos teria nascido no nosso atual abril.

De acordo com a mitologia romana dia 25 de dezembro era o dia do aniversário do deus que representava o sol. Quando os cristãos se uniram aos povos pagãos essa data foi introduzida como data base do nascimento de Jesus. Fato cômodo para os antigos e hoje comercial.

Mais importante do que ser a comemoração de uma data, o Natal deve ser a REFLEXÃO, deve ser um “olhar para dentro” de nós mesmos. Mas tais sentimentos não devem durar apenas no mês de dezembro ou se restringir à época natalina. Independente de ser comemorado nesta ou naquela religião, o verdadeiro Natal deve acontecer todos os dias do ano. O nascimento de Cristo deve ser nosso renascimento diário, avaliando erros e renovando nossa fé e esperança num futuro melhor, através do conjunto de nossas ações.

Feliz Natal!”

One Reply to “História & Outros Assuntos: "Estudos sobre o nascimento de Jesus Cristo"”

  1. Bom artigo, sou católico (já postei aqui antes) e digo que a Igreja explica que a data histórica não é esta (25/12), mas o importante é o seu significado. Momento de reflexão e reatarmos amizades.
    Sds

    Ronaldo Abreu

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