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Nessa semana, começa o Campeonato Carioca para os grandes clubes do Rio. Isso porque com a mudança de regulamento para esse ano, seis equipes disputaram a primeira fase do Estadual e quatro já estão até eliminadas. Essas seis equipes se enfrentaram em um hexagonal que garantiu Portuguesa e Nova Iguaçu na chave de grupos e já eliminou Cabofriense, Campos, Tigres e Bonsucesso.

Outra mudança no regulamento nesse ano é a redução de clubes na fase principal para 12, divididas em dois grupos de seis equipes cada. Boavista, Botafogo, Flamengo, Macaé, Madureira e Nova Iguaçu formam o grupo B, enquanto o grupo C conta com Bangu, Fluminense, Resende, Vasco, Volta Redonda e Portuguesa.

Mas a principal mudança envolve os campeões de turno. Antes, o campeão do primeiro turno, por exemplo, garantia vaga antecipada na final do Estadual – a não ser que vencesse o segundo também – aí já era automaticamente considerado o campeão Carioca. Agora, os campeões das Taças Guanabara e Rio apenas garantem um lugar nas semifinais.

Os outros semifinalistas serão definidos a partir da classificação geral: os dois melhores colocados, sem contar os campeões de turno, preenchem as duas vagas restantes na semifinal. E aí surge uma situação curiosa: se uma equipe vencer os dois turnos do Carioca, como fez o Botafogo em 2013 ou o Flamengo em 2011, essa equipe não necessariamente será a campeã estadual de 2017.  O time terá apenas uma vaga na semifinal. Bizarro. É o famoso “ganhou, mas não levou”. Nesse caso, os outros três semifinalistas seriam os três primeiros colocados na classificação geral.

Esse regulamento “exótico” não é invenção carioca. Em 2012, o Figueirense venceu os dois turnos do Catarinense, mas acabou com o vice-campeonato ao ser derrotado na final pelo Avaí, que teve apenas a terceira melhor campanha geral.

Nesse estranho campeonato carioca, a segunda rodada vem antes da primeira. Explico: a Taça Guanabara começaria apenas no fim de semana, mas com a presença do Botafogo na “Pré-Libertadores”, a segunda rodada da equipe alvinegra foi antecipada e virou o primeiro jogo oficial do time de Jair Ventura em 2017. E logo de cara o Botafogo já perdeu fora de casa para o Madureira por 2 a 0. Em Conselheiro Galvão? Não, o estádio do Tricolor Suburbano até está liberado, mas o jogo foi mesmo em Moça Bonita, Bangu, às 16h30 de uma quarta-feira com mais de 40 graus de sensação térmica.

E nem tão carioca assim será esse campeonato… Sem a presença do Maracanã nesse início (e sem garantias de que ele estará disponível nas finais também), o Flamengo vai estrear na Arena das Dunas, em Natal.

Como sempre, os quatro grandes clubes do Rio são os favoritos para ganhar o Estadual. Aliás, a última vez que o troféu não ficou nas mãos de um desses clubes faz tempo: em 1966 o Bangu de Ubirajara conquistou o Carioca ao derrotar o Flamengo de Almir Pernambuquinho na final.

Mas entre os quatro grandes, uns estão mais fortes que os outros. O grande favorito, na minha opinião, é o Flamengo. Manteve a base que terminou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro e ainda se reforçou com Trauco, Conca e Rômulo, ainda que em um primeiro momento só esse último deva ser titular.

Conca vem de séria lesão no joelho esquerdo e não volta antes do final de abril. Já a contratação de Trauco parece ser mais uma prevenção: o Fla teme a saída do valorizado Jorge na janela do meio do ano, ou até agora, segundo matéria publicada no portal Uol.

O grande obstáculo do rubro-negro no Estadual pode ser outra competição, a Libertadores. O Flamengo faz sua estreia na competição no dia 8 de março contra o San Lorenzo. O grupo 4, além da equipe argentina conta ainda com o Universidad Católica, do Chile, e um adversário a definir, que pode ser o Atlético-PR. Ou seja, em algum momento, o técnico Zé Ricardo deve ter que optar por priorizar uma das competições e certamente a Libertadores vai ser a escolhida.

