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Há cerca de uma semana o Mundo do Samba entrou em polvorosa com um inusitado acontecimento.

O samba da parceria que havia sido anunciada como campeã, no concurso do GRES UNIDOS DE VILA SANTA TEREZA, na madrugada de sexta para sábado (05/06 de dezembro), no domingo (08/12), dois dias após, teve sua vitória anulada, sendo substituído pelo segundo colocado, por decisão da Presidenta da Unidos de Vila Santa Tereza.

Para justificar sua decisão – nunca antes, na história contemporânea do samba, se viu algo igual – a mandatária daquela agremiação alegou que não poderia levar um “samba fraudulento” e que havia vencido por “meios escusos”, ao desfile da Intendente Magalhães.

Disse ainda, com todas as letras, a Sra. Rute Maria, que “todo o mundo do samba”, assim como “todos os compositores finalistas já estavam cientes da venda do samba”.

Baseado nas próprias palavras da Presidenta, é de se estranhar que ela como gestora e principal responsável, tenha sido, como na história do marido enganado, a última a saber de tudo, o que começa a mostrar que a versão presidencial carece de verossimilhança. E ainda falam do Lula…

rute2-426x268Como essa mesma Presidenta (foto) esteve presente à sala onde se realizou a apuração, onde os jurados se reuniram por quase uma hora, segundo informações de alguns que lá estiveram, querer, agora, convencer a opinião pública de que foi, em suas próprias palavras, “apunhalada pelas costas”?

Estando presente, vale repetir, durante todo o momento da apuração, vendo e ouvindo, inclusive, a declaração de voto (e, em alguns casos, a justificativa) de cada um dos jurados, sobre os sambas que estes apontavam como os seus preferidos, como não interveio imediatamente para impedir a vitória (já que possui autoridade para tal), permitindo a vitória do samba que venceu, legitimamente, no voto e, apenas dois dias após tenha chegado à brilhante conclusão de que a obra em questão vencera por meios escusos?

A julgar pela afirmação da própria presidenta, de que, no dia da reunião, os QUATRO jurados e diretores acusados combinaram uniformizar seus votos (em um total de NOVE votos), pode-se afirmar, com absoluta certeza de que eles teriam a garantia da vitória em suas mãos, aritmeticamente?

Ou, em outro giro: Se fosse verdadeira a alegação da acusadora, de que houve acordo de votação em bloco, poderia uma suposta prática de uniformização de votos entre pessoas afins, ou com interesses afins (como pertencerem a uma mesma diretoria e desejarem o melhor para sua Escola) ser adjetivada como fraude ou a elas ser imputada a prática de usarem de meios escusos na votação e escolha de uma obra concorrente?

Claro que não! E, sob esse aspecto, considero bem pertinente citar as palavras de meu amigo, parceiro (de samba), Poeta e colunista do Ouro de Tolo, Aloisio Villar, ao abordar o mesmo tema, em outro órgão da mídia:

“Um diretor influenciar outros votantes não é fraude, é a coisa mais natural do mundo. Se eu sou um diretor com direito a voto e acho um samba melhor tentarei influenciar meus pares na escolha.”

(…)

“Voto combinado? Isso não é BBB, é uma escolha de samba-enredo e nada proíbe voto combinado.”

“(…)

 Fraude pra mim é chantagem, oferecer vantagens pessoais ou em caso de escolas de comunidade ordens de cima pra baixo.

Tirando essas situações não é fraude”

Creio que o Aloísio tenha se superado nessa análise. Perfeito, cirúrgico, preciso!

santa_tereza_3Ora, ainda que os fatos tenham ocorrido como alega a representante do pavilhão da Águia da Ururaí, o que não foi o caso, não há, em seu relato, qualquer vestígio de fraude, uma vez que não há, ao menos, nenhuma referencia direta à oferta e/ou efetivo recebimento de quaisquer valores ou vantagens indevidas, muito embora Rute Maria tenha, mais de uma vez usado a expressão samba VENDIDO e, se essa foi a real intenção da Presidenta, essa, sim, é que deve satisfações à todos, inclusive aos compositores acusados de terem comprado e aos diretores acusados de terem recebido algo.

