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Uma das tradições do reveillón, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, é após a hora da virada de ano se colocar sambas enredo para tocar, prenunciando o carnaval – que é a festa seguinte no calendário.
Como os sambas recentes infelizmente vem caindo de nível, por uma série de fatores que posteriormente falarei aqui, normalmente se colocam composições mais antigas a fim de animar a festa.
Atendendo à sugestão de alguns leitores, preparei seis “set lists”, de aproximadamente 70 minutos de duração cada um – para que possa ser gravado em um CD de áudio normal. Os arquivos zipados, com os sambas, estão à disposição dos leitores. Basta clicar nos links dos títulos de cada uma delas.
Seguem abaixo, com alguns comentários.
Esta é aquela de que todo mundo gosta: sambas que todos sabem cantar e até alguns que muita gente acha que não é samba de enredo.
Temos aqui quinze sambas, entre eles “É Hoje” e “Domingo”, da União da Ilha, “Os Sertões”, “Aquarela Brasileira”, “Peguei um Ita no Norte” – o famoso “Explode Coração” – “Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de uma Noite” (Portela) e mais alguns na mesma linha.
Optei por, ao final, colocar aqueles que em minha opinião são os dois melhores sambas de enredo desta década que se encerra: “Orun Ayé”, do Boi da Ilha do Governador 2001, e o samba sobre o Rio de Janeiro da União de Jacarepaguá de 2004. Na minha opinião este último deveria ser o hino das Olimpíadas de 2016.
Com exceção de “Aquarela Brasileira” e “Círio de Nazaré”, são todas versões de estúdio originais.
São gravações mais recentes, ao vivo da Marquês de Sapucaí, com toda a energia dos desfiles. São relativamente raras pois somente foram compartilhadas entre aqueles que acompanham as agremiações o ano inteiro – os aficcionados.
Entretanto, com a onda das “reedições”, temos grandes sambas, como “Aquarela Brasileira”, “É Hoje”, “Círio de Nazaré”, “Lendas e Mistérios da Amazônia” – onde meu chocalho está lá firme e forte no ritmo – “E Por Falar em Saudade”, da Caprichosos de Pilares e “Mar Baiano em Noite de Gala”.
Destaco também “Afoxé”, da Acadêmicos do Cubango, reeditado em 2009. Sensacional.
São treze sambas nesta sugestão.
Os sambas de enredo sempre tiveram uma ligação muito forte com as religiões afro-brasileiras. E isto se faz presente no número de enredos que trazem à avenida os mitos, as lendas e a doutrina religiosa.
Costumam ser, sempre, grandes sambas de enredo. Nesta seleção temos o já citado “Afoxé”, “Ilu Ayé”, da Portela, “Os Santos que a África não Viu” (o único samba da história a tratar da Umbanda) e “Águas Claras para Um Rei Negro”, da Grande Rio, os clássicos “Mãe Menininha do Gantois” da Mocidade e “Mar Baiano em nOite de Gala”, o já citado “Orun Ayé” e mais alguns.
São dezesseis composições.
São a introdução do desfile, utilizados para esquentar a garganta dos componentes, a bateria e fazer a escola entrar com tudo na avenida. Um “esquenta” bem feito é meio caminho andado para um bom desfile.
Aqui, nestes dezenove sambas, temos desde clássicos como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Portela na Avenida” e “Exaltação à Mangueira” até curiosas versões de “Tarde em Itapoã” e “O Que é, o que é”.
Também se encontram sambas exaltação de escolas como a Cubango e o Salgueiro, além de uma rara versão ao vivo de “Sublime Pergaminho”, da Unidos de Lucas.
Aqui o critério é um só: ter passado em anos onde a dona da composição estivesse no Grupo de Acesso, ou seja, entre a segunda e a última divisão do samba.
Nestes dezesseis sambas temos desde a composição que embalou a União da Ilha rumo ao primeiro grupo, em 1974, até o mesmo caso com a Caprichosos de Pilares, em 1982. O curioso é que nada menos que sete destes sambas levaram as escolas ao primeiro grupo: os dois casos citados, Tradição 1987, Grande Rio 1992, Em Cima da Hora 1984, Unidos da Tijuca 1980 e São Clemente 2001.
São catorze sambas do segundo grupo e dois do terceiro – meu acervo deste é bastante limitado. Outro ponto relevante é que a safra de 1992 rendeu nada menos que cinco composições à lista. É a melhor de todos os tempos nestes grupos.
Fechando a série de sugestões, sambas insólitos, com temáticas “alternativas” ou ruins mesmo.
Nesta série de catorze, ficamos pensando “como é que este verso foi parar no refrão – e ainda ganhou a disputa!” Um bom exemplo é o histórico “Quero ver Cuba lançar”, da Unidos de Lucas 1990 – “homenagem” a Oscar Niemeyer. 
Outros destaques da lista são o samba sobre o ex-Governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho na Independentes de Cordovil (escola extinta nos dias de hoje) e a homenagem a Elymar Santos da Império da Tijuca.
Ressalte-se, também, o belo samba do Paraíso do Tuiuti de 2006, que rimava “oficinas” com “Obra Divina”. Socorro !
É a única lista que tem um samba de 2011, o da Inocentes de Belford Roxo sobre o grupo “Mamonas Assassinas”.
É uma boa sugestão para o finalzinho da festa…
Finalizando, espero que os leitores gostem e utilizem estas sugestões. Peço utilizarem a área de comentários para expressarem suas opiniões sobre as listas e sugerir sambas que não tenham sido lembrados.
E amanhã, um guia de cervejas para o Ano Novo.