Outro time que vai precisar conciliar a Libertadores com o Carioca é o Botafogo. Mas no caso do alvinegro, a principal competição do continente já bate às portas. A equipe de Jair Ventura estreia no dia 1º em casa contra o Colo Colo. Se quiser chegar até a fase de grupos, além de vencer a equipe chilena, o Botafogo vai precisar ainda passar por uma outra fase de mata-mata. Assim, o desempenho da equipe no Carioca vai depender muito do rendimento na Libertadores. O próprio treinador já admitiu que a prioridade é a competição sul-americana.

Atual bicampeão carioca, o Vasco teve como maior mérito a manutenção do Nenê. As contratações, por enquanto, não empolgam os torcedores: a lembrancinha de Natal Escudero (eficiente, mas longe de ser AQUELE PRESENTE), Wágner e Muriqui.

Mas a grande questão no cruzmaltino é saber qual será o Vasco de 2017: aquele que conquistou o título carioca invicto no ano passado ou aquele que só garantiu o acesso à Primeira Divisão na última rodada ano passado? A pré-temporada disputada nos Estados Unidos já exemplifica bem essa dualidade. Qual é o verdadeiro Vasco? O que venceu River Plate e Barcelona de Guayaquil ou o que foi goleado por Corinthians ainda em formação?

O reformulado Fluminense chega com presidente novo (ainda que seja da situação) e técnico novo (mas um velho conhecido do clube). No Brasileiro do ano passado, o tricolor se mostrou muito dependente do talento de Gustavo Scarpa. Para ser campeão carioca, Abel Braga vai precisar mais do que isso: Henrique Dourado precisa provar que pode ser o nove da equipe e os laterais precisam encaixar.

Se os quatro grandes chegam com o favoritismo de sempre, os menores trazem grandes personagens. O Boavista conta com Joel Santana e vários veteranos: o goleiro Felipe, Renato Silva, Antonio Carlos, Fellype Gabriel e Leandrão. Já o Bangu preferiu apostar nos gringos Peralta, Eroza e no carismático Loco Abreu. Destaque ainda para o Volta Redonda, campeão da série D no ano passado.

[N.do.E.: após o fechamento do texto o Flamengo anunciou a venda de Jorge ao Mônaco. PM]

Imagens: Divulgação, Vitor Silva/SSPress/Botafogo, Gilvan de Souza/Flamengo, Thiago Freitas/Extra

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6 Replies to “O curioso caso do Campeonato Carioca”

  1. Detestei quando aboliram o sistema de dois turnos, esse sempre foi o grande charme do campeonato carioca, principalmente a Taça Guanabara, atração mesmo com os Estaduais reduzidos desde 2003, é só lembrar as finais de 2004, 2008 e 2010. Voltar a esse sistema sem que as duas taças valham algo significativo é uma tremenda bola fora de nossos dirigentes!

    Também acho o Flamengo o grande favorito, devido a grande diferença no investimento na montagem do time em relação aos seus principais concorrentes. Mesmo com a Libertadores, pode perfeitamente chegar a Final do campeonato com um time misto. O Botafogo, caso não passe das fases eliminatórias da Libertadores, pode ser o principal rival, mas se passar não acho que tem elenco para competir em pé de igualdade com o Flamengo. O Vasco depende de Nenê e Martín Silva (igual 2015 e 2016…) e a inegável força política dentro da FERJ, além da obsessão do dotô com o Tri em ano de eleição no clube, mas acho pouco, o time é muito fraco. E o Fluminense me parece um time apenas razoável e que vai usar o Estadual como laboratório para o Brasileiro.

    Em todo o caso, adoro o Estadual, o charme da competição, os times pequenos, os velhos estádios (aliás, uma lástima o Madureira não utilizar o aconchegante Conselheiro Galvão contra os grandes), acho que dá um clima de futebol antigo e prepara para as competições em que “o bicho pega”. Basta ninguém se iludir com o título. E lembrando: ir bem no Estadual não garante nada, mas ir mal é sinal de que ou o clube faz vários ajustes ou terá um Brasileirão complicado…

      1. Poderiam diminuir sim, ficar até fim de março, início de abril, no máximo, mas por isso que o diferencial do Campeonato Carioca eram as Taças Guanabara e Rio. Enquanto nos outros ficava uma coisa modorrenta até a fase final, aqui já tinha apelo em Fevereiro, como a final de 2004 entre Flamengo e Fluminense num Maracanã lotado em pleno Sábado de Carnaval! Fazer a TG não valer nada é uma tremenda burrice, até para os padrões da FERJ…

        1. Por mim ia de 1º de fevereiro a 30 de março. E olhe lá. Pelo menos a fase com a participação dos grandes clubes.

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