Deve, para provar que não é leviana, nem inconsequente, nem irresponsável, dar nome aos bois. Quem recebeu, Presidenta? Quem pagou? Quanto foi? O que exatamente foi dado em troca para se falar em samba vendido?

O que não se admite é que as pessoas usem a internet (ou qualquer outro meio) para soltar palavras e acusações ao vento, achando que permanecerão impunes e que inverterão os papéis de mocinhos e vilões desse enredo.

O ônus da prova incumbe a quem alega e, para isso, fui contratado, como Advogado das pessoas que foram injustamente acusadas e já adotamos as medidas criminais cabíveis, na espécie contra quem acusa sem apresentar provas convincentes.

A única “prova” apresentada até agora é uma suposta conversa travada no inbox do Facebook por duas pessoas (uma, que supostamente se chamaria Adriano Amaral e seu interlocutor sem identificação, uma vez que seu nome está oculto em uma tarja negra, por razões desconhecidas), onde um deles acusa dois diretores de já terem “encomendado o samba”, em um diálogo de pouquíssimas linhas que, em nada, difere do que, nós compositores, diretores, frequentadores das Quadras de Escola de Samba ouvimos, à profusão, até porque, queiram ou não, a central de boatos faz parte da cultura da disputa de samba, assim como na política.

Nada diferente do que sempre se ouviu, não fosse pelo mau uso de tal despretensiosa conversa como justificativa para alterar a escolha do samba campeão ou como prova para tentar macular a honra e a dignidade de pessoas sérias.

Resultante disso, acabamos de distribuir nove interpelações judiciais (Pedidos de Explicações, com fulcro no art. 144 do Código Penal), para que a acusadora, Rute Maria, esclareça, aclare, individualize suas acusações, aponte quem vendeu, quem comprou e quais os valores ou favores oferecidos (ou recebidos).

Não há outro caminho.

santa15Os próximos passos, posso adiantar, serão o ajuizamento das Ações Penais Privadas (individuais, claro), contra a mesma Presidenta, por parte de todos os que se sentirem ofendidos, bem como ingressaremos com as cabíveis ações indenizatórias por Dano Moral em nome de cada um dos atingidos, inclusive, no caso dos compositores, com o pedido de ressarcimento pelo premio a que fariam jus (valor pago pelas arrecadadoras de direito autoral pela vitória que lhes foi ceifada),

Em situações como esta, os palpiteiros de plantão precisam ter calma pois palavras de apoio, especialmente em público, (notadamente em redes sociais) podem ser vistas como manifestações de concordância com a versão contada pela Sra. Presidenta e, mesmo que não seja a intenção inicial, obliquamente insinuam que os compositores do samba são pessoas desonestas e praticaram alguma espécie de fraude ou de ato ilícito. No limite, eles podem acabar recendo a mesma interpelação da Sra. Presidenta.

Foi-se o tempo em que os compositores comportavam-se com um temor reverencial diante dos mandatários das agremiações. Corrigindo: Alguns ainda resistem nessa postura antiquada, indigna e injustificável, outros não.

Respeito é uma coisa, Subserviência e conformismo diante de injustiças flagrantes como essa ou medo de represálias corporativistas é outra coisa completamente diferente.

Que se faça a Justiça.

Que algumas pessoas aprendam a refletir sobre as consequências de seus atos e palavras antes de proferirem, irresponsavelmente, acusações infundadas e que essa atitude de meus constituintes Vinicius Ferreira, Thiago Lepletier, Danilo Alegria, Hugo Oliveira, Thales Nunes, Macaco Branco,Guilherme Salgueiro, Dalton Cunha e Henrique Xavier sirva como exemplo.

Estamos unidos. Unidos por Vila Santa Tereza. Unidos pelo Samba. Unidos pelo Respeito. Unidos pela Verdade.

E Unidos contra a tirania, contra o abuso de poder e contra a injustiça.

[N.do.E.: a Unidos de Vila Santa Tereza é uma escola de samba que atualmente está no Acesso B, o que equivale ao terceiro grupo. Desfila na Avenida Intendente Magalhães, em Campinho.PM]

Imagens: Tudo de Samba, Ziriguidum, SRZD e G1

2 Replies to “O caso de Vila Santa Tereza”

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