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Como escrevi na semana passada, sábado retrasado estive no show de Paulinho da Viola realizado em apresentação única na casa de shows Vivo Rio, aqui no Rio de Janeiro.
Em uma casa absolutamente lotada, Paulinho desfiou grandes sucessos de seu repertório, algumas músicas menos conhecidas e um bloco de canções que jamais haviam sido registradas – uma delas, inclusive, teve parte da melodia aproveitada em “Dança da Solidão”. 
A memória musical do samba está repleta de canções que jamais foram registradas e que estão se perdendo à medida que os mais velhos estão falecendo e não se registra.
Participaram do show também os músicos João Rabello e Beatriz de Faria, filhos do cantor e compositor e que demonstraram que trazem o talento de berço. Ambos tiveram momentos solo, e João interpretou um choro de forma bastante feliz. Registre-se também a presença na plateia de Elton Medeiros, um dos maiores compositores do samba brasileiro e parceiro de Paulinho em diversas músicas.

Enfileirando sucessos, em muitos momentos a platéia cantou junto, como na própria “Dança da Solidão”, “Pecado Capital”, “Coração Leviano” – que fez parte do bis – “Onde a Dor Não Tem Razão” e “Foi Um Rio que Passou em Minha Vida” – estas duas, nos vídeos que registrei e disponibilizo aqui neste post.

Também merece menção o fato de Paulinho ter interpretado “Sei Lá, Mangueira” (parceria com Hermínio Belo de Carvalho) e o samba de exaltação da União de Jacarepaguá, escola que frequentou antes de chegar à Portela e na qual foi homenageado em 2009. Neste último caso me surpreendeu o fato de muita gente saber este samba e cantar junto, porque praticamente só o conhece quem frequenta o desfile do Acesso B na Terça Feira Gorda, onde a agremiação hoje desfila.

Sempre é um prazer muito grande assistir a um show do cantor e compositor – como escrevi no post da sexta feira passada – mas faria dois pequenos senões, que não empanam o brilho da apresentação mas soam perceptíveis a um fã mais acurado como eu: primeiro o fato de não ter cantado qualquer canção de compositores da Portela.

E segundo, a meu ver mais grave, foi não ter mencionado à platéia o enredo da azul e branco para 2013, do qual ele é um dos homenageados. Acho que não custaria nada fazer a gentileza de informar a um público que majoritariamente não acompanha as escolas a esta época do ano.

Apesar disso, sem dúvida alguma passei uma noite bastante agradável no último sábado, em que pese o enrolado e lento serviço da casa – é algo que pode melhorar, até porque piorou bastante em relação à minha última ida a esta casa, por ocasião do show de Chico Buarque.

Mas valeu a pena. Viva Paulinho!