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Finalizando a nossa série, um assunto ao qual sempre dedico bastante atenção em minhas viagens: cervejas, bares e cervejarias. Divido este artigo em dois sub temas: primeiro os bares e restaurantes cervejeiros e, depois, locais e preços de compra.

Bares e Restaurantes

A Flórida, e especialmente Orlando, tem fama de ser um lugar árido em termos de boas cervejas. Mas a experiência mostrou que se pode beber bons exemplares na cidade, com boa variedade. E ressalto que não estive em nenhum bar especializado da cidade, seja na International Drive, seja no centro comercial da cidade.

Ainda assim, mesmo nos restaurantes de rede como o Applebees e o Red Lobster ao menos um chope da Samuel Adams se encontra. A cervejaria de Boston pode ser considerada um meio termo entre as chamadas cervejarias “mainstream” e as de menor produção, mas possui bons exemplares àqueles que gostam de cervejas especiais.

20150224_201413O NBA City, na City Walk da Universal, também se enquadra na categoria dos citados acima. O Amway Arena tem bons exemplares, e ainda se pode comprar a cerveja em um copo souvenir a aproximadamente 10 dólares. Esta é uma constante, em especial nos parques: paga-se um ou dois dólares a mais e se leva o copo souvenir, a maioria em plástico/acrílico, mas também há exemplares em vidro como o do Rainforest Café, no Downtown Disney.

Downtown Disney que tem o Raglan, pub à moda inglesa que aponto como uma visita indispensável na cidade. Há um restaurante com muitas torneiras de chope, mas mesmo o bar, onde estive, tem boas opções “on tap”. Uma “session IPA” de estilo inglês e fabricação própria, uma outra APA da pequena McGargles e opções americanas e inglesas fazem as opções disponíveis (foto ao alto do post). Além de um “fish and chips” com preço bem em conta.

O Downtown também tem o já citado Rainforest Café, que não tem muitas opções, mas tem a opção do copo souvenir de vidro – limitado a um por pessoa. No já citado post sobre Gastronomia citei o “Mama Melrose” no Hollywood Studios, que tem uma lager italiana e boas opções de IPAs americanas, como a “quase local” – é fabricada em Tampa – Jal Alal, da Cigar City e um dos melhores exemplares da viagem.

20150307_185606O Epcot Center também tem ótimas opções para quem gosta de cerveja. Vale a dica que ofereci no post sobre o parque: se o Biergarten (pavilhão alemão) e o Rose and Crown (Inglaterra) estiverem muito cheios, os quiosques tem chopes dos países. Inclusive bebi uma APA no quiosque inglês que nem no Untappd, o aplicativo de cervejas, estava listada. Entretanto, a IPA que bebi no pavilhão americano foi a melhor deste dia: a “Hopageddon”, da Napa Smith Brewery.

Os pavilhões de Itália e França tem apenas lagers básicas, que não merecem maiores atenções.

Vale ressaltar – e lamentar – os altos preços nos parques do complexo Discovery Cove. Oito doletas em uma Budweiser ou mesmo em uma Heineken – embora em uma bonita garrafa de alumínio – é bem caro.

Mas, ainda assim: mesmo que o leitor não vá a um bar especializado, opções não faltam. Cheers!

Lojas, Supermercados e Hoteis

Aí vemos a maior diferença entre os Estados Unidos e o Brasil: enquanto aqui cervejas especiais não tem largo espectro de pontos de venda e ainda são oferecidas em preços elevados, nos Estados Unidos em qualquer lugar se encontram bons exemplares.

Perto do hotel onde fiquei na primeira semana – na International Drive – há a ABC Wine, loja mais especializada em vinhos mas que tem inúmeras opções de cervejas. A vontade que dá é levar a loja toda, porque há cerca de 150 rótulos diferentes – e isso em uma loja pequena para os padrões locais. Ali comprei os exemplares em garrafa que trouxe para o Brasil, sendo onde encontrei mais rótulos da premiada cervejaria DogFish.

20150228_172120Mas em qualquer lugar que se vá encontram-se ótimas cervejas, mesmo em locais populares como o Walmart. Neste, na geladeira de cervejas há pelo menos uns dez tipos diferentes de cervejas especiais, a preços muito convidativos para nós brasileiros (foto acima). A Target, uma espécie de concorrente da WalMart, também tem bons exemplares, com um diferencial: cervejas “quentes”, fora da geladeira.

Em drogarias como a rede Walgreens também se encontram bons exemplares. Bebi no hotel um pack com seis IPAs da Lagunitas (ótima cervejaria da Califórnia) comprado exatamente nesta drogaria. O posto de gasolina onde abasteci o carro alugado também tinha opções.

Um aprendizado da viagem é que as garrafas suportam melhor a viagem que as latas. Todas as garrafas que trouxe chegaram perfeitas, enquanto isso perdi duas das 21 latas que trouxe: perderam pressão e esvaziaram lentamente no voo. Vale lembrar que se pode trazer 12 litros de bebidas por pessoa.

Por falar em latas, a cervejaria New Belgium faz algo interessante: ela vende uma caixa fechada com 12 latas, mas de quatro estilos diferentes de cerveja: três IPAs, três session IPA, três amber ale e três wheat ale. É algo que as cervejarias brasileiras poderiam copiar.

20150228_172451Sobre os preços, chega a dar raiva. Vou dar um exemplo para o leitor entender: a cerveja Sierra Nevada chegou ao Brasil custando entre 21 e 24 reais a garrafinha. No Walmart onde estive se comprava uma caixa com 12 latinhas tanto da Pale Ale como da Torpedo IPA por 14 dólares, o que em um câmbio grosseiro equivaleria a 50 reais – já considerando o imposto da Flórida.

Isso mesmo, leitor: 12 cervejas nos EUA custando a mesma coisa que 2 no Brasil. A mesma cerveja. Sabemos que existe a questão dos impostos, mas para mim está claro que existe uma ganância muito grande de importadores e distribuidores na venda de cervejas brasileiras. Basta ver o que está fazendo a importadora Buenabeer, que se utiliza da condição de importadora exclusiva de determinados rótulos para simplesmente dobrar os preços cobrados por estes exemplares – uma Chimay Bleue que custava em torno de 16 reais em fevereiro hoje está em torno de 28 a 30 para o consumidor final.

20150228_172457Outro bom exemplo é a “60 Minutes”, da DogFish, considerada uma das melhores IPAs do mundo – e uma delas foi degustada enquanto escrevia este post. Comprei o “six pack” por 11,50 dólares, considerando o imposto, o que significa que cada garrafa saiu a cerca de seis reais – o equivalente a um latão da péssima Antarctica em bares e shows. Por aí se vê como o Brasil está atrasado em termos de cultura cervejeira, tanto em disponibilidade nos pontos de venda como especialmente em preço.

Os hoteis onde fiquei não tinham muita variedade, mas os dois tinham exemplares da cervejaria local “Orlando Brewing”, que não são lá grande coisa mas mostram o compromisso com a produção local existente nos Estados Unidos. Impossível não perceber que a cena local está umas duas décadas adiantado comparado ao que se vê aqui no Brasil, onde beber cervejas que não sejam as “mainstream” ainda é considerado sinal de “luxo”.

Bom, encerro aqui a série sobre Orlando. Recomendo aos leitores os serviços da Drica Viagens, na pessoa da Adriana Martins – atendimento@dricaviagens.com.br. Para emissão de passaporte e visto americano, recomendo a Daniele Bernardes.

Dúvidas? Na área de comentários.

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