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Neste domingo a coluna do compositor Aloisio Villar inicia a sua retrospectiva de 2013.

Retrospectiva 2013 – Parte I

E o ano chegou ao fim, mais um. A essa altura já tivemos o show do Roberto Carlos, já não é mais Natal na Leader Magazine, você já se curou da ressaca do Natal e foi ao shopping trocar aquela calça que sua tia lhe deu dois números menor que o seu.

Vivemos aquela semana que parece ser rápida, mas demora um século para passar que é a semana entre o Natal e o Ano Novo. Tempo de reflexão de como foi o ano. Daqui a pouco começam as reportagens das pessoas lotando rodoviárias e aeroportos assim como os fogos chegando e viajando por balsas em Copacabana para o show da virada.

A Globo faz sua retrospectiva com os fatos marcantes do ano. Aliás, ano passado eu disse e repito, é a única época do ano que falamos a palavra retrospectiva assim como apenas no carnaval falamos “genitália” e no Natal “próspero” para dizer “Feliz Natal e próspero no novo”.

Ano marcante demais que começou com incêndio na boate em Santa Maria e acabou com as mortes de Nelson Mandela e Reginaldo Rossi. Ano que todos têm histórias pra contar.

E eu também.

Posso dizer que 2013 foi um ano estranho. Pareceu vários anos em um só. Anos  bons e ruins dentro de um que pareceu mais devagar que o normal. Mas que acabou de uma surpreendentemente boa. Acaba em um viés de alta como poucas vezes tive na vida.

Já começou impactante com a notícia da gravidez de Michele. Viria mais um rebento na área, mais um filho. Dessa vez uma gravidez planejada entre ela, eu e sua companheira. Bia não seria mais sozinha no mundo, teria alguém pra lhe fazer parceria e ser seu companheiro ou companheira para sempre. Sou filho único e só eu sei como tantas vezes na vida precisei de um irmão pra compartilhar dores, angústias, tristezas, alegrias e não tive.

A criança estava prevista apenas para setembro e o ano prosseguiu. Chegou ao carnaval, quando por um momento raro de nossa folia os principais grupos de escolas de samba do Rio de Janeiro fizeram justiça em seus resultados. O samba venceu no grupo especial com o belíssimo samba da Vila Isabel falando do homem do campo. Para mim o melhor samba da década e o belo samba acompanhado da fé venceu no acesso garantindo a volta da tradicional Império da Tijuca ao grupo especial.

A folia de 2013 reservou também um momento triste, mas completamente previsível. O rebaixamento do Boi da Ilha ao penúltimo grupo das escolas de samba. O Boi de meados da década passada pra cá vem passando por um processo de decadência que se agravou com a perda da quadra em 2009. Além de todas as dificuldades ainda desfilaria na hora da União da Ilha.

Estava tão na cara que teria problemas nas obrigatoriedades como componentes e número de baianas (calcanhar de Aquiles das escolas da Ilha) que teve e essa perda de pontos foi fundamental para seu rebaixamento. O Boi não dá mostras que possa se recuperar em curto prazo e passa por um momento perigoso como várias escolas que entraram em uma espiral ruim e acabaram virando bloco ou “enrolando a  bandeira”, ou seja, acabando.

Momento diferente passa o Acadêmicos do Dendê. Não fez um grande desfile, mas também não correu riscos de rebaixamento. Continua no mesmo grupo e graças a isso pela segunda vez na história desfilará no mesmo grupo do Boi da Ilha. A primeira foi em 1995, mas com a diferença de estar mais organizado e ter quadra própria. Situações fundamentais.

A União da Ilha, assim como em 2012, perdeu grande chance de voltar ao desfile das campeãs por erros próprios. Dessa vez erros internos de vaidade em sua bateria, que acabaram prejudicando todo o desfile. Ficou em nono lugar e para 2014 temos promessa de reação de Mangueira e Portela, ambas saindo de seus momentos ruins e acho que fica mais difícil para a Ilha realizar esse sonho da volta.

Acima citei a Portela. Pois bem, ela fez parte de meu 2013. Recebi no começo do ano convite do meu amigo Pedro Migão para fazer samba na escola caso a chapa da qual fazia parte vencesse as eleições. A chapa venceu, acabando com período de trevas na agremiação e eu virei compositor da Portela.

Foi uma experiência mágica passar esse período na “Majestade do Samba”. Sem dúvidas a maior das escolas de samba. Pessoas de valor e bem intencionadas assumiram o comando da Portela, que acaba 2013 na esperança de dias melhores.

No concurso de samba-enredo, talvez pela inexperiência – nunca por desonestidade, a direção cometeu alguns erros e nossa parceria acabou prejudicada nisso. Apesar da imensa decepção com seu concurso de samba-enredo não posso negar que essa gestão é o caminho para a Portela voltar a sorrir e torço por isso.

Da passagem meteórica pela Portela fica a alegria de conhecer o compositor Humberto Carlos que virou meu parceiro no Boi da Ilha e da amizade fortalecida com o grande poeta e vencedor Alexandre Valle. Alexandre sem dúvida nenhuma foi um dos meus pontos altos em 2013. Também fica registrado que compositores ao mesmo tempo podem ser geniais e ‘cabeça de criança mimada’.

Falando ainda em samba, me recuperei da decepção portelense entrando com o Cadinho em um projeto chamado “Escola de Bamba” que consistia em ensinar crianças de um colégio público a fazer samba-enredo e essas crianças disputarem o concurso de samba-enredo da escola de samba mirim “Corações Unidos do CIEP”.

Fizemos um samba sobre a cidade de São Paulo com as crianças da escola Municipal Rotary, que fica na esquina de minha casa, e para minha grande alegria elas foram as vencedoras da disputa e esse samba irá pra Sapucaí. Conseguimos com isso que várias crianças se apaixonassem pelo mundo do samba e vimos brotar talento como o canto de Elias, filho do Cadinho. O garoto de doze anos é uma grande promessa.

Venci pela sétima vez no Boi da Ilha, me tornando o segundo maior vencedor de sambas da história da agremiação passando os lendários Carlinhos Fuzil, Mauricio 100 e ficando atrás apenas de Marquinhus do Banjo. Uma vitória polêmica, que não sei se foi merecida, mas também perdi muitos sambas na agremiação que não merecia. Fiz parte de um super parceria que na verdade só foi super no papel.

No dia seguinte venci pela sétima vez no Acadêmicos do Dendê, me tornando ao lado de Cadinho o maior vencedor da história da escola. Não era um super parceria no papel como a do Boi, mas foi na prática. Parceria que contava com nomes como o já citado Alexandre Valle e o dono do blog Pedro Migão.

Um grande samba que me deu e dá um orgulho enorme. Um dos melhores que já compus na minha vida e acredito que será um dos melhores da história do Dendê. Fizemos um disputa perfeita conquistando quadra e seguimentos.

Assim como fez o samba de Carlinhos Fuzil na União da Ilha desde a primeira semana Muito tempo que a Ilha não escolhia um samba tão bom e via uma obra ser unanimidade em seu concurso.

Disputei cinco concursos de samba-enredo no ano, vencendo quatro. Cheguei a 97 sambas compostos para escolas, 61 finais e 32 vitórias. Ganhar em duas de minhas escolas do coração em dias seguidos, dia 5 Boi e 6 Dendê, transformou meu fim de ano em sambas especial amenizando a mágoa com o concurso portelense.

Não sei se farei sambas para o grupo especial em 2014. Cada vez tenho menos prazer em fazer para grandes escolas. Mas mesmo assim será um ano importante. Meus 17 anos como compositor onde devo chegar ao 100° samba feito.

Semana que vem continuo a retrospectiva falando de Bia, Gabriel e meu lado escritor.

Feliz ano novo!

3 Replies to “Orun Ayé: “Retrospectiva 2013 – Parte I””

  1. Meu amigo e parceiro Aloísio Villar, li com atenção e interesse a primeira parte de sua “RETROSPECTIVA/2013, o que faço todo ano, pois sei que o Poeta, com brilhantismo, pitadas de bom humor e sinceridade nas palavras sempre o faz com a genialidade dos escritores mais sensíveis. Se buscarmos a origem etmológica da palavra RETROSPECTIVA, ou “RETROSPECTARE, em latim. RETRO = pra trás e SPECTARE = olhar e esse “OLHAR PARA TRÁS” é sempre necessários para que possamos, depois olhar à frente com mais orgulho, com mais experiência, com mais alegria e consciência do quão fomos fortes e pelo que já passamos e quero te dizer que quero continuar caminhando ao seu lado como parceiro de samba e amigo de sempre, seja olhando para trás, para frente ou mesmo apenas olhando para o amigo e dando boas gargalhadas das péssimas piadas que você faz (sua veia comediante, junto com a opção clubíestica são seus pontos fracos, afinal, ninguém é perfeito, né, Poeta? rs). Estamos juntos, meu parceiro e sempre que publicar novos textos, me envie o link pelo Facebook para que eu possa mostrar aos meus amigos de lá. FELIZ 2014, saúde,felicidade junto aos seus pinpolhos, que Deus continue te abençoando e inspirando e que suas obras teatrais possam cada vez mais serem assistidas e valorizadas. Tá bom ou me esqueci de algo? rs Abração, Poeta!

  2. Obrigado poeta. Como disse no texto um dos grandes momentos do ano foi o fortalecimento de nossa amizade e parceria. Tenho certeza que ainda faremos muitos sambas juntos e essa amizade sempre se fortalecerá. Um feliz ano novo para você e todos os seus familiares. Um 2014 repleto de realizações.

    Só não concordo em relação as minhas piadas. Elas são boas rsrsrs

    Grande abraço

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