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Devido ao enorme sucesso da última coluna falando do querido Eurico Miranda, vamos continuar falando sobre ele. Aliás, pessoal que repassou a última coluna no “Casaca”, obrigado. Audiência bombou.

Mas, ao contrário da última coluna, o moço gordo de suspensório não é o vilão da história. Na verdade, a história é tão bizarra que nem dá pra saber direito o que pensar.

vascofluminenseengenhaoPois bem. Como todos sabem, Vasco e Fluminense se enfrentaram no último domingo (O.K., talvez nem todos soubessem porque estavam pensando mais em Guiné Equatorial). Como todos sabem, o Vasco venceu novamente o Fluminense numa freguesia que já está ficando constrangedora.

Mas a questão não é essa. É onde o jogo foi realizado.

O clássico foi disputado no estádio Nilton Santos, que um dia foi João Havelange, e, assim como a Mangueira, bambeou mas não caiu. Foi recém reaberto para atividades do Botafogo, e aproveitado para o clássico.

Até aí tudo bem, afinal, durante alguns anos o Engenhão foi o principal estádio do Rio. Local em que foram realizados os principais clássicos cariocas e foram decididos campeonatos como o Brasileiro de 2010 ganho pelo Fluminense.

O problema foi o motivo pelo qual o jogo parou ali.

Fluminense e Vasco não jogaram no Maracanã simplesmente porque brigaram pra ver onde cada um iria sentar.

Tudo bem. No meu tempo de colégio às vezes saía porrada pra brigar por lugar pra sentar. Todo mundo queria sentar atrás, principalmente em dia de prova.

Mas não era prova e nem eram moleques de colégio. Era clássico entre dois times centenários.

Quer dizer. Vasco e Fluminense se engalfinharam. Brigaram de um tal modo pelo direito de sentar onde quisessem que simplesmente o jogo não foi realizado onde deveria ser. Não conseguiram chegar a um simples entendimento pra ver onde cada um iria sentar. Imagine agora se o dois fossem responsáveis por costurar acordo pela paz mundial? Estávamos fod…..

fluminensemaracanaO Fluminense alegou que em seu contrato com a concessionária há uma cláusula que diz que o lado direito do Maracanã é dele. O Vasco alegou que o lado é um direito histórico dele conquistado por ter vencido o Estadual de 1950. O primeiro realizado no Maracanã.

E agora? Os dois têm bons argumentos. Os dois estão certos.vascomaracana

Alguém pode argumentar, com razão, que essas “quizumbas” só acontecem quando o Eurico está no Vasco. Eu me lembro logo do Carioca de 1997, que Vasco e Botafogo brigaram pra ver quem trocaria o calção.

Mas o Eurico pode ter todos o defeitos (e acreditem, tem muitos), mas um ele não tem que é ser frouxo. Evidente que se ele e os vascaínos acham que esse é um direito adquirido que o clube não iria deixar barato. Até porque um dos principais motivos de sua volta é que ninguém mais respeitava o Vasco com Roberto.

Eurico se impôs e mostrou que o Vasco tem comando.

Assim como o Fluminense também estava certo. Se existe contrato dizendo isso não podia ceder para o Vasco e ganhar fama de covarde, de abaixar a cabeça pro Eurico.

O motivo de tirarem Vasco e Fluminense do Maracanã é um dos mais idiotas que eu já vi no futebol e ao mesmo tempo um dos mais complicados de se resolver.

Cada um lutando pelo seu direito de sentar.

É.. Ficou estranha essa frase.

2 Replies to “O direito de sentar”

  1. Aloisio, parabéns pela sua coluna e sua coragem em abordar esse tema que só tem repercussão aqui em nossa terra tão maltratada. Mas discordo quando vc menciona que o Vasco está certo nessa parada. Esse direito existia quando ali existia o velho Maracanã.
    No “New Maracanã”, onde tudo é gourmetizado e elitizado, vale o contrato! Aquele estádio onde o Vasco adquiriu o direito de ter sua torcida naquela posição não existe mais, infelizmente. Mas a maior culpada deste quiprocó é a Federação do seu Rubinho, que nada mais é do que um capacho do homem do suspensório… Abraços e parabéns, mais uma vez, pela excelente coluna!!

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