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Dando seguimento ao post sobre o Natal, trago aqui sugestões de roteiros de cervejas para a noite de Ano Novo. Ao contrário da ocasião anterior, desta vez irei sugerir dois roteiros de degustação para a noite de reveillón: um com especiais nacionais e outro com cervejas do mundo todo.
Especiais Nacionais:
Este roteiro é baseado em cervejas nacionais, de boas marcas, e seguindo uma variedade de tipos. Recomenda-se consumir pão fresco entre uma especialidade e outra, a fim de “limpar” o paladar.
1 – Eisenbahn Weizenbock
Cerveja de trigo, escura, tipo “bock”, paladar não tão amargo, tendendo ao adocicado, mas consistente. Um bom início.
2 – Baden Baden Golden Ale
Fabricada pela cervejaria de Campos do Jordão – que, assim como a Eisenbahn, pertence à Schincariol – é uma witbier, cerveja de trigo com especiarias – no caso, canela. Possui um sabor elaborado, não tão amargo, mas encorpada. É uma de minhas nacionais preferidas.
3 – Backer Trigo
A cerveja de trigo básica, com malte, malte de trigo, lúpulo e água. É uma cerveja mais encorpada, mas não tão amarga. 
A Backer, em minha opinião, é a melhor, mas a Eisenbahn também é muito boa.
4 – Eisenbahn Strong Ale
Agora partimos para as cervejas ale, de fermentação a temperaturas mais altas. Esta tem um maior teor alcóolico – no caso, 8% – e sabor mais encorpado. Esta não é tão amarga como as ales tradicionais.
5 – Backer Pale Ale
As Pale Ale são cervejas mais leves, feitas para concorrer com as lageres de grande produção. Gosto muito desta, da cervejaria mineira Backer, com um paladar equilibrado.
6 – Cidade Imperial

Agora estamos na seara das lagers tradicionais. Cervejas de baixa fermentação, as mais consumidas no Brasil, há uma grande oferta de tipos.
Indico a lager da “Cidade Imperial”, cervejaria localizada em Itaipava, no Rio de Janeiro, e que pertence à Família Real Brasileira. Em minha opinião é a melhor cerveja deste tipo brasileira.
Como alternativa, Eisenbahn e Baden Baden também oferecem boas cervejas deste tipo.
7 – Eisenbahn Rauchbier
Literalmente, cerveja defumada. Pode ser de vários estilos, desde que utilizando-se de maltes defumados. É boa para acompanhar charutos ou aquela conversa já de final de noite.
8 – Colorado Demoiselle
Cerveja do tipo Porter, leva café em sua composição e é excelente para o final de um roteiro. A cervejaria de Ribeirão Preto vem se esmerando em exemplares pouco usuais, e esta Demoiselle é uma boa indicação.
9 – Eisenbahn Lust
Esta cerveja é para aqueles que, como eu, não gostam de champanhe ou prosecco. 
A Eisenbahn Lust é a primeira cerveja produzida no Brasil pelo método champenoise, o mesmo utilizado pelos grandes champagnes. Após a manufatura pelo método convencional, o líquido vai para uma vinícola e passa por uma segunda fermentação dentro da garrafa por cerca de 4 meses.
Representa o tipo “belgian ale” e recomendada para a “hora da virada”.
Importadas:
Aqui, o céu é o limite. Um mundo de cervejas nos espera.
1 – Paulaner Hefe
Gosto muito dos exemplares desta cervejaria alemã, sempre com tipos saborosos e não muito amargos. Recomendo esta weizenbier, de trigo, para se iniciar a noite.
2 – Estrella Damn Inedit
Já falei muito desta aqui, mas é sempre uma boa pedida. Witbier, de trigo com especiarias e laranja, criada pela cervejaria espanhola em conjunto com o chef Ferran Adrià. Não acho cara levando-se em conta o custo benefício.
3 – Coopers Vintage
A cerveja Coopers Vintage Ale é produzida com malte especial e passa por um longo tempo de fermentação. É armazenada em barris de carvalho e seu sabor se aprimora com o passar do tempo. Seu aroma é frutado e percebe-se a presença do lúpulo, devido a dose generosa de lúpulo Saaz utilizado em sua fabricação. Seu sabor também é frutado, com um leve amargor. Combina com queijos e pratos quentes.
A Coopers é a maior cervejaria independente da Austrália, produzindo cervejas especiais somente com água, malte, lúpulo e levedura. Suas cervejas passam por uma segunda fermentação na garrafa, o que lhes confere validade mais longa. Cervejas do tipo English Strong Ale são caracterizadas por apresentarem um sabor frutado com notas do malte utilizado. Geralmente o lúpulo é pouco perceptível em seu aroma. Sua coloração pode variar do âmbar ao cobre. Muitas vezes são lançadas como cervejas sazonais.
Eu não conhecia este exemplar, mas ganhei de presente de Natal de uma amiga e gostei muito.
4 – Murphy Irish Red
A Murphy’s Irish Red é uma cerveja Red Ale irlandesa. Seu sabor encorpado e sua espuma cremosa criam uma textura única no paladar. Também possui mais de 150 anos de tradição, com qualidade reconhecida e premiada internacionalmente.
Ela não é tão amarga quanto outras deste tipo, se constituindo em uma boa opção.
5 – Chimay
Não pode faltar nesta sugestão um exemplar trapista belga, elaborado nos mosteiros há séculos. Cerveja forte e saborosa.
6 – Brooklyn Local 1
Cerveja elaborada pela Borrklyn Brewery (EUA) no estilo Belgian Strong Golden Ale. É representante do renascimento americano no campo cervejeiro, sendo hoje um dos países mais interessantes quando se fala no “pão líquido”.
7 – Carlsberg
Uma lager típica, dinamarquesa, mais suave que a Heineken, que é do mesmo grupo fabril. A importada no Brasil é fabricada em Portugal.
Outra boa opção neste tipo é a holandesa Amstel Pulse.
8 – Deus
Bom, esta é a sugestão para o brinde da virada do ano, em substituição a proseccos e champagnes. Não é barata – custa cerca de R$ 250 – mas é uma experiência ímpar. É feita pelo método champagnose, como a brasileira Eisenbahn Lust.
A cerveja é considerada por muitos uma das melhores cervejas do mundo. Um belga de muita personalidade, tem um processo de fabricação muito peculiar entre Bélgica e França. Combina com pratos fortes, como queijos gorgonzola, roquefort, com trufas, etc. É uma produção limitada da cervejaria Boostels. Sua produção se inicia na Bélgica, onde puro malte de cevada, água e lúpulo sofrem a primeira fermentação em tanques especiais. Também em tanques sofrem a primeira maturação, conhecida por segunda fermentação.
Então o líquido é levado para a região de Champagne, na França, onde recebe açúcares e fermentos especiais, desta vez já na garrafa. Neste momento também recebe uma tampa provisória. Nesta etapa se inicia a terceira fermentação. Fica em racks maturando durante meses, inclinada para baixo. Neste período passa pelo processo de remuage, que consiste em girar a garrafa diariamente, sempre no mesmo horário, aumentando sua inclinação para baixo, até o ponto de estar totalmente de ponta cabeça.
Após esta longa maturação, toda a borra e fermento se depositaram no “pescoço” da garrafa. Este fermento e congelado e retirado por pressão da garrafa. A garrafa é completada com cerveja já pronta para compensar a perda durante o processo e, finalmente, recebe a rolha de cortiça e o rótulo.
Conclusão
São duas sugestões de degustações, mas o mundo da cerveja é absolutamente fascinante e variado. Leia, estude, se informe – e prove.

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