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Seguindo a ordem inversa do ano passado, a segunda coluna é sobre o quesito Alegorias e Adereços (que, não sei porquê, todo mundo esquece dos adereços nele).

Esse foi um quesito altamente complicado esse ano, não só pela grande quantidade de notas dez em um ano ruim do quesito como um todo; como há sérios problemas de dosimetria nas penalizações, especialmente quando se considera as notas da Unidos da Tijuca.

Módulo 1

Julgador: Madson Oliveira

Notas

  • Tuiuti – 9.8 (realização 4.8)
  • Grande Rio – 10
  • Imperatriz – 9.9 (realização 4.9)
  • Vila Isabel – 9.9 (realização 4.9)
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 9.9 (realização 4.9)
  • São Clemente – 9.9 (realização 4.9)
  • Mocidade – 10
  • U. da Tijuca – 9.7 (realização 4.7)
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

É uma pena que o Madson, único não-arquiteto entre todos os 6 julgadores do quesito tenha involuído ao longo dos anos. Os ótimos cadernos do Acesso em 2014 e do Especial em 2015 deram lugar a um caderno já inferior em 2016 e um caderno ruim em 2017.

Ruim porque ele cometeu o que na minha opinião é um dos piores erros que um julgador pode cometer: esqueceu de analisar concepção. Vejam que ele não retirou NENHUM décimo de concepção. Quando se faz isso, você se torna um mero fiscal de erros e o julgamento acaba perdendo um pouco o sentido.

Também não é possível que no pior ano do quesito em muito tempo, não tenha havido nenhum problema de concepção em nenhuma escola, ainda mais para um artista plástico como o Madson.

Ele não foi o único que teve a mesma atitude esse ano como vocês verão até o fim dessa coluna, logo esse meu comentário serve para todos aqueles que não despontuaram concepção nenhuma.

Do ano passado para esse a LIESA retirou do juri todos os julgadores que não despontuaram concepção; vejamos como será para o ano que vem.

Com essa não despontuação em concepção, não tem jeito: todas as justificativas serão uma chuva de “passou apagado”, passou quebrado, passou sem sapato, passou sem destaque e afins. Todas dentro do manual de julgamento, mas um julgamento capenga.

Julgamento do trabalho artístico? Simplesmente não teve. Isso foi totalmente irrelevante para o julgamento de um artista plastico. É isso que queremos? Tenho certeza que não.

Além disso, não consegui achar sentido na dosimetria.

Seis problemas achados na Tuiuti, sendo um razoavelmente grave (o último carro amassado pela batida): 2 décimos a menos.

Unidos da Tijuca com problema gravíssimo com a alegoria 2 e mais um carro sem nenhuma iluminação: apenas um décimo a menos que Tuiuti e 2 décimos a menos que várias outras com problemas ínfimos, especialmente a Ilha que só tinha um carro com iluminação irregular.

Uma pena a queda de qualidade no julgamento deste julgador nos últimos anos até chegar a esse ponto.

Modulo 2

Julgador: Walber Ângelo de Freitas

Notas

  • Tuiuti – 9.7 (concepção 4.9 e realização 4.8)
  • Grande Rio – 10
  • Imperatriz – 9.9 (realização 4.9)
  • Vila Isabel – 9.8 (concepção 4.9 e realização 4.9)
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 9.9 (realização 4.9)
  • São Clemente – 9.8 (realização 4.8)
  • Mocidade – 10
  • U. da Tijuca – 9.8 (realização 4.8)
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Mais um julgador que praticamente esqueceu concepção, só tirando um décimo da “café-com-leite” Vila Isabel e outro da escola que subiu, Tuiuti.

Novamente, não tem escapatória. Se não se pune a concepção, a justificativa vira um sem fim de faltou isso, aquilo ficou quebrado, tinha um objeto estranho… Por falar em objeto estranho, um dos vários pequenos defeitos encontrados na Ilha para retirar 1 décimo foi um laptop totalmente a mostra na parte traseira do último carro. Realmente, aquilo foi uma falha boba mas grave, porque o laptop estava muito à mostra.

Outra coisa que me deixa possesso é julgador tirar ponto de escola só porque o carro estava com “dimensões reduzidas” em relação a outras e foi exatamente o que o julgador fez aqui com a São Clemente. Ele tirou um décimo simplesmente porque “como é um desfile comparativo, o conjunto alegórico, na realização, deixou a desejar pelas dimensões reduzidas dos carros causando menor impacto visual.”

O que me deixa ainda mais irritado é atrelar impacto visual com tamanho. Para a minha visão, os carros que mais impactaram visualmente em todo carnaval foram justamente dois carros da São Clemente: o carro da cascata de água feita sem uma gota de água e o carro dos jardins, todo feito em papel cetim. Um carro delicado, de um cuidado extremo e muito bem feito e acabado.

Essa é a prova do que a imprensa fala há tempos: os julgadores preferem monstrengos gigantescos totalmente incompletos a carros pequenos bem montados e acabados. Isso tem que acabar com urgência.

Esse absurdo contra a São Clemente fica ainda mais evidente neste caderno quando se compara com a Unidos da Tijuca. A Unidos da Tijuca desfilou com a alegoria 2 com teto desabado, pendente para o lado, cheia de bombeiros, sem destaques, fantasias ou nada do gênero no lugar.

Além disso o próprio julgador apontou pouco efeito visual do tripé “A barca” por “uso de acabamentos pouco impactantes”, um conjunto alegórico com “alternância de acabamentos bons e ruins”.

Ao fim de toda essa tragédia no quesito qual foi a nota da Unidos da Tijuca? O mesmíssimo 9.8 da São Clemente. Tem alguma coerência?

Citando aqui o Migão: “se com tudo o que ocorreu com a Unidos da Tijuca a nota foi 9.8, para o julgador dar 9.5 precisa do quê? Dois aviões caírem em cima de 2 alegorias em um novo WTC? Ou nem isso, porque aí o julgador ficará com pena e ‘limitará o desconto em 9.8 pelo bem do espetáculo'”.

Para finalizar o julgador ainda justificou que a descrição do enredo pelas alegorias foi prejudicada por causa do erro de posicionamento. Mais um erro: isso não deve ser julgado em Alegorias e Adereços, mas em Enredo. Aqui as alegorias e os adereços são julgados de forma estanque, por si só, sem levar em conta o resto do desfile.

Se não for assim, para que ter quesitos? Faz logo um quesitão “conjunto musical” outro quesitão “conjunto plástico” e tenhamos apenas 2 quesitos.

Eu nem citarei as seis notas dez em alegorias dadas nesse ano complicado no quesito…

Módulo 3

Julgador: Soter Bentes

Notas

  • Tuiuti – 9.9 (realização 4.9)
  • Grande Rio – 9.9
  • Imperatriz – 9.9 (realização 4.9)
  • Vila Isabel – 9.8 (realização 4.8)
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 10
  • São Clemente – 9.9 (realização 4.9)
  • Mocidade – 9.9 (realização 4.9)
  • U. da Tijuca – 9.9 (realização 4.9)
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Mais um julgador que não tirou sequer um décimo em concepção. Vamos a mais um “guardinha de transito” que só aplica “multa” por erro e esquece o trabalho dos carnavalescos.

Alias, vamos começar pelo absurdo dos absurdos: como a Vila Isabel conseguiu tirar uma nota menor que a Unidos da Tijuca nesse quesito? Como?

Aí vem o velho problema de dosimetria. Na Vila ele achou vários pequenos problemas, 5 na verdade. Sendo que dois deles não eram exatamente problemas. Era apenas o fato de que ele não conseguir ver a performance dos dançarinos por erros na estruturação do carro. Por isso ele achou por bem descontar dois décimos.

Como na Tijuca ele “só” viu o problema da falta da parte de cima da alegoria 2, ele só tirou um décimo. A Alegoria 2 praticamente não existiu,nenhum componente estava no seu lugar, havia trocentos bombeiros, a parte de cima do carro inexiste, ela passa completamente apagada e ele só tira um décimo?

Aí, só porque ele não viu dois dançarinos, viu uma porta de gerador mal feita e uma pequena fiação exposta da Vila Isabel ele tira dois décimos? Não faz o menor sentido.

Para piorar, na Tuiuti ele também viu 4 pequenos defeitos e só tirou 1 décimo. Na Grande Rio ele viu 3 pequenos defeitos e tirou 1 décimo. Na Mocidade ele só viu um mísero defeitinho com uma das lâmpadas mágicas e tirou o mesmo décimo! Ou seja, além de simplesmente não julgar a concepção (e creio que ele como arquiteto estava lá exatamente para isso), ele ainda não teve o menor critério na retirada de pontos por “fiscalização de erros”.

Mais um julgamento desastroso, espero que seja mais um julgador que mal tenha estreado já dê adeus ao juri.

Vejam, leitores: chegamos ao sétimo caderno do ano e até agora só temos 1 caderno que se salva.

Módulo 4

Julgadora: Teresa Piva

Notas

  • Tuiuti – 9.8 (realização 4.8)
  • Grande Rio – 10
  • Imperatriz – 9.9 (realizaçã0 4.9)
  • Vila Isabel – 9.8 (concepção 4.9 e realização 4.8)
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 10
  • São Clemente – 9.9 (realização 4.9)
  • Mocidade – 10
  • U. da Tijuca – 9.8 (realização 4.8)
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Mais uma julgadora que tirou um décimo em concepção da Vila Isabel e só. Ou seja, chegamos a conclusão que concepção de alegorias e adereços simplesmente NÃO FOI JULGADA nesse Carnaval. Ou seja, carnavalescos, o trabalho de vocês esse ano nas alegorias foi em vão! O importante era só ter tudo no seu lugar direitinho, a prancheta em nada mudou para melhor ou pior a posição da escola.

Ou seja, qualquer um de nós poderia julgar o quesito, já que bastava fiscalizar os erros.

Em 4 anos de Justificando o Injustificável esse acontecimento é inédito em qualquer quesito, um absurdo. É coisa para se mudar todos os julgadores sem exceção. Aqui já entra em ação a “Lei Tiririca”: pior que está, não fica.

Assim, temos mais uma julgadora que despachou uma chuva de “passou apagado”, passou quebrado, passou sem sapato, passou sem destaque e afins. Todas dentro do manual de julgamento, mas um julgamento capenga.

Mais uma vez, faltou dosimetria a julgadora: basicamente 1 ou 2 erros, 1 décimo a menos. Três erros, dois décimos a menos. Não importa se o erro foi uma pena quebrada de uma arara ou uma tragédia completa como a alegoria 2 da Unidos da Tijuca.

Resultado: a Unidos da Tijuca teve mais uma vez a mesma nota da Vila Isabel e da Tuiuti no quesito. Altamente injusto.

Em suma, mais um péssimo caderno.

Finalizando o quesito Alegorias e Adereços, devo dizer que eu já vi julgamentos ruins, mas esses 4 somados no mesmo quesito no mesmo ano, acho que é recorde em algum tempo. Nem o péssimo julgamento de samba-enredo em 2015 foi tão ruim. Como resultado, tivemos em um ano muito ruim para o quesito, com sete escolas saindo com 30 pontos no quesito. Algo inconcebível para quem viu o desfile.

Alegorias e Adereços foi totalmente deturpado esse ano, não tivemos um julgamento. No máximo tivemos uma “comissão de fiscalização” que, ainda sim, pesou os erros de forma muito, muito ruim.

Imagens: Ouro de Tolo

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5 Replies to “Justificando o Injustificável 2017 – Alegorias e Adereços”

  1. O comentário que fiz em enredo serve para Alegorias, como você apontou no texto, Rafael, não houve qualquer julgamento artístico, apenas fiscalização de erros. Complicado. E o mais estranho é que era o quesito que decidia o carnaval, com jurados altamente rigorosos. Parece Samba-Enredo em alguns anos, quando quem vai muito bem tem apenas uns dois décimos de vantagem para quem foi péssimo. Os jurados de Alegorias e Adereços, esse ano, foram “Messias Neiva style”…

  2. Essa praga esta em todos carnavais do Brasil,acho que fizeram uma escola ai no rio,e mandam esses bostas para todo o Brasil.esta ruim fazer carnaval.

  3. Haviam coisas de claro gosto duvidoso e problemas com volumetria. Por que não foi despontuado? Por que é mais conveniente fechar os olhos e ser “bonzinho” para continuar lá recebendo seu pagamento pelos desserviços prestados.

  4. Infelizmente o julgamento em Alegorias e Adereços foi caótico. A forma que julgaram o conjunto da São Clemente é digno de repulsa.

    É interessante também a forma que as alegorias da Grande Rio passaram pelo crivo dos julgadores. Carros de gosto duvidoso e com problemas de acabamento. Uma das esculturas da Ivete Sangalo passou parcialmente quebra e ficou nitidamente pendurada na avenida.

    Vale a ressalva depois de Maricá 2014, o conjunto alegórico do Fábio Ricardo vem tendo problemas.